segunda-feira, março 21, 2005

Ayrton Senna


Ayrton Senna fazia hoje 45 anos se fosse vivo.
Ayrton Senna da Silva nasceu em 21 de Março de 1960, filho de um importante homem de negócios brasileiro, e em pequeno sofria de problemas de coordenação motora, resolvido eficazmente quando a criança de quatro anos começou a conduzir um pequeno veículo. O “vírus” da condução ficou e, segundo Senna, foi devido a ele que terminou os seus estudos, uma vez que a regra em sua casa era “quem não estuda não pode conduzir”.Em 1972, Emerson Fittipaldi ganhou para o Brasil o primeiro título de Fórmula 1, e Senna, então um adolescente, acompanhou toda a excitação, escolhendo para ídolos Jackie Stewart, Jim Clark e Emerson Fittipaldi. Ayrton Senna da Silva começou no karting, tal como fazem a maior parte dos jovens que se iniciam no desporto automóvel e que querem chegar ao topo, à Fórmula 1 e, embora sem tradições familiares no desporto automóvel, desde logo evidenciou o seu grande talento. Em 1974, o pequeno prodígio vencia a categoria júnior do campeonato de São Paulo, não tendo parado de ganhar desde então.
Ayrton da Silva, era o nome que usava, chegou à Europa em 1981, para ficar, depois de se iniciar na alta competição em 1977 vencendo, nesse ano e em 1978 o campeonato pan-americano de karting e o Brasileiro entre 1978 e 1981. Nesses anos, nas suas quatro tentativas de se sagrar campeão do mundo, único título que não conquistou, Ayrton foi 2 vezes vice-campeão, em 1979, no Estoril e em 1980, em Nivelles.
De 1981 a 1983, Ayrton Senna torna-se campeão por 5 vezes, ganhando os campeonatos RAC e Townsend Thorensen de Fórmula Ford 1600 em 1981, os campeonatos inglês e europeu de Fórmula Ford 2000 em 1982 e, o campeonato inglês de Fórmula 3 em 1983. Estas eram as provas que serviam, então, de antecâmara da Fórmula 1 e nelas participavam, obrigatoriamente, todos aqueles que almejavam a entrar no restrito mundo dos grandes prémios. E nelas, Ayrton Senna não só ganhou mais de 60% das corridas que disputou como em 1982 ganhou 21 das 27 provas disputadas e em 1983 ganhou as primeiras 9 corridas de Fórmula 3 que compunham o campeonato.
As portas da Fórmula 1 abriram-se de par em par e todos os patrões das equipas queriam o jovem brasileiro. Apesar da Brabham lhe acenar com um contrato e, da primeira experiência com um teste, ainda em 1983, com um Williams, Senna estreia-se na Fórmula 1 em 1984, com 24 anos, no G.P. do Brasil, com a Toleman-Hart e, logo nesse ano delicia o mundo da Fórmula 1 com a sua prestação no G.P. do Mónaco, onde não ganhou porque a corrida foi interrompida com o brasileiro na segunda posição e, com as prestações que conseguia alcançar na grelha de partida ao volante de tal carro. Seguiu-se a primeira vitória no Estoril em 1985, já na Lotus, a luta pelo título mundial em 1986 e 1987, sempre com a Lotus, título mundial que chegou em 1988, em Suzuka, com a McLaren, perdido injustamente em 1989 mas, reconquistado em 1990 e 1991, sempre ao volante dos McLaren, a que se juntam os vice-campeonatos em 1989 e, na memorável época de 1993.
Em 16 anos e meio de presença na alta roda do desporto automóvel Ayrton Senna conquistou mais de uma centena de vitórias, oito campeonatos internacionais, e, 4 vice-campeonatos. Na Fórmula 1, em particular, foram 11 anos, 3 títulos de campeão do mundo, 41 vitórias, 65 pole-positions, milhares de voltas e quilómetros no comando, número que parou de aumentar, naquela tarde fatídica do primeiro de Maio de 1994, com Ayrton Senna no lugar de sempre, o primeiro, comandando uma corrida. Foi o dia mais negro de sempre para a Fórmula 1 que, nunca mais foi o que era. De repente, de forma brutal, desapareceu um ídolo de milhões de pessoas, um ícone do “circo”, o melhor piloto de todos os tempos, alguém que nos deliciava com a sua magia ao volante de um monolugar de Fórmula 1, alguém que não deixava ninguém indiferente, alguém com um talento, competência, concentração, rapidez e empenhamento nunca vistos, que se encontrava próximo da perfeição, que reunia em si todas as características que um piloto de competição deve possuir, alguém que marcou a Fórmula 1 para sempre. Senna era genial, único e insubstituível.

Para saber mais sobre a vida e carreira de Ayrton Senna, visite senna.globo.com/institutoayrtonsenna/.

sábado, março 19, 2005

A Conspiração de Papel


Vencedor do prestigiado Edgar Allan Poe Award, para o melhor romance de estreia, David Liss cria, em A CONSPIRAÇÃO DE PAPEL, um romance histórico sobre o primeiro crash da bolsa no mundo, conhecido historicamente como a Bolha do Mar do Sul, ocorrido em 1720. Como personagem principal, um judeu português, detective, espadachim , que conheceu a fama através de lutas de boxe, num sub mundo que o conhecia como “O Leão de Judá”. Benjamin Weaver é um estranho na Londres do século XVIII: um judeu entre cristãos, um rufião entre aristocratas, um pugilista aposentado que, contratado pela nobreza de Londres, viaja pelo mundo do crime, perseguindo devedores e ladrões. Em A CONSPIRAÇÃO DE PAPEL, no entanto, Weaver investiga um crime do tipo mais pessoal: a morte de seu pai - um notório especulador da bolsa, de quem não tinha notícias há anos. Descendo ao sub mundo do crime londrino, Weaver ziguezagueia entre bordéis, cervejarias, prisões e casas de jogo, para descobrir uma conspiração que o ameaça não só a si, mas também à própria Inglaterra.
Para encontrar as respostas, Weaver tem de enfrentar uma prostituta desesperada, que sabe demais sobre o seu passado, parentes que lhe cobram a sua alienação da fé judaica e uma conspiração de poderosos homens do mundo das finanças britânicas. Com cérebro e muitos músculos, Weaver esbarra no início de uma nova ordem económica, baseada na especulação de acções - um meio de vida que traz grande risco aos investidores e perigo real e concreto para Weaver e sua família.
A CONSPIRAÇÃO DE PAPEL foi considerado pela crítica especializada, um dos melhores romances históricos do ano, bem como um retrato inteligente e divertido da origem dos mercados financeiros actuais. Escrito com cuidado erudito com a reconstituição de época, o livro faz de Benjamin Weaver um protagonista irresistível, que aposta seu conhecimento do nascente mercado de acções num novo tipo de trabalho detective.
David Liss nasceu em 1966 e cresceu no sul da Florida. É actualmente candidato a um doutorado no Departamento de Inglês da Universidade de Columbia, onde completa sua dissertação sobre como o romance de meados do século XVIII reflecte e modela o surgimento da ideia moderna de finanças pessoais. Publicou inúmeras teses sobre sua pesquisa e também escreveu sobre Henry James. Recebeu vários prémios por seu trabalho, inclusive a Bolsa do Presidente da Columbia, uma Bolsa de Pesquisa da A.W. Mellon e a Bolsa de Dissertação Whiting. Tem um diploma de master of Arts pela Universidade Estadual da Georgia e um diploma de Bachelor of Sciense da Univesidade de Syracuse. Liss mora em San António com a sua mulher e filha.

segunda-feira, março 14, 2005

O Milagre da Vida


Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.
Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.
Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.
Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.
Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.
Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.


Albert Einstein

sexta-feira, março 11, 2005

quinta-feira, março 10, 2005

Anjos e Demónios

Anjos e Demónios anunciado como o novo romance de Dan Brown, mas cronologicamente anterior, editado em 2000, a "Código da Vinci", foi um dos livros que me acompanhou nesta forçada ausência. Livro ideal para umas onze longas horas passadas dentro de um avião. O enredo começa com o brutal assassínio do cientista do CERN, Leonardo Vetra, que tinha recentemente descoberto a antimatéria. O director-geral do CERN, o Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire, Maximilian Kohler chama o professor de Simbiologia Religiosa da Universidade de Harvard, Robert Langdon para identificar o estranho símbolo gravado no peito do cientista assassinado. A sua conclusão é avassaladora: a marca é de uma antiga irmandade chamada Illuminatti, supostamente extinta há séculos e inimiga da Igreja Católica. Quando Robert Langdon chega a Roma, acompanhado de Vittoria Vetra, filha do cientista assassindado e co-investigadora na descoberta da antimatéria, o Conclave prepara-se para reunir na Capela Sistina, para eleger um novo Papa, pois o anterior Papa tinha sido assssinado quinze dias antes.Entretanto, os quatro cardeais favoritos à eleição para Papa, são raptados e professor Langdon é o único que têm as pistas para os descobrir, antes de serem assassinados. Tarefa que não vai conseguir levar a bom porto e ao mesmo tempo que os cardeais são raptados a Guarda Suiça, responsável pela segurança da Cidade do Vaticano é informada de que uma perigosa arma de antimatéria, que tinha sido roubada do CERN, está na Cidade do Vaticano com o propósito de a arrasar.Robert Langdon procura desesperadamente a arma de antimatéria no meio de intricadas pistas deixadas pelos Illuminatti, tendo apenas doze horas para salvar o Vaticano.
Como seria de esperar o final é feliz, ao estilo dos filmes de Indiana Jones, acabando mesmo a heroína nos braços do professor.
Uma história que se lê à velocidade em que decorre a própria aventura de menos de 24 horas.
Nunca aconselho livros.

quarta-feira, março 02, 2005

Guerra Fria


Com o fim da Segunda Guerra Mundial acabou a hegemonia da Europa no mundo. Duas potências dividiram a herança: Estados Unidos da América e União Soviética.
Tendo como base a disputa pela hegemonia mundial entre as duas potências, a guerra fria estenderar-se-á por mais de 40 anos. Com sistemas sociais e políticos opostos, armas nucleares e políticas de conquista da hegemonia mundial, Estados Unidos e União Soviética mantêm o mundo sob a ameaça de uma guerra nuclear.
Ameaça nuclear
Após a explosão da primeira bomba atómica em 1945, os Estados Unidos fazem testes de novas armas nucleares no atol de Bikini, no Pacífico, e criam a Comissão de Energia Atómica para a expansão de seu poderio nuclear. Em 1949 a União Soviética explode seu primeiro artefacto atómico no deserto do Kazaquistão, entrando na corrida nuclear. O mundo ingressa assim na era do terror atómico, na qual cada uma das super potências se esforça por conseguir uma bomba mais potente que a experimentada pela outra. Em 1952 os Estados Unidos explodem a primeira bomba de hidrogénio, com potência de 15 milhões de TNT (750 vezes mais potente que a primeira bomba atómica). Em 1955 a União Soviética lança sua bomba de hidrogénio de um avião, considerado um importante avanço técnico sobre os norte-americanos. Essa corrida coloca o mundo diante do perigo da destruição. Mas outros países, como Reino Unido, França, China, Paquistão e Índia, entram no rol de países que têm armas nucleares. Israel é suspeito de ter arnas nucleares. Em 1963 é assinado o primeiro acordo de limitação de actividades nucleares, proibindo testes na atmosfera.
Reconstrução da Europa Ocidental
Missão gigantesca diante da destruição causada pela guerra. Só em perdas humanas a URSS teve 17 milhões; a Alemanha, 5,5 milhões; a Polónia, 4 milhões; a Jugoslávia, 1,6 milhão; a França, 535 mil; a Itália, 450 mil; os Estados Unidos, 410 mil; e o Reino Unido, 396 mil.
Plano Marshall
O Programa de Reconstrução da Europa (ERP) é elaborado em 1947 pelo Secretário de Estado norte-americano George C. Marshall (1880-1959), com base na Doutrina Truman. Os Estados Unidos decidem abandonar a colaboração com a URSS e investir maciçamente na Europa ocidental para barrar a expansão comunista e assegurar sua própria hegemonia política na região. Washington fornece matérias-primas, produtos e capital, na forma de créditos e doações. Em contrapartida, o mercado europeu evita impor qualquer restrição à actividade das empresas norte-americanas. Entre 1948 e 1952, o Plano Marshall fornece 14 biliões de dólares para a reconstrução europeia.
Hegemonia dos EUA
Conquistada em virtude do fortalecimento dos Estados Unidos durante a guerra, concomitante ao enfraquecimento relativo das potências europeias. A economia norte-americana se expande internacionalmente. Suas Forças Armadas detêm o monopólio da bomba atómica e disseminam bases pelo mundo. Washington dita a política no Ocidente e disputa a hegemonia no resto do planeta. A supremacia económica é alcançada com a exportação de capitais, empresas, produtos industriais e agrícolas e tecnologia. As empresas norte-americanas tornam-se multinacionais, com filiais espalhadas por todo o mundo. Exercem influência sobre as economias nacionais e determinam seu rumo. A busca da hegemonia política tem por base a Doutrina Truman.
Doutrina Truman
Estabelecida em 1947. Determina que os Estados Unidos prestem ajuda militar e económica a todos os países e regimes que se oponham à expansão comunista. Em 1949 o presidente Harry S. Truman proclama a responsabilidade mundial dos Estados Unidos.
NATO
A Organização do Tratado do Atlântico Norte é fundada em 1949, em Washington, para a defesa colectiva dos regimes democráticos, por meio de uma estreita colaboração política, económica e militar entre os países anticomunistas. Possui um comité de chefes de Estado-Maior e vários comandos regionais.
Política interna
A aplicação da política externa de confronto com a URSS, estabelecido pela Doutrina Truman, reflecte-se internamente na adopção de políticas repressivas. Em 1947 o Congresso norte-americano aprova a Lei Taft-Hartley, declarando ilegais certas formas de greve, limitando a representação dos sindicatos e concedendo ao presidente o direito de suspender greves.
Anticomunismo
Intensifica-se a partir de 1950, com a aprovação da Lei MacCarran-Nixon, exigindo o registro de todas as organizações ou simpatizantes da ideologia comunista. Essa lei é a base imediata do desencadeamento do macarthismo nos Estados Unidos e de sua disseminação mundial, estimulando restrições às actividades socialistas e comunistas na maioria dos países sob influência norte-americana, inclusive na Europa.
Macarthismo
Movimento iniciado pelo senador Joseph McCarthy, em 1951, com a organização de comissões de investigação que acusam de actividades anti americanas qualquer pessoa suspeita de ligação com movimentos ou organizações consideradas comunistas. Realiza uma caça às bruxas na área cultural, atingindo artistas, directores e argumentistas que durante a guerra manifestam-se a favor da aliança com a União Soviética e, depois, a favor de medidas para garantir a paz e evitar nova guerra. Charlie Chaplin é o mais famoso entre os artistas perseguidos pelo macarthismo. Sindicalistas, cientistas, diplomatas, políticos e jornalistas também são alvo de perseguições. Em 1960 o Senado reconhece que as actividades das comissões dirigidas por McCarthy colocam em risco a acção do governo.
Organização sindical
Durante o macarthismo, uma comissão investigadora demonstra o domínio de vários sindicatos pelo gangsterismo. Em virtude disso, em 1954 a Associação dos Operários Portuários, dos Agentes de Transportes e Camionistas (Teamsters), a dos Padeiros e a dos Trabalhadores em Lavandarias são excluídas da American Federation of Labor (AFL). Em 1955 há a fusão da AFL com o Congress of Industrial Organizations (CIO), resultando na AFL-CIO.
Intervencionismo
Como decorrência da Doutrina Truman, os Estados Unidos intervêm em todas as partes do mundo que consideram ameaçadas pela expansão comunista. Na América Latina, a coordenação das acções militares é realizada em Washington, no Colégio Inter-americano de Defesa, criado em 1950, e na Zona do Canal do Panamá, na Escola das Américas, criada em 1961 pelas Forças Armadas dos EUA. Na Ásia, a coordenação é realizada através dos tratados e organizações internacionais de defesa, enquanto na Europa e África é feita pela OTAN.
Corrida espacial
As primeiras experiências com foguetes datam de 1935. São realizadas simultaneamente na Alemanha e Estados Unidos e estão directamente vinculadas às pesquisas sobre novos armamentos. Durante a 2a Guerra Mundial, o governo alemão usa os princípios de propulsão de foguetes para construir as primeiras bombas voadoras, a V-1 e a V-2, num programa coordenado por Wernher von Braun. É com essa tecnologia capturada dos alemães que Estados Unidos e União Soviética dão início à chamada corrida espacial: a luta pela primazia na conquista do espaço. Cada passo dessa corrida traduz-se em avanços tecnológicos: novos materiais, aperfeiçoamento de motores, armamentos, satélites meteorológicos e de comunicação.
Pioneirismo soviético
A União Soviética é a primeira a obter sucesso no lançamento de satélites artificiais e sondas espaciais. Em 1957 lança o Sputnik, o primeiro satélite artificial a orbitar a Terra. No mesmo ano, com o Sputinik 2, mandam o primeiro ser vivo ao espaço, a cadela Laika. São pioneiros também em ultrapassar o campo de gravidade da Terra com a sonda Lunik 1, que sobrevoa a Lua em 3 de Janeiro de 1959, e a atingir outro planeta, com a sonda Venera, que atinge Vénus em 12 de Fevereiro de 1961. A sua grande vitória, no entanto, é mandar o primeiro homem ao espaço: em 12 de Abril de 1961 o astronauta Yuri Gagarine permanece em órbita por 1h48min. Vencem, assim, a primeira etapa da corrida espacial.
O homem na Lua
A primazia dos soviéticos leva aos Estados Unidos a ânsia de chegar à Lua, primeiro que os soviéticos. Aperfeiçoam foguetes de lançamento e naves, realizam missões de longa duração, treinam manobras de encontro e acoplamento de naves no espaço. O programa espacial soviético sofre várias interrupções e os norte-americanos tomam a dianteira. Dia 16 de Julho de 1969 o foguete Saturno 5 leva a nave Apollo 11 até a órbita da Terra. Quatro dias depois, dia 20 de Julho, às 20h17 , o módulo lunar Eagle pousa na Lua. O astronauta Neil Armstrong é o primeiro homem a pisar num outro corpo celeste. Os Estados Unidos vencem a segunda fase da corrida espacial.
Satélites de comunicação
Em 1960 os Estados Unidos começam as experiências com satélites meteorológicos e de comunicação. Em Julho de 1962 inauguram o sistema de transmissão intercontinental de imagens de televisão com o satélite Telstar. Os satélites de comunicação evoluem rapidamente e transformam-se em um grande negócio. Nos anos 70, Japão e China lançam satélites com tecnologia própria. Em 1978 a Agência Espacial Europeia entra na corrida espacial com os foguetes lançadores Ariane. A França passa a controlar sozinha o projecto Ariane em 1984 e, actualmente, detém cerca de 50% do mercado mundial de lançamento de satélites.
Laboratórios espaciais
Depois de chegarem à Lua em 1969, os norte-americanos prometem mandar um homem a Marte até 1985, mas seu programa espacial é desacelerado. Surgem novas prioridades: as pesquisas de novos materiais, medicamentos, armamentos, com grande participação de capitais privados. Os soviéticos lançam em 1971 a primeira estação espacial, a Salyut, um laboratório espacial. Os norte-americanos constroem a estação Skylab em 1973 e os soviéticos lançam a primeira estação orbital permanente, a Mir, em 1986. Com as estações espaciais, surge um novo tipo de nave: os vaivéns espaciais.
Observações astronómicas
Desde os anos 60, soviéticos e norte-americanos vêm lançando sondas espaciais exploratórias. Até o início da década de 90, todos os planetas do Sistema Solar, excepto Plutão, são visitados, fotografados e mapeados por sondas. Em 1990 os Estados Unidos lançam o telescópio orbital Hubble com capacidade de observar eventos a mais de 10 biliões de anos-luz da Terra.
Expansão soviética
Apesar das perdas humanas e materiais, a URSS sai da guerra como grande potência económica e militar. Aumenta a centralização política, a pretexto de uma rápida recuperação económica e do perigo de uma nova guerra, desta vez contra as potências ocidentais, tendo os Estados Unidos à frente. Estaline centraliza em 1946 as funções de secretário-geral do Partido Comunista, primeiro-ministro e ministro da Defesa. Reorganiza os organismos de repressão política e intensifica a perseguição aos opositores. A economia é restaurada através da planificação centralizada, com prioridade para a indústria pesada. Em 1950 a produção industrial e agrícola atinge os níveis anteriores à guerra. As regiões industriais no oeste do país são reconstruídas e tem início a exploração da Sibéria. Intensifica-se a mecanização agrícola e as áreas de cultivo são ampliadas. Entra em execução um plano de massificação do ensino básico e técnico e tem início o rearmamento. O V Plano Quinquenal, entre 1951 e 1955, é voltado para a realização de obras energéticas e de irrigação e transporte fluvial. São executados projectos de armas modernas, centradas em artefactos nucleares e foguetes, e começa a pesquisa espacial.
Cortina de ferro
Baseada em seu poderio militar, na presença de tropas soviéticas na Europa oriental e no extremo oriente e no renascimento dos partidos comunistas e socialistas em muitos países, a União Soviética passa a desenvolver uma política de hegemonia para fazer frente à ascensão dos Estados Unidos no Ocidente e na Ásia. Realiza a centralização política da Europa oriental por meio de tratados de paz, reparações de guerra, ocupações militares e apoio à formação de governos comunistas.
Pacto de Varsóvia
Firmado na capital polaca, em 1955, para ajuda mútua em caso de agressões armadas aos países do bloco soviético na Europa, é o principal instrumento da hegemonia militar da União Soviética.

Conferência de Yalta


Começo da Guerra Fria
Entre 4 e 11 de Fevereiro de 1945, o líder da União Soviética, José Estaline, o Presidente norte-americano Franklin Delano Roosevelt e o primeiro ministro britânico, Winston Churchill, envolveram-se numa maratona negocial que decorreu em Yalta, uma estância balnear do mar Negro, Ucrânia. Este encontro ficou conhecido com a conferência de Yalta, onde os "big three", resolveram como haveríamos de viver durante mais de meio século. No final da conferência em 11 de Fevereiro de 1945, o futuro mapa da Europa ficava traçado por áreas de influência e URSS, EUA e Grã-Bretanha arrogavam-se o direito de moldar a realidade mundial para as décadas seguintes.Para uns, a Conferência de Yalta deve ser recordada como o momento em que Roosevelt aceitou legitimar a expansão do comunisto para o Leste europeu e para a Ásia. Churchill afirmou que Roosevelt escreveu, num guardanapo, quais os países que Estaline poderia dominar e que o ditador soviético guardou o guardanapo. Para outros, a Conferência não é só o começo da guerra fria mas também o triunfo da "realpolitik".

segunda-feira, fevereiro 28, 2005

Em Dia de Aniversário


A equipa de 1905:
Da esquerda para a direita: Sentados - António Rosa Rodrigues, Silvestre da Silva, Cândido Rosa Rodrigues, José Rosa Rodrigues e Carlos França, avançados.
De pé - José da Cruz Viegas, defesa direito, Manuel Mora, guarda-redes, Fortunato Levy, Albano dos Santos e António Couto, médios; Emílio de Carvalho, defesa esquerdo.
Silvestre da Silva era o capitão da equipa.

Razzies, Oscars & Césares


Na boa tradição de dar as más notícias antes das boas, começo com a atribuição dos prémios Razzies. Os grandes vencedores foram a Administração de George W. Bush e o filme "Catwoman".
O Presidente norte-americano, George W. Bush, no documentário de Michael Moore "Fahrenheit 9/11" e a actriz Halle Berry, em "Catwoman", foram considerados "pior actor" e "pior actriz" do ano 2004 na cerimónia dos anti- óscares, os Razzies. O filme "Catwoman" recebeu o Razzie de "pior filme", enquanto o secretário norte-americano da Defesa, Donald Rumsfeld, e a cantora Britney Spears foram recompensados com o prémio de "pior papel secundário masculino" e "pior papel secundário feminino", respectivamente, pela aparição em "Fahrenheit 9/11". Suscitando surpresa, a actriz Halle Berry foi receber o seu prémio ao palco, uma framboesa em plástico dourado, cujo preço unitário é estimado pelos organizadores em 4,97 dólares. "Muito obrigada", declarou a actriz com humor. Os Razzies foram lançados há 25 anos por John Wilson, que se descreve como um "um cínico cinemaníaco". Wilson compôs um júri que conta hoje com mais de 650 membros em 40 Estados americanos e 15 países estrangeiros. "Os Oscares são feitos como a política. É a mesma gente que se ocupa de orquestrar as campanhas", disse Wilson alguns dias antes da cerimónia. "A única coisa que me decepcionou este ano é que não há verdadeiramente um filme em que possamos apreciar com prazer a mediocridade", acrescentou.Mais em
razzies.com
Nos Óscares o grande derrotado da noite foi Martin Scorsese e o seu filme "O Aviador".
Clint Eastwood e o seu "Million Dollar Baby" foram os grandes vencedores da noite de Óscares. O actor viu o seu trabalho como realizador compensado com uma estatueta dourada e o filme foi considerada a melhor película de 2004 pelos membros da Academia. A actriz Hilary Swank venceu ainda a categoria de melhor actriz pelo desempenho no mesmo filme e o Óscar de melhor actor foi para
Jamie Foxx, pelo seu papel em "Ray".
Apesar do filme "O Aviador" ter arrebatado mais estatuetas douradas (um total de cinco, mais uma que "Million Dollar Baby"), ainda não foi desta que Martin Scorsese levou um Óscar de realização para casa. A actriz Cate Blanchett foi a única que arrebatou uma estatueta numa das principais categorias, a de melhor actriz secundária. A estatueta de melhor actor secundário voltou a cair nas redes de "Million Dollar Baby", atribuída a Morgan Freeman.O Óscar de melhor filme estrangeiro foi para "Mar adentro", de Alejandro Amenábar, que dedicou o prémio a Ramón Sampedro, o galego que pedia a eutanásia, porque - disse o realizador - "apesar do seu desejo de morrer, criava tanta vida em seu redor".Este foi o segundo Óscar de realização para Clint Eastwood, tendo vencido o primeiro por "Unforgiven". No seu discurso, Eastwood agrecedeu à mãe: "ela esteve aqui comigo em 1993, quando tinha 84 anos e agora está aqui de novo, com 96, quero agradecer-lhe pelos seus genes", gracejou.
Mais em
www.oscar.com.
Melhor filme, melhor realizador, melhor argumento original: "A Esquiva", segundo filme de Abdellatif Kechiche, 45 anos, rodado sem ajuda financeira, foi o grande vencedor dos Césares do cinema francês, o equivalente aos Óscares americanos.A cerimónia de entrega decorreu no sábado à noite, no Théâtre du Châtelet, em Paris, com a actriz Isabelle Adjani, galardoada na sua carreira com quatro Césares, a presidir o júri. O realizador espanhol Pedro Almodóvar, a actriz italiana Monica Bellucci e o actor francês Lambert Wilson foram algumas das estrelas convidadas para a cerimónia. A imprensa francesa recebeu com surpresa esta "recompensa ao cinema independente", como escreveu o "Le Monde", já que se esperava um duelo entre "Um Longo Domingo de Noivado", de Jean-Pierre Jeunet (o realizador de "Amélie Poulain", um dos maiores sucessos de sempre do cinema francês), e "Os Coristas", de Christophe Barratier (o maior êxito do cinema francês em 2004). Sara Forestier, 18 anos foi distinguida com o César da melhor esperança feminina. Apesar de "derrotado" porque tinha 12 nomeações e era considerado um dos grandes favoritos, "Um Longo Domingo de Noivado" foi galardoado com cinco Césares, embora menos importantes do que os que foram atribuídos a "A Esquiva": melhor esperança masculina para Gaspard Ulliel, melhor papel secundário feminino para Marion Cotillard, melhor fotografia para Bruno Delbonnel e melhor guarda-roupa para Madeline Fontaine. .Já "Os Coristas", que tinha oito nomeações, levou apenas duas recompensas: som e música. O César para melhor actor foi para Mathieu Amalric na tragi-comédia "Rois et Reine", de Arnaud Desplechin, e o de melhor actor secundário para Clóvis Cornillac em "Mensonges et trahisons et plus si affinités", uma comédia romântica de Laurent Tirard. Amor é um Lugar Estranho", de Sofia Coppola, recebeu o César de melhor filme estrangeiro e o melhor filme da União Europeia foi, ex-aequo, para "Just a Kiss", do britânico Ken Loach, e para "A Vida é um Milagre", de Emir Kusturica. O actor americano Will Smith e o francês Jacques Dutronc receberam o César de honra.A cerimónia foi ainda marcada pela homenagem de Isabelle Adjani a Florence Aubenas, jornalista do "Libération" que desapareceu no Iraque há mais de 50 dias. Os Césares foram criados em 1976, por Georges Cravenne, seguindo o modelo dos Óscares e a sua academia tem hoje 3200 membros - realizadores, actores, produtores, argumentistas, técnicos ou assessores de imprensa.

Isto É Futebol


O São Pedro de Alva, líder da Série A do campeonato da I divisão distrital de Coimbra de futebol estabeleceu este domingo o recorde nacional de vitórias consecutivas, somando 20 triunfos em outros tantos jogos, e já fez pré-inscrição no Guiness.
Perante cerca de 350 espectadores
, a formação do concelho de Penacova que, na jornada passada já tinha igualado a marca alcançada pelo Estrela de Portalegre há quatro épocas, goleou o Pampilhosense por 5-1, estabelecendo um novo recorde nacional.
«O objectivo era bater o recorde nacional e foi atingido.
Começámos a perder, se calhar a pressa foi inimiga da perfeição, mas demos a volta ao resultado», disse à agência Lusa Vítor Cordeiro, vice- presidente do São Pedro de Alva.
O clube, que conta com cerca de 600 sócios, «400 deles activos» e uma equipa de futebol «jovem e onde não há profissionais - são electricistas, pedreiros, canalizadores e estudantes» -, tem visto o número de espectadores subir na sequência dos bons resultados e quer agora inscrever o nome no livro Guiness de recordes.
«Já fizemos a pré-inscrição no Guiness» sublinhou Vítor Cordeiro.
Do livro não consta, aliás, nenhuma referência a vitórias consecutivas de um clube de futebol, mas apenas ao recorde de número de jogos sem perder (49) estabelecido pelo Arsenal, da Primeira Liga inglesa, entre Maio de 2003 e Outubro de 2004.
A agremiação da freguesia de São Pedro de Alva pretende ainda alcançar o pleno de vitórias na primeira fase do campeonato, faltando dois jogos para atingir esse objectivo: «fazer o pleno era óptimo, vamos até onde conseguirmos ou nos deixarem ir», afirmou Vítor Cordeiro.
O São Pedro de Alva lidera destacado a classificação do campeonato, com 60 pontos em 20 jogos disputados, tendo marcado 74 golos e sofrido 15. Embora tenha vencido várias partidas pela diferença mínima, pertence-lhe a maior goleada da série A (9-0 na deslocação ao campo do Arouce Praia).

Lusa

sábado, fevereiro 26, 2005

Eutanásia


Estreou ontem nos cinemas portugueses o filme “ Mar Adentro” do espanhol Alejandro Amenábar , que conta a história verídica de Ramón Sampedro que no dia 23 de Agosto de 1968 deu um mergulho de uma rocha e bateu no fundo do mar. Ficou tetraplégico, sobrou um corpo absolutamente inerte com uma cabeça absolutamente viva. Ramón era inteligente, culto, tinha sentido de humor, escrevia poemas, e as mulheres apaixonavam-se por ele. Decidiu que queria morrer, por isso solicitou à justiça espanhola o direito de morrer, por não mais suportar viver. A sua luta judicial demorou cinco anos. O direito à eutanásia activa voluntária não lhe foi concedido, pois a lei espanhola, considera esta acção como homicídio de primeiro grau. Tinha a assistência diária dos seus amigos, pois não era capaz de realizar qualquer actividade devido à sua paralisia total. Foi encontrado morto na madrugada de 12 Janeiro de 1998 por uma das amigas que o auxiliava, tinha 55 anos. A autópsia indicou que a sua morte foi causada por ingestão de cianeto. Os últimos momentos – uma agonia de 20 minutos - ficaram registados em vídeo. Nesta gravação fica evidente que os amigos colaboraram colocando o copo com um canudo ao alcance da sua boca, porém fica igualmente documentado que foi ele quem fez a acção de colocar o canudo na boca e sugar o conteúdo do copo. A repercussão do caso foi mundial, tendo tido destaque na imprensa como morte assistida. Ramona Maneiro a amiga que encontrou o corpo de Ramón Sampedro, foi acusada pela polícia como sendo responsável por um homicídio. Um movimento internacional de pessoas enviou cartas confessando ter cometido o mesmo crime. A justiça, alegando impossibilidade de clarificar todas as evidências, acabou por arquivar o processo. Inúmeros outros casos, em diferentes locais do mundo tem trazido à discussão a eutanásia, com posições extremadas em ambos os campos de pró ou contra a eutanásia. Se por um lado os que são a favor da eutanásia, pretender que a eutanásia seja um direito a morrer dignamente e sem dor, do outro lado retaliam dizendo que é legalizar o homicídio, e que o direito sobre a vida é um direito divino.
Direito de morrer ou direito de matar?

quinta-feira, fevereiro 24, 2005

Os Óscares


O Óscar é o prémio concedido pela Academia das Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, para galardoar, cada ano, os melhores filmes, realizadores, argumentistas, actores e actrizes, técnicos e numerosos outros aspectos da indústria cinematográfica. O prémio é constituido por uma estatueta com a altura de 34 centímetros e com o peso de 3,85 quilos, a estatueta nem sempre se chamou Óscar, segundo a lenda recebeu este nome, devido à bibliotecária da Academia, Margaret Herrick,que ao vê-la exclamou:
"Parece mesmo o meu tio Óscar".
O Óscar foi criado pela Academia das Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, e foi atribuido pela primeira vez em 16 de Maio de 1929, no Hotel Roosevelt, em Hollywood, para premiar o melhor que se tinha realizado no cinema nos anos de 1927 e 1928. Nesse ano o melhor filme do ano foi "Wings" de William A. Wellman, na categoria de melhor actor foi distinguido Emil Jannings, e o Óscar de melhor actriz foi para Janet Gaynor. Foram distribuidos um total de 15 Óscares, numa cerimónia que durou 15 minutos. Difundida inicialmente por rádio, a cerimónia da entrega dos Óscares começou a ser transmitida pela televisão a partir de 1953, sendo actualmente um dos programas de televisão mais visto a nível mundial.
Se tiverem paciência para ler, tem abaixo 7 post's do que mais relevante se passou em matéria de atribuição dos Óscares da Academia.

Década de Trinta


O mito da Star que corresponde ao período imperial, da maior concentração industrial, simbolizada e concretizada pela supremacia de Hollywood, está no seu auge. A MGM dizia com vaidade que tinha "mais estrelas do que as que havia no céu". No entanto as estrelas mais famosas e representativas da época, Greta Garbo e Marlene Dietrich, nunca ganharam a desejada estatueta.Por esta altura, no entanto aparecia, uma das mais brilhantes estrelas de Hollywood, Katharine Hepburn, que com o filme "Morning Glory", de 1933, ganhava o seu primeiro Óscar, de uma carreira que a levaria por 12 vezes às nomeações para o Óscar e que o receberia por 4 vezes. A nível de realizadores Frank Capra dominou esta década com três Óscares, o primeiro em 1934 com o filme "Uma Noite Aconteceu", o segundo em 1936, com o filme "Doido com Juízo" e em 1938 o terceiro com "Não o levarás Contigo". Distingue-se nesta época um jovem actor de seu nome Spencer Tracy, que receberia em dois anos consecutivos o Óscar de melhor actor. Em 1937, pela intrepretação do português Manuel, no filme "Capitain's Courageous", e em 1938 pelo desempenho no filme " Boys Town". Enquanto a guerra começava na Europa, em Hollywood estreava-se um dos mais importante filmes da história do cinema: "E tudo o vento levou", de Victor Fleming que arrebatou 9 Óscares da Academia. Vivien Leigh receberia o seu primeiro dos seus dois Óscares. Estreia-se também o filme o "Feiticeiro de Oz", que daria a Judy Garland um Óscar especial pelo seu desempenho juvenil.Bette Davis recebe nesta década por duas vezes o Óscar de melhor actriz, em 1935 no filme "Dangerous" e em 1938 pelo seu desempenho no filme "Jezebel". Clark Gable receberia o Óscar de melhor actor do ano pelo filme "It happened one night" em 1934.

Década de Quarenta


A década de quarenta começa com o realizador John Ford a receber o seu segundo Óscar, com o filme "As vinhas da ira", de 1940 proeza que repitiria no ano seguinte com "O vale era verde". Aparece também através dos filmes de John Ford uma das maiores lendas de Hollywood, John Wayne, com a criação da personagem Ringo Kid, do filme "Stagecosch", viria a receber um Óscar da Academia nos anos sessenta pelo seu desempenho no filme "True grit". Ginger Rogers, que nos anos seguintes iria fazer uma dupla famosa com Fred Astaire em filmes musicais, recebe o Óscar de melhor actriz pelo seu desempenho no filme "Kitty Foyle", de1940.Em 1943, estreava-se o mais popular filme de todos os tempos "Casablanca". Receberia 3 Óscares, o melhor filme, melhor realizador, Michael Curtiz e melhor argumento. Mas a sua lenda e o casal Humphrey Bogart e Ingrid Bergman, duraria muito para além de qualquer distinção. A famosa frase, nunca dita "play it again, Sam" e a música "As time goes by", são exemplos. O filme "Os melhores anos das nossas vidas" de 1946, receberia sete Óscares para outras tantas nomeações. Em 1948 John Huston conquista o reconhecimento da crítica e recebe dois Óscares pelo filme "O tesouro da Sierra Madre", melhor realizador e melhor argumento.A década não acabaria sem o reconhecimento do valor de Josep L. Mankiewicz, que em dois anos consecutivos, 1949 e 1950, receberia simultaneamente o Óscar de melhor realizador e Óscar de melhor argumento, pelos seus filmes "All about Eve" e "A letter to three wives". James Stewart no filme " Do céu caiu uma estrela" em 1940,Gary Cooper no filme "Sargento York", em 1941, James Cagney no filme "Yankee Doodle Dandy". em 1942, Laurence Olivier pelo seu excepcional desempenho em "Hamlet", em 1948 receberam o Óscar de melhor actor do ano.

Década de Cinquenta


A década de cinquenta começa com Vivien Leigh a receber o segundo Óscar no filme um "Eléctrico chamado desejo", e Humphrey Bogart a receber o Óscar para melhor actor do ano, pelo seu desempenho no filme "Rainha Africana".Gary Cooper recebe o seu segundo Òscar pelo filme "High moon", em 1952. O filme "Um americano em Paris", é o melhor filme do ano em 1951. Neste ano, a Academia reconhece o extraordinário valor, do actor, cantor, bailarino e realizador Gene Kelly, ao atribuir-lhe um Oscar Especial pela sua carreira. Nesta década Ingrid Bergman recebe o seu segundo Óscar para melhor actriz pelo desempenho no filme "Anastácia", o primeiro tinha sido em 1944 no filme "Gaslight". Ainda viria a receber um terceiro Óscar como actriz secundária no filme "O crime do expresso Oriente", em 1974. Em 1957, o filme "A ponte do rio Kwai", recebe o Óscar de melhor filme do ano.Vincente Minnelli, recebe finalmente o Óscar para melhor realizador, com o filme "Gigi", que arrebatou um total de 9 estatuetas incluinda a de melhor filme do ano, em 1958. Aparece o jovem actor, Marlon Brando, que recebe o Óscar de melhor actor do ano pelo filme "Há lodo no cais", filme que conquistaria nada mais nada menos que oito óscares, incluindo o de melhor filme. Realizado por Elia Kazan a acção do filme decorria à volta de um sindicato e as suas corrupções. O final da década, fica marcado pelo filme Ben Hur, que arrebata 11 óscares em 1959. Melhor filme do ano, melhor realizador do ano, William Wyler, melhor actor do ano, Charlton Heston. Audrey Hepburn pelo fime "Roman hollyday", de 1953, Grace Kelly pelo fime "The country girl", de 1954, e Elizabeth Taylor no filme "Butterfly 8" de 1960, receberam o Óscar de melhor actriz do ano.Ernest Borgnine pelo filme "Marty" de 1955, Yul Brynner pelo filme " Eu e o Rei" em 1956, e Burt Lancaster pelo fime "Elmer Gantry" de 1960, receberiam a estatueta dourada.

Década de Sessenta


Em 1961 o filme do ano é "West side story" e Robert Wise o melhor realizador, Sofia Loren recebe o Óscar de melhor actriz pelo excepcional desempenho no filme " La ciociara", adaptação ao cinema do livro de Alberto Moravia. David Lean apresenta em 1962 o espectacular "Lawrence da Arábia", que foi nomeado par dez Óscares, tendo ganho sete, incluindo o de melhor filme do ano e o de melhor realizador. Gregory Peck recebe em 1962 o Óscar de melhor actor do ano pelo trabalho feito no filme "Não Matem a Cotovia". "My fair lady", de 1964 ganha oito Óscares, incluindo o de melhor filme e melhor realizador, George Cukor. Em 1965 Robert Wise vence o seu segundo Óscar como realizador do ano, com o filme "Música no coração". Elisabeth Taylor mostra o seu talento em "Quem tem medo de Virginia Wolf?", em 1966 e recebe o seu segundo Óscar. Filme que venceria cinco Óscares, num total de treze nomeações. Em 1967 a Academia finalmente reconhecia o mérito incontestátel de um dos maiores mestres da sétima arte: Alfred Hitchcock. Após cinco nomeações, desde de 1940, sem ter recebido algum Óscar, a Academia atribuia-lhe o Irving Thalberg Memorial Award, em reconhecimento da sua excepcional carreira.Katharine Hepburn, recebia por mais duas vezes o Óscar de melhor actriz do ano, em 1967 com "Adivinha quem vem jantar" e em 1968 com o filme "A lion in winter".EM 1963 a Academia premiava pela primeira vez um actor negro, Sidney Poitier, pelo seu desempenho no filme "No calor da noite".Julie Andrews pelo filme "May Poppins" em 1964, Julie Christie pelo filme "Darling", de 1965 receberiam a estatueta dourada de melhor actriz do ano.

Década de Setenta


Esta década é marcada pelos filmes de Francis Ford Coppola, "O Padrinho" de 1972 e "O Padrinto-Parte II" de 1974. No filme " O Padrinho", Marlon Brando ao interpretar a figura de D.Corleone atinge o ponto culminante da carreira. Ambos os filmes recem o Óscar de melhor filme do ano, mas Francis Ford Coppola, só receberia o Óscar de realizador do ano pelo filme "O Padrinho-parte II", em 1972 o realizador do ano EM 1971 foi Bob Fosse, pelo filme "Cabaret", onde Liza Minelli receberia o Óscar de melhor actriz do ano. Depois de "O Padrinho", um filme de autor, a Academia começou a ver com outros olhos este novo tipo de filmes. Assim a Academia, nesta década premiou como melhores fimes do ano, "Voando sobre um ninho de cucos", de Milos Forman, em 1975, "Rocky" de John G. Avildsen, em 1976, "Annie Hall", de Woody Allen, ganhando também o Óscar de melhor realizador, melhor argumento e melhor actriz, Diane Keaton, em 1977 e "Kramer contra Kramer" em 1979. Em 1971 Jane Fonda ganha o primeiro Óscar pelo seu desempenho no filme "Klute", e em 1978 recebe o segundo pelo filme "O Regresso dos heróis", Sally Field recebe o seu primeiro Óscar pelo papel de sindicalista no filme"Norma Rae". Jack Nicholson recebe o Óscar de melhor actor no filme "Voando sobre um ninho de cucos", o mesmo acontecendo com Robert de Niro, no filme "Touro Enraivecido", Robert de Niro já tinha ganho em 1974, o Óscar de melhor actor secundário no filme "O Padrinho- Parte II".

Década de Oitenta


Na Década de oitenta a Academia de Hollywood, iria premiar os filmes biográficos.Warren beatty, com "Reds" ganha o Óscar para melhor realizador do ano, mas o Óscar para melhor filme do ano vai para o filme "Caminhos de Glória", de Hugh Hudson. Katherina Hepburn, ganha o seu quarto Óscar com o filme "Casa do Lago", que também premeia Henry Fonda como melhor actor do ano. Em 1982 o Filme "Ghandi", um épico de Sir Richard Attenborough, recebe oito Óscares em 11 nomeações, recebe o Óscar de melhor filme e melhor realizador. Ben Kingsley, no seu papel de Ghandi, recebe o Óscar de Melhor actor.Meryl Streep é galardoada com o Óscar de melhor actriz no filme a "Escolha de Sofia". Meryl Streep torna-se um símbolo da arte de representar durante toda a década de oitenta. Em 1984 outra biografia, recebe o Óscar de melhor filme do ano, "Amadeus", de Milos Forman que recebe o Óscar de realizador do ano. Sally Field recebe o seu segundo Óscar no filme"Places in the heart".Em 1985 o filme de Roman Polanski "África Minha" ganha cinco Óscares incluindo o melhor filme e melhor realizador. As feridas do Vietname continuavam abertas. Depois de Apocalypse Now era preciso um filme que encerasse o assunto.Em 1986 chega "Platoon", de Oliver Stone que consagrou definitivamente este realizador. Melhor filme do ano e melhor realizador. Também Paul Newman, viu finalmente reconhecido o seu talento com o Óscar de melhor actor do ano com o filme "A cor do Dinheiro", de Martin Scorsese.Em 1987 é atribuida o Óscar de melhor filme do ano a outra biografia: "O Último Imperador" de Bernado Bertolucci, que recebe o Óscar de melhor realizador do ano. Os filmes de Barry Levinson e Kevin Costner, "Encontro de Irmãos" e "Danças com lobos", respectivamente são considerados melhor filme do ano em 1988 e 1990 e eles considerados melhores realizadores do ano. Cher recebe o Óscar de melhor actriz no filme "Feitiço da Lua"em 1987 e Jodie Foster recebe o seu primeiro Óscar no filme "Os Acusados", em 1988.

Década de Noventa


A Academia reconhece finalmente a qualidade do trabalho de Steven Spielberg, galardoando-o com o Óscar de melhor realizador do ano com o filme "Lista de Schindler" que retrata a Segunda Guerra Mundial e o Holocausto do povo judeu. O filme recebe sete Óscares da Academia incluindo o melhor filme do ano. A década começa com Jodie Foster a receber o seu segundo Óscar de melhor actriz no filme "O Silêncio dos Inocentes", filme que recebeu ainda o Óscar de melhor filme do ano, assim como o Óscar de melhor realizador do ano, para Jonathan Demme. Antohony Hopkins recebeu o Óscar de melhor actor do ano. Nesta década o grande destaque como actor vai para Tom Hanks, que recebeu dois Óscares consecutivos, em 1993 por "Filadélfia" e em 1994 por "Forrest Gump". O filme "Forrest Gump", de Robert Zemeckis, eleito o melhor filme do ano, tornou-se um símbolo de uma era. Em 1992 Clint Eastwood, recebe com o seu filme "Unforgiven", o Óscar de melhor realizador do ano e o filme considerado o melhor do ano.Em 1995 Mel Gibson estreia-se na realização e o seu filme "Braveheart", recebe 5 Óscares da Academia incluindo o Óscar de melhor filme do ano e melhor raelizador. Jack Nicholson recebe o seu segundo Óscar de melhor actor no filme "Melhor é impossível". Em 1997, Russel Crowe recebe o seu primeiro Óscar no filme "Gladiador". Em 1998 Steven Spielberg recebe o seu segundo Óscar pelo filme "Resgate do Soldado Ryan". Em 1997 a Academia atribui nada menos que 11 Óscares em treze nomeações ao filme "Titanic", de James Cameron, incluindo o Óscar de melhor filme do ano e de melhor realizador. As actrizes Júlia Roberts e Gwyneth Paltrow, recebem o Óscar de melhor actriz nos filmes, "Erin Brockovich", de 2000 e " Shakespeare in love", de 1998, respectivamente. Os actores Al Pacino e Nicolas Cage, nos filmes "Perfume de mulher" e "Leaving in Las Vegas", recebem o Óscar de melhor actor pelos seus desempenhos.

terça-feira, fevereiro 22, 2005

Andy Warhol


Fotografia de Arnold Newman, Nova Iorque 1973
O nome deste blogue, A Fábrica, foi inspirado em Andy Warhol. Como não podia deixar de ser tenho a obrigação de falar de Andy Warhol, no dia que passam 18 anos da sua morte.
Nasceu em 6 de Agosto de 1928, em Pittsburgh, nos E.U.A. morreu em 22 de Fevereiro de 1987, em Nova Iorque. Terceiro e último filho de emigrantes da Checoslováquia, de apelido Warhola, o pai, Andrei, veio para os Estados Unidos para evitar ser recrutado pelo exército austro-húngaro, no fim da Primeira Guerra Mundial. Em 1921 a mulher, Júlia, juntou-se-lhe, tendo a família ido viver para Pittsburgh. Durante essa época Andy foi atacado por uma doença do sistema nervoso central, que o tornou bastante tímido.
Estudou no liceu de Schenley onde frequentou as aulas de arte, assim como as aulas do Museu Carnegie, instituição sedeada perto do liceu. A família, com base nas poupanças, conseguiu pagar-lhe os estudos universitários no célebre Instituto de Tecnologia Carnegie, a actual Carnegie Melon University, onde teve que se esforçar bastante, sobretudo na cadeira de Expressão, devido ao seu deficiente conhecimento do inglês, já que a mãe nunca tinha deixado de falar checo em família. De qualquer maneira, devido ao fim da 2.ª Guerra Mundial, foi obrigado a abandonar o Instituto no fim do primeiro ano, para dar lugar aos soldados americanos desmobilizados, a beneficiar de entrada preferencial nas Universidades americanas com a passagem da Lei de Desmobilização (GI Bill). Alguns dos seus professores defenderam a sua permanência na instituição, e pôde por isso frequentar o Curso de Verão, que lhe permitiria reinscrever-se no Outono seguinte. Os seus trabalhos nesse Curso fizeram-no ganhar um prémio do Instituto e a exposição dos seus trabalhos. Acabou a licenciatura com uma menção honrosa em desenho, indo viver para Nova Iorque em Junho de 1949, à procura de emprego como artista comercial. Contratado pela revista Glamour, começou por desenhar sapatos, mas os primeiros desenhos apresentados tiveram de ser refeitos devido às suas claras sugestões sexuais. Passou a desenhar anúncios, para revistas como a Vogue e a Harper's Bazaar, assim como capas de livros e cartões de agradecimento. Em 1952 a sua mãe foi ter com ele a Nova Iorque. Entretanto tinha retirado o «A» final do seu apelido e passado a usar uma peruca branca, bem visível por cima do seu cabelo escuro. Em Junho desse ano realizou a sua primeira exposição na Hugo Gallery: «15 Desenhos baseados nos escritos de Truman Capote». A exposição foi um sucesso não só comercial como artística, que lhe permitiu viajar pela Europa e Ásia em 1956.Em 1961 realizou a sua primeira obra em série usando as latas da sopa Campbell's como tema, continuando com as garrafas de Coca-Cola e as notas de Dólar, reproduzindo continuamente as suas obras, com diferenças entre as várias séries, tentando tornar a sua arte o mais industrial possível, usando métodos de produção em massa. Estas obras foram expostas, primeiro em Los Angeles, na Ferus Gallery, depois em Nova Iorque, na Stable Gallery. Em 1963 a sua tentativa de «viver como uma máquina» teve uma primeira aproximação com a inauguração do seu estúdio permanente - The Factory - A Fábrica. Andy Warhol passou então a usar pessoas universalmente conhecidas, em vez de objectos de uso massificado, como fontes do seu trabalho. De Jacqueline Kennedy a Marilyn Monroe, passando por Mao Tse-tung, Che Guevara ou Elvis Presley. A técnica baseava-se em pintar grandes telas com fundos, lábios, sobrancelhas, cabelo, etc. berrantes, transferindo por serigrafia fotografias para a tela. Estas obras foram um enorme sucesso, o que já não aconteceu com a sua série Death and Disaster (Morte e Desastre), que consistia em reproduções monocromáticas de desastres de automóvel brutais, assim como de uma cadeira eléctrica. Em 1963 começou a filmar, realizando filmes experimentais, propositadamente muito simples e bastante aborrecidos, como um dos seus primeiros – Sleep (Dormir) - que se resumia à filmagem durante oito horas seguidas um homem a dormir, ou Empire (Império), que filmou o Empire State Building do nascer ao pôr do sol. Mas os filmes foram tornando-se mais sofisticados, começando a incluir som e argumento. O filme Chelsea Girls, de 1966, que mostra duas fitas lado a lado documentando a vida na Factory, foi o primeiro filme underground a ser apresentado numa sala de cinema comercial. Para além do cinema Warhol também foi produtor do grupo de rock Velvet Underground. Arranjou-lhes um local para ensaiar, pagou-lhes os instrumentos musicais e deu-lhes alguma da sua aura. Para além dos discos os Velvet e Warhol produziram o espectáculo Exploding Plastic Inevitable, que utilizava a música do grupo e os filmes do artista. Os Velvet, já famosos, entraram definitivamente na história ao darem o nome à revolução checa de 17 de Novembro de 1989 que derrubou pacificamente o regime comunista – a Velvet Revolution. Em Junho de 1968 Valerie Solanas, uma frequentadora da Factory, criadora solitária da SCUM (Society for Cutting Up Men), entrou no estúdio de Warhol e alvejou-o quase mortalmente. O pintor demorou mais de dois meses a recuperar. Quando saiu do hospital tinha perdido muita da sua popularidade junto da comunicação social. Dedicou-se então a criar a revista Interview, e a apoiar jovens artistas em início de carreira, para além de escrever livros – a sua autobiografia The Philosophy of Andy Warhol (From A to B and Back Again) foi publicada em 1975 -, e apresentar dois programas em canais de televisão por cabo. A sua pintura voltou-se para o abstraccionismo e o expressionismo, criando a série de pinturas – Oxidation (Oxidação) – que tinham como característica principal o terem recebido previamente urina sua. Em 1987 foi operado à vesícula. A operação correu bem mas Andy Warhol morreu no dia seguinte. Era célebre há 35 anos. De facto, a sua conhecida frase: «In the future everyone will be famous for fifteen minutes» (No futuro, toda a gente será célebre durante quinze minutos), só se aplicará no futuro, quando a produção cultural for totalmente massificada e em que a arte será distribuída por meios de produção de massa.

Um dos seus quadros, Marilyn Diptych, foi recentemente considerado uma das obras mais influentes da Arte Moderna. Os cinco post's a seguir, são sobre aquelas que são consideradas as cinco mais influentes obras da Arte Moderna.
Boa leitura.

A Fonte


Este urinol de porcelana branca assinado por R. Mutt - pseudómio do artista francês Marcel Duchamp- foi considerado por um painel de 500 artistas, críticos, historiadores e conservadores de museus a peça mais influente da arte moderna. "A Fonte", a obra criada em 1917 para o Salão dos Independentes de Nova Iorque, foi escolhida por 64 por cento dos inquiridos numa sondagem encomendada pela organização do Prémio Turner, o maior prémio britânico para as Artes Plásticas.
"A Fonte" de Duchamp é a primeira de uma lista de cinco obras que inclui duas pinturas de Pablo Picasso - "Les Demoiselles d'Avignon", 2º lugar, e "Guernica", 4º-, uma de Andy Warhol, "Marylin Diptych", 3º e outra de Henri Matisse, "O Atelier Vermelho"

Les Demoiselles d'Avignon


"Les Demoiselles d'Avignon", nesta obra Pablo Picasso subverte por completo os moldes tradicioanis de representação da figura humana. Para isso, defendem os especialistas, submete cinco figuras femininas a uma geometrização rigorosa que acaba por levar a uma deformação radical.Os corpos em "Les Demoiselles d'Avingnon", datado de 1907, são angulosos e desproporcionais, transformando-se num sinónimo da revolta do artista contra toda a arte ocidental desde o Renascimento.Esta obra, que para muitos é a fundadora do cubismo, está no Museum of Modern Art (MoMa), em Nova Iorque.

Marilyn Diptych


Na obra "Marilyn Diptych", Andy Warhol encontrou em Marilyn Monroe a fusão de dois dos temas mais recorrentes em toda a sua obra: a morte e o culto da celebridade. O díptico de 1962 é uma das 20 obras que o artista criou a partir da fotografia promocional do filme "Niagara", de 1953. O contraste entre cor e preto-e-branco nesta tela composta por 50 representações de Marilyn sugerem, segundo a crítica, uma mortalidade inevitável. A obra está na Tate Modern, em Londres.

Guernica


"Guernica", a obra "política" mais famosa do século XX foi motivada pelo bombardeamento da cidade do mesmo nome, centro da tradição cultural basca. O quadro é o reflexo da leitura subjectiva que Pablo Picasso faz da Guerra Civil de Espanha e vem provar que o tema da batalha também pode ser tratado pelos artistas modernos. O quadro foi pintado para a Exposição Mundial de Paris, em 1937. Está hoje no Museu Rainha Sofia, em Madrid.

Atelier Vermelho


Henri Matisse pintou o "Atelier Vermelho" em 1911.Trata-se de uma superfície monocromática em que o artista opta por traçar apenas contornos de alguns objectos representados(mesa,cadeira,cómoda,relógio e cavaletes), fazendo com que pareçam transparentes."Não sou capaz de copiar a natureza como um escravo, sinto-me,pelo contrário,obrigado a interpretá-la e adaptá-la ao espírito do quadro", dizia o pintor francês. A obra está no MoMa, em Nova Iorque.

segunda-feira, fevereiro 21, 2005

Trabalho Infantil


Uma em cada 12 crianças ou adolescentes é vítima das piores formas de trabalho infantil, como escravatura ou exploração sexual, alerta um relatório da UNICEF que hoje é divulgado em Londres. No total, há 246 milhões de crianças e jovens a serem usados como mão-de-obra em todo o mundo, das quais 47 mil em Portugal(segundo o relatório, a maioria destes rapazes e raparigas está ligado à indústria de calçado. O organismo ressalva que há mais de uma década que os governos nacionais tentam combater o problema e que apesar do número de trabalhadores infantis nas fábricas ter decrescido, parte desta mão-de-obra se transferiu para casa, onde sa mantém a trabalhar).O relatório sobre a exploração do trabalho infantil a nível mundial, elaborado pelo Comité britânico da UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), refere que 180 milhões de crianças e jovens vivem diariamente a pior expressão desta actividade, sobretudo devido à pobreza. São meninos-soldados, estão sujeitos a trabalho perigoso, a exploração sexual, escravatura, trabalhos forçados ou outras actividades ilícitas, como produção e tráfico de droga. A grande maioria destas crianças (97 por cento) trabalha nos países em desenvolvimento e em certos casos mais de 40 horas por semana. Ao longo das mais de 60 páginas do documento, a UNICEF demonstra como as crianças são arrastadas para o mundo do trabalho e da exploração pelas condições de pobreza e à falta de uma educação adequada, factores que estão a ser potenciados pelo flagelo do HIV/sida". As crianças tornam-se vulneráveis a este tipo de exploração quando a família, a comunidade ou o Estado não são capazes de as proteger devidamente, defende a UNICEF. As regiões mais problemáticas do mundo são África (41 por cento das crianças entre os cinco e os 14 anos trabalham), na Ásia (21 por cento) e na América Latina (17 por cento). É, contudo, na Ásia, onde a população é mais numerosa, que se concentram 60 por centro destes pequenos trabalhadores. A maioria serve de mão-de-obra na agricultura, na pesca ou em actividades ligadas à sobrevivência da família. Muitas são trabalhadores "invisíveis", sujeitos a diversos tipos de trabalho doméstico na família ou fora dela. Por outro lado, os mais novos continuam a ser um alvo apetecível para as entidades empregadoras: têm salários menores, são mais vulneráveis, intimidáveis, submissos e menos capazes de lutar por direitos que desconhecem. A UNICEF ressalva que um número crescente de crianças de meios urbanos trocou as fábricas pela rua, e dedica-se à mendicidade e a outro tipo de actividades.
In Público.

sábado, fevereiro 19, 2005

Um Filme para a Memória Colectiva


"Hotel Ruanda", um dos filmes-sensação do ano cinematográfico, estreou em Portugal, a duas semanas da entrega dos Óscares, onde conseguiu quatro nomeações, entre as quais as de melhor actor (para Don Cheadle), melhor actriz secundária (Sophie Okonedo) e melhor argumento original.É em situações muito complicadas que por vezes nasce um herói, alguém que graças à sua coragem consegue salvar muitas pessoas.
''Hotel Ruanda'' recupera a história verídica de uma dessas pessoas. Paul Rusesabagina (Don Cheadle) é um gerente de hotel que conseguiu esconder milhares de refugiados tutsis, durante o genocídio de 1994, salvando-os de uma morte certa.
A acção deste thriller político situa-se no Ruanda, um país dividido pelos conflitos étnicos entre os Hutus e os Tutsi.
Quase 85% da população ruandesa pertence aos Hutus, um povo proveniente da bacia do rio Congo. Os Tutsis, pastores de grande estatura provenientes da Etiópia, chegaram a este território por volta do século XV e impuseram o seu domínio feudal aos Hutus, a etnia maioritária.Em 1885, na Conferência de Berlim, as potências europeias repartiram entre si a maior parte do continente africano.
O Ruanda ficou então sob o domínio alemão, mas depois de a Alemanha ter sido derrotada na I Guerra Mundial, os belgas ocupam o país e transformam os tutsis na elite económica, política e militar.Nos anos 50, há um retrocesso e os privilégios passam a pertencer aos Hutus. Mas mais importante do que detalhar a (longa) cronologia do conflito é dizer que até à década de 80, o poder foi pertencendo alternadamente a cada uma das etnias, com muito sangue derramado e muitos acordos falhados de permeio.Os eventos de ''Hotel Rwanda'' ilustram um desses momentos conturbados: o período imediatamente posterior ao assassinato do presidente que faz despoletar a violência entre ambas as facções. O Ruanda é então palco de uma das maiores atrocidades da história da humanidade onde, em apenas 100 dias, quase um milhão de tutsis são brutalmente assassinados por milícias de etnia hutu.
Paul Rusesabagina, uma espécie de Oskar Schindler africano, era um Hutu moderado, casado com uma Tutsi (Sophie Okonedo), que geria um luxuoso hotel em Kigali e que, perante este cenário, promete proteger a sua família. Mas quando as perseguições aos Tutsis e Hutus moderados invadem a cidade, Paul acaba por encontrar a força e a coragem necessárias para salvar mais de um milhar de refugiados que acolhe no seu Hotel.Muitas destas pessoas são trazidas até ali pelo Coronel Olivier (Nick Nolte), responsável pelas acções militares da ONU no território.
Joaquin Phoenix é o repórter de serviço que testemunha o massacre. Como quase sempre acontece neste tipo de conflitos, as Nações Unidas não conseguiram reagir a tempo e a sua acção no terreno foi manifestamente ineficaz. Realizado pelo irlandês Terry George, este filme revela-nos a forma engenhosa como um homem vulgar conseguiu salvar milhares de pessoas e manter o hotel a salvo.
Uma parte das receitas de bilheteira deste filme será entregue à AMI, contribuindo para a ajuda das vítimas do tsunami e para a recuperação da Ásia Central.
Texto estreia on line.

Cuidado! A BESTA Anda Por Aí


Skins decididos a matar

Matar um «não branco» é uma das condições do novo estatuto dos «skinheads»


Na manifestação de Sábado passado, as autoridades confirmaram a associação do PNR e da Frente Nacional, liderada pelos «skins» mais radicais.
O movimento dos «skinheads» em Portugal registou, nos últimos meses, um recrudescimento que preocupa profundamente as autoridades. A constatação é comum ao SIS, PJ, GNR e PSP, que têm estado no terreno a acompanhar todos os passos deste grupo extremista.
Há duas semanas, foi atribuído à facção mais radical dos «skins» portugueses - o Prospect of the Nation - o título de HammerSkins, uma espécie de elite mundial dos cabeças-rapadas, que se destaca por um elevado grau de violência, pela capacidade organizativa e pela dedicação à defesa da supremacia da raça branca. A atribuição individual desta «distinção» depende de um conjunto de acções violentas praticadas pelo «candidato», entre as quais o assassínio de um não-branco.
Nos últimos relatórios, as forças de segurança registaram também uma associação entre o Partido Nacional Renovador (PNR) e um projecto designado Frente Nacional (a FN, inspirada na Front National Française de Jean-Marie Le Pen), constituída por neonazis já referenciados, pertencentes à Irmandade Ariana - uma designação global para as organizações extremistas. Recorde-se que estas foram alvo de uma operação da GNR em Junho de 2004, em Loures. Na ocasião, foram detidos 27 cabeças-rapadas e o tribunal mandou instaurar um inquérito por «crime contra a Humanidade».
Os investigadores da GNR estão convencidos de que a FN se prepara para se tornar no «braço armado» do PNR, aproveitando-se da existência legal deste para promover as suas ideias xenófobas. No sábado passado, uma manifestação do PNR em Lisboa, contra a entrada da Turquia na UE, serviu para as autoridades confirmarem esta aproximação.
Depois da operação na «skinhouse» de Loures - que está sob investigação da DCCB (Direcção Central de Combate ao Banditismo da Polícia Judiciária) - os cabeças-rapadas não desmobilizaram. Antes, aprumaram a sua organização com o objectivo de ascenderem à Hammerskin Nation (HSN).
Desde essa altura, as forças de segurança - principalmente a GNR, na zona de Loures, e a PSP, essencialmente junto às claques de futebol - reforçaram o controlo sobre o movimento e obtiveram provas de que a ambição de pertencer à elite mundial dos «skins» os estava a conduzir à violência contra pessoas.
Em Outubro, a PSP apreendeu, numa busca à casa de um «skinhead» de 24 anos, diverso material que indiciava a preparação de acções criminosas. Entre os objectos estava uma listagem de nomes e moradas, bem como mapas da localização das residências de pessoas que, presumivelmente, seriam alvo das acções do grupo. Na lista constavam os nomes de um elemento da direcção da Opus Gay, de duas pessoas ligadas à Sinagoga israelita de Lisboa e de dois activistas da associação SOS Racismo. Depois do primeiro interrogatório, o indivíduo foi colocado em prisão preventiva, situação que se mantém. Este caso está ainda sob investigação e, contactada pelo EXPRESSO, fonte oficial da PSP não quis comentar nem adiantar nada sobre o assunto.
O núcleo de investigação criminal da GNR de Loures, responsável pela operação de Junho sobre a «skinhouse», é quem tem acompanhado e aprofundado o conhecimento das movimentações dos extremistas. Foram esses agentes que confirmaram a atribuição do título HammerSkin aos portugueses a 29 de Janeiro e logo deram o alerta ao comando-geral sobre o impacto que esse facto teria no recrudescimento da violência do grupo.


Os mais violentos.

A HSN, fundada em Dallas, nos anos 80, é o mais violento e melhor organizado grupo de «skinheads» neonazis dos Estados Unidos e da Alemanha, chegando a constituir pequenos exércitos fortemente armados. É composto quase exclusivamente por homens brancos, jovens, que defendem a supremacia da raça branca. Têm sido identificados por ligação a actividades criminais, incluindo assassínios, «batidas» (caçadas a não-brancos e anti-racistas), extorsões, cobranças difíceis e tráfico de armas.
A GNR não duvida de que os portugueses agora reconhecidos como Hammers («martelos») vão endurecer as suas acções para mostrar «trabalho».
Há suspeitas de que todos os seus membros se fazem acompanhar diariamente por armas de fogo, soqueiras e bastões. Aliás, foi o que se verificou na operação de Junho: um dos líderes estava na posse de um revólver ilegal, que foi apreendido e entregue ao tribunal.
Em Outubro, na sequência de desacatos no centro comercial Alvaláxia (Lisboa), esse mesmo indivíduo, foi encontrado na posse de uma arma do mesmo calibre, mas desta vez com a respectiva licença, emitida em Setembro de 2004 pela Direcção Nacional da PSP - ou seja, apenas dois meses depois de lhe ter sido apreendida a outra, ilegal.
Valentina Marcelino/Expresso

quinta-feira, fevereiro 17, 2005

República Popular do Absurdistão


Na República Popular do Absurdistão, conhecida pelos norte-coreanos como República Democrática e Popular da Coreia (R.D.P.C.), e mundialmente conhecida como Coreia do Norte, ontem foi dia de comemoração do "principal feriado do país", o aniversário do "Querido Líder", Kim Jong-Il.
Kim Jong-Il nasceu em 1942, na "mais patriótica e revolucionária família coreana". O pai o fundador da República Popular do Absurdistão (R.D.P.C.), dirigiu o país até morrer em 1994. A mãe Kim Jong-suk falecida em 1949 foi " a maior mãe de todas as nobres mulheres que a História regista", o pequeno Kim nasceu "numa cabana improvisada com troncos de árvores, no acampamento onde seu pai comandava a guerrilha, no monte Paektu, o mais alto da Coreia. No céu surgiram nada menos que dois arco-íris e uma estrela cadente". Na realidade nasceu na Sibéria durante o exílio do seu pai. Estudou na Universidade Kim Il-Sung e depois de apresentar uma tese sobre as teorias agrárias do pai, foi trabalhar para um dos organismos do Partido dos trabalhadores Coreanos. É atribuida a Kim Jong-Il uma infindável lista de livros, que inclui manuais sobre jornalismo e tratados sobre cinema, sobre agricultura, sobre medicina, sobre indústria, sobre tudo, no entanto a obra memorável de Kim é o seu livro "O Socialismo é uma Ciência" que para a imprensa local constitui mesmo " um grande acontecimento na História da Humanidade".Em 1974, entrou para o Politburo do partido e terá sido nessa altura que Kim Il-sung o escolheu como seu sucessor. O tio do jovem Kim, Kim Yong-ju, considerado o numero dois do regime, deixou então de ser visto em público, reaparecendo apenas 20 anos mais tarde, quando o sobrinho era já Comandante Supremo das Forças Armadas, com o posto de marechal.Ontem foi "dia de festa para os povos progressistas de todo mundo" pelo comemoração do 63º aniversário do "Querido Líder", acontecimento que, "foi celebrado em todo mundo, do Bangladesh à França, da Polónia ao Paquistão, da Guiné a Singapura, da Rússia à Malásia" declarou a agência KCNA, norte-coreana.
Isto é quase cómico mas este mentecapto para além de oprimir todo um povo, tem armas nucleares que certamente, não terá nenhum remorso em as utilizar se ameaçarem o seu regime.

quarta-feira, fevereiro 16, 2005

Protocolo de Quioto


O primeiro acordo sobre a situação das alterações climáticas ocorreu na Conferência do Rio em 1992. Pela primeira vez definiu-se um quadro de trabalho para controlar ou cortar as emissões de gases com efeito de estufa. Foi o primeiro compromisso mundial sobre a ameaça do efeito de estufa. A previsão de ondas de calor, secas, inundações, subida do nível do mar, entre outras catástrofes, levaram os 175 países que tinham assinado o acordo do Rio ao passo seguinte, o Protocolo de Quioto, que foi assinado no Japão, no dia 11 de Dezembro de 1997, e que prevê que os países desenvolvidos reduzam, em média 5,2 por cento das suas emissões em relação ao que emitiam em 1990 entre 2010 e 2012. As metas variam consoante os países, podendo uns diminuir e outros aumentar. O protocolo teve de ser ratificado por 55 países que representassem 55 por cento das emissões dos gases com efeito de estufa, com base nos valores de 1990, com a ratificação da Rússia, em 18 de Novembro de 2004, o protocolo ficou em condições de entrar em vigor, sendo para isso necessário passar 90 dias da ratificação russa, o que acontece hoje. Ratificaram o acordo até hoje 141 países.
Depois de ser um dos grandes impulsionadores do Protocolo de Quioto, através do Presidente Bill Clinton, e principalmente através do Vice-presidente Al Gore, os Estados Unidos o maior poluidor mundial, com a chegada à presidência de George W. Bush informaram o mundo em 2001 que não ratificariam o Protocolo, exigindo para assinar o acordo, um envolvimento mais efectivo da China, da Índia e do Brasil.
Espera-se um rápido e vital envolvimento dos Estados Unidos neste esforço mundial, no combate ao aquecimento global do planeta.