quarta-feira, maio 25, 2005

Fala com ela


A revista norte-americana Time escolheu «Hable com ella» («Fala com ela»), do espanhol Pedro Almodóvar, como a melhor película desta década, numa lista com os 100 melhores filmes da história do cinema.
No seu último número, a revista inclui o trabalho dos críticos de cinema Richard Schickel e Richard Corliss, que escolheram «nove grandes filmes para nove décadas», assinalando os 90 anos de existência da revista.


A lista com os melhores filmes de cada década é a seguinte:

Anos 20 - Metropolis (1927), de Fritz Lang

Anos 30 - Dodsworth (1936), de William Wyler
Anos 40 - Citizen Kane (1941), de Orson Welles
Anos 50 - Ikuru (1952), de Akira Kurosawa
Anos 60 - Persona (1966), de Ingmar Bergman
Anos 70 - Chinatown (1974), de Romam Polanski
Anos 80 - Decalogue (1988), de Krysztof Kielowski
Anos 90 - Pulp Fiction (1994), de Quentin Tarantino
Anos 2000 - Hable com ella (2002), de Pedro Almodôvar.

A revista publica também a lista do que considera serem os melhores 100 filmes da história do cinema. Aqui
time.com/time/2005/100movies/the_complete_list.

segunda-feira, maio 23, 2005

Grito de Campeão


Photo:AP/Armando Franca

Giovanni Trapattoni:

"Nunca vi adeptos como os do Benfica"

quarta-feira, maio 11, 2005

Salvador Dalí


Photographer Philippe Halsman (1906-1979)
Salvador Felipe Jacinto Dali i Domenech nasceu em Figueras, na Espanha, a 11 de Maio de 1904.
Aos seis anos, queria ser cozinheir(a), o que sempre provocou muita graça à família, ele insistir no termo no feminino. Nesta mesma altura pinta o seu primeiro quadro, uma paisagem da sua terra natal.
Aos sete anos, queria ser Napoleão I. O Imperador estava presente no salão do segundo andar da casa paterna, sob a forma de um pequeno barril em madeira contendo chá, que se tomava todos os dias por volta das seis da tarde em família. No ano de 1918 as suas primeiras telas são expostas no Teatro Municipal de Figueras, conseguindo estas atrair a atenção de inúmeros críticos.
Em 1920, consegue atingir um dos seus principais objectivos na vida até à altura, entrar na Escola de Belas-Artes de San Fernando (Madrid), vivendo durante a sua estadia na escola na residência universitária, onde cria amizade com Lorca e Bunuel, sendo estes nomes relevantes na literatura e no cinema.
Por ter provocado provocações na universidade, ao contestar violentamente a capacidade dos seus professores, Dali é expulso, por um ano, de San Fernando. No mesmo ano é preso durante trinta e cinco dias em Gerona, por motivos políticos.
Dali é vítima da sua própria lenda!
A actividade pública de Salvador Dali começa de facto a tomar algum contorno.
Participa nas exposições colectivas organizadas na Galeria Dalmau em Barcelona, em Fevereiro de 1922, sob auspício da Associação Catalã de Estudantes: os seus oito quadros expostos são fortemente criticados. Em 1923 expõe na Sala de Conferencias da Biblioteca Municipal de Figueras.
Mais tarde, em Junho de 1925, apresenta em Madrid o retrato de Bunuel assim como o quadro “Sifão e Garrafas na sociedade dos Artistas Ibéricos”. Finalmente organiza a sua primeira exposição pessoal em Barcelona na Galeria de Dalmau, de 14 a 27 de Novembro de 1925.
Em 1926, faz a sua primeira viagem a Paris, onde se encontra com Picasso, visitando mesmo a casa deste.
Neste mesmo ano é definitivamente expulso de Escola de Bela – Artes.
A sua segunda viagem a Paris aconteceu no ano de 1929, nesta consegue definitivamente conquistar Paris, embora não tenha começado desde logo de um modo triunfal.
O ano de 1929, foi o ano em que todos concordaram, em reconhecer Dali como sendo realmente um Surrealista.
É no Verão de 1929 em Cadaqués que Dali conhece e seduz Gala, o grande amor da sua vida, com quem vai partilhar todas as suas vitórias e derrotas até à morte desta em 1982.
Gala era a mulher dos seus sonhos desde criança, aquela que ele baptizou misticamente de Galutchka, e que personificava diversas jovens e adolescentes.
Em 1932 participa na primeira exposição Surrealista nos Estados Unidos, sendo lá que conhece o negociante de arte norte-americano Julien Livy, que lhe compra a sua obra: “Relógios Moles”. Foi este o quadro que o tornou conhecido nos Estados Unidos, originando assim a sua fortuna.
Outras exposições em que participa são também notáveis, como a de 1938, a exposição Internacional de Surrealismo.
No ano de 1939 rompe definitivamente com o grupo Surrealista e com André Breton, chegando mesmo a o apelidar de Ávida Dollars.
Após uma breve passagem por Paris, Dali faz inúmeras exposições, tais como: a exposição de Roma e Veneza em 1952 e a Exposição na National Gallery em 1953.
NO ano de 1982, ano da morte de Gala, Dali é nomeado Marquês de Púbol, onde vive a partir de então, no Castelo que oferecera a Gala.
Dali morre a 23 de Janeiro de 1989 na Torre de Galateia.
Apesar de Dali ter ganho somas consideráveis de dinheiro, este morre pobre, com uma conta bancária vazia, tal como o seu pai previra.
No entanto deixou ao Estado Espanhol uma herança colossal: sumptuosas mansões e colecções de quadros valiosíssimas.

Metamorfose de Narciso


Metamorfose de Narciso 1937
É o quadro que Dalí mostrou ao doutor Freud, por ocasião do seu único encontro, em Londres, em Julho de 1938, para lhe provar que era um dos seus melhores discípulos.

Persistência da Memória


Persistência da Memória 1931
Os famosos "relógios moles", nascidos de um sonho com Camembert que escorre...

Leda Atómica


Leda Atómica 1949
"A Leda Atómica é o quadro-chave da nossa vida.Tudi aí está suspenso no espaço, sem que nada toque em nada. A própria morte se eleva à distância da terra"
Salvador Dalí

Sono


O Sono 1937
"O sono é um verdadeiro monstro "crisálico" cuja morfologia e nostalgia são apoiados por onze muletas principais, igualmente "crisálicas" e a estudar separadamente"
Salvador Dalí

Ponte Arrábida


Edgar Cardoso (11 de Maio de 1913 - 5 de Julho de 2000) .
Edgar António de Mesquita Cardoso, ficou conhecido, sobretudo, pelas pontes que projectou, embora o seu nome esteja também ligado à ampliação do Aeroporto do Funchal, aos suportes da alameda do Parque Eduardo VII sobre a Estufa Fria, ao Cine-Teatro Império, às construções do Avis e Sheraton, tudo em Lisboa, e aos edifícios das Faculdades de Letras, Medicina e Matemática da Universidade de Coimbra.

Ponte Arrábida

Em Março de 1952 a J.A.E.(Junta Autónoma das Estradas), adjudicou a elaboração dos anteprojectos a um Engenheiro de Pontes de renome mundial - o Professor Edgar Cardoso. O projecto viria a ser aprovado em 1955.
Das inúmeras pontes que Edgar Cardoso erigiu por todo o mundo, a da Arrábida, no Porto, foi a obra que consagrou definitivamente a engenharia portuguesa, afirmando-se na época, como o maior arco de betão armado do mundo.
O arrojo, vanguarda e originalidade desta obra impressionara até técnicos estrangeiros de renome, pelo que vieram repórteres de jornais e televisões estrangeiras para fotografar e filmar a queda do cimbre metálico que iria suportar a estrutura de betão. Este cimbre teve que ser fechado ao centro de uma forma muito particular - içando a partir do rio o conjunto central (78 m, 500 toneladas), por meio de dericks, até o fechar completamente.
O seu vão de 270 m, e 52 m de flecha, arco esse constituído por duas costelas ocas paralelas, de 8 m de largura ligadas entre si por contraventamento longitudinal e transversal, que suporta um tabuleiro com cerca de 27 m de largura.
Os trabalhos tiveram início em Março de 1957 e a ponte foi inaugurada a 22 de Junho de 1963. A sua construção implicou o uso de 58.700 m3 de betão armado, para além de 2.250 toneladas de aço em varão, e 2.200 toneladas de aço laminado, no cimbre utilizado.
A ponte da Arrábida foi assim a primeira ponte do Douro a ser inteiramente realizada pela engenharia portuguesa.

terça-feira, maio 10, 2005

Memorial do Holocausto


O Memorial aos Judeus da Europa assassinados pelos nazis, ou Memorial do Holocausto, do arquitecto norte-americano Peter Eisenmann, foi inaugurado esta terça-feira, em Berlim, 60 anos depois do fim da II Guerra Mundial.
O Memorial é composto por 2.711 lápides de vários tamanhos, num espaço de 19 mil metros quadrados, dimensões idênticas a um campo de futebol.
No centro deste espaço há um desnível mais acentuado e as lápides assimétricas atingem cinco metros de altura, para que os visitantes tenham uma sensação de vazio e desorientação, segundo Peter Eisenmann.
«Queria fazer um monumento banal, anónimo, ou seja, integrado na vida quotidiana», explicou Eisenmann na segunda-feira a jornalistas estrangeiros na capital alemã.
Esta «floresta de pedra» no centro de Berlim, como alguém já lhe chamou, em frente ao local onde estava a chancelaria do III Reich, sede do poder nazi, não tem porta de entrada, nem centro, nem fim, e os visitantes podem entrar por qualquer lado e escolher o seu próprio caminho.
À noite, as lápides estarão iluminadas por fortes holofotes, para evitar qualquer tentativa de sabotagem ou de vandalismo semelhante às que têm ocorrido em numerosos locais de culto judaicos, não só na Alemanha, mas também noutros países.
As colunas cinzentas não têm quaisquer inscrições, mas o memorial é completado por um centro de informação subterrâneo, dividido em quatro salas, onde se relata o sofrimento dos judeus durante o Holocausto.
O Memorial do Holocausto foi construído na sequência de uma decisão tomada em 1999 pelo parlamento alemão, que após longo debate se pronunciou a favor do projecto assinado pelo arquitecto Peter Eisenmann e pelo escultor Richard Serra. O Memorial custou 28 milhões de euros, suportados pelo Estado germânico, que cedeu também o terreno junto à Porta de Brandeburgo.
Na cerimónia inaugural participam, nomeadamente, o chanceler Gerhard Schroeder, o presidente do Parlamento Federal, Wolfgang Thierse, e o presidente do Conselho Central dos Judeus na Alemanha, Paul Spiegel.

In DD

segunda-feira, maio 09, 2005

Dia da Europa


Em 9 de Maio de 1950, Robert Schuman apresentou uma proposta de criação de uma Europa organizada, requisito indispensável para a manutenção de relações pacíficas.
Esta proposta, conhecida como "Declaração Schuman", é considerada o começo da criação do que é hoje a União Europeia.
O dia 9 de Maio tornou-se um símbolo europeu (Dia da Europa) que, juntamente com a moeda única (o Euro), a bandeira e o hino identificam a entidade política da União Europeia. O Dia da Europa constitui uma oportunidade para desenvolver actividades e festejos que aproximam a Europa dos seus cidadãos e os povos da União entre si.

Que é o Dia da Europa ?


Na Primavera de 1950, a Europa encontra-se à beira do abismo.
A Guerra Fria faz pesar a ameaça de um conflito entre as partes Leste e Oeste do continente. Cinco anos após o termo da Segunda Guerra Mundial, os antigos adversários estão longe da reconciliação.
Como evitar repetir os erros do passado e criar condições para uma paz duradoura entre inimigos tão recentes?

O problema fulcral reside na relação entre a França e a Alemanha. É preciso criar uma relação forte entre estes dois países e reunir em seu torno todos os países livres da Europa a fim de construir conjuntamente uma comunidade com um destino comum.
Mas quando e como começar?
Jean Monnet, com uma experiência única enquanto negociador e construtor da paz, propõe ao Ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Robert Schuman, e ao Chanceler alemão Konrad Adenauer criar um interesse comum entre os seus países: a gestão, sob o controlo de uma autoridade independente, do mercado do carvão e do aço. A proposta é formulada oficialmente em 9 de Maio de 1950 pela França e fervorosamente acolhida pela Alemanha, Itália, Países Baixos, Bélgica e Luxemburgo.
Nesse dia, em Paris, a imprensa foi convocada para as dezoito horas no Salon de l'Horloge do Quai d'Orsay, quartel-general do Ministério dos Negócios Estrangeiros francês, para uma "comunicação da maior importância".
As primeiras linhas da declaração de 9 de Maio de 1950, redigida por Jean Monnet, comentada e lida à imprensa por Robert Schuman, Ministro dos Negócios Estrangeiros da França, dão imediatamente uma ideia da ambição da proposta: "A paz mundial não poderá ser salvaguardada sem uma criatividade à medida dos perigos que a ameaçam". "Através da colocação em comum de produções de base e da instituição de uma Alta Autoridade nova, cujas decisões ligarão a França, a Alemanha e os países que a ela aderirem, esta proposta constituirá a primeira base concreta de uma federação europeia, indispensável à preservação da paz".
Era assim proposta a criação de uma instituição europeia supranacional, incumbida de gerir as matérias-primas que nessa altura constituíam a base do poderio militar, o carvão e o aço. Ora, os países convidados a renunciar desta forma ao controlo exclusivamente nacional destes recursos fundamentais para a guerra, só há muito pouco tempo tinham deixado de se destruir mutuamente num conflito terrível, de que tinham resultado incalculáveis prejuízos materiais e, sobretudo, danos morais: ódios, rancores e preconceitos.
Assim, tudo começou nesse dia, razão que levou os Chefes de Estado e de Governo, na Cimeira de Milão de 1995, a decidirem celebrar o 9 de Maio como "Dia da Europa".
Os diversos países, ao decidirem democraticamente aderir à União Europeia, adoptam os valores da paz e da solidariedade, pedra angular do edifício comunitário.
Estes valores concretizam-se no desenvolvimento económico e social e no equilíbrio ambiental e regional, únicos garantes de uma repartição equilibrada do bem-estar entre os cidadãos.
A Europa, enquanto conjunto de povos conscientes de pertencerem a uma mesma entidade que abrange culturas análogas ou complementares, existe já há séculos. No entanto, a consciência desta unidade fundamental, enquanto não deu origem a regras e a instituições, não pôde evitar os conflitos entre os países europeus. Ainda hoje, alguns países que não fazem parte da União Europeia não estão ao abrigo de tragédias terríveis.
Como qualquer obra humana desta envergadura, a integração da Europa não se constrói num dia, nem em algumas décadas: as lacunas são ainda numerosas e as imperfeições evidentes. A construção iniciada imediatamente a seguir à II Guerra Mundial foi muito inovadora: o que nos séculos ou milénios precedentes podia assemelhar-se a uma tentativa de união, foi na realidade o fruto de uma vitória de uns sobre os outros. Estas construções não podiam durar, pois os vencidos só tinham uma aspiração: recuperar a sua autonomia.
Hoje ambicionamos algo completamente diferente: construir uma Europa que respeite a liberdade e a identidade de cada um dos povos que a compõem, gerida em conjunto e aplicando o princípio segundo o qual apenas se deve fazer em comum o que pode ser mais bem feito dessa forma. Só a união dos povos pode garantir à Europa o controlo do seu destino e a sua influência no mundo. A União Europeia está atenta aos desejos dos cidadãos e coloca-se ao seu serviço. Conservando a sua especificidade, os seus hábitos e a sua língua, todos os cidadãos se devem sentir em casa na "pátria europeia", onde podem circular livremente.

Declaração Schuman


Este é o texto integral da proposição, apresentada por Robert Schuman, Ministro Françês dos Negócios Estrangeiros, e que levou à criação da União Europeia :
A paz mundial não poderá ser salvaguardada sem esforços criadores à medida dos perigos que a ameaçam.A contribuição que uma Europa organizada e viva pode dar à civilização é indispensável para a mauntenção de relações pacificas. A França, ao assumir -se desde há mais de 20 anos como defensora de uma Europa unida, teve sempre por objectivo essencial servir a paz. A Europa não foi construida, tivemos a guerra.A Europa não se fará de um golpe, nem numa construção de conjunto: far-se-à por meio de realizações concretas que criem em primeiro lugar uma solidariedade de facto. A união das nações europeias exige que seja eliminada a secular oposição entre a França e a Alemanha.Com esse objectivo, o Governo francês propõe actuar imediatamente num plano limitado mas decisivo.O Governo francês propõe subordinar o cunjunto da produção franco-alemã de carvaõ e de aço a uma Alta Autoridade, numa organização aberta à participação dos outros paises da Europa. A comunitarização das produções de carvão e de aço assegura imediatamente o estabelecimento de bases comuns de desenvolvimento económico, primeira etapa da federação europeia, e mudará o destino das regiões durante muito tempo condenadas ao fabrico de armas de guerra, das quais constituiram as mais constantes vítimas.A solidariedade de produção assim alcançada revelará que qualquer guerra entre a França e a Alemanha se tornará não apenas impensável como também materialmente impossivel. O estabelecimento desta poderosa unidade de produção aberta a todos os paises que nela queiram participar, que permitirá o fornecimento a todos os países que a compõem dos elementos fundamentais da produção industrial em idênticas condições, lançará os fundamentos reais da sua unificação económica.Esta produção será oferecida a todos os países do mundo sem distinção nem exclusão, a fim de participar no aumento do nivel de vida e no desenvolvimento das obras de paz. [...]Assim se realizará, simples e rapidamente, a fusão de interesses indispensáveis para o estabelecimento de uma comunidade económica e introduzirá o fermento de uma comunidade mais larga e mais profunda entre países durante muito tempo opostos por divisões sangrentas.Esta proposta, por intermédio da comunitarização de produções de base e da instituição de uma nova Alta Autoridade cujas decisoões vincularão a França, a Alemanha e os países aderentes, realizará as primeiras bases concretas de uma federação europeia indispensável à preservação da paz.O Governo francês, a fim de prosseguir a realização dos objectivos assim definidos, está disposto a iniciar negociações nas seguintes bases.A missão atribuida à Alta Autoridade comum consistirá em, nos mais breves prazos, assegurar: a modernização da produção e a mehoria da sua qualidade; o fornecimento nos mercados francês, alemão e nos países aderentes de carvão e de aço em condições idênticas; o desenvolvimento da exportação comum para outros países; a harmonização no progresso das condições de vida da mão-de-obra dessas indústrias.Para atingir estes objectivos a partir das condições muito diversas em que se encontram actualmente as produções dos paísesaderentes, deverão ser postas em prática, a titulo provisório, determinadas disposições, incluindo a aplicação de um plano de produção e de investimentos, a instituição de mecanismos de perequação dos preços e a criação de um fundo de reconversão destinado a facilitar a racionalização da produção. A circulação do carvão e do aço entre países aderentes será iiimediatamente isenta de qualqer direito aduaneiro e não poderá ser afectada por tarifas de transportes distintas. Criar-se-õ progressivamente as condições para assegurar espontaneamente a repartição mais racional da produção ao nivel de produtividade mais elevada.Ao contrário de um cartel internacional que tende a repartir e a explorar os mercados nacionais com base em práticas restritivas e na manutenção de elevados lucros, a organização projectada assegurará a fusão dos mercados e a expansão da produção.Os principios e os compromissos essenciais acima definidos serão objecto de um tratado assinado entre os estados. As negociações indispensáveis a fim de precisar as medidas de aplicação serão realizadas com a assistência de um mediador designado por comum acordo; este terá a missão de velar para que os acordos sejam conformes com os principios e, em caso de oposição irredutivel, fixará a solução a adoptar.A Alta Autoridade comum, responsável pelo funcionamento de todo o regime, será composta por personalidades independentes e designada numa base paritária pelos governos; será escolhido um presidente por comum acordo entre os governos; as suas deciões serão de execução obrigatoria em França, na Alemanha e nos restantes países aderentes. As necessárias vias de recurso contra as decisões da Alta Autoridade serão asseguradas por disposições adequadas.Será eleborado semestralmente por um representante das Nações Unidas junto da referida Alta Autoridade um relatório público destinado à ONU e dando conta do funcionamento do novo organismo, nomeadamente no que diz respeito à salvaguarda dos seus fins pacíficos.A instituição de Alta Autoridade em nada prejudica o regime de propriedade das empresas. No exercicio da sua função, a Alta Autoridade comum terá em conta os poderes conferidos à autoridade internacional da região do Rur e as obrigações de qualquer natureza impostas à Alemanha, enquanto estas subsistirem.

domingo, maio 08, 2005

II Guerra Terminou Há 60 anos (na Europa)


A Segunda Guerra Mundial acabou no dia 8 de Maio de 1945, na Europa, quando o marechal Wilhelm Keitel (na foto) assinou a rendição incondicional da Wehrmacht.
Este conflito iniciado pelo III Reich de Adolf Hitler com a invasão da Polónia, a 1 de Setembro de 1939, durou cinco trágicos anos e devastou a vida a mais de 50 milhões de pessoas em todos os continentes.
Passaram 60 anos, mas os investigadores ainda discutem o número exacto de vítimas causadas pela guerra. O ponto assente é que a União Soviética, com 20 milhões de mortos entre soldados e civis, pagou a factura mais elevada. A seguir, na lista do maior número de vítimas, vem a China, com 15 milhões de mortos – na sequência dos massacres do exército japonês, uma das três potências do chamado Eixo, com a Alemanha hitleriana e a Itália fascista de Mussolini.
Mas falar de números e da II Guerra é falar dos seis milhões de judeus chacinados em lugares tristemente célebres como Auschwitz-Birkenau ou Dachau.
O número de vítimas alemãs pode ter chegado aos nove milhões.

Mas se o dia 8 de Maio ficou conhecido como o Dia da Vitória, a esmagadora maioria dos alemães considera que esta foi a data da libertação e não da derrota. Segundo a agência Lusa, uma sondagem do Instituto Polis revela que oito em cada 10 alemães acham que o fim da guerra foi o dia da libertação, e só 9% considera o dia da capitulação, a 08 de Maio de 1945, como o dia da derrota.
Mais do que o dia da rendição alemã, o 8 de Maio de 1945 marca o fim do conflito mais devastador da história europeia e da humanidade.

sábado, maio 07, 2005

"Qué Qué Isso, Ó Meu?!"


Morreu Jorge Perestrelo
O jornalista e locutor desportivo Jorge Perestrelo sofreu um enfarte do miocárdio e morreu, ontem à noite.
A notícia foi avançada pela TSF, rádio onde Jorge Perestrelo trabalhou desde a sua fundação, em 1988. Jorge Perestrelo, de 56 anos, deu entrada no hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa, com queixas de dores no peito.
Após exames, verificou-se que tinha lesões coronárias graves e foi submetido a uma angioplastia (desbloqueamento das artérias para permitir o fluxo de sangue e oxigénio para o músculo cardíaco). Durante esta intervenção teve uma paragem cardíaca irreversível, explicou o cirurgião que o assistiu à TSF.
O jornalista nasceu no Lobito, em Angola, e foi aí que começou a carreira, no Rádio Clube do Lobito. Ainda em Angola, Perestrelo trabalhou também no Rádio Clube do Mochico e na Rádio Comercial Sá da Bandeira. Em 1975, foi para o Brasil e dois anos depois regressou a Portugal, onde trabalhou no Rádio Clube Português, Rádio Comercial e na TSF.
Jorge Perestrelo fez o seu último relato para a TSF na quinta-feira, no jogo em que o Sporting conseguiu apurar-se para a final da Taça UEFA, frente aos holandeses do AZ Alkmaar.
Perestrelo distinguiu-se nos relatos desportivos que conduzia, empregando expressões coloridas que acabaram por se tornar a sua imagem de marca, caso de «Ripa na rapaqueca!» ou «Qué qué isso, ó meu?!».
A rádio ficou mais pobre!
Até sempre, Meu.

sexta-feira, maio 06, 2005

Genocídio do Darfur


Nos campos de refugiados na fronteira Sudanesa com o Chade, elementos da organização Human Rights Watch deram às crianças cadernos e lápis para os manter ocupados enquanto falavam com os pais. Sem qualquer sugestão ou orientação, as crianças desenharam cenas que retratam as suas experiências dramáticas vividas na guerra no Darfur: Os ataques das milícias "Janjaweed" *, os bombardeamentos pelas forças governamentais, aldeias inteiras queimadas e o voo para o Chade. Para ver o resto das fotografias carregar mais abaixo.
Traumática e impressionante a vivência destas crianças.


*O termo Janjaweed, utilizado para designar estas milícias, é uma amálgama de palavras em árabe que significa algo como “um diabo montado num cavalo com uma arma” . As milícias Janjaweed foram criadas com base em algumas comunidades árabes, existindo com o intuito de exterminar a comunidade negra.
Outras comunidades árabes recusaram entrar em confronto com a comunidades negra ou que não se identificam com a clivagem entre “árabes” e “africanos” em Darfur.

On mission along the border of Chad and Darfur, Human Rights Watch researchers gave children notebooks and crayons to keep them occupied while they spoke with the children’s parents. Without any instruction or guidance, the children drew scenes from their experiences of the war in Darfur: the attacks by the Janjaweed, the bombings by Sudanese government forces, the shootings, the burning of entire villages, and the flight to Chad. More…

quinta-feira, maio 05, 2005

Dia Internacional do Holocausto


Assinala-se hoje o Dia de Lembrança dos Mártires e Heróis do Holocausto, em honra dos seis milhões de judeus que morreram na II Guerra Mundial.

quarta-feira, maio 04, 2005

4 de Maio 2004


Garçon à la pipe, um quadro de Pablo Picasso, (25 de Outubro 1881 em Málaga, Espanha - 8 de Abril 1973 em Mougins, França) , torna-se no quadro mais caro de sempre ao ser vendido em leilão por 104,1 milhões de dólares.

terça-feira, maio 03, 2005

Bob Hunter


O jornalista canadiano Bob Hunter, co-fundador da organização ecologista internacional Greenpeace, morreu ontem aos 63 anos, vítima de doença prolongada.
Hunter era colunista de um jornal quando em 15 de Setembro de 1971, ele e um grupo de activistas de Vancouver decidiram viajar num velho barco de pesca, ao qual chamaram “The Greenpeace”, para Amchitka (Alasca), local onde os Estados Unidos estavam a realizar testes nucleares. A embarcação foi detida pelas autoridades norte-americanas mesmo antes de chegar a Amchitka mas a tentativa de deter os testes ganhou ampla atenção dos media, gerando protestos no Canadá e Estados Unidos.

Hunter contribuiu com a criatividade e a compreensão da imprensa pelas quais a Greenpeace se tornou conhecido, como a paixão pelo meio ambiente. Foi o criador do termo “Rainbow Warriors” para os activistas do Greenpeace e a expressão “Explosão de mentes” para descrever os efeitos dos protestos do Greenpeace.
Hunter fez campanhas pela Greenpeace para salvar as baleias, proteger as focas e impedir testes nucleares. Em 1973, tornou-se o primeiro presidente da Greenpeace e guiou a entidade através da sua transformação em uma organização internacional. Hoje, a Greenpeace está presente em 40 países, com mais de 2,5 milhões de membros em todo o mundo.
Bob Hunter deixou a presidência da Greenpeace em 1977, especializando-se em jornalismo ambiental e escrevendo vários livros, mas mantendo sempre um activo envolvimento com a Greenpeace.

Morreu a 2 de Maio, emToronto, rodeado da mulher e dos quatro filhos.
Até sempre.

segunda-feira, maio 02, 2005

O Verdadeiro Sete


Até aos dias actuais, muitas pessoas quando escrevem o número 7, ainda o fazem utilizando uma barra horizontal (traço) suplementar na metade do algarismo.
Oficialmente, este pequeno traço não existe - como se pode constatar digitando a tecla 7 do teclado do computador, calculadora ou de qualquer outro aparelho que possua teclado.
Agora eu coloco esta questão: Vocês sabem a origem deste costume?
Para responder temos que voltar atrás muitos séculos, aos tempos bíblicos, quando Moisés regressou do Monte Sinai com a Tábua dos Dez Mandamentos.
Anunciou-os à multidão, um por um.Quando chegou ao sétimo, Moisés anuncia:- Não cobiçarás a mulher do próximo.
Um breve silêncio e a multidão grita em coro:- Risca o sete, risca o sete!

A Batalha Final


A bandeira soviética a esvoaçar no topo do destruído Parlamento alemão foi apenas mais um sinal do fim da longa batalha de duas longas semanas, de 16 de Abril a 2 de Maio, pela capital do III Reich.Cumprem-se hoje 60 anos, da tomada de Berlim pela URSS.Estima-se que mais de 300 mil russos tenham perdido a vida nesta batalha, assim como mais de 100 mil civis alemães.
A cidade seria definitivamente libertada, 44 anos depois com a queda do Muro de Berlim.

sábado, abril 30, 2005

Guerra Americana


Nesta fotografia de Eddie Adams, vê-se o General Nguyen Ngoc Loan a executar sumariamente um prisioneiro do VietCong. Eddie Adams ganhou o prémio Pulitzer em 1968, com esta fotografia, que correu mundo e foi um dos estandartes da contestação à Guerra do Vietnam.

Suicídio da Besta


30 Abril 1945

sexta-feira, abril 29, 2005

O Mestre do Suspense


Alfred Joseph Hitchcock,13 de Agosto de 1899- 29 de Abril de 1980 é justamente considerado o mestre dos filmes de suspense, sendo um dos mais conhecidos e populares realizadores de todos os tempos.

Psycho



Cena do duche de "Psycho" eleita melhor de sempre

A cena em que Janet Leigh é esfaqueada no duche, no filme "Psycho" de Alfred Hitchcock, foi eleita pelos espectadores dos cinemas UCI o melhor momento do cinema dos últimos 50 anos.
A lista aponta a sequência da batalha de " O Império Contra-ataca", em que Darth Vader destrói a base dos rebeldes, para segundo lugar. N a terceira posição aparece uma cena de "The Shinning", de Stanley Kubrick, com Jack Nicholson.
Para a porta-voz dos cinemas UCI, Katy Harris, a escolha do público demonstra que apesar das grandiosas cenas de cinema criadas por computador", o que torna um momento de um filme memorável é a ligação emocional que o espectador tem com aquilo que está a ver no grande ecrã".

terça-feira, abril 26, 2005

Chernobyl



Em 26 Abrilde 1986, o mundo acorda para o pesadelo dos desastres nucleares .Às 01h23 da manhã, explode o reactor número quatro do complexo nuclear de Chernobyl, na União Soviética. O incêndio provoca a destruição parcial do coração do reactor que, no momento, funcionava a apenas sete por cento da sua potência normal, pois encontrava-se em fase de descarga-recarga de combustível. Às 01h27 os bombeiros da central começam a atacar o incêndio. 50 corporações de bombeiros combatem o incêndio. Às 02h15, as autoridades de Pripiet (localidade mais próxima) interditam a região num raio de 15 quilómetros. Entretanto, a estação meteorológica mais próxima regista um aumento anormal de radioactividade. No dia 27, o incêndio já está extinto. Às 14h00 começa a evacuação de 40 mil pessoas em 1100 autocarros, formando uma coluna de 27 quilómetros. Na Ucrânia, as autoridades estendem o perímetro de segurança para 30 quilómetros. No dia 28, o ministro sueco da energia e o ministro do ambiente da Dinamarca solicitam à União Soviética explicações sobre a origem da poluição radioactiva detectada. Faz-se a evacuação dos habitantes num raio de 30 quilómetros da central. Às 21h00, a agência noticiosa soviética, TASS, emite um comunicado do Conselho de Ministros da União Soviética, admitindo um acidente nuclear em Chernobyl. A nuvem radioactiva afectou principalmente a Ucrânia, Finlândia, Escandinávia, Polónia, Alemanha Ocidental e Oriental e França.


LER TAMBÉM: Desastre Nuclear de Tchernobil

Consequências de Chernobyl


Há dezanove anos atrás, o reactor número quatro da antiga central nuclear de Chernobyl, Ucrânia, rebentou, provocando o maior desastre do género no mundo. O acidente provocou a morte de sete mil pessoas e libertou uma radiação duzentas vezes superior às bombas atómicas de Hiroshima e Nagasáqui. Dados apresentados por cientistas apontam para que mais de 500 mil de pessoas nas próximas gerações possam continuar a ser afectadas pelo maior acidente do género da história da humanidade. Actualmente, a radioactividade libertada é associada a aproximadamente dois mil casos de cancro na tiróide.Cientistas israelitas e ucranianos também descobriram evidências de que pequenas doses de radiação poderiam provocar mudanças no ADN humano e que estas passam para futuras gerações. As análises a crianças, que nasceram depois da explosão de Chernobyl - descendentes de pais que limparam o reactor da central nuclear russa - registaram um grande aumento de mutações, que poderão ser de longa duração, revelou um estudo. O estudo também encontrou factores que decréscimo dos efeitos como a passagem do tempo entre a exposição e a concepção e a duração do trabalho dos daqueles que limparam o reactor. A nuvem de radioactividade que surgiu depois da explosão na Ucrânia continha gás xenónio e césio inactivos, mas a maioria dos componentes era isótopos radioactivos de iodo. Além das perdas humanas, a radioactividade de Chernobyl contaminou os solos e águas de 137 mil quilómetros quadrados de territórios na Ucrânia, BieloRússia e Rússia. Chernobyl inutilizou ainda 114 mil hectares de terra e 492 mil hectares de floresta, forçando 400 mil pessoas a abandonarem as suas habitações.
LER TAMBÉM:

Guernica


26 de Abril 1937 na Guerra Civil Espanhola, a força aérea alemã, a Luftwaffe, bombardeia a cidade basca de Guernica.

sábado, abril 23, 2005

Realista, Louco, Humano


Título: "A Queda - Hitler e o Fim do Terceiro Reich".
Título original: "Der Untergang – Hitler Und Das Ende Des 3. Reichs".
Realização: Oliver Hirschbiegel.
Elenco: Bruno Ganz, Alexandra Maria Lara, Corinna Harfouch, Ulrich
Matthes, Juliane Köhler.
Género: Drama.
Origem: Alemanha.
Ano:2004.
Duração: 156 minutos.
“A Queda - Hitler e o Fim do Terceiro Reich” do realização Oliver Hirschbiegel e com argumento de Bernd Eichinger, baseado nas memórias da secretária de Hitler, Traudl Junge, e no livro do historiador Joachim Fest,é a reconstrução dos últimos 12 dias da vida de Hitler, desde as vésperas do seu aniversário até ao suicídio, a 30 de Abril de 1945,- a ideia do realizador foi ter um 12, para simbolizar os 12 anos do regime nazi.
A 20 de Abril de 1945 o ditador refugia-se num bunker. Enquanto á superfície a artilharia russa fustiga Berlim com bombardeamentos ininterruptos. Com a capital alemã reduzida a escombros os combates de rua têm início, prenunciando a derrota do regime em vigor. No bunker, o ditador faz-se rodear da suposta amante, Eva Braun, o ministro da propaganda Goebbels, a mulher e os 6 filhos deste. “A Queda” propõe, sobretudo, uma visão de Hitler na privacidade, naquelas duas semanas passadas debaixo de uma cidade em ruínas já dominada pelas tropas russas, referindo por exemplo, a alegada doença de Parkinson de que padecia.
No papel de Hitler está o actor suíço Bruno Ganz, que imprime no filme uma interpretação que impressiona pela aproximação física e mimética do ditador alemão, dando uma dimensão humana, mesmo demasiado humana, a uma das figuras mais odiadas do século XX.
O filme, causa polémica por revelar uma faceta demasiado humana de Hitler. A esta polémica respondeu o realizador dizendo, “Ele era um ser humano e a pior coisa que pode acontecer a um homem perverso como ele é que se torne um mito, o que de facto aconteceu nas últimas décadas. O pior erro que podíamos cometer era apresentar o Hitler como um monstro e não como um ser humano. Não basta levantar monumentos, dizer que matámos judeus e que o Terceiro Reich foi a maior barbaridade da história.Seria um insulto às vítimas fingir que ele não era humano.Ele sabia o que fazia a cada momento da sua vida, ele e todos os que o seguiam.”, afirmou Oliver Hirschbiegel em várias entrevistas.
“Se aceitarmos que ele era um ser humano, temos também que reconhecer que alguma dessa maldade existe dentro de todos nós”, concluiu Hirchbiegel.
Um filme absolutamente a não perder e como diz o ex. Chanceler alemão Helmut Kohl, o filme consitui uma forma de lembrar aos mais novos os horrores provocados pelo ditador.

sexta-feira, abril 22, 2005

Dia da Terra


O Dia da Terra é celebrado a 22 de Abril, desde 1970 quando o Senador norte-americano Gaylord Nelson convocou o primeiro protesto nacional contra a poluição. Este ano, no seu 35º aniversário será celebrado sobre o lema “Proteger o nosso futuro cuidando dos nossos filhos”.O Dia da Terra deverá servir como um momento de reflexão para todos nós enquanto cidadãos, sobre a forma como as nossas rotinas diárias contribuem para a destruição do frágil equilíbrio do nosso Planeta. Temos a obrigação moral, de pelos menos deixar o Planeta como o encontrámos quando cá chegámos, para que as gerações vindouros, possam também usufruir dele. Num mundo globalizado e consumista é difícil ter a noção do ciclo de vida de muitos dos produtos que adquirimos ou usamos no nosso dia a dia. Uma maior exigência ao nível da qualidade da informação que nos é facultada enquanto consumidores e cidadãos, mas também a adopção de uma postura mais activa na exigência dessa mesma informação e na adopção de práticas que respeitem o ambiente, são passos fundamentais para que sejamos verdadeiros cidadãos do mundo ao contribuir diariamente para o desenvolvimento harmonioso a nível local, e global. O pensamento deve ser global, mas a acção local. Para mantermos o equilíbrio do planeta é preciso consciência da importância da alteração da maneira como consumimos os recursos do planeta, a começar pelas crianças. Não se pode acabar com os recursos naturais, essenciais para a vida humana, pois não haverá como repô-los.
Vale a pena pensar nisto.

Lince-Ibérico


As crias de Lince-Ibérico (Lynx pardinus) nascidas em cativeiro a 28 de Março no Parque Nacional de Doñana , em Espanha foram ontem pela primeira vez apresentadas ao público. Brecina, Brezo e Brisa, da esquerda para a direita na fotografia, são duas fêmeas (Brecina e Brisa) e um macho (Brezo).
O Lince-Ibérico é o carnívoro mais ameaçado do planeta, estimando-se que existam apenas doze indivíduos capazes de se reproduzir, entre os quais uma fêmea de idade avançada, no âmbito do programa de criação “ex situ”, no centro de El Acebuche e no zoológico de Jerez. Até ao nascimento das três crias, o Lince-Ibérico era o único felino, das 33 espécies que existem no mundo, que não se tinha conseguido criar em cativeiro.

Características:
Família: Felidae.
Espécie:
Lynx pardinus ou Lynx pardina.
Gestação:
65-72 dias.
Sinonímia:
liberne, cerval, lobo-cerval, gato-cerval, gato-cravo, gato-lince.
Comprimento: 80-100 cm.
Cauda: 12-16cm.
Garrote: 40-55 cm.
Peso: 8-14 kg.
Dentição:
28 dentes.

Cio: Janeiro-Fevereiro.
Parição:
Março-Abril.

Nº de crias: 1 a 4, vulgarmente duas.
Características mais evidentes:
cauda curta, "pincéis" nas orelhas, longas patilhas.