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quinta-feira, junho 04, 2009

Massacre da Praça de Tiananmen


A 3 de Junho de 1989 atinge-se o auge de uma série de manifestações pró-democráticas, lideradas por estudantes chineses.
A 15 de Abril, a seguir à morte do secretário-geral do partido comunista e do reformista democrático Hu Yaobang os estudantes desencadearam manifestações pacíficas em Xangai, Pequim e noutras cidades. Hu tornou-se um herói entre os chineses liberais quando recusou fazer parar os distúrbios em Janeiro de 1987.
As manifestações pró-democráticas continuaram com as pessoas a pedirem a mudança do líder supremo da China, Deng Xiaoping e também a cúpula de todos os funcionários do Partido.
Nos primeiros dias do mês de Maio, havia sinais claros de uma cisão dentro da cúpula do Partido Comunistas Chinês. Enquanto o chefe do partido, Zhao Ziyang, mostrava compreensão para as reivindicações estudantis, o primeiro-ministro, Li Peng, e Deng Xiaoping defendiam a linha dura.
A 13 de Maio, os estudantes reunidos na praça da Paz Celestial iniciaram uma greve de fome, para chamar a atenção a Mikhail Gorbachov, que visitaria a China dois depois.
Li Peng recusa as exigências dos estudantes e a visita de Gorbachov realiza-se normalmente, mas o protocolo tem de ser alterado e é cancelada a visita à praça de Tiananmen.
No dia 20 de Maio Li Peng decretou a lei marcial, e a 23 de Maio Zhao Ziyang foi deposto, selando a vitória da linha-dura do governo chinês.
A cisão começava também a atingir os manifestantes. Os mais radicais negavam-se a seguir a sugestão feita pela Aliança Universitária de Pequim, de encerrar a manifestação. No dia 29, os estudantes de belas-artes fazem uma réplica da Estátua da Liberdade com 10 metros de altura, usando papel e esferovite, a que chamaram a “A Deusa da Democracia”. A imagem correu o mundo e tornou-se icónica desta luta.
Durante as sete semanas que duraram as históricas manifestações dos estudantes universitários de Pequim, irradiou da praça da Paz Celestial para o mundo um sopro de entusiasmo e esperança. Eles pediam democracia e fim da corrupção, a justeza das suas reivindicações fez em poucos dias multiplicarem-se os manifestantes, que passaram de 20 mil para quase 2 milhões, envolvendo praticamente todos os sectores da sociedade.
Mas o fim seria trágico.
Depois da tentativa frustrada do Exército controlar Pequim pacificamente, porque os soldados recuaram frente aos apelos dos manifestantes. A cúpula do Partido Comunista e do Exército de libertação, obrigaram os soldados a intervir activamente.
Às 4h30 do dia 4 de Junho, as luzes acendem-se e tropas e tanques desencadeiam o ataque final. O solo da Praça da Paz Celestial fica juncado de cadáveres. O balanço final nunca foi conhecido. Segundo a Amnistia Internacional, foram mortos nessa noite mil manifestantes, segundo dados mais recentes, mas também não definitivos, os mortos dessa noite foram 727 – 14 soldados e 713 manifestantes. Foram feridos, nessa noite dez mil pessoas e presos milhares de estudantes e trabalhadores.
A repressão continuou em todo o país, até hoje, com prisões e execuções sumárias, controle da imprensa e não respeito pelos Direitos humanos.

quarta-feira, março 11, 2009

Quinto Aniversário dos Atentados de Madrid


Cinco anos depois dos ataques terroristas de 11 de Março, em Madrid, recordam-se os factos: Às 07h37 (06h37 em Lisboa), uma bomba explodiu num comboio junto à estação de Atocha, um minuto depois ouvem-se outras explosões na mesma composição. No interior da estação de Atocha instala-se o caos e as centenas de passageiros tentam abandonar o terminal ferroviário. Às 07h38, mais duas bombas explodem nas estações de El Pozo e Santa Eugenia. Um minuto depois, às 07h39, quatro explosões destroem um comboio a 500 metros da estação de Atocha. A explosão de dez bombas, em apenas três minutos, provocou 191 mortos e mais de 1.500 feridos, naquele que é considerado o maior atentado terrorista de sempre na Europa.
Em Outubro de 2007, foi conhecida a sentença do julgamento dos atentados de 11 de Março. Dos 28 réus presentes a julgamento, 21 foram condenados a cumprir pena, mas 7 foram absolvidos. Nalguns casos, a acumulação de delitos levou a penas de 40.000 anos de prisão.
Em Julho de 2008, o Tribunal Supremo analisou um total de 31 recursos da sentença, apresentados pelo Ministério Público, por associações de vítimas e pela maioria dos condenados.
Acabou por absolver quatro dos 21 condenados por responsabilidade nos atentados de 11 de Março, condenando um outro arguido que tinha sido absolvido e mantendo a absolvição de um dos suspeitos de autoria intelectual do massacre.
O quinto aniversário dos atentados será o primeiro com os responsáveis na cadeia. O dia de hoje é marcado pela realização de homenagens e debates com especialistas e vítimas de terrorismo, numa altura em que as vítimas começam a ser esquecidas, pelas entidades governamentais. As iniciativas, organizadas pelas autoridades espanholas e pela Rede Europeia de Vítimas de Terrorismo, decorrerão em vários pontos de Madrid. (Público e RTP).
Memorial às vítimas construído na estação de Atocha.

50 Anos de Anexação


A 10 de Março de 1959, o Dalai Lama foi convidado a assistir a um espectáculo no acampamento militar chinês nos arredores da capital tibetana, Lhasa. O convite especificava que devia vir sem escolta e os tibetanos acreditaram que os chineses queriam raptar o seu líder espiritual. Saíram em massa à rua num dia que ficou até hoje como um símbolo da revolta tibetana, que Pequim reprimiu violentamente nos dias seguintes.
A 17 de Março, a residência de Inverno do Dalai Lama era bombardeada pelos chineses. Tenzin Gyatso, então com 23 anos, decidiu deixar Lhasa. Disfarçado de soldado tibetano, com uma arma ao ombro, saiu do palácio de Norbulingka e passou pela multidão que rodeava o edifício.
Esperava-o uma caminhada de 13 dias através do Himalaia até à fronteira com a Índia, onde o Governo de Jawaharlal Nehru lhe daria asilo. Mas quando partiu, ainda não tinha escolhido um destino. "Se deixasse Lhasa, para onde iria, quem me daria asilo? Não sabíamos aonde a jornada nos conduziria nem como terminaria", escreveu na sua autobiografia. Mas a fuga não foi improvisada: uma parte do tesouro do palácio de Potala tinha sido previamente embalada para a viagem. Após deixar o palácio, o grupo de 20 pessoas, incluindo os familiares próximos do Dalai Lama, atravessou o rio Kyichu e viajou sob a protecção dos guerrilheiros Kampa, apoiados pelos EUA. Mas ninguém sabia da fuga, dentro e fora do Tibete, sustenta o governo tibetano no exílio.
Os chineses deram pela falta do Dalai Lama dois dias depois: a vigilância apertou, obrigando o grupo a viajar de noite, apesar das temperaturas negativas. Flechas disparadas por arqueiros transportavam mensagens sobre os desfiladeiros, avisando os aldeões para prepararem animais e guias para os fugitivos. As pontes de bambu foram cortadas e todos os caminhos foram bloqueados, excepto o que conduzia ao desfiladeiro de Khenzimana, na fronteira com a Índia, onde o Dalai Lama chegaria a 31 de Março. (Público).

terça-feira, dezembro 09, 2008

60 Anos de Direitos Humanos



Há 60 anos, no dia 10 de dezembro de 1948, a Assembleia Geral das Nações Unidas adoptava em Paris a Declaração Universal dos Direitos Humanos, um pequeno documento que deu origem ao sonho de o mundo respeitar a dignidade de todos os seres humanos.
Inspirada na Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão, de 1789, e na Declaração de Independência dos Estados Unidos, de 1776, a Declaração Universal dos Direitos Humanos tem na sua origem o trauma provocado pela Segunda Guerra Mundial e pela barbárie nazista.
O texto foi adoptado pelos então 58 Estados membros da Assembléia Geral da ONU, com excepção da União Soviética, dos países do Leste europeu, da Arábia Saudita e da África do Sul, que se abstiveram.
Mesmo sem valor coercivo, a Declaração Universal dos Direitos Humanos inspirou todos os tratados internacionais do pós-guerra, e é reconhecida como o fundamento do direito internacional relativo aos direitos humanos.
As convenções internacionais para banir a discriminação contra as mulheres, de 1979, além das convenções contra a tortura (1984) e pelos direitos das crianças (1990), junto com a criação do Tribunal Penal Internacional em 1998 são fruto da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
A Declaração também inspirou “o direito de ingerência" e de assistência humanitária, no entanto, o documento não impediu o genocídio do Ruanda, em 1994, não impede o genocídio no Darfur onde se continuava a morrer de fome ou violência, não impede que a Somália se aproxime rapidamente duma tragédia igual ao do Darfur; também não impede que a junta no poder na Birmânia mantenha à 14 anos sobre prisão o Prémio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi e mais mil prisioneiros de consciência.
Muito menos impede a violação diária dos direitos fundamentais em diversas partes do mundo e ainda menos, obriga ao desmantelamento dessa aberração anacrónica que é o campo de concentração de Guantánamo.
Diz a Declaração Universal dos Direitos Humanos que, todos os homens nascem livres e iguais, mas 60 anos depois, não restam dúvidas que George Orwell tinha razõa quando escrevia no seu livro "O Triunfo dos Porcos", que uns nascem mais iguais do que outros, num mundo cada vez mais grotesco.

domingo, novembro 09, 2008

A Noite de Cristal


Se há dia fatídico para a Alemanha esse dia é o 9 de Novembro; no século passado este dia foi a data de, pelo menos, quatro acontecimentos históricos que marcaram a História do país e modelaram, também, a história europeia.
No dia 9 de Novembro de 1918, o social-democrata Philipp Scheidemann proclamou a República na Alemanha, de uma varanda do Reichstag, na capital Berlim.
A 9 de Novembro de 1923, os nazistas de Munique, comandados por um desconhecido de nome Adolf Hitler, fizeram uma tentativa de golpe, com o objectivo de tomar o poder da Baviera para, em seguida tomar o poder do país. Esta tentativa de golpe passou à História como o “ Putsch da Cervejaria”, pois tudo começou na famosa cervejaria Burgebraukeller, onde o ex.cabo do exército alemão, reuniu um grupo de seguidores e após um tiro no tecto, marcharam até à sede do Ministério de Guerra Bávaro, para derrubar o que consideravam ser o governo traidor da Baviera, de modo a iniciar a marcha sobre Berlim. Os que não foram mortos, nesta tentativa de golpe, acabaram presos, como o desconhecido Adolf.
A 9 de Novembro de 1989, foi o dia que mudou o destino da Alemanha e do Mundo, com a queda do Muro de Berlim, um acontecimento de amplas consequências geográficas, políticas e estratégicas. Menos de um ano depois, a 3 de Outubro de 1990, dá-se a reunificação da Alemanha, que estivera dividida durante 41 anos em duas repúblicas, de um lado a R.F.A e do outro lado a R.D.A.
Com o fim da República Democrática Alemã, dá-se o desmoronamento de todos os regimes comunistas da Europa de Leste, colocando um ponto final na guerra-fria e mudando completamente o mapa político do Mundo.

Mas o acontecimento, que é a razão deste texto deu-se faz hoje setenta anos. Na noite do 9 para 10 de Novembro de 1938, agentes nazistas assassinaram 91 judeus e outros 30 mil foram detidos, para além de incendiarem 267 sinagogas, saquearem e destruírem cerca de 7500 lojas e empresas da comunidade judaica. Os judeus com mais de 18 anos foram humilhados, amedrontados, presos e enviados para campos de concentração.
A Noite de Cristal (Kristallnacht) em referência aos vidros partidos dos estabelecimentos comerciais destruídos, marcou o início do Holocausto, que causou a morte de seis milhões de judeus na Europa até o final da II Guerra Mundial.
A razão apresentada pelos nazistas para o pogrom de 1938 foi o assassinato do diplomata alemão Ernst von Rath, em Paris, pelo jovem estudante polaco e judeu Herschel Grynszpan de 17 anos, dois dias antes.
No entanto, a perseguição nazista à comunidade judaica alemã já havia começado em Abril de 1933, com o apelo feito pelo regime nazista aos cidadãos alemães de boicotarem estabelecimentos judeus. Mais tarde, os judeus foram proibidos de frequentar todos os estabelecimentos públicos, inclusive escolas e hospitais.
No Outono de 1935 a perseguição aos judeus, considerados inimigos dos alemães, atingiu um ponto de não retorno com a chamada, Legislação Racista de Nuremberga. A lei de 15 de Novembro de 1935 proibia os casamentos de judeus com alemães, as relações extraconjugais entre alemães e judeus, que alemães fizessem serviços domésticos para famílias judaicas ou que um judeu hasteasse a bandeira nazista. Ainda em 1938, as crianças judaicas foram expulsas das escolas e foi decretada a expropriação compulsiva de todas as lojas, indústrias e estabelecimentos comerciais dos judeus.
Os ataques que ficaram na História como “ A Noite de Cristal” foram o sinal definitivo de que o regime nazista não conhecia limites em relação à perseguição dos judeus. A destruição, humilhação, prisões e mortes daquele dia foram o prenúncio do Holocausto e o primeiro passo rumo ao que o regime nazista designaria como Solução Final para o extermínio dos judeus.

quinta-feira, outubro 30, 2008

A Guerra Dos Mundos


Era uma noite normal de Outono, naquele dia 30 de Outubro de 1938, até que a emissora de rádio CBS interrompeu a sua programação habitual para noticiar uma suposta invasão de marcianos.
Dramatizando o livro de ficção científica A Guerra dos Mundos, do escritor inglês H.G. Wells, o programa relatava a chegada de marcianos a bordo de naves extraterrestres à cidade de Grover’s Mill, no Estado de Nova Jersey. Os méritos da genial adaptação, produção e direcção da peça eram do então jovem e quase desconhecido actor e realizador de cinema Orson Welles.
O programa transmitido com reportagens em directo, entrevistas com testemunhas que estariam a viver os acontecimentos, opiniões de peritos e autoridades, efeitos sonoros, sons ambientes, gritos, a emoção dos supostos repórteres e comentaristas, dava a impressão de ser um acontecimento real, aumentando assim o carácter dramático do teatro radiofónico.
O medo e o pânico, tomou conta das cidades de Nova Jersey, Nova Iorque e Newark, com fugas em massa e reacções desesperadas dos moradores.
A CBS calculou que o programa foi ouvido em directo por cerca de seis milhões de pessoas, metade das quais, sintonizou o programa quando este já tinha começado, perdendo a introdução que informava tratar-se de um teatro radiofónico. Mais de um milhão de pessoas acreditou ser um facto real.
O jornal Daily News resumiu na manchete do dia seguinte a reacção ao programa: “Guerra falsa no rádio espalha terror pelos Estados Unidos”.
A Guerra dos Mundos não só tornou Orson Welles mundialmente famoso como é, segundo cientistas da área da comunicação social, o programa que mais marcou a história dos media no século XX.

sábado, junho 07, 2008

Tratado de Tordesilhas


O Tratado de Tordesilhas, assinado em 7 de Junho de 1494, entre representantes da coroa portuguesa e da coroa espanhola em Tordesilhas, e ratificado pelos respectivos reis (D. Fernando e D. Isabel de Castela e D. João II de Portugal), pretendia, de forma geral, delimitar as áreas de influência dos reinos ibéricos na expansão ultramarina. Já anteriormente, o tratado de Alcáçovas (1479) e uma série de bulas papais tinham imposto uma demarcação dos direitos sobre os novos territórios descobertos, sendo as bulas geralmente favoráveis aos reis católicos. Os progressos na expansão - nomeadamente a passagem do cabo da Boa Esperança (1488) e a chegada de Colombo à América (1492) - vieram tornar mais prementes os interesses portugueses e espanhóis: D. João II pretendia, nomeadamente, assegurar para Portugal o domínio da rota do cabo, que lhe permitiria chegar à Índia pelo caminho que, assim o pensara, era o mais curto. Pelo tratado de Tordesilhas se definiu, o domínio político, militar e comercial sobre os novos territórios e o equilíbrio das relações diplomáticas dos dois reinos.
De entre as resoluções então tomadas, a mais célebre e mais importante foi a da delimitação, através de um meridiano traçado a 370 léguas a oeste de Cabo Verde, das zonas de influência dos países ibéricos, cabendo a Portugal o hemisfério oriental e, a Espanha, o ocidental. Garantia-se aos navegadores espanhóis o direito de passagem para oeste e definia-se a repartição dos territórios que viessem a ser atingidos por Colombo, que então realizava a sua segunda viagem. Ambos os reinos se comprometiam a não recorrer ao papa com o intuito de alterar estas disposições, o que, a par da salvaguarda da rota do cabo, constituiu uma vitória para a diplomacia portuguesa.
Na prática, esta divisão do mundo foi limitada pelos interesses de outras nações europeias e pelas dificuldades científicas de traçar rigorosamente o meridiano definido. A longo prazo, no entanto, acabou por garantir a Portugal a posse do Brasil, cabendo a Espanha a maior parte do continente americano. O tratado de Tordesilhas acabou por ser anulado em finais do século XVIII.(Fonte Wikipédia).

sexta-feira, junho 06, 2008

Dia D


O dia 6 de Junho de 1944 entrou para a história como o Dia D. Neste dia, os Aliados iniciaram a ofensiva contra as tropas nazistas no Canal da Mancha. A operação conhecida pelo nome de código – Operação Overlord, foi a maior operação aeronaval da história militar.
Nos meses anteriores ao desembarque, mais de três milhões de soldados norte-americanos, britânicos e canadianos concentraram-se no sul da Inglaterra para atacar os alemães na costa norte da França. Além disso, dez mil aviões, sete mil navios e centenas de tanques anfíbios e outros veículos especiais de guerra foram preparados para a operação.
A 6 de Junho de 1944, foi anunciado pela rádio o começo da Operação Overlord, depois de ter sido adiada por 24 horas, devido ao mau tempo no Canal da Mancha. Antes do amanhecer, pára-quedistas e caças dos Aliados tinham bombardeado trincheiras alemãs e destruído vias de comunicação. Graças à supremacia aérea dos Aliados, foi possível romper a Muralha do Atlântico de Hitler e estabelecer as primeiras testas- de- pontes.
As perdas humanas – 12 mil mortos e feridos – foram menores do que esperadas, visto que o comando militar alemão fora surpreendido pelo ataque. No final do primeiro dia da invasão, mais de 150 mil soldados e centenas de tanques haviam desembarcado com sucesso.
O Dia D, comandado pelo general norte-americano Dwight D. Eisenhower, foi o ataque estratégico que daria o golpe mortal no regime nazista.

sábado, maio 31, 2008

Super - Homem


O Super-Homem, ícone entre os super-heróis de banda-desenhada, foi publicado pela primeira vez há setenta anos.
Criado por Jerry Siegel (argumento) e Joe Shuster, dois amigos judeus que cresceram juntos em Ohio, o Super-Homem surgiu pela primeira vez, musculado, de capa vermelha e a erguer um carro, a 01 de Junho de 1938 na publicação Action Comics.
Ao longo deste 70 anos, os diferentes autores foram criando novas personagens, como o super-cão, acrescentaram poderes ao super-herói, encenaram a sua morte e confrontaram-no com Batman.
O Super-Homem nasceu no planeta Kryton, com o nome de baptismo Kal-El, e foi enviado para a Terra ainda criança, tendo sido adoptado por uma família do Kansas, que o baptizou de Clark Kent.
Há várias teorias sobre a génese do Super-Homem, mas as mais citadas são o gosto comum dos autores por ficção científica e literatura de cordel e pela personagem Hugo Danner, do livro “Gladiator”, de Philip Gordon Wilie, que tinha capacidades sobre-humanas devido a experiências científicas. Sansão, Hércules, Moisés e Fritz Lang são outras referências que podem ajudar a explicar quem é Super-Homem, cuja identidade oficial - Clark Kent - alegadamente resulta da combinação dos nomes Clark Gable e Kent Taylor. Depois de aprender a dominar os seus super-poderes, como a força desmesurada e a capacidade de voar, o Super-Homem combatia o Mal ao mesmo tempo que se camuflava num emprego num jornal – o Daily Planet.
Qualquer boa história de BD com super-heróis tem que ter um vilão e nas do Super-Homem o mau da fita é Lex Luthor, enquanto Lois Lane entra nas cenas românticas.
Símbolo da cultura popular norte-americana, o Super-Homem rapidamente saltou das páginas das revistas de BD para a rádio, televisão, cinema e jogos de computador.
O sucesso de Super-Homem desencadeou o aparecimento de dezenas de outros super-heróis na banda desenhada, como o Capitão América, Batman e Homem-Aranha. (Lusa).

sexta-feira, maio 23, 2008

O Assassinato de Bonnie e Clyde


No dia 23 de Maio de 1934, os dois criminosos norte-americanos mais procurados na época, Bonnie e Clyde, foram mortos num tiroteio com a polícia do Estado de Louisiana.
Clyde Chestnut Barrow, nasceu em Teleco, no Texas, em 1909, e começou a carreira criminosa aos 16 anos, com pequenos furtos de lojas, seguindo-se assaltos a residências e o roubo de carros.
Bonnie Parker nasceu em 1910. Aos 18, já tinha um casamento fracassado. Na escola, tinha sido premiada várias vezes por escrever poesias e peças de teatro. Os dois conheceram-se em 1930, provavelmente na casa de um amigo comum. A partir daí, começou a carreira criminosa do duo Bonnie e Clyde.
O seu Barrow Gang era sinónimo de brutalidade impiedosa, mas também vista como um sinal de revolta contra a miséria, em tempos da Depressão. Os assaltos a bancos e a postos de gasolina sucederam – se, até que em 1932 houve o primeiro assassinato. A polícia norte-americana começou , então, a não dar tréguas ao gang, que entrou em fuga permanente, roubando cada vez mais e cada vez mais fortemente armado. Seguiram-se 14 assassínios e várias fugas espectaculares dos cercos da polícia. Todo o país acompanhava, pelos jornais e pela televisão, os passos do bando.
No começo do ano de 1934, Bonnie e Clyde libertaram três companheiros do gang da prisão. Foi, então, que o director dessa prisão, Frank Hamer, lhes armou a cilada mortal.
Frank Hamer contactou o pai de Henry Methvin, um dos rapazes do gang prometendo impunidade, se este colaborasse na prisão da dupla. O pai de Henry Methvin, simulou uma avaria no camião dele, que obrigou Bonnie e Clyde a pararem, para o ajudarem. Quando saíram do carro, para ajudar o ancião, foram recebidos com uma barreira de fogo, feito por seis franco-atiradores, que os mataram. Terminava assim, a carreira do par de criminosos que com o seu talento para fugir à polícia e com o romance entre os dois, fascinou os americanos de então.

quarta-feira, maio 14, 2008

Frank Sinatra


Há 10 anos, o mundo perdia A Voz. A lenda de olhos azuis, partia cansado desta vida. Como uma vez disse, "Só se vive uma vez. E da maneira que eu vivo, uma vez basta."
Francis Albert Sinatra, nasceu em 12 de Dezembro de 1915 no estado de Nova Jérsia, Estados Unidos. Frank era filho único e nunca estudou música. Autodidacta, abandonou o último ano do liceu para começar a cantar.
O mito Sinatra começou em 1939 com a gravação de “All or Nothing All” e terminou cinco décadas e mais de 1450 canções depois. Com uma veia artística fora do comum, o cantor foi também actor com méritos firmados sendo protagonista em cerca de 50 filmes até meados da década de 60.
Juntamente com Dean Martin, Sammy Davis Jr, Peter Lawford, Joey Bishop, mais a mascote Shirley MacLaine, Frank Sinatra formou o célebre “Rat Pack”, grupo de artistas que fez muito sucesso nos palcos e no cinema nesta época.
O seu talento para o show business foi duplamente reconhecido: ele tem duas estrelas no Hall of Fame em Hollywood, uma pelo seu desempenho musical e outra pela seu desempenho como actor.
Na vida pessoal foi um homem misterioso, sendo amiúde conectado à máfia nova-iorquina. Teve diversos casamentos, primeiro com Nancy Barbato, e depois com as actrizes Ava Gardner e Mia Farrow, e finalmente com Bárbara Marx com quem viveu até ao fim dos seus dias.
A sua voz aveludada conquistou milhares de admiradores de diversas gerações, fazendo com que mesmo quem não conhece Frank Sinatra, provavelmente conhece as músicas dele, como por exemplo, “Strangers in the night”, “ New York, New York”, ou”My Way”.
Frank Sinatra terminou a sua carreira de cantor em 1995, quando contava oitenta anos de idade. Morreu em Los Angeles, a 14 de Maio de 1998, de ataque cardíaco. Frank Sinatra deixou uma obra incomparável e é frequentemente considerado o melhor cantor popular de todos os tempos.

segunda-feira, abril 28, 2008

Execução de Mussolini


No dia 28 de Abril de 1945, no dia em que as tropas alemãs capitularam na Itália, o líder fascista Benito Mussolini e a sua amante Clara Petacci foram executados.
O fim de Mussolini começou no Verão de 1943, quando os Aliados desembarcaram na Sicília. No dia 25 de Julho desse ano, o rei Vítor Emanuel rendeu-se aos Aliados e declarou guerra à Alemanha nazista, demitindo e mandando prender o “Duce”.
Em resposta, os alemães ocuparam a Itália e libertaram Mussolini da prisão, proclamando a República de Saló, um governo fantoche da Alemanha. Enquanto isso, a população italiana organizava a resistência e cooperava com as tropas aliadas, que avançavam para o norte.
No final de Março de 1945, os guerrilheiros antifascistas, “os partigiani”, conquistaram Milão, fechando o cerco a Mussolini, que ainda tentou, sem sucesso, negociar a sua rendição. No dia 28 de Abril de 1945, os alemães capitularam.
Amargurado e resignado, Mussolini tentou fugir para a Suíça com sua amante Clara Petacci, num comboio de soldados alemães. Mas era tarde demais para o “Duce”: os partigiani interceptaram o comboio, reconheceram o líder fascista e fuzilaram-no juntamente com a amante. Os corpos foram levados para Milão e expostos, pendurados de cabeça para baixo, na praça do Loreto.

sábado, abril 26, 2008

Bombardeamento de Guernica


"Guernica", a obra política mais famosa do século XX foi motivada pelo bombardeamento da cidade do mesmo nome, centro da tradição cultural basca. O quadro é o reflexo da leitura subjectiva que Pablo Picasso faz da Guerra Civil de Espanha e vem provar que o tema da batalha também pode ser tratado pelos artistas modernos.
Conta-se que um oficial das SS lhe perguntou, apontando para a pintura:
-Foi o senhor que fez isso?.
Picasso respondeu:
-Não. Foi o senhor.
O quadro foi pintado para a Exposição Mundial de Paris, em 1937. Está hoje no Museu Rainha Sofia, em Madrid.
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Na segunda-feira, 26 de Abril de 1937 na cidade de Guernica, no País Basco, que até então permanecera praticamente ao lado da Guerra Civil Espanhola, a vida decorria com a normalidade quotidiana de uma pequena cidade de cinco mil habitantes.
A meio da tarde, por volta das quatro e meia, começa-se a ouvir na cidade algumas detonações isoladas, provocadas pelo lançamento de bombas por parte da força aérea italiana. A população entra em alvoroço, mas nada fazia prever o que viria a seguir.
Entre as seis horas e meia da tarde e as seis horas e quarenta e cinco, em vagas sucessivas, veio o ataque principal dos bombardeiros da nazista Legião Condor que reduziram a cinzas a cidade basca. O ataque aéreo, que teve uma duração total de três horas, custou a vida de 1.645 pessoas.
Calcula-se que, vinte e duas toneladas de explosivos foram lançados sobre aquela pequena cidade, entre pequenas bombas incendiárias e bombas de 250 quilos. Trezentas pessoas morreram imediatamente, milhares ficaram feridas, até porque os aviões alemães perseguiam e abatiam os fugitivos. Três quartos dos prédios foram arrasados e ao mesmo tempo , a rede de canalização da água foi também destruida, fazendo com que, os prédios que não foram dizimados pelos bombardeamentos, fossem consumidos pelas chamas que alastraram livremente, em frente de uma população impotente para as combater.
O criminoso diário de guerra dos franquistas, concluiu: “O tipo de construção das casas fez com que a destruição fosse total. Ainda se vêem os buracos das bombas na rua. Simplesmente fantástico”.
A política da Alemanha nazi, foi utilizar a Guerra Civil Espanhola como campo de testes para os pilotos e os aviões da Luftwaffe. O ataque da Legião Condor foi o primeiro bombardeamento aéreo massivo contra a população civil na história europeia. A partir daí, e principalmente durante a Segunda Guerra Mundial, o terror contra civis tornou-se um princípio.

sábado, abril 19, 2008

Partido Socialista


Primeiro símbolo utilizado pelo Partido Socialista.
No dia 19 de Abril de 1973, na cidade alemã de Bad Munstereifel, militantes da Acção Socialista Portuguesa, reunidos em Congresso, aprovaram, por 20 votos a favor e 7 contra, a transformação da Acção Socialista Portuguesa, em Partido Socialista.
Indiferente aos valores originais, por vezes referidos vagamente, numa perspectiva histórica, trinta e cinco anos depois, a organização partidária ainda continua, a usar a mesma denominação!

quarta-feira, abril 16, 2008

Lucy in the Sky with Diamonds


Muitos críticos musicais, afirmam que a canção dos Beatles, "Lucy in the Sky with Diamonds", do álbum, “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band”, é uma referência à droga conhecida por LSD. Jonh Lennon sempre afirmou que não, que “Lucy in the Sky with Diamonds” foi inspirada num desenho feito por seu filho, Julian Lennon.
Polémica à parte, faz hoje 65 anos que o químico
Albert Hofmann descobriu a droga alucinógena LSD, abreviatura da expressão alemã Liserg Saure Diethylamid ( dietilamida do ácido lisérgico). O químico suíço fez a descoberta por acaso, ao aspirar acidentalmente uma pequena quantidade de pó no laboratório. Albert Hofmann estava à procura de um estimulante da circulação sanguínea quando se deparou com o fungo do centeio. Este fungo era muito temido na Idade Média como causador de pestes mas ao mesmo tempo, sabia- se que ele tinha também efeitos positivos, por exemplo, o de conter hemorragias no parto.
Não foram, porém, as propriedades medicinais e, sim, os efeitos alucinógenos que transformaram o LSD numa das bandeiras do movimento hippie dos anos sessenta. A empresa para quem Hoffman trabalhava, a Sandoz, naturalmente, tentou lucrar com a descoberta, encarregando cientistas para testarem a droga na psiquiatria. O medicamento foi lançado no mercado com o nome “Delysid”, para tratamento de fobias e neuroses, mas com a advertência de que provocava alucinações.
Como pioneiro involuntário, Hofmann não tinha noção da dosagem correcta da droga, por isso não demorou nada, a surgirem as primeiras histórias de horror, sendo, que o seu consumo em excesso provocava a morte. Como a droga provoca alterações visuais, despersonalização e até a sensação de que se pode voar, ocorriam casos de suicídios em que dependentes de LSD saltavam de pontes e viadutos. As alterações de ânimo, do pensamento e, sobretudo, da percepção, acabaram por fazer internar em clínicas psiquiátricas, muitos dos seus consumidores.
Albert Hoffman, que tem mais de cem anos, disse um dia, que o ideal seria toda a gente, ter duas vidas: uma com e outra sem LSD.

segunda-feira, abril 14, 2008

Naufrágio do Titanic


A história do Titanic inicia-se com a tentativa feita por J. Bruce Ismay, presidente da White Star Line e J.P.Morgan o seu maior accionista, em concorrer na rota do Atlântico com a Cunard Line, proprietária dos paquetes Mauritania e Lusitania.
Em 1907 ambos decidiram construir 3 paquetes de grande porte e luxo para operar na rota Reino Unido - Estados Unidos. Seriam eles o Olympic, o Titanic e posteriormente o Britanic.
O Titanic teve a sua construção iniciada a 31 de Março de 1909 e foi lançado ao mar a 31 de Maio de 1911 tornando-se, com os seus 270 metros de comprimento por 28 de largura, o maior objecto móvel construído pelo homem.
Em Julho de 1911 foi marcada a data da viagem inaugural do Titanic: 20 de Março de 1912.
Devido ao facto de o Olympic bater com o cruzador da marinha britânica Hawke, ficando com fortes avarias que obrigaram o estaleiro a fornecer homens e materiais para atender às reparações, a primeira viagem do Titanic foi adiada para o dia 10 de Abril de 1912.
A 3 de Fevereiro de 1912, o Titanic deu entrada na Thompson Graving Dock, concluindo-se os acabamentos e iniciando-se os testes de navegação, testando a embarcação e os seus equipamentos.
No dia 2 de Abril partiu, sob o comando do Capitão Bartlett, para Southampton, o porto base para as viagens transatlânticas que começaria a realizar, onde chegou na madrugada do dia 4, iniciando o carregamento de carga e alimentos, além de receber a bordo a maior parte da tripulação. A embarcação ficou pronta para zarpar para a viagem inaugural no dia 9 de Abril.
No dia 10 de Abril, às 07:30 embarcou o novo comandante, Capitão Edward J. Smith, ex. Comandante do Olympic. Das 09:30 às 11:00 é realizado o embarque dos passageiros das 2a. e 3a. Classes. Os passageiros de 1a. Classe embarcaram às 11:30. Nessa tarde, o Titanic parte sendo puxado por rebocadores.
Um incidente ocorreu quando o Titanic, já navegando pelos seus próprios meios, passa próximo da embarcação New York. O deslocamento de água do seu movimento fez com que as amarras da outra embarcação se quebrassem e a popa da mesma vá na sua direcção. Graças a uma rápida intervenção da tripulação do New York a colisão é evitada por apenas 2 metros.
A partir daí, tudo correu normalmente até à triste madrugada de 14 e 15 de Abril, quando o Titanic naufragou após colidir com um iceberg a cerca de 400 milhas de St. John, Terra Nova e aproximadamente a 900 milhas do porto de New York.
Na manhã de Domingo, dia 14 de Abril, o Titanic recebeu a primeira de seis mensagens de advertência, que chegariam ao longo do dia, sobre icebergs.
Depois do jantar, o capitão Edward J. Smith, subiu até à ponte e conversou com o oficial de guarda sobre o tempo calmo e a dificuldade de visualizar icebergs.
Embora não tivessem binóculos, os vigias da noite, Frederick Fleet e Reginald Lee, assumiram os seus postos e, pouco antes da meia-noite, o vigia Fleet avisou a ponte, que se encontrava um iceberg 460 metros à frente. Numa manobra de emergência, o capitão tenta desviar o Titanic mas não conseguiu evitar a colisão a estibordo com a enorme massa de gelo.
Dez minutos após a colisão, a água inundava completamente todos os compartimentos danificados.
Thomas Andrews, calculou que ainda havia cerca de hora e meia até que a embarcação se afundasse completamente, sendo dadas ordens aos passageiros para que vestissem os coletes salva-vidas, ao mesmo tempo em que os botes eram lançados ao mar.
Houve tumultos e desorganização enquanto os botes salva-vidas eram lançados e ocupados. Temendo-se que eles se virassem no mar, os tripulantes inicialmente não permitiram que fossem ocupados com a capacidade máxima, 60 pessoas. Ao descer um dos últimos botes disponíveis, um oficial disparou três tiros para o ar, a fim de evitar que outros passageiros saltassem para o bote já cheio. Começou a haver pânico entre os passageiros. Por esta altura, o Titanic já se afundava.
Enquanto isso, a banda de música continuava a tocar no salão de jantar. Às 2h10min foi enviado o último pedido de socorro. Cinco minutos depois, a ponte de comando foi invadida pela água. Oito minutos mais tarde, o casco partiu-se ao meio e afundou-se. Apenas 706 das 2207 pessoas a bordo na viagem inaugural do navio de luxo sobreviveram. Os 706 sobreviventes foram resgatados pelo Carpathia, que chegou ao local às 3h30min.
O naufrágio do Titanic, foi para a época um golpe tremendo para a humanidade, ferindo profundamente o orgulho humano que, com as suas conquistas recentes, julgava arrogantemente ter dominado definitivamente a natureza. Os factos demonstravam uma total confiança na embarcação tanto que, com o chegar das primeiras notícias sobre o choque com o iceberg, durante algum tempo, ainda se afirmou que a embarcação permanecia flutuando, que nenhuma vida havia sido perdida e a maior questão era a de saber qual a doca que nos Estados Unidos, conseguiria receber tão grande embarcação para reparos.
As declarações dos seus proprietários e construtores, os elogios dos media ingleses, tornaram o Titanic “insubmersível”, um navio que ”o próprio Deus” não poderia afundar. Deus não se meteu na tragédia,
bastou um iceberg.

segunda-feira, abril 07, 2008

Make Peace, Not War


Faz hoje 50 anos que um dos ícones da cultura popular, foi criado: o símbolo da paz.
No início do ano 1958, formou-se um grupo chamado, Campanha pelo Desarmamento Nuclear, que pôs em acção uma extensa campanha contra o uso de armas nucleares e incumbiu Gerald Holtom, um desenhador da área dos têxteis, de criar um símbolo, para dar mais colorido aos protestos.
O símbolo criado por Holtom era bastante simples mas sugestivo. As linhas direitas, representam o corpo humano, o círculo representa o planeta Terra. O importante era que cada pessoa pudesse fazer o seu próprio cartaz.
Com efeito, a 7 de Abril de 1958, 15 mil pacifistas britânicos, exibindo milhares de cartazes com o símbolo criado por Holtom, apesar do frio que se fazia sentir, fizeram uma marcha de 84 quilómetros, entre Londres e Aldermaston (o centro de pesquisas nucleares inglês) para protestaram contra o planeamento, a construção e o emprego de armas nucleares. As revindicações dos manifestantes eram bastante impopulares para a época, devido a por um lado, a Guerra Fria ir a caminho do seu clímax e por outro lado, ser uma época de pujança económica. Ironicamente, a Exposição Mundial de Bruxelas, cujo símbolo era o Atomium, seria inaugurada dois dias depois.
A marcha contra as armas nucleares e a favor da paz, foi um tremendo sucesso, inaugurando-se a tradição, mais popular nos países do Norte da Europa, de se fazer durante o período pascal - “As Marchas da Páscoa”- apelos a favor da paz.
As marchas atingiram o seu apogeu, durante a década de sessenta do século passado, enfraquecendo nos primeiros anos da década de 70. O movimento voltou a ser impulsionado em 1979, com a instalação dos mísseis nucleares americanos na Europa. Apesar de terem sofrido um pequeno incremento durante a primeira Guerra do Golfo, as “Marchas da Páscoa” estão em perda de força nos últimos anos, mas não o símbolo criado por Holtom.
Depois de ter sido o símbolo da “flower power generation” o símbolo criado por Holtom, foi adoptado pela organização Greenpeace, para as suas campanha de defesa do ambiente.
Com esta exposição toda, o símbolo acabou também por se tornar um chamariz comercial, e hoje, é por vezes utilizado, em acessórios na alta-costura, sendo mesmo, a imagem de marca da “Moschino”.

quinta-feira, março 27, 2008

VIAGRA


Há precisamente dez anos, 27 de Março de 1998, a Food and Drug Administration (FDA) aprovou o Viagra, para o tratamento da disfunção eréctil, tornando-se a primeira pílula a ser aprovada nos Estados Unidos para este efeito. A “pílula azul” tinha sido patenteada em 1996, pela Pfitzer, entrando no circuito comercial dois anos depois. Rapidamente alcançou um grande sucesso comercial nos Estados Unidos, pouco usual para um medicamento, chegando nos meses seguintes, também com enorme sucesso, ao mercado europeu.
O Viagra revolucionou o tratamento da disfunção eréctil, ajudando também à desmistificação dos problemas sexuais. Até há dez anos atrás, a disfunção eréctil era uma doença vivida de forma escondida e envergonhada, por quem dela sofria, contribuindo o Viagra para a mediatização desta doença praticamente desconhecida e ao mesmo tempo, facilitando o tratamento desta mesma doença, contribuiu para o bem-estar de milhões de casais.

sábado, março 22, 2008

Movimento 22 de Março


Em 22 de Março de 1968, surgia o levantamento dos estudantes da Universidade de Nanterre, que ficou conhecido pelo “Movimento 22 de Março” e foi o acontecimento embrionário do Maio de 68. Neste dia, há 40 anos atrás, uma centena e meia de estudantes, liderados por Daniel Cohn-Bendit, ocuparam os serviços administrativos da Faculdade de Letras, em protesto contra a prisão de 6 estudantes que, dias antes, se tinham manifestado contra a guerra do Vietname.Com o aumento dos protestos estudantis, o Governo francês encerra a Universidade de Nanterre no dia 2 de Maio, na tentativa de acabar com os protestos dos estudantes. Estes não contentes com a situação, ocupam no dia seguinte a Sorbonne, dando início à revolução, conhecida por Maio de 68.
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CRONOLOGIA DE UMA UTOPIA

Março 22 - Estudantes liderados por Daniel Cohn-Bendit ocupam a universidade de Nanterre, na França. A ocupação, que marca o início da revolta estudantil no país, ficou conhecida como “Movimento de 22 de Março”.
Dia 28 – O reitor da Faculdade de Letras de Nanterre suspende os cursos por um período de 4 dias.
Abril 25 – Moção de censura ao Governo francês recusada na Assembleia.
Maio 2 – Novos incidentes em Nanterre.O reitor da Faculdade de Letras volta a suspender os cursos.
Dia 3 – A pedido do reitor a polícia evacua a Sorbonne durante a execução de um plenário de estudantes. Primeiros confrontos entre a polícia e os estudantes, dos quais resultam diversas prisões.
Dia 5 – Condenação de 13 manifestantes.
Dia 6 – Confronto entre a polícia e estudantes no Quartier Latin, durante os quais mais de 600 estudantes e 300 polícias ficam feridos. A polícia procede a numerosas detenções.
Dia 7 – Mais de 30000 estudantes atravessam Paris cantando a Internacional como protesto contra os acontecimentos do dia anterior.
Dia 10 - Aparece, em Paris, o grafite “É Proibido Proibir - Lei de 10/5/1968”, em oposição à inscrição oficial “É Proibido Colar Cartazes - lei de 29/07/1881”, afixada nos muros da cidade. Acontece a Noite das Barricadas, quando 20 mil estudantes enfrentam a polícia. Mais de 60 veículos são incendiados. Novos confrontos entre a polícia e os estudantes.
O Festival de Cannes é aberto oficialmente, com a exibição do filme “...E tudo o Vento Levou” (1939).
Dia 11 – Regresso de Georges Pompidou a Paris que anuncia a reabertura da Sorbonne no dia 13.
Dia 13 – É decretada, por estudantes e trabalhadores franceses, greve geral de 24 horas em Paris, em protesto contra as políticas trabalhista e educacional do governo. Ocupação da Sorbonne.
Dia 14 – De Gaulle abandona a França e parte para a Roménia. Ocupação da fábrica Sud-Aviation Express.
Dia 15 – Ocupação do Ódeon e da fábrica da Renault em Cléon.
Dia 17 – Fábricas na França são ocupadas por cerca de 100 mil grevistas. As operações do aeroporto de Orly e da Rádio e Televisão da França são afectadas pela greve. Em Paris, as ruas são vigiadas por cerca de 60 mil polícias armados.
Dia 18 – Os cineastas Louis Malle, François Truffaut, Roman Polanski, Alain Resnais e Milos Forman retiram os seus filmes da competição oficial do Festival de Cannes, em apoio ao movimento estudantil. O Festival acaba por ser suspenso após a invasão de directores, actores e técnicos na sala de projecção. Regresso De Gaulle.
Dia 20 – Paris amanhece sem metro, transportes públicos, telefones e outros serviços. Seis milhões de grevistas ocupam 300 fábricas na França.
Dia 21 – Trabalhadores ocupam as centrais de energia eléctrica, gás e luz em Paris.
Dia 22 – Derrota da moção de censura na Assembleia.
Dia 23 – Novos confrontos no Quartier Latin.
Dia 24 – Discurso de De Gaulle anunciando a realização de um referendo.
Dia 25 – O primeiro-ministro francês, Georges Pompidou, inicia negociações com as centrais sindicais francesas. Os trabalhadores em greve chegam a 10 milhões em todo o país. Início de incêndio na Bolsa de Paris. ORTF adere ao movimento grevista.
Dia 29 – O cineasta Jean-Luc Godard filma os confrontos entre estudantes e polícias no Quartier Latin. No mesmo dia acontece, em Paris, grande manifestação da CGT com cerca de 200 mil pessoas.
Dia 30 – O presidente francês Charles De Gaulle dissolve a Assembleia Nacional, com o apoio das Forças Armadas, e convoca eleições gerais. Manifestação gaullista em Paris.
Dia 31 – Remodelação governamental. Eleições marcadas para 23 e 30 de Junho.
Junho 4 – Recomeço do trabalho em algumas empresas.
Dia 10 – Abertura da campanha para as eleições legislativas.
Dia 11 – Manifestação em Paris. Confrontos violentos em Sochaux. Fim das greves nos liceus.
Dia 12 – O Governo interdita a realização de manifestações em todo território francês. Dissolução de diferentes organizações políticas.
Dia 16 – Evacuação da Sorbonne.
Dia 23 – Primeira volta das eleições legislativas: forte votação gaullista.
Dia 30 – Segunda volta das eleições: gaullistas com votação massiva.
Julho 10 – Demissão de Georges Pompidou. Maurice Couve de Murville nomeado primeiro – ministro.
Dia 12 – Fim da greve dos jornalistas da ORTF.
Dia 31 – Reorganização da ORTF: mais de 1000 jornalistas são despedidos.

quinta-feira, março 20, 2008

Guerra do Golfo II


Faz hoje cinco anos que, à revelia do Direito Internacional e do Conselho de Segurança das Nações Unidas, se iniciou uma nova forma de fazer guerra – a guerra preventiva -, para quem não está de acordo com as decisões arbitrárias americanas. A justificação para o começo da Guerra eram, provas forjadas pela CIA, que o regime de Saddam Hussein, possuía armas de destruição massiva, e dava cobertura a Al-Qaeda mas na realidade escondia a ambição americana, de ocupar os campos petrolíferos iraquianos, as segundas maiores reservas de “ouro negro” mundiais. A prová-lo está o facto de, durante a operação “Liberdade Iraquiana”, os americanos se preocuparem principalmente com os poços de petróleo, para os controlarem e para evitarem que os iraquianos os incendiassem.
Quatro dias após a “Cimeira da Guerra”, realizada nos Açores, a guerra chega a Bagdad ao amanhecer, às 05h35 (menos três horas em Lisboa), com três vagas de bombardeamentos – aéreos e com mísseis disparados de navios – alegadamente dirigidos a locais onde se encontrariam altos dirigentes do regime, nomeadamente, o próprio Saddam Hussein. Momentos depois, uma televisão iraquiana mostrava Saddam a falar ao país, reagindo ao ataque, e a prometer uma vitória sobre os americanos.
Por seu lado o presidente americano, George W. Bush, confirmava na Sala Oval da Casa Branca: "as forças da coligação começaram a atacar alvos de importância militar". O objectivo, assegurava Bush, era claro: "o povo dos Estados Unidos, os seus amigos e os seus aliados não viverão à mercê de um regime fora-da-lei que ameaça a paz com armas de destruição massiva".
A guerra no Iraque, que marca profundamente os dois mandatos de George W. Bush e da sua Administração, à frente dos destinos dos EUA e terá custado, segundo o Professor Joseph Stiglitz, Premio Nobel da Economia (2001) e ex-economista chefe do Banco Mundial, cerca de três biliões de dólares aos cofres de Washington. No seu livro The Three Trillion Dollar War”, afirma que o custa da Guerra do Golfo, poderá superar o custo da II Guerra Mundial se forem contados os gastos médicos e com pensões para soldados feridos. O Pentágono desmente estes números, calculando que foram gastos 500 mil milhões de dólares, apesar de o Congresso americano já ter disponibilizado directamente mais de 850 mil milhões de dólares.
A Guerra do Golfo, também tem elevados custos humanos, cem mil mortos confirmados e entre 500 mil e um milhão estimados, do lado iraquiano e perto de quatro mil baixas entre as forças norte-americanas e 30.000 feridos em combate..
A violência sectária, que durante 2006 ameaçou arrastar o país para uma guerra civil, diminui, principalmente em Bagdad mas a capital é ainda palco de atentados, que deixam dezenas de vítimas civis a cada ataque. O Exército norte-americano, que mantém um contingente de cerca de 160.000 soldados é frequentemente alvo de ataques audazes.
A relativa calma é atribuída ao envio de reforços norte-americanos em Fevereiro de 2007, e a uma estratégia de mobilização, por meio de financiamento, de grupos de insurgentes sunitas e a uma trégua unilateral da principal milícia xiita. A estabilidade é frágil e o número de civis iraquianos mortos, voltou a subir no início de 2008, após uma queda acentuada no final de 2007.
Mas, se a guerra pôs fim a 23 anos de uma brutal ditadura com a eliminação de Saddam Hussein, as promessas de estabilidade e prosperidade feitas aos iraquianos continuam longe de ser cumpridas. A economia, preocupação principal para os 25 milhões de iraquianos depois da segurança, não existe, excepto a produção e exportação de petróleo. O desemprego, atinge 65% da população activa. Os serviços públicos básicos, como o fornecimento de água e electricidade não foram restabelecidos, bairros inteiros de Bagdad continuam totalmente às escuras. Quanto à democracia, que os americanos queriam instaurar no Iraque, é demasiado cedo para podermos escrever, o que quer que seja, com o mínimo de certeza.
A guerra que o Secretário da Defesa norte-americano, Donald Rumsfeld, falava que duraria de «seis dias a seis semanas», está ao fim de cinco anos, muito longe do seu fim.