Mostrar mensagens com a etiqueta Calendário Histórico. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Calendário Histórico. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, setembro 05, 2005

Setembro Negro

No dia 5 de Setembro de 1972, o mundo acordou atordoado. Os brilhantes recordes e as sete medalhas de ouro do nadador americano Mark Spitz foram ofuscados pela terrível acção terrorista, de uma organização palestiniana contra a delegação israelita, deixando atónita grande parte da população mundial.
Eram 4h30 da manhã de 5 de Setembro, durante a última semana dos Jogos, quando cinco terroristas usando roupas desportivas escalaram a grade que cercava a vila olímpica. Já dentro da vila onde os atletas estavam alojados, encontraram-se com mais três que já haviam entrado com credenciais. No espaço de 24 horas, 11 israelitas, 5 terroristas e um polícia alemão morreriam, manchando de sangue a até então tranquila Olimpíada alemã e a para sempre a memória dos Jogos Olímpicos. Pouco antes das 5h da manhã, os terroristas já estavam no sector da delegação israelita, que havia formado um grande esquema de segurança para os jogos. Mesmo com as intensas medidas de segurança, o grupo armado não encontrou dificuldade para realizar a acção. Assim que chegaram ao andar da delegação, bateram na porta do quarto do técnico Israelita Moshe Weinberg que imediatamente a abriu, percebeu que havia algo de errado e começou a gritar. Weinberg e o halterofilista Joseph Romano tentaram segurar a porta enquanto outros atletas escapavam, mas ambos foram mortos. Logo depois, os terroristas cercaram nove israelitas e fizeram-nos reféns. Às 9h30, os terroristas anunciaram que eram palestinianos pertencentes ao desconhecido grupo “Setembro Negro”. Em troca dos reféns, exigiam a libertação de 234 prisioneiros árabes em prisões israelitas e de dois terroristas alemães que estavam detidos em Frankfurt. Também exigiram um avião para deixarem o país.
O governo israelita não quis negociar com os terroristas. Assim, quem deveria zelar pela vida dos reféns eram os alemães, que organizavam os jogos. Foram horas de negociações e de uma tensão que envolveu até os demais participantes daquelas Olimpíadas. Alguns atletas judeus, como o norte-americano Mark Spitz, maior recordista da história da natação até aquele momento, resolveram antecipar a volta para casa. As delegações inteiras da Noruega e da Holanda também se retiraram. Para tentar salvar a vida dos reféns, a polícia de Munique resolveu simular uma concessão. Foi combinado que os terroristas iriam de helicóptero até a base aérea da NATO em Firstenfeldbruck e depois embarcavam num avião para o Cairo, onde supostamente seriam recebidos sem nenhuma punição. Atiradores de elite do exército alemão foram posicionados na base com ordens de matar todos os terroristas mesmo antes de entregar os reféns.
Os terroristas pousaram na base às 22h30. Era o início da tragédia: os palestinianos perceberam a emboscada e lançaram uma granada para o helicóptero onde estavam os nove reféns. Todos foram mortos, dando início a um terrível tiroteio, em que cinco terroristas, um dos cinco atiradores alemães e o piloto de um dos helicópteros morreram. Três palestinianos foram capturados e levados para uma prisão alemã. Tudo levaria a crer que ali se encerrariam os Jogos Olímpicos de Munique, mas o Comité Olímpico Internacional (COI) resistiu e manteve o andamento dos jogos, realizando uma cerimónia dedicada à memória dos atletas. As Olimpíadas desenrolaram-se até ao fim. Mas nada conseguiu apagar aquele acontecimento, o mais trágico nos 108 anos de história dos Jogos Olímpicos na era moderna. Na época, os orgãos de informação internacionais,l responsabilizaram de certa forma as autoridades alemãs, que não tiveram calma para negociar com o grupo e optaram por tentar matá-los mesmo sem ter garantias de vida para os atletas israelitas. A polícia de Munique disse que não teve outra alternativa, pois o governo israelita negou-se a atender as exigências dos terroristas. Mais de 20 anos depois, o único terrorista ainda vivo culpou a então primeira-ministra de Israel, Golda Meir, e os serviços secretos israelitas, Mossad, alegando, que foi a intransigência do governo de Israel em negociar que levou às mortes.
Quem eram os terroristas de Munique?
O grupo que perpretou o ataque dizia ser pertencente ao "Setembro Negro". Uma organização dissidente da OLP de Arafat supostamente criada após um conflito em Setembro de 1971 entre soldados jordanos e palestinianos em Aman e em outras cidades da Jordânia.A Mossad e outras organizações israelitas afirmam que foi o líder da OLP, Yasser Arafat, quem forjou o grupo para poder lançar ataques terroristas sem sujar o nome da Organização.O envolvimento de Arafat no massacre de Munique continua indefenido.O único terrorista de Munique sobrevivente, Abu Daoud, disse na autobiografia "Memórias de um Terrorista Palestiniano", lançada em 1999, que Yasser Arafat ordenou o ataque à vila olímpica de Munique e escreveu ainda que o grupo não tinha intenção de matar os israelitas. Além disso, Daoud disse que o ataque foi perpetrado pela Fatah, de Arafat e que o nome "Setembro Negro" foi usado para proteger a imagem internacional da Fatah e os interesses políticos da OLP. "Não havia a organização Setembro Negro.A Fatah anunciou a operação sob esse nome para o grupo não aparecer como responsável directo da operação", disse.Daoud, recebeu o Prémio Palestiniano da Cultura em 1999 pela sua obra.Arafat negou sempre, veementemente, o seu envolvimento no ataque e disse que tais acusações faziam parte da estratégia israelita de desmoralizá-lo.O facto é que até hoje não há nenhuma evidência a mais do seu envolvimento no ataque.Com a morte de Arafat, no ano passado, o mistério será eterno.

domingo, agosto 28, 2005

I Have a Dream


Discurso de Martin Luther King , em 28 de Agosto de 1963.
Audio-Linkamericanrhetoric (Podem ler este post e ouvir o discurso de Martin Luther King)
"Eu estou contente em unir-me com vocês no dia que entrará para a história como a maior demonstração pela liberdade na história de nossa nação. Cem anos atrás, um grande americano, na qual estamos sob sua simbólica sombra, assinou a Proclamação de Emancipação. Esse importante decreto veio como um grande farol de esperança para milhões de escravos negros que tinham murchados nas chamas da injustiça. Ele veio como uma alvorada para terminar a longa noite de seus cativeiros. Mas cem anos depois, o Negro ainda não é livre. Cem anos depois, a vida do Negro ainda é tristemente inválida pelas algemas da segregação e as cadeias de discriminação. Cem anos depois, o Negro vive numa ilha só de pobreza no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos depois, o Negro ainda adoece nos cantos da sociedade americana e encontram-se exilados na sua própria terra.
Assim, nós viemos aqui hoje para dramatizar a sua vergonhosa condição.
De certo modo, nós viemos à capital de nossa nação para trocar um cheque. Quando os arquitectos de nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e a Declaração da Independência, eles estavam assinando uma nota promissória para a qual todo americano seria seu herdeiro. Esta nota era uma promessa que todos os homens, sim, os homens negros, como também os homens brancos, teriam garantidos os direitos inalienáveis de vida, liberdade e a busca da felicidade. Hoje é óbvio que aquela América não apresentou esta nota promissória. Em vez de honrar esta obrigação sagrada, a América deu para o povo negro um cheque sem fundo, um cheque que voltou marcado com "fundos insuficientes".
Mas nós nos recusamos a acreditar que o banco da justiça é falível. Nós nos recusamos a acreditar que há capitais insuficientes de oportunidade nesta nação. Assim nós viemos trocar este cheque, um cheque que nos dará o direito de reclamar as riquezas de liberdade e a segurança da justiça. Nós também viemos para recordar à América dessa cruel urgência. Este não é o momento para descansar no luxo refrescante. Agora é o tempo para transformar em realidade as promessas de democracia. Agora é o tempo para subir do vale das trevas da segregação ao caminho iluminado pelo sol da justiça racial. Agora é o tempo para erguer nossa nação das areias movediças da injustiça racial para a pedra sólida da fraternidade. Agora é o tempo para fazer da justiça uma realidade para todos os filhos de Deus. Seria fatal para a nação negligenciar a urgência desse momento. Este Verão sufocante do legítimo descontentamento dos Negros não passará até termos um renovador Outono de liberdade e igualdade. Este ano de 1963 não é um fim, mas um começo. Esses que esperam que o Negro agora estará contente, terão um violento despertar se a nação votar aos negócios de sempre.
Mas há algo que eu tenho que dizer ao meu povo que se dirige ao portal que conduz ao palácio da justiça. No processo de conquistar nosso legítimo direito, nós não devemos ser culpados de acções de injustiças. Não vamos satisfazer a nossa sede de liberdade bebendo da chávena da amargura e do ódio. Nós sempre temos que conduzir a nossa luta num alto nível de dignidade e disciplina. Nós não devemos permitir que nosso criativo protesto se degenere em violência física. Novamente e novamente nós temos que subir às majestosas alturas da reunião da força física com a força de alma. Nossa nova e maravilhosa combatividade mostrou à comunidade negra que não devemos ter uma desconfiança para com todas as pessoas brancas, para muitos de nossos irmãos brancos, como comprovamos pela presença deles aqui hoje, vieram entender que o destino deles é amarrado ao nosso destino. Eles vieram perceber que a liberdade deles é ligada indissoluvelmente à nossa liberdade. Nós não podemos caminhar só.E como nós caminhamos, nós temos que fazer a promessa que nós sempre marcharemos à frente. Nós não podemos retroceder. Há esses que estão perguntando para os devotos dos direitos civis, "Quando vocês estarão satisfeitos?"
Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto o Negro for vítima dos horrores indizíveis da brutalidade policial. Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto nossos corpos, pesados com a fadiga da viagem, não poderem ter hospedagem nos motéis das estradas e os hotéis das cidades. Nós não estaremos satisfeitos enquanto um Negro não puder votar no Mississipi e um Negro em Nova Iorque acreditar que ele não tem motivo para votar. Não, não, nós não estamos satisfeitos e nós não estaremos satisfeitos até que a justiça e a rectidão rolem abaixo como águas de uma poderosa corrente.
Eu não esqueci que alguns de você vieram até aqui após grandes testes e sofrimentos. Alguns de você vieram recentemente de celas estreitas das prisões. Alguns de vocês vieram de áreas onde sua busca pela liberdade lhe deixaram marcas pelas tempestades das perseguições e pelos ventos de brutalidade policial. Você são o veteranos do sofrimento. Continuem trabalhando com a fé que sofrimento imerecido é redentor. Voltem para o Mississippi, voltem para o Alabama, voltem para a Carolina do Sul, voltem para a Geórgia, voltem para Louisiana, voltem para as ruas sujas e guetos de nossas cidades do norte, sabendo que de alguma maneira esta situação pode e será mudada. Não se deixe caiar no vale de desespero.
Eu digo a vocês hoje, meus amigos, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã. Eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.
Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais.
Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos descendentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade.
Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça.
Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter.

Eu tenho um sonho hoje!
Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia no Alabama meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos.

Eu tenho um sonho hoje!
Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta.
Esta é nossa esperança. Esta é a fé com que regressarei para o Sul. Com esta fé nós poderemos cortar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé nós poderemos transformar as discórdias estridentes de nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade. Com esta fé nós poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, ir presos juntos, defender liberdade juntos, e quem sabe nós seremos um dia livre. Este será o dia, este será o dia quando todas as crianças de Deus poderão cantar com um novo significado.

Meu país, doce terra de liberdade, eu te canto. Terra onde meus pais morreram, terra do orgulho dos peregrinos, De qualquer lado da montanha, ouço o sino da liberdade!"
E se a América é uma grande nação, isto tem que se tornar verdadeiro. E assim ouvirei o sino da liberdade no extraordinário topo da montanha de New Hampshire. Ouvirei o sino da liberdade nas poderosas montanhas de Nova York. Ouvirei o sino da liberdade nos Engrandecidos Alleghenies da Pennsylvania. Ouvirei o sino da liberdade nas montanhas cobertas de neve Rocky do Colorado. Ouvirei o sino da liberdade nas ladeiras curvas da Califórnia.
Mas não é só isso. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Pedra da Geórgia. Ouvirei o sino da liberdade nas Montanhas do Tennessee. Ouvirei o sino da liberdade em todas as colinas do Mississipi. Em todas as montanhas, ouviu o sino da liberdade.
E quando isto acontecer, quando nós permitimos o sino da liberdade soar, quando nós deixarmos ele soar em toda moradia e todo vilarejo, em todo estado e em toda cidade, nós poderemos acelerar aquele dia quando todas as crianças de Deus, homens pretos e homens brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão unir mãos e cantar nas palavras do velho espírito negro:
Livre afinal, livre afinal.
Agradeço ao Deus todo-poderoso, nós somos livres afinal."

segunda-feira, agosto 15, 2005

Woodstock


O ano de 1969 foi marcado pelo festival Woodstock o maior de todos os festivais de rock, realizado no fim-de-semana de 15 a 17 de Agosto, em Bethel, Nova York. O evento chamava-se Woodstock Music & Art Fair, com o sub-título "Primeira Exposiçao Aquariana".
O slogan "três dias de paz e música" logo foi modificado para "três dias de paz e amor". O valor do ingresso para o fim-de-semana era 18 dólares, mas a maior parte do público invadiu o local derrubando as cercas.
A Feira de Arte e Música de Woodstock, em 1969, trouxe mais de 450.000 pessoas para um pasto no Condado de Sullivan.
Durante quatro dias, o local tornou-se uma nação da contra-cultura, nunca a expressão sexo, drogas e rock & roll foi usada tão apropriadamente. Os organizadores do Woodstock foram quatro jovens, John Roberts, Joel Rosenman, Artie Kornfeld e Michael Lang, até hoje não chegaram a acordo de quem teve a ideia original de realizar o concerto, de todas as maneiras deveriam estar imbuídos no mesmo espírito de Kornfeld, quando afirma “O Woodstock não era uma questão de construir palcos, assinar contractos ou vender bilhetes.
O festival era para ser um estado de espírito, um acontecimento que tornaria uma geração num exemplo”.
A música começou na tarde de 15 de Agosto, sexta-feira, às 17:07h,com a actuação de Richie Heavens e continuou até a metade da manhã do dia 18 de Agosto, segunda -feira, com a actuação de Jimi Hendrix.
A música brotou 3 dias quase sem parar para mais de 450 000 jovens, com um conjunto de artistas que formavam um verdadeiro "Quem é Quem do rock".
No encerramento do festival, segunda-feira, dia 18 de Agosto, sob um imenso sol alaranjado, Jimi Hendrix sobe ao palco, brindando aqueles que ainda não tinham ido embora do local, com sua interpretação do hino nacional dos EUA, "The Star Spangled Banner" arrancando da sua guitarra explosões de bombas, granadas, rajadas de metralhadoras e roncos de helicópteros, numa clara alusão à guerra do Vietname.
Aqueles que tiveram o privilégio de ver e ouvir Jimi Hendrix, saíram do festival sentindo-se ungidos de santidade.

sexta-feira, agosto 12, 2005

Carlos Lopes


Los Angeles, 12 de Agosto de 1984.
O andamento vivo e a temperatura elevada foram desgastando Salazar, que cedeu ao quilómetro 19, Castella descolou aos 34, Seko e Takeshi ficaram para trás aos 36.
Na cabeça do pelotão ficaram, então, Lopes, John Tracy e Charles Speddeing. Mas, aos 38 quilómetros, Lopes desferiu um ataque rumo à vitória, rumo ao sonho.
Entrou no estádio com 200 metros de vantagem, em passada firme, com o sorriso nos lábios. Os braços erguidos ao céu.
Lopes conquistava para Portugal, a primeira medalha de ouro numas Olimpíadas.
Eram 3horas10 minutos da madrugada em Lisboa.
O tempo que Lopes realizou continua a ser record Olímpico.

1º Carlos Lopes(Por)..........2.09.21
2º John Tracy(Irl)..............2.09.56
3º Charles Spedding(Ing)...2.09.58

" Se foi dura a Maratona?
Não, foram os 42 km do costume. Nunca tive medo de ser derrotado, bater não me batem, ralhar não dói... Nervoso estava Moniz Pereira.
Nunca o vi assim.
Nervoso de mais.
Estou feliz, o professor merecia esta medalha.
"Decidi não me preocupar antes dos 37 km, a partir daí sabia que tinha de dar forte e feio, foi o que fiz." Depois da vitória, Lopes mostrou-se desagradado com a FPA e não deixou de comparar o tratamento que lhe deram, com o que foi dado a Mamede.
"Fui campeão do Mundo de Corta-Mato em Nova Iorque e campeão Olímpico em Los Angeles, ajustei as contas com os americanos que sempre me desvalorizaram. Mas, uma coisa é certa: tudo isto só foi possível porque tinha uma grande firma atrás de mim - a Nike. A Nike afastou-me da aldeia Olímpica para me darem melhores condições e para que evitasse o contacto com certos...vírus. Não foi, por acaso que a Nike colocou ao meu serviço um dos melhores massagistas do Mundo."
Lopes refere que a federação recusou um bilhete para que a sua esposa o pudesse apoiar, no estádio Olímpico, e também a falta de apoio durante o controle anti-doping, onde teve que recorrer à Rita Borralho (Maratonista) para assegurar a tradução.
Lopes classifica esta situação:
" Uma vergonha! Antes de uma outra prova (10 mil metros) andava tudo muito preocupadinho com um certo senhor (Mamede), de tal forma que até punham cadeiras atrás das portas para que ninguém chateasse o reizinho, que afinal era um... tigre de papel. Por tudo isto não fui à festa da Missão Portuguesa, fui à festa da Nike. É que se nunca fui ingrato, também nunca fui parvo, nem masoquista."
A vitória de Carlos Lopes na Maratona Olímpica valeu-lhe o reconhecimento de Mundo. Ronald Reagan convidou-o a visitá-lo na Casa Branca. Tony Monk, uma das mais célebres pintoras americanas, fascinada pela sua saga, em Los Angeles, pintou-lhe retrato a óleo. Lopes gostou muito.
A chegada a Lisboa foi apoteótica, palmas que estrugiram, bandeiras que tremularam.
Portugal descobria, de novo, um novo sentido de si, da sua grandeza.
Em 1984, Lopes foi Campeão do Mundo de Corta-Mato, rebocou Mamede para o record do Mundo de 10 mil metros e foi campeão Olímpico da Maratona, tudo isto, contribuiu para que os jornalistas espanhóis o elegessem como o "Melhor Desportista Mundial" do ano de 1984.
O prémio foi entregue, em Madrid, pelo Rei D. Juan Carlos.
Mário Soares, na altura, primeiro-ministro, ofereceu-lhe um churrasco em São Bento e condecorou-o com a Grã-Cruz da Ordem do Infante, a mais importante comenda nacional. Lopes garantiu-lhe que caso se candidatasse à presidência da república teria o seu apoio. Cumpriu a promessa algum tempo depois.
Fonte: Jornal "A Bola".

sexta-feira, agosto 05, 2005

Lançamento da Bomba Atómica em Hiroxima


Para que a bomba atómica fosse lançada sobre o Japão, as Forças Armadas dos Estados Unidos criaram com elementos seleccionados entre várias unidades, o 509º Grupo Aéreo, composto de cerca de 1.500 homens entre oficiais e praças. Para comandar o Grupo, foi escolhido o Coronel Paul Tibbets Jr. Experimentado piloto de 29 anos que na Europa, em missões sobre a Alemanha, já se tinha revelado competentíssimo piloto de bombardeiro de primeira classe.
Em Fevereiro de 1945, o Grupo 509 começou a realizar exercícios especiais, inteiramente diferentes daqueles que até então a Força Aérea Americana vinha ministrando. Os exercícios de bombardeamento, faziam-se sempre a 9 mil metros de altura, cada avião não lançava mais que uma bomba de 4.335 kg. Insistiam muito em efectuar tais bombardeamentos a olho nu. Isso intrigava os pilotos veteranos, diga-se de passagem que ninguém do Grupo 509º, com excepção do próprio Tibbets, sabia para que missão estava sendo treinada.
O treino com uma única bomba evidentemente, simulava o eventual voo, para o ataque atómico. Em tal caso a tripulação não poderia de modo algum errar o alvo e não se poderia confiar num bombardeamento orientado “pelo”radar”.
Nos últimos dias de Abril de 1945, o Grupo 509º foi transferido para a ilha de Tinian pequena e inóspita, no Arquipélago das Marianas, no meio do Pacífico. Ali no dia 5 de Agosto de 1945, um dos B-29, o Enola Gay, baptizado pelo comandante Coronel Paul Tibbets Jr em homenagem a sua mãe, foi escolhido para lançar a primeira bomba atómica.
No dia seguinte, 6 de Agosto de 1945 poucos minutos antes de o Enola Gay descolar, descolou de Tinian, sob o comando do Coronel Claude Eatherly o Straight Flush avião de observação meteorológica, que teria a missão de informar o Enola Gay em que ponto do Japão deveria ser lançado a bomba atómica. Às 6h40 minutos já tinham três opções para o lançamento da bomba: as cidades de Nokura, Nagasaqui e Hiroxima.
Às 7h47 de 6 de Agosto de 1945 são verificados pela última vez, todos os circuitos do Enola Gay. Doze minutos depois o Coronel Paul Tibbets avista Hiroxima. A manhã é clara, com raríssimas nuvens no céu. Às 8h 15 minutos, o Major Tom Ferebec, enquadra no visor de sua mira uma ponte sobre o rio Ota, que corta Hiroxima.
Ao aproximar-se de Hiroxima o B-29 voava a mais de 9 mil metros, mas, para lançar a bomba, teve que descer até 4.550 metros. Após o lançamento como fora instruído o Coronel Tibbets teria de se afastar imediatamente do alvo, para não ser apanhado pelas ondas de choque provocadas pela explosão da bomba atómica. Às 8h15 minutos, a bomba a que levava o nome de Litle Boy é lançada da Superfortaleza voadora B-29, quarenta e três segundo depois Hiroxima já é um mar de chamas.
E quando as chamas começaram a apagar-se cedendo lugar a uma espessa e corrosiva chuva negra, os sobreviventes da cidade além de chorar os seus cerca de oitenta mil mortos, verificaram, cheios de espanto e terror, que Hiroxima havia simplesmente desaparecido.
A bordo do Enola Gay, ao olhar o aterrorizante cogumelo de fogo e cinza que se erguia a centenas de metros, o Capitão Robert Lewis, co-piloto do Coronel Tibbets murmurou:
“Meu Deus, que fizemos”.
Cerca de 92% dos edifícios e casas foram destruídas num raio de 4 kms. Criou uma luminosidade que cega e em queda uma bola de fogo com uma temperatura no núcleo de cerca de um milhão de graus. A bola de fogo expandiu-se de 25,6 metros para 256 de diâmetro num segundo, criando uma enorme onda de explosivos e em seguidas ondas de abalos. Ventos de 1600 quilómetros/hora e poeira são sugados para cima e criam nuvens em forma de cogumelo, que espalha detritos radioactivos. Entre 70 mil e 80 mil pessoas terão morrido instantaneamente. Milhares de vítimas que estavam queimadas, mutiladas, cegas pelo clarão da explosão, vagavam entre os cadáveres calcinados e uma quantidade incalculável de escombros, procurando desesperadamente socorro.
No dia 9 de Agosto seria lançada nova bomba atómica, alcunhada de Fat Man, desta feita em Nagasaqui.
O Japão rendeu-se incondicionalmente no dia 15 de Agosto, terminando com isso a Segunda Guerra Mundial.

A Bomba do Ataque a Hiroxima


Tamanho: 3,2m de comprimento
Diâmetro: 74 cm
Peso: 4,3 toneladas
Força: 12.500 toneladas de TNT
Mecanismo: uma bala de 2,26kg de urânio 235 dispara num alvo de 7,71kg de U-235. quando as duas peças se encontram, ocorre uma reacção em cadeia.
Nome: era denominado de Litle Boy
Uso: foi detonada às 8,15m do dia 6 de Agosto de 1945, a 576 metros acima do Hospital Cirúrgico de Shima
Vitimas: 186.940 mortos

Projecto Manhattan e Oppenheimer


J. Robert Oppenheimer nasceu em Nova Iorque, em 22 de Abril de 1904. Depois de se formar em Harvard, estudou com Rutherford na Universidade de Cambridge, doutorando-se em 1925. Em 1929 regressou aos EUA para leccionar na Universidade da Califórnia Berkeley.Após a descoberta da fissão nuclear em 1939,Oppenheimer foi dos primeiros a considerar a possibilidade de se construírem bombas nucleares. Assim, em 1941, foi chamado para integrar o projecto bomba atómica – foi ele quem calculou a massa crítica do urânio-235 (quantidade necessária para potenciar uma reacção em cadeia).No ano seguinte foi nomeado director científico do Projecto Manhattan*, reunindo um grupo de físicos notáveis para a construção da bomba atómica. Só durante os testes, ao ver o cogumelo de fumo, é que se apercebeu da dimensão do tinha conseguido, lamentando-se por diversas vezes. Depois da 2ª Guerra dirigiu a Comissão de Energia Atómica, sendo demitido em 1953 por falsas acusações de traição. Retirou-se do ensino, em Princeton, em 1966. Morreu a 18 de Fevereiro de 1967.

*Projecto Manhattan para construção da bomba atómica
Duração: 1942 a 1946
Custo em valores actuais: U$ 25 mil milhões de dólares
Total de pessoas empregadas no projecto: 150 mil pessoas
Sede: Los Álamos no Novo México
Foram produzidos dois tipos de artefactos nucleares: uma de Urânio-235 lançado sobre Hiroxima, e outra de Plutónio lançado sobre Nagasaqui.


Três semanas antes de o Presidente Truman autorizar o uso da bomba atómica contra o Japão, os cientistas do Projecto Manhattan perceberam o verdadeiro inferno da sua criação, ao fazerem uma análise das consequências do primeiro teste da bomba de plutónio no deserto de Alamogordo no estado do Novo México. Por esse motivo os cientistas, liderados por Oppenheimer, fizeram uma petição tratando de obter um desvio nos planos. A bomba segundo os cientistas deveria ser utilizada apenas simbolicamente como um ameaça ao Japão, no entanto o pedido não foi aceite pelo General Leslie Groves supervisor do Projecto Manhattan que simplesmente meteu o pedido na gaveta. O secretário de Estado James Byrnes foi seu cúmplice e Truman assinou a ordem de lançamento.

A Bomba do Ataque a Nagasaqui


Tamanho: 3,25 metros de comprimento
Diâmetro: 1,25 metro
Peso: 4,5 toneladas
Força: 22 mil toneladas de TNT
Mecanismo: dois hemisférios contendo plutónio, unidos por explosivos convencionais, fazendo uma reacção em cadeia.
Nome: Fat Man (Gordo) alusão a Winston Churchill
Uso: destinava-se a cidade de Kokura, mas o piloto do B-29, Comandante Boks Car, encontrou actividade antiaérea pesada na região e seguiu então para Nagasaqui que era o alvo secundário. A bomba foi detonada ás 11h02minutos de 9 de Agosto de 1945, 503 metros acima da cidade.
Vítimas: 70.000 mortos

quarta-feira, julho 20, 2005

Homem na Lua


A primeira viagem tripulada à Lua teve início no Complexo de Lançamento 39,do Centro Espacial Kennedy, Cabo Canaveral, na Florida com o lançamento da Apollo 11, ás 9:32h da manhã do dia 16 de Julho de 1969.
Mais de 1 milhão de pessoas amontoou-se em torno da base de lançamentos para ver o foguete Saturno 5, de 110 metros de altura e mais de 3 mil toneladas de peso, a elevar-se da Terra. A bordo, Neil Armstrong, comandante da missão e os pilotos Buzz Aldrin e Michael Collins, veteranos da Força Aérea, completavam a tripulação. Os três homens, tinham pela frente uma viagem de oito dias, cujo ponto culminante estava marcado para dali a quatro, quando Armstrong e Aldrin se tornariam os primeiros homens a pôr os pés na Lua. No dia 20 de Julho de 1969,após quatro dias de viagem, os astronautas da Apollo 11 chegam à Lua. Os riscos eram tão altos que, pelos critérios de segurança actuais, provavelmente a viagem não teria sido autorizada. Desorientado, o comandante Neil Armstrong tentava encontrar pela janela o local indicado para poisar. Ao seu lado, na cabine de apenas 2,4m quadrados, o piloto Edwin “Buzz” Aldrin ficava de olho no indicador do combustível, que se aproximava perigosamente do fim. Dava para apenas mais 30 segundos de voo quando o frágil módulo Eagle finalmente tocou a superfície poeirenta do Mar da Tranquilidade, no equador lunar, a um quilómetro do alvo.
“Houston,a tranquilidade baseia-se aqui. A Águia encontra-se aterrada”, avisou Armstrong para os controladores da missão em Houston, a mais de 380 mil quilómetros de distância. Nem os técnicos da Agência Nacional de Aeronáutica e Espaço (NASA), nem mil milhões de pessoas (quase um terço da população mundial) que se encontravam em frente da televisão a acompanhar a chegada do homem à Lua ficaram a saber do pequeno incidente. Uma dificuldade insignificante diante da dimensão da epopeia que Armstrong, Aldrin e o colega de missão, o piloto Michael Collins, estavam escrevendo naquele domingo, 20 de Julho de 1969.
Um pequeno passo para o homem, um salto gigante para a Humanidade,disse Armstrong, a voz entrecortada pela estática, ao deixar a marca de seu pé esquerdo no pó lunar, às 22h56m20s,na frase que marcará para sempre o século 20.
Vinte minutos depois, Buzz Aldrin juntou-se a ele, descendo as escadas do módulo lunar. Armstrong e Aldrin permaneceram duas horas e dez minutos na Lua, movendo-se desajeitadamente por causa da falta de gravidade, como duas figuras fantasmagóricas num ambiente hostil de cinza e escuridão. Fincaram uma bandeira dos Estados Unidos e deixaram uma placa, onde se lê: “Aqui, homens do planeta Terra pisaram pela primeira vez a Lua, em Julho de 1969. Viemos em paz e em nome de toda a humanidade”. Abaixo, as assinaturas dos três astronautas e a do então presidente norte-americano, Richard Nixon. Depois das formalidades, passaram ao trabalho. Primeiro, colectaram 27 quilos de pedra e pó lunar. Em seguida, instalaram um sismógrafo, um reflector de laser, uma antena de comunicação, um painel de estudos do vento e uma câmara de TV. Voltaram, então, para o módulo e tentaram, em vão, dormir. No dia seguinte, a parte superior da Eagle descolou e acoplou-se novamente ao módulo de comando Columbia, onde um aflito Collins esperava dando voltas em órbita da Lua. Após se livrarem da Eagle, deixado para cair na Lua, os astronautas iniciaram a viagem de volta. A fase final do desafio de Kennedy foi completada ás 12:50h do dia 24 de Julho de 1969,quando o Columbia caiu a 812 milhas náuticas do sudoeste do Hawai, Pacífico Sul, trazendo os 3 astronautas a salvo à Terra. Uma das mais antigas fantasias do homem, ir à Lua e voltar são e salvo, tinha-se enfim tornado realidade. A chegada do homem à Lua foi a maior das aventuras e o maior feito tecnológico de todos os tempos. Embora os resultados científicos da missão tenham sido modestos e outros 10 homens tenham pisado o solo lunar até o final do Projecto Apollo, em 1972, nada pode ser comparado à força simbólica daquele passo.

sábado, julho 16, 2005

Pesadelo Nuclear


(AFP/HO/File)
Esta fotografia de 16 de Julho de 1945, mostra o cogumelo da primeira bomba atómica, 12 segundos após a sua explosão, no deserrto do Novo México, Estados Unidos.
Faz hoje sessenta anos que a humanidade acordou para o pesadelo nuclear.

segunda-feira, julho 11, 2005

Srebrenica


Faz hoje precisamente 10 anos que Srebrenica, foi conquistada pelas forças sérvias comandadas por Ratko Mladic (um dos mais procurados suspeitos do conflito na Bósnia, acusado pelo Tribunal Penal Internacional para a ex. Jugoslávia de genocídio e outros crimes contra a humanidade). Cerca de 15 mil muçulmanos conseguem fugir para as montanhas. Outros 25 mil tentam refugiar-se na base do contingente holandês, em Potocari. Cerca de cinco mil conseguem entrar, antes de os holandeses fecharem os portões. Os refugiados encontravam-se sob a protecção de 450 capacetes azuis holandeses naquela que foi decretada “zona de segurança” pelas Nações Unidas. O bombardeamento das posições sérvias, naquele dia, por parte da aviação holandesa, teve que ser suspenso, porque as forças comandadas por Ratko Mladic ameaçaram assassinar os 30 capacetes azuis que tinham sequestrado, deixando os soldados da ONU a assistir, impotentes, à separação dos refugiados por parte das forças sérvias. Mulheres e crianças para um lado, homens e rapazes para outro. As mulheres são metidas em autocarros e enviadas para território sob controlo muçulmano. Os outros, com idades entre os 12 e os 92 anos, sim, entre 12 e 92 anos, seguem para a morte. Cerca de oito mil muçulmanos foram executados sumariamente pelas forças sérvias nos dias seguintes, em Srebrenica, naquele que foi o pior massacre na Europa desde a II Guerra Mundial.

domingo, julho 10, 2005

Atentado contra o "Rainbow Warrior"


Ao terminar a missão em Mejato, o “Rainbow Warrior” navegou para Auckland, na Nova Zelândia, para abastecimento, antes de retornar ao Atol da Mururoa, local onde os franceses se preparavam para fazer testes nucleares .
O barco nunca chegaria a Mururoa.
Em 10 de Julho de 1985 o emblemático barco da organização ecologista estava ancorado no porto de Auckland, na Nova Zelândia, preparando a partida para o local dos testes nucleares, quando duas cargas explosivas, colocadas por agentes da DGSE, fizeram explodir o casco da embarcação, que afundou, arrastando consigo o fotógrafo português Fernando Pereira, o único que se encontrava a bordo na altura.
Logo ficou evidente que as explosões eram um acto de sabotagem. As atenções voltaram-se para a França. Dois agentes dos Serviços Secretos franceses -- Dominique Prieur e Alan Mafart-, foram presos pela polícia de Auckland e, nas semanas seguintes, cresceram as evidências de que a decisão de colocar as bombas no “Rainbow Warrior” tinha sido tomada ao mais alto nível do Estado francês.
Um inquérito oficial em Paris isentou o governo de culpa. No entanto, em Setembro desse mesmo ano, o Ministro da Defesa da francês, Charles Hernu, pediu demissão, admitindo cumplicidade. A crise parecia levar à renúncia do próprio presidente francês, François Mitterrand, quando o primeiro-ministro, Laurent Fabius, admitiu que o atentado fora executado pelos Serviços Secretos. Alegou, no entanto, que a decisão foi ocultada das autoridades governamentais.
A verdade sobre toda a real extensão do envolvimento do Governo francês no atentado ao “Rainbow Warrior” nunca veio a público. Além de suas trágicas consequências - para Fernando Pereira, que perdeu a vida, e para o Greenpeace, que perdeu seu barco - a criminosa acção dos Serviços Secretos franceses revelou o crescente papel do Greenpeace no cenário internacional.
Longe de se abater, a organização iria se expandir numa escala impressionante nos anos seguintes.

segunda-feira, junho 06, 2005

Dia D


Desembarque dos Aliados na Normandia em 6 de Junho de 1944.

segunda-feira, maio 30, 2005

30 de Maio de 1961


Final da Taça dos Clubes Campeões Europeus de 1960/61

SL Benfica 3-2 CF Barcelona

Estádio Wankdorf, Berna

Com o Real Madrid CF eliminado pelo CF Barcelona (como era conhecido durante o tempo do General Franco) ficou o caminho aberto para um segundo clube poder erguer a Taça dos Clubes Campeões Europeus, na sua sexta temporada de existência.
O Benfica também era estreante neste nível da competição.
Nessa noite, os golos do Barcelona foram marcados por dois exilados húngaros - Sándor Kocsis e Zoltán Czibor - mas foi outro húngaro, o treinador do benfica, Béla Guttmann, quem acabou por sair vitorioso. Os golos de Kocsis, aos 20 minutos, e de Czibor, aos 75 minutos, abriram e fecharam a contagem, mas os golos de José Águas (aos 30 minutos), Mário Coluna (aos 55) e de Antonio Ramallets, guarda-redes do Barça, na própria baliza, aos 32 minutos, valeram a primeira vitória do Benfica numa Taça dos Campeões Europeus.

sábado, maio 28, 2005

A conquista do Monte Evereste


A fracassada tentativa suíça de alcançar o topo do Evereste, em 1952 deu aos britânicos o tempo necessário para organizarem uma expedição melhor preparada. O treino incluiu uma experiência no Cho Oyu -a sexta mais alta montanha do mundo, com 8.201 metros de altitude – em 1952, liderada por Eric Shipton. Mesmo não tendo chegado ao cume do Cho Oyu, a expedição obteve um grande avanço na utilização correcta do oxigénio e das roupas. Embora Eric Shipton já tivesse liderado diversas expedições e contasse com o apoio popular, alguns membros do Clube Alpino achavam não ser a pessoa mais indicada para comandar um empreendimento de tal magnitude, a 10ª Expedição Britânica ao Evereste, sobre a qual recaíam tantas esperanças e muita pressão política. Afinal, esta poderia ser a grande oportunidade de alguém ser o primeiro a escalar a mais alta montanha do planeta. Um acordo diplomático entre os envolvidos dividiu o poder, permitindo a Eric Shipton ficar mais concentrado na escalada, deixando o comando com John Hunt, um oficial do exército, que daria ao evento um padrão militar. Estranhamente, a maioria dos membros do Clube Alpino nunca se haviam encontrado com John Hunt e ele próprio já tinha sido preterido na expedição de 1935 por problemas de saúde. Ficou decidido que a expedição utilizaria todos os recursos ao seu alcance para atingir o objectivo, inclusive o uso de oxigénio, enquanto os alpinistas estivessem dormindo em altitudes mais elevadas. Para o Império Britânico, chegar ao topo do mundo era uma questão de honra. Para cobrir o evento, o diário Times enviou o jornalista James Morris, como membro da expedição, juntamente com o operador de câmara Tom Stobart. Munidos dos mais modernos equipamentos de alpinismo disponíveis na época, a primeira parte da expedição partiu de Kathmandu, naquela primavera, em grande estilo.
Composta por 350 carregadores sherpas, causava espanto aos nativos aquela fileira de homens trilhando uma estrada para o Evereste. Como a prata era a única forma de pagamento aceita pelos sherpas em 1953, uma grande quantidade de moedas foi cunhada especificamente para este fim. A caravana passou por Nanche Bazar e, após um pequeno período de descanso em Tengpoche, chegou em Gorak Shep, ao pé do Kala Patar, onde foi montado o Acampamento-base. A seguir estabeleceram um novo acampamento na geleira Khumbu, a meio caminho da Cascata de Gelo. Ao todo, foram criados nove acampamentos de altitude. Eram treze montanhistas escolhidos a dedo, entre os quais o veterano Tenzing Norgay, um alpinista sherpa altamente qualificado, e Edmund Hillary – que ganhara a confiança de Eric Shipton no ano anterior. A equipa ficou duas semanas fazendo pequenas escaladas no vale Khumbu como parte do programa de aclimatização antes de cruzar a Cascata de Gelo.
Enquanto forjavam uma rota através destes obstáculos monstruosos, Edmund Hillary e Tenzing Norgay começaram-se a identificar, a ponto de passarem a andar sempre juntos, tendo o veterano Tenzing demonstrado poder acompanhar o jovem, ambicioso e competitivo Hillary. Então, depois de treze dias de esforços contínuos na encosta do Evereste, eles chegaram ao Colo Sul escalando pelo flanco do Lhotse, a rota aberta pelos suíços no ano anterior, onde estabeleceram o acampamento VIII. Foi a partir dali que os ingleses, não esquecer que era uma expedição britânica, Harles Evans e Tom Bourdillon fizeram a primeira tentativa de alcançar o cume, embora ainda estivessem longe demais para um retorno seguro, caso obtivessem sucesso. No entanto, as ordens emitidas por John Hunt não deixavam dúvidas: era para continuarem a qualquer custo. Afinal, era para isto que um militar estava no comando. Mas, com as péssimas condições climatéricas e problemas com o oxigénio, foram obrigados a ficar no Cume Sul, menos de 100 metros abaixo do topo. Mesmo assim, e caso ainda tivessem oxigénio, calcularam ser necessário mais três horas de escalada.
O segundo assalto foi melhor planeado. Montou-se o acampamento IX, a 8.500 metros, bem mais acima do anterior, e Edmund Hillary e Tenzing Norgay passaram a noite descansando, bebendo grandes quantidades de chá de limão quente e tentando comer alguma coisa.
No dia 29 de Maio de 1953, às 6h30min da manhã, eles saíram de suas barracas, quase cobertas de neve, respirando oxigénio suplementar, e iniciaram a jornada que os colocaria na história. Era a sétima tentativa de Tenzing Norgay e a segunda de Edmund Hillary.
Às nove chegaram ao Cume Sul, ao pé da dramática crista estreita que levava ao cume principal, a partir de onde encontraram melhores condições climáticas. Uma hora mais tarde estavam diante de uma barreira com 13 metros, um escalão de rocha lisa e quase sem pontos de apoio, agora conhecido como Passo de Hillary. - Era uma barreira cuja superação ia muito além de nossas frágeis forças – reconheceu o neozelandês, mais tarde. Tenzing ficou abaixo e foi largando a corda, nervoso, enquanto Hillary, enfiando-se em uma estreita greta entre o paredão de rocha lisa e uma rebarba de neve em sua beirada, começou a agonizante subida. A lenta e penosa escalada foi sendo vencida, na base de muito esforço físico e exposição ao perigo. Edmund Hillary conseguiu finalmente alcançar o alto da rocha e arrastar-se para fora da fenda, até uma larga saliência. Por alguns momentos ele ficou ali, parado, deitado, recuperando o fôlego. Enquanto o oxigénio artificial corria por sua veias, ele sentiu, pela primeira vez, que sua gigantesca determinação o levaria ao topo.

Com as batidas do coração voltando ao normal – normal para aquelas circunstâncias! - Ele firmou-se na plataforma e fez sinal para Tenzing subir. Edmund Hillary puxou firme a corda e o sherpa foi subindo, contorcendo-se greta acima, até finalmente chegar à saliência onde o neozelandês estava.
- Exausto, desabando como um peixe gigantesco que acabou de ser içado do mar após uma luta terrível, chegou Tenzing – contou Hillary. O cume, a apenas uma pequena distância, os observava, impassível, sentindo que em breve seria derrotado por aqueles dois minúsculos seres que ousavam pisar onde ninguém jamais conseguira colocar os pés. Edmund Hillary e Tenzing Norgay deram a volta por trás de outra saliência de rocha e viram que a crista adiante descia, podiam ver o Tibete. Eram os primeiros humanos a verem o Tibete daquele local. Eles desviaram a atenção do planalto tibetano e correram os olhos para cima, onde havia um cone redondo de neve.
Após algumas estocadas da piqueta, depois de uns poucos passos cautelosos, Tenzing Norgay e Edmund Hillary estavam no cume do monte Evereste; haviam acabado de conquistar o Terceiro Pólo. Eram 11h30min do dia 29 de Maio de 1953, pelo calendário gregoriano.
Hillary olhou para Tenzing e, apesar dos óculos de protecção e da máscara de oxigénio estarem cobertos de gelo, escondendo-lhe a face, pôde notar um grande sorriso de puro prazer com o qual o sherpa admirava o mundo ao redor. “Estamos no lugar certo e na hora certa”, pensou Hillary. Eles sacudiram as mãos para se livrarem do gelo das suas luvas e então Tenzing abraçou o neozelandês longamente, até ficarem quase sem respiração. Estavam no topo do mundo, no ponto mais elevado da Morada dos Deuses, na ponta do mais alto obelisco dos terráqueos. Muito longe, milhares de metros abaixo, as cores do alto planalto tibetano, como uma miragem naquele mundo branco coberto de gelo e neve. Enquanto Tenzing Norgay preparava uma pequena oferenda para a deusa Chomolungma, Edmundo Hillary olhou em direcção à Crista Norte e lembrou-se de Mallory e Irvine. Instintivamente tentou descobrir um sinal, um objecto, qualquer evidência da passagem dos dois pioneiros. Após alguns biscoitos e um pequeno gole de chá, iniciaram uma terrível descida. O oxigénio estava no fim, era preciso pressa. Chegaram ao acampamento no Colo Sul ao cair da noite. Quando Hillary avistou George Lowe, vindo ao seu encontro com uma garrafa térmica de sopa quente e um novo cilindro de oxigénio, disse, aos berros:
- Bem, George, liquidamos este bastardo! - Embora não tenham sido exactamente estas as palavras publicadas na imprensa na época.
James Morris, o correspondente do Times, desceu ao Acampamento – base e enviou um sherpa até Nanche Bazar com uma mensagem em código. Enviada por rádio para o embaixador britânico em Kathmandu e retransmitida para Londres, a notícia foi publicada na primeira página do jornal na manhã de 2 de Junho, dia da coroação da rainha Isabel II.

Nota: Todos os post's abaixo publicados e este, foram retirados de vários locais na Internet, principalmente em portais brasileiros.

segunda-feira, maio 09, 2005

Dia da Europa


Em 9 de Maio de 1950, Robert Schuman apresentou uma proposta de criação de uma Europa organizada, requisito indispensável para a manutenção de relações pacíficas.
Esta proposta, conhecida como "Declaração Schuman", é considerada o começo da criação do que é hoje a União Europeia.
O dia 9 de Maio tornou-se um símbolo europeu (Dia da Europa) que, juntamente com a moeda única (o Euro), a bandeira e o hino identificam a entidade política da União Europeia. O Dia da Europa constitui uma oportunidade para desenvolver actividades e festejos que aproximam a Europa dos seus cidadãos e os povos da União entre si.

Que é o Dia da Europa ?


Na Primavera de 1950, a Europa encontra-se à beira do abismo.
A Guerra Fria faz pesar a ameaça de um conflito entre as partes Leste e Oeste do continente. Cinco anos após o termo da Segunda Guerra Mundial, os antigos adversários estão longe da reconciliação.
Como evitar repetir os erros do passado e criar condições para uma paz duradoura entre inimigos tão recentes?

O problema fulcral reside na relação entre a França e a Alemanha. É preciso criar uma relação forte entre estes dois países e reunir em seu torno todos os países livres da Europa a fim de construir conjuntamente uma comunidade com um destino comum.
Mas quando e como começar?
Jean Monnet, com uma experiência única enquanto negociador e construtor da paz, propõe ao Ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Robert Schuman, e ao Chanceler alemão Konrad Adenauer criar um interesse comum entre os seus países: a gestão, sob o controlo de uma autoridade independente, do mercado do carvão e do aço. A proposta é formulada oficialmente em 9 de Maio de 1950 pela França e fervorosamente acolhida pela Alemanha, Itália, Países Baixos, Bélgica e Luxemburgo.
Nesse dia, em Paris, a imprensa foi convocada para as dezoito horas no Salon de l'Horloge do Quai d'Orsay, quartel-general do Ministério dos Negócios Estrangeiros francês, para uma "comunicação da maior importância".
As primeiras linhas da declaração de 9 de Maio de 1950, redigida por Jean Monnet, comentada e lida à imprensa por Robert Schuman, Ministro dos Negócios Estrangeiros da França, dão imediatamente uma ideia da ambição da proposta: "A paz mundial não poderá ser salvaguardada sem uma criatividade à medida dos perigos que a ameaçam". "Através da colocação em comum de produções de base e da instituição de uma Alta Autoridade nova, cujas decisões ligarão a França, a Alemanha e os países que a ela aderirem, esta proposta constituirá a primeira base concreta de uma federação europeia, indispensável à preservação da paz".
Era assim proposta a criação de uma instituição europeia supranacional, incumbida de gerir as matérias-primas que nessa altura constituíam a base do poderio militar, o carvão e o aço. Ora, os países convidados a renunciar desta forma ao controlo exclusivamente nacional destes recursos fundamentais para a guerra, só há muito pouco tempo tinham deixado de se destruir mutuamente num conflito terrível, de que tinham resultado incalculáveis prejuízos materiais e, sobretudo, danos morais: ódios, rancores e preconceitos.
Assim, tudo começou nesse dia, razão que levou os Chefes de Estado e de Governo, na Cimeira de Milão de 1995, a decidirem celebrar o 9 de Maio como "Dia da Europa".
Os diversos países, ao decidirem democraticamente aderir à União Europeia, adoptam os valores da paz e da solidariedade, pedra angular do edifício comunitário.
Estes valores concretizam-se no desenvolvimento económico e social e no equilíbrio ambiental e regional, únicos garantes de uma repartição equilibrada do bem-estar entre os cidadãos.
A Europa, enquanto conjunto de povos conscientes de pertencerem a uma mesma entidade que abrange culturas análogas ou complementares, existe já há séculos. No entanto, a consciência desta unidade fundamental, enquanto não deu origem a regras e a instituições, não pôde evitar os conflitos entre os países europeus. Ainda hoje, alguns países que não fazem parte da União Europeia não estão ao abrigo de tragédias terríveis.
Como qualquer obra humana desta envergadura, a integração da Europa não se constrói num dia, nem em algumas décadas: as lacunas são ainda numerosas e as imperfeições evidentes. A construção iniciada imediatamente a seguir à II Guerra Mundial foi muito inovadora: o que nos séculos ou milénios precedentes podia assemelhar-se a uma tentativa de união, foi na realidade o fruto de uma vitória de uns sobre os outros. Estas construções não podiam durar, pois os vencidos só tinham uma aspiração: recuperar a sua autonomia.
Hoje ambicionamos algo completamente diferente: construir uma Europa que respeite a liberdade e a identidade de cada um dos povos que a compõem, gerida em conjunto e aplicando o princípio segundo o qual apenas se deve fazer em comum o que pode ser mais bem feito dessa forma. Só a união dos povos pode garantir à Europa o controlo do seu destino e a sua influência no mundo. A União Europeia está atenta aos desejos dos cidadãos e coloca-se ao seu serviço. Conservando a sua especificidade, os seus hábitos e a sua língua, todos os cidadãos se devem sentir em casa na "pátria europeia", onde podem circular livremente.

Declaração Schuman


Este é o texto integral da proposição, apresentada por Robert Schuman, Ministro Françês dos Negócios Estrangeiros, e que levou à criação da União Europeia :
A paz mundial não poderá ser salvaguardada sem esforços criadores à medida dos perigos que a ameaçam.A contribuição que uma Europa organizada e viva pode dar à civilização é indispensável para a mauntenção de relações pacificas. A França, ao assumir -se desde há mais de 20 anos como defensora de uma Europa unida, teve sempre por objectivo essencial servir a paz. A Europa não foi construida, tivemos a guerra.A Europa não se fará de um golpe, nem numa construção de conjunto: far-se-à por meio de realizações concretas que criem em primeiro lugar uma solidariedade de facto. A união das nações europeias exige que seja eliminada a secular oposição entre a França e a Alemanha.Com esse objectivo, o Governo francês propõe actuar imediatamente num plano limitado mas decisivo.O Governo francês propõe subordinar o cunjunto da produção franco-alemã de carvaõ e de aço a uma Alta Autoridade, numa organização aberta à participação dos outros paises da Europa. A comunitarização das produções de carvão e de aço assegura imediatamente o estabelecimento de bases comuns de desenvolvimento económico, primeira etapa da federação europeia, e mudará o destino das regiões durante muito tempo condenadas ao fabrico de armas de guerra, das quais constituiram as mais constantes vítimas.A solidariedade de produção assim alcançada revelará que qualquer guerra entre a França e a Alemanha se tornará não apenas impensável como também materialmente impossivel. O estabelecimento desta poderosa unidade de produção aberta a todos os paises que nela queiram participar, que permitirá o fornecimento a todos os países que a compõem dos elementos fundamentais da produção industrial em idênticas condições, lançará os fundamentos reais da sua unificação económica.Esta produção será oferecida a todos os países do mundo sem distinção nem exclusão, a fim de participar no aumento do nivel de vida e no desenvolvimento das obras de paz. [...]Assim se realizará, simples e rapidamente, a fusão de interesses indispensáveis para o estabelecimento de uma comunidade económica e introduzirá o fermento de uma comunidade mais larga e mais profunda entre países durante muito tempo opostos por divisões sangrentas.Esta proposta, por intermédio da comunitarização de produções de base e da instituição de uma nova Alta Autoridade cujas decisoões vincularão a França, a Alemanha e os países aderentes, realizará as primeiras bases concretas de uma federação europeia indispensável à preservação da paz.O Governo francês, a fim de prosseguir a realização dos objectivos assim definidos, está disposto a iniciar negociações nas seguintes bases.A missão atribuida à Alta Autoridade comum consistirá em, nos mais breves prazos, assegurar: a modernização da produção e a mehoria da sua qualidade; o fornecimento nos mercados francês, alemão e nos países aderentes de carvão e de aço em condições idênticas; o desenvolvimento da exportação comum para outros países; a harmonização no progresso das condições de vida da mão-de-obra dessas indústrias.Para atingir estes objectivos a partir das condições muito diversas em que se encontram actualmente as produções dos paísesaderentes, deverão ser postas em prática, a titulo provisório, determinadas disposições, incluindo a aplicação de um plano de produção e de investimentos, a instituição de mecanismos de perequação dos preços e a criação de um fundo de reconversão destinado a facilitar a racionalização da produção. A circulação do carvão e do aço entre países aderentes será iiimediatamente isenta de qualqer direito aduaneiro e não poderá ser afectada por tarifas de transportes distintas. Criar-se-õ progressivamente as condições para assegurar espontaneamente a repartição mais racional da produção ao nivel de produtividade mais elevada.Ao contrário de um cartel internacional que tende a repartir e a explorar os mercados nacionais com base em práticas restritivas e na manutenção de elevados lucros, a organização projectada assegurará a fusão dos mercados e a expansão da produção.Os principios e os compromissos essenciais acima definidos serão objecto de um tratado assinado entre os estados. As negociações indispensáveis a fim de precisar as medidas de aplicação serão realizadas com a assistência de um mediador designado por comum acordo; este terá a missão de velar para que os acordos sejam conformes com os principios e, em caso de oposição irredutivel, fixará a solução a adoptar.A Alta Autoridade comum, responsável pelo funcionamento de todo o regime, será composta por personalidades independentes e designada numa base paritária pelos governos; será escolhido um presidente por comum acordo entre os governos; as suas deciões serão de execução obrigatoria em França, na Alemanha e nos restantes países aderentes. As necessárias vias de recurso contra as decisões da Alta Autoridade serão asseguradas por disposições adequadas.Será eleborado semestralmente por um representante das Nações Unidas junto da referida Alta Autoridade um relatório público destinado à ONU e dando conta do funcionamento do novo organismo, nomeadamente no que diz respeito à salvaguarda dos seus fins pacíficos.A instituição de Alta Autoridade em nada prejudica o regime de propriedade das empresas. No exercicio da sua função, a Alta Autoridade comum terá em conta os poderes conferidos à autoridade internacional da região do Rur e as obrigações de qualquer natureza impostas à Alemanha, enquanto estas subsistirem.

domingo, maio 08, 2005

II Guerra Terminou Há 60 anos (na Europa)


A Segunda Guerra Mundial acabou no dia 8 de Maio de 1945, na Europa, quando o marechal Wilhelm Keitel (na foto) assinou a rendição incondicional da Wehrmacht.
Este conflito iniciado pelo III Reich de Adolf Hitler com a invasão da Polónia, a 1 de Setembro de 1939, durou cinco trágicos anos e devastou a vida a mais de 50 milhões de pessoas em todos os continentes.
Passaram 60 anos, mas os investigadores ainda discutem o número exacto de vítimas causadas pela guerra. O ponto assente é que a União Soviética, com 20 milhões de mortos entre soldados e civis, pagou a factura mais elevada. A seguir, na lista do maior número de vítimas, vem a China, com 15 milhões de mortos – na sequência dos massacres do exército japonês, uma das três potências do chamado Eixo, com a Alemanha hitleriana e a Itália fascista de Mussolini.
Mas falar de números e da II Guerra é falar dos seis milhões de judeus chacinados em lugares tristemente célebres como Auschwitz-Birkenau ou Dachau.
O número de vítimas alemãs pode ter chegado aos nove milhões.

Mas se o dia 8 de Maio ficou conhecido como o Dia da Vitória, a esmagadora maioria dos alemães considera que esta foi a data da libertação e não da derrota. Segundo a agência Lusa, uma sondagem do Instituto Polis revela que oito em cada 10 alemães acham que o fim da guerra foi o dia da libertação, e só 9% considera o dia da capitulação, a 08 de Maio de 1945, como o dia da derrota.
Mais do que o dia da rendição alemã, o 8 de Maio de 1945 marca o fim do conflito mais devastador da história europeia e da humanidade.

segunda-feira, maio 02, 2005

A Batalha Final


A bandeira soviética a esvoaçar no topo do destruído Parlamento alemão foi apenas mais um sinal do fim da longa batalha de duas longas semanas, de 16 de Abril a 2 de Maio, pela capital do III Reich.Cumprem-se hoje 60 anos, da tomada de Berlim pela URSS.Estima-se que mais de 300 mil russos tenham perdido a vida nesta batalha, assim como mais de 100 mil civis alemães.
A cidade seria definitivamente libertada, 44 anos depois com a queda do Muro de Berlim.