terça-feira, agosto 09, 2005

A Ética da Terra


“A Ética da Terra simplesmente amplia as fronteiras da comunidade para incluir o solo, a água, as plantas e os animais, ou colectivamente: O Planeta.

Isto parece simples: nós já não cantamos o nosso amor e a nossa obrigação para com a terra da liberdade e o lar dos corajosos ?

Sim, mas quem e o que propriamente amamos ?

Certamente não o solo, o qual nós mandamos desordenadamente rio abaixo.

Certamente não as águas, que assumimos que não tem função, excepto para fazer funcionar turbinas, flutuar barcaças e limpar os esgotos.

Certamente não as plantas, as quais exterminamos, comunidades inteiras, num piscar de olhos.

Certamente não os animais, dos quais já extirpamos muitas da mais bonitas e maiores espécies.

A Ética da Terra não pode, é claro, prevenir a alteração, o manejo e o uso destes recursos, mas afirma os seus direitos de continuarem existindo e, pelo menos em reservas, de permanecerem no seu estado natural…

As obrigações não tem sentido sem consciência, e o problema que nos defrontamos hoje, é a extinção da consciência social das pessoas para com o Planeta.”
Prof. Aldo Leopold no livro “Sand County Almanac”

segunda-feira, agosto 08, 2005

Morreu Ibrahim Ferrer


O cantor cubano Ibrahim Ferrer, um dos membros mais famosos do mítico grupo musical Buena Vista Social Club, morreu ontem aos 78 anos de idade, em Havana, anunciou a sua mulher, Caridad Diaz, à AFP. Ibrahim Ferrer morreu às 23h20 de Lisboa, no centro de investigações médico-cirúrgicas de Havana, onde estava internado há alguns dias por sofrer sintomas de uma gastroenterite, depois de um mês de “tournée” pela Europa. O artista tinha regressado da Europa, onde promoveu o seu último trabalho, "Mi sueno. A bolero songbook", uma colecção de boleros antigos com os quais Ferrer se distanciou do tradicional som cubano.Com este novo álbum, o cantor confessou em Barcelona, há poucos dias, que "tornou-se realidade um velho sonho".
Nascido em 1927 em San Luis, perto de Santiago, Ibrahim Ferrer ficou órfão aos 12 anos, altura em que começou a fazer pequenos trabalhos, para ganhar o sustento. A música depressa surgiu na sua vida, , começou a cantar muito jovem em Santiago de Cuba, e em 1955 teve um êxito com o disco "el Plantanar de Bartolo" com a orquestra mais popular daquela cidade, a Chepín-Chóven.Dois anos depois mudou-se para Havana onde trabalhou com a orquestra Ritmo Oriental e Benny More. Juntou-se ao grupo de Pacho Alonso Y Los Bocucos com o qual se manteve até 1991, quando decidiu retirar-se da música, dizendo-se "desencantado". Regressou com o projecto Buena Vista Social Club, com os seus companheiros Compay Segundo (que morreu em Julho de 2003), Ruben Gonzalez (morreu em Dezembro de 2003), Eliades Ochoa e Omara Portuondo, graças ao filme Buena Vista Social Club, do cineasta Wim Wenders, depois do lançamento do álbum com o mesmo nome, produzido pelo norte-americano Ry Cooder. Foi transformado numa estrela quando o disco do grupo ganhou um prémio Grammy, após o que passou os últimos anos a viajar por todo o mundo com a banda que integra o trompetista Guajiro Mirabal ou o baixista Cachaito.

Depois do sucesso do filme, Ibrahim Ferrer lançou dois álbuns a solo: “Buena Vista Social Club presents Ibrahim Ferrer” e “Buenos Hermanos".
Nos últimos anos, Ibrahim Ferrer acumulou vários prémios e vários discos de ouro.

sexta-feira, agosto 05, 2005

Lançamento da Bomba Atómica em Hiroxima


Para que a bomba atómica fosse lançada sobre o Japão, as Forças Armadas dos Estados Unidos criaram com elementos seleccionados entre várias unidades, o 509º Grupo Aéreo, composto de cerca de 1.500 homens entre oficiais e praças. Para comandar o Grupo, foi escolhido o Coronel Paul Tibbets Jr. Experimentado piloto de 29 anos que na Europa, em missões sobre a Alemanha, já se tinha revelado competentíssimo piloto de bombardeiro de primeira classe.
Em Fevereiro de 1945, o Grupo 509 começou a realizar exercícios especiais, inteiramente diferentes daqueles que até então a Força Aérea Americana vinha ministrando. Os exercícios de bombardeamento, faziam-se sempre a 9 mil metros de altura, cada avião não lançava mais que uma bomba de 4.335 kg. Insistiam muito em efectuar tais bombardeamentos a olho nu. Isso intrigava os pilotos veteranos, diga-se de passagem que ninguém do Grupo 509º, com excepção do próprio Tibbets, sabia para que missão estava sendo treinada.
O treino com uma única bomba evidentemente, simulava o eventual voo, para o ataque atómico. Em tal caso a tripulação não poderia de modo algum errar o alvo e não se poderia confiar num bombardeamento orientado “pelo”radar”.
Nos últimos dias de Abril de 1945, o Grupo 509º foi transferido para a ilha de Tinian pequena e inóspita, no Arquipélago das Marianas, no meio do Pacífico. Ali no dia 5 de Agosto de 1945, um dos B-29, o Enola Gay, baptizado pelo comandante Coronel Paul Tibbets Jr em homenagem a sua mãe, foi escolhido para lançar a primeira bomba atómica.
No dia seguinte, 6 de Agosto de 1945 poucos minutos antes de o Enola Gay descolar, descolou de Tinian, sob o comando do Coronel Claude Eatherly o Straight Flush avião de observação meteorológica, que teria a missão de informar o Enola Gay em que ponto do Japão deveria ser lançado a bomba atómica. Às 6h40 minutos já tinham três opções para o lançamento da bomba: as cidades de Nokura, Nagasaqui e Hiroxima.
Às 7h47 de 6 de Agosto de 1945 são verificados pela última vez, todos os circuitos do Enola Gay. Doze minutos depois o Coronel Paul Tibbets avista Hiroxima. A manhã é clara, com raríssimas nuvens no céu. Às 8h 15 minutos, o Major Tom Ferebec, enquadra no visor de sua mira uma ponte sobre o rio Ota, que corta Hiroxima.
Ao aproximar-se de Hiroxima o B-29 voava a mais de 9 mil metros, mas, para lançar a bomba, teve que descer até 4.550 metros. Após o lançamento como fora instruído o Coronel Tibbets teria de se afastar imediatamente do alvo, para não ser apanhado pelas ondas de choque provocadas pela explosão da bomba atómica. Às 8h15 minutos, a bomba a que levava o nome de Litle Boy é lançada da Superfortaleza voadora B-29, quarenta e três segundo depois Hiroxima já é um mar de chamas.
E quando as chamas começaram a apagar-se cedendo lugar a uma espessa e corrosiva chuva negra, os sobreviventes da cidade além de chorar os seus cerca de oitenta mil mortos, verificaram, cheios de espanto e terror, que Hiroxima havia simplesmente desaparecido.
A bordo do Enola Gay, ao olhar o aterrorizante cogumelo de fogo e cinza que se erguia a centenas de metros, o Capitão Robert Lewis, co-piloto do Coronel Tibbets murmurou:
“Meu Deus, que fizemos”.
Cerca de 92% dos edifícios e casas foram destruídas num raio de 4 kms. Criou uma luminosidade que cega e em queda uma bola de fogo com uma temperatura no núcleo de cerca de um milhão de graus. A bola de fogo expandiu-se de 25,6 metros para 256 de diâmetro num segundo, criando uma enorme onda de explosivos e em seguidas ondas de abalos. Ventos de 1600 quilómetros/hora e poeira são sugados para cima e criam nuvens em forma de cogumelo, que espalha detritos radioactivos. Entre 70 mil e 80 mil pessoas terão morrido instantaneamente. Milhares de vítimas que estavam queimadas, mutiladas, cegas pelo clarão da explosão, vagavam entre os cadáveres calcinados e uma quantidade incalculável de escombros, procurando desesperadamente socorro.
No dia 9 de Agosto seria lançada nova bomba atómica, alcunhada de Fat Man, desta feita em Nagasaqui.
O Japão rendeu-se incondicionalmente no dia 15 de Agosto, terminando com isso a Segunda Guerra Mundial.

A Bomba do Ataque a Hiroxima


Tamanho: 3,2m de comprimento
Diâmetro: 74 cm
Peso: 4,3 toneladas
Força: 12.500 toneladas de TNT
Mecanismo: uma bala de 2,26kg de urânio 235 dispara num alvo de 7,71kg de U-235. quando as duas peças se encontram, ocorre uma reacção em cadeia.
Nome: era denominado de Litle Boy
Uso: foi detonada às 8,15m do dia 6 de Agosto de 1945, a 576 metros acima do Hospital Cirúrgico de Shima
Vitimas: 186.940 mortos

Projecto Manhattan e Oppenheimer


J. Robert Oppenheimer nasceu em Nova Iorque, em 22 de Abril de 1904. Depois de se formar em Harvard, estudou com Rutherford na Universidade de Cambridge, doutorando-se em 1925. Em 1929 regressou aos EUA para leccionar na Universidade da Califórnia Berkeley.Após a descoberta da fissão nuclear em 1939,Oppenheimer foi dos primeiros a considerar a possibilidade de se construírem bombas nucleares. Assim, em 1941, foi chamado para integrar o projecto bomba atómica – foi ele quem calculou a massa crítica do urânio-235 (quantidade necessária para potenciar uma reacção em cadeia).No ano seguinte foi nomeado director científico do Projecto Manhattan*, reunindo um grupo de físicos notáveis para a construção da bomba atómica. Só durante os testes, ao ver o cogumelo de fumo, é que se apercebeu da dimensão do tinha conseguido, lamentando-se por diversas vezes. Depois da 2ª Guerra dirigiu a Comissão de Energia Atómica, sendo demitido em 1953 por falsas acusações de traição. Retirou-se do ensino, em Princeton, em 1966. Morreu a 18 de Fevereiro de 1967.

*Projecto Manhattan para construção da bomba atómica
Duração: 1942 a 1946
Custo em valores actuais: U$ 25 mil milhões de dólares
Total de pessoas empregadas no projecto: 150 mil pessoas
Sede: Los Álamos no Novo México
Foram produzidos dois tipos de artefactos nucleares: uma de Urânio-235 lançado sobre Hiroxima, e outra de Plutónio lançado sobre Nagasaqui.


Três semanas antes de o Presidente Truman autorizar o uso da bomba atómica contra o Japão, os cientistas do Projecto Manhattan perceberam o verdadeiro inferno da sua criação, ao fazerem uma análise das consequências do primeiro teste da bomba de plutónio no deserto de Alamogordo no estado do Novo México. Por esse motivo os cientistas, liderados por Oppenheimer, fizeram uma petição tratando de obter um desvio nos planos. A bomba segundo os cientistas deveria ser utilizada apenas simbolicamente como um ameaça ao Japão, no entanto o pedido não foi aceite pelo General Leslie Groves supervisor do Projecto Manhattan que simplesmente meteu o pedido na gaveta. O secretário de Estado James Byrnes foi seu cúmplice e Truman assinou a ordem de lançamento.

A Bomba do Ataque a Nagasaqui


Tamanho: 3,25 metros de comprimento
Diâmetro: 1,25 metro
Peso: 4,5 toneladas
Força: 22 mil toneladas de TNT
Mecanismo: dois hemisférios contendo plutónio, unidos por explosivos convencionais, fazendo uma reacção em cadeia.
Nome: Fat Man (Gordo) alusão a Winston Churchill
Uso: destinava-se a cidade de Kokura, mas o piloto do B-29, Comandante Boks Car, encontrou actividade antiaérea pesada na região e seguiu então para Nagasaqui que era o alvo secundário. A bomba foi detonada ás 11h02minutos de 9 de Agosto de 1945, 503 metros acima da cidade.
Vítimas: 70.000 mortos

415.000.000...


...de euros de receitas de bilheteira acumuladas mundialmente pelo filme A Guerra dos Mundos, o filme de Steven Spielberg que conta, com Tom Cruise no papel principal. O filme estreou no dia 29 de Junho nos Estados Unidos e a 7 de Julho em Portugal.
Contribuí com 10 euros para esta receita e a única coisa que me apraz dizer sobre filme, é que o lixo vende com muita facilidade.

Neil Armstrong


Neil Alden Armstrong faz hoje setenta e cinco anos. Nasceu em 5 de Agosto de 1930,na fazenda de seus avós, próximo a Wapakoneta, Ohio, filho de Stephen e Viola Armstrong. Como seu pai era auditor do estado de Ohio, Armstrong mudava constantemente, tendo morado em várias cidades, incluindo Warren, Jefferson, Ravenna, St. Marys, e Upper Sandusky, antes que a família se estabelecesse em Wapakoneta.
Armstrong começou a ter interesse pela aviação a partir dos 2 anos de idade, quando seu pai o levou ao “the National Air Races” em Cleveland, Ohio. O seu interesse intensificou-se quando aos 6 anos, voou pela primeira vez num Ford Tri-Motor, “Tin Goose,” em Warren, Ohio. Desde então, o seu interesse por aviação intensificou-se.Com 15 anos, Armstrong começou a ter aulas de voo no aeroporto do norte de Wapakoneta e com 16 anos começou a estudar para fazer os teste para tirar a licença de piloto, formando-se na escola Blume High School in Wapakoneta em 1947.Depois do liceu Armstrong foi chamado pela Marinha, tornando-se piloto de aviões. Em 1950 foi mandado para a Coreia onde, combateu em 18 missões aéreas, fazia parte do porta-aviões” U.S.S. Essex.”
Saiu da marinha em 1952, e logo após integrou a “the National Advisory Committee for Aeronautics (NACA) “. Nos 17 anos seguintes, trabalhou como engenheiro, piloto de testes, astronauta e administrador. No meio da década de 50, Armstrong foi transferido para o Centro de Pesquisas de voo da NASA, na base aérea de Edwards, Califórnia, onde se tornou piloto de pesquisas para a Estação de voo em alta velocidade da NACA, também na base aérea de Edwards, onde foi percusor de pesquisas aeronáuticas e piloto de pioneiros veículos de alta-velocidade. Testou 200 diferentes veículos, incluindo jactos, foguetes e helicópteros. Entretanto foi um dos seleccionados para voar no prestigioso programa “X-15”, voando nesse avião a mais de 85.000 metros de altitude, e a mais de 6.400 km por hora.Neil Armstrong chegou ao patamar de astronauta em 1962.
Foi transferido para El Lago, Texas, próximo do “Houston’s Manned Spacecraft Center”, onde começou a treinar para ser astronauta. Durante anos, Armstrong treinou de forma intensiva para chegar à Lua antes do final da década, como prometera Kennedy. Em 16 Março de 1966, realizou a sua primeira missão espacial, como piloto da Gemini VIII, juntamente com David Scott.Foi o comandante da Apollo 11, e ficou conhecido por ser o primeiro homem a pisar o solo lunar, juntamente com Edwin E. “Buzz” Aldrin.
Michael Collins foi piloto do módulo de comando, e ficou na órbita da Lua, esperando o regresso de Armstrong e Aldrin. No dia 20 Julho de 1969, às 10:56 da noite, horário do Leste Americano, Neil Armstrong pisou a Lua e disse a celebre frase, “That’s one small step for a man, one giant leap for mankind.”. Ele e Aldrin ficaram duas horas e meia na Lua, recolhendo pedras e amostras do solo lunar, fazendo experiências, e tirando fotografias. No dia de 24 Julho de 1969, os três astronautas desceram no oceano Pacífico e foram resgatados pelo “U.S.S. Hornet”.
Depois de sair da NASA em 1971, Neil Armstrong tornou-se professor de engenharia aeroespacial na Universidade de Cincinnati, Ohio, até 1979.Durante os anos de 1982-1992, Armstrong trabalhou como técnico de tecnologias de informação para a empresa Aviation, Inc., em Charlottesville, Virgínia.
Actualmente, Neil Armstrong está aposentado, e vive na sua fazendo em Ohio.

sexta-feira, julho 22, 2005


A Fábrica está encerrada para férias.
Um abraço.

quinta-feira, julho 21, 2005

Ernest Hemingway


Ernest Hemingway nasceu em 21 de Julho de 1899 em Oak Park, no estado de Illinois, mas cresceu perto de Chicago. Durante a Primeira Grande Guerra, prestou serviço voluntário como condutor de ambulâncias e foi ferido. Mais tarde, lutou na Guerra Civil Espanhola e trabalhou como correspondente de guerra. As suas primeiras obras revelam influências de Ring Lardner e Sherwood Anderson, mas a sua experiência, tanto da guerra como do jornalismo, foi o seu verdadeiro mestre. Como jornalista de um jornal canadiano, foi em 1922 para Paris, onde conheceu Gertrude Stein e onde se movia no estimulante mundo literário que Paris então proporcionava. Na sua obra, a guerra, a tauromaquia e a pesca são utilizadas de modo simbólico para representar a honra, a dignidade e o primitivismo, temas proeminentes nos seus contos e romances, entre os quais se incluem: Fiesta (1926), O Adeus às Armas (1929), As Verdes Colinas de África (1935), As Neves do Kilimanjaro (1936), Ter ou Não Ter (1937), Por Quem os Sinos Dobram (1940), Na Outra Margem Entre as Árvores (1950), O Velho e o Mar (1952, Prémio Pulitzer).Em 1954 recebe o Prémio Nobel de Literatura.
A 2 de Julho de 1961, após ser internado por diversas vezes, suicida-se.

quarta-feira, julho 20, 2005

Homem na Lua


A primeira viagem tripulada à Lua teve início no Complexo de Lançamento 39,do Centro Espacial Kennedy, Cabo Canaveral, na Florida com o lançamento da Apollo 11, ás 9:32h da manhã do dia 16 de Julho de 1969.
Mais de 1 milhão de pessoas amontoou-se em torno da base de lançamentos para ver o foguete Saturno 5, de 110 metros de altura e mais de 3 mil toneladas de peso, a elevar-se da Terra. A bordo, Neil Armstrong, comandante da missão e os pilotos Buzz Aldrin e Michael Collins, veteranos da Força Aérea, completavam a tripulação. Os três homens, tinham pela frente uma viagem de oito dias, cujo ponto culminante estava marcado para dali a quatro, quando Armstrong e Aldrin se tornariam os primeiros homens a pôr os pés na Lua. No dia 20 de Julho de 1969,após quatro dias de viagem, os astronautas da Apollo 11 chegam à Lua. Os riscos eram tão altos que, pelos critérios de segurança actuais, provavelmente a viagem não teria sido autorizada. Desorientado, o comandante Neil Armstrong tentava encontrar pela janela o local indicado para poisar. Ao seu lado, na cabine de apenas 2,4m quadrados, o piloto Edwin “Buzz” Aldrin ficava de olho no indicador do combustível, que se aproximava perigosamente do fim. Dava para apenas mais 30 segundos de voo quando o frágil módulo Eagle finalmente tocou a superfície poeirenta do Mar da Tranquilidade, no equador lunar, a um quilómetro do alvo.
“Houston,a tranquilidade baseia-se aqui. A Águia encontra-se aterrada”, avisou Armstrong para os controladores da missão em Houston, a mais de 380 mil quilómetros de distância. Nem os técnicos da Agência Nacional de Aeronáutica e Espaço (NASA), nem mil milhões de pessoas (quase um terço da população mundial) que se encontravam em frente da televisão a acompanhar a chegada do homem à Lua ficaram a saber do pequeno incidente. Uma dificuldade insignificante diante da dimensão da epopeia que Armstrong, Aldrin e o colega de missão, o piloto Michael Collins, estavam escrevendo naquele domingo, 20 de Julho de 1969.
Um pequeno passo para o homem, um salto gigante para a Humanidade,disse Armstrong, a voz entrecortada pela estática, ao deixar a marca de seu pé esquerdo no pó lunar, às 22h56m20s,na frase que marcará para sempre o século 20.
Vinte minutos depois, Buzz Aldrin juntou-se a ele, descendo as escadas do módulo lunar. Armstrong e Aldrin permaneceram duas horas e dez minutos na Lua, movendo-se desajeitadamente por causa da falta de gravidade, como duas figuras fantasmagóricas num ambiente hostil de cinza e escuridão. Fincaram uma bandeira dos Estados Unidos e deixaram uma placa, onde se lê: “Aqui, homens do planeta Terra pisaram pela primeira vez a Lua, em Julho de 1969. Viemos em paz e em nome de toda a humanidade”. Abaixo, as assinaturas dos três astronautas e a do então presidente norte-americano, Richard Nixon. Depois das formalidades, passaram ao trabalho. Primeiro, colectaram 27 quilos de pedra e pó lunar. Em seguida, instalaram um sismógrafo, um reflector de laser, uma antena de comunicação, um painel de estudos do vento e uma câmara de TV. Voltaram, então, para o módulo e tentaram, em vão, dormir. No dia seguinte, a parte superior da Eagle descolou e acoplou-se novamente ao módulo de comando Columbia, onde um aflito Collins esperava dando voltas em órbita da Lua. Após se livrarem da Eagle, deixado para cair na Lua, os astronautas iniciaram a viagem de volta. A fase final do desafio de Kennedy foi completada ás 12:50h do dia 24 de Julho de 1969,quando o Columbia caiu a 812 milhas náuticas do sudoeste do Hawai, Pacífico Sul, trazendo os 3 astronautas a salvo à Terra. Uma das mais antigas fantasias do homem, ir à Lua e voltar são e salvo, tinha-se enfim tornado realidade. A chegada do homem à Lua foi a maior das aventuras e o maior feito tecnológico de todos os tempos. Embora os resultados científicos da missão tenham sido modestos e outros 10 homens tenham pisado o solo lunar até o final do Projecto Apollo, em 1972, nada pode ser comparado à força simbólica daquele passo.

sábado, julho 16, 2005

Pesadelo Nuclear


(AFP/HO/File)
Esta fotografia de 16 de Julho de 1945, mostra o cogumelo da primeira bomba atómica, 12 segundos após a sua explosão, no deserrto do Novo México, Estados Unidos.
Faz hoje sessenta anos que a humanidade acordou para o pesadelo nuclear.

sexta-feira, julho 15, 2005

Josef Koudelka


Praga, 1968, Josef Koudelka.

Quando a 21 de Agosto de 1968, os tanques do Pacto de Varsóvia vieram destruir a "Primavera" de Dubecek que se vivia em Praga, o acontecimento ficou registado graças, em grande parte a Josef Koudelka, um dos milhares de anónimos que defenderam nas ruas a liberdade e a independência do seu país. Koudelka só reconhecerá a autoria das fotos de Praga em 1984, depois da morte do seu pai, que tinha permanecido na Checoslováquia quando da sua partida para o exílio em 1970.
Josef Koudelka nasceu em 10 de Janeiro de 1938 em Boskovice, Checoslováquia.Estudou engenharia na Universidade Técnica de Praga entre 1956 e 1961, começando a fotografar a partir de 61/62:a família e os amigos, ciganos na Checoslováquia. Em 1967, depois de seis anos de profissão, demite-se do emprego de engenheiro aeronáutico para se dedicar à fotografia. Em 1968 está em Praga, quando os tanques entram na cidade. Koudelka segue-os por toda a parte, registando em imagens todos os momentos: a resistência, a capitulação de um sonho, as faces da tragédia. As suas fotografias conseguem sair do país e chegam à Magnum. No ano seguinte essas imagens correm mundo sem que o seu autor seja revelado. É ainda como anónimo que Josef Koudelka recebe a medalha de Ouro do Robert Capa Overseas Press Club, em 1969.Em 1970 parte para o exílio na Inglaterra. Torna-se membro associado da agência Magnum em 1971 e membro efectivo em 1974.Em 1987 naturalizou-se francês.Viajante incansável, Josef Koudelka já visitou por duas vezes Portugal, uma nos anos setenta e outra em 2001, tendo nesta última vez, feito cerca de 12.000 quilómetros, para fotografar sobretudo paisagens. Continua no activo.

segunda-feira, julho 11, 2005

Srebrenica


Faz hoje precisamente 10 anos que Srebrenica, foi conquistada pelas forças sérvias comandadas por Ratko Mladic (um dos mais procurados suspeitos do conflito na Bósnia, acusado pelo Tribunal Penal Internacional para a ex. Jugoslávia de genocídio e outros crimes contra a humanidade). Cerca de 15 mil muçulmanos conseguem fugir para as montanhas. Outros 25 mil tentam refugiar-se na base do contingente holandês, em Potocari. Cerca de cinco mil conseguem entrar, antes de os holandeses fecharem os portões. Os refugiados encontravam-se sob a protecção de 450 capacetes azuis holandeses naquela que foi decretada “zona de segurança” pelas Nações Unidas. O bombardeamento das posições sérvias, naquele dia, por parte da aviação holandesa, teve que ser suspenso, porque as forças comandadas por Ratko Mladic ameaçaram assassinar os 30 capacetes azuis que tinham sequestrado, deixando os soldados da ONU a assistir, impotentes, à separação dos refugiados por parte das forças sérvias. Mulheres e crianças para um lado, homens e rapazes para outro. As mulheres são metidas em autocarros e enviadas para território sob controlo muçulmano. Os outros, com idades entre os 12 e os 92 anos, sim, entre 12 e 92 anos, seguem para a morte. Cerca de oito mil muçulmanos foram executados sumariamente pelas forças sérvias nos dias seguintes, em Srebrenica, naquele que foi o pior massacre na Europa desde a II Guerra Mundial.

domingo, julho 10, 2005

Atentado contra o "Rainbow Warrior"


Ao terminar a missão em Mejato, o “Rainbow Warrior” navegou para Auckland, na Nova Zelândia, para abastecimento, antes de retornar ao Atol da Mururoa, local onde os franceses se preparavam para fazer testes nucleares .
O barco nunca chegaria a Mururoa.
Em 10 de Julho de 1985 o emblemático barco da organização ecologista estava ancorado no porto de Auckland, na Nova Zelândia, preparando a partida para o local dos testes nucleares, quando duas cargas explosivas, colocadas por agentes da DGSE, fizeram explodir o casco da embarcação, que afundou, arrastando consigo o fotógrafo português Fernando Pereira, o único que se encontrava a bordo na altura.
Logo ficou evidente que as explosões eram um acto de sabotagem. As atenções voltaram-se para a França. Dois agentes dos Serviços Secretos franceses -- Dominique Prieur e Alan Mafart-, foram presos pela polícia de Auckland e, nas semanas seguintes, cresceram as evidências de que a decisão de colocar as bombas no “Rainbow Warrior” tinha sido tomada ao mais alto nível do Estado francês.
Um inquérito oficial em Paris isentou o governo de culpa. No entanto, em Setembro desse mesmo ano, o Ministro da Defesa da francês, Charles Hernu, pediu demissão, admitindo cumplicidade. A crise parecia levar à renúncia do próprio presidente francês, François Mitterrand, quando o primeiro-ministro, Laurent Fabius, admitiu que o atentado fora executado pelos Serviços Secretos. Alegou, no entanto, que a decisão foi ocultada das autoridades governamentais.
A verdade sobre toda a real extensão do envolvimento do Governo francês no atentado ao “Rainbow Warrior” nunca veio a público. Além de suas trágicas consequências - para Fernando Pereira, que perdeu a vida, e para o Greenpeace, que perdeu seu barco - a criminosa acção dos Serviços Secretos franceses revelou o crescente papel do Greenpeace no cenário internacional.
Longe de se abater, a organização iria se expandir numa escala impressionante nos anos seguintes.

sábado, julho 09, 2005

Momento Super Bock

Depois do Festival de Cerveja da Grã-Bretanha, em Londres, todos os presidentes das empresas de cerveja saíram para beber um copo.
O presidente da Corona senta-se e pede ao barman:
"Senhor, quero a melhor cerveja do mundo, a Corona".
-O sujeito da Budweiser diz:
"Quero a melhor cerveja, a Rainha das Cervejas, a Budweiser".
-O dono da Cors exclama:
"Quero a única cerveja feita com a água das Montanhas Rochosas: a Cors!".
-O da Super Bock diz:
"Dá-me uma Coca-Cola".
-Os outros olham para ele e perguntam:
"Então? Não vais beber uma Super Bock?"
-Ele responde:
"Se ninguém está a beber cerveja, eu também não bebo..."

sexta-feira, julho 08, 2005

Sebastião Salgado


Sebastião Salgado, Goldmine, Serra Pelada, Brazil, 1986

O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado é um dos mais respeitados fotojornalistas da actualidade, natural de Aimorés, Minas Gerais, onde nasceu em 1944. Sebastião Ribeiro Salgado é o sexto e o único filho homem de uma família com oito crianças. Estudou economia no Brasil entre 1964 e 67. Fez mestrado na mesma área na Universidade de São Paulo e na Vanderbilt University (EUA). Após completar seus estudos em economia pela Universidade de Paris, em 1971, trabalhou para a Organização Internacional do Café até 1973. Depois de levar emprestada a câmara de sua mulher, para uma viagem à África, Salgado decidiu, em 1973, trocar a economia pela fotografia. Trabalhou para as agências Sygma (1974-1975) e Gamma (1975-1979). Entrou para a Magnum Photos, em 1979 permanecendo aí até 1994. De Paris, onde vivia, Salgado viajou para cobrir acontecimentos como as guerras na Angola e no Saara Ocidental, o sequestro de israelitas em Entebbe e o atentado contra o presidente norte-americano Ronald Reagan. Paralelamente, passou a dedicar-se a projectos documentais mais elaborados e pessoais. O Seu primeiro livro, “Outras Américas”, sobre os pobres na América Latina foi publicado em 1986. Na sequência, publicou “Sahel: O Homem em Pânico” (também publicado em 1986), resultado de uma longa colaboração de 15 meses com a ONG Médicos sem Fronteiras cobrindo a seca no Norte da África. Entre 1986 e 1992, concentrou-se num projecto sobre o desaparecimento do trabalho manual que termina em 1993 com o seu álbum "Trabalhadores", um feito monumental que confirmou sua reputação como fotojornalista de primeira linha. Em seguida, produziu Terra: Luta dos Sem-Terra (1997), sobre a luta pela terra no Brasil, e Êxodos e Crianças (2000), retratando a vida de refugiados e migrantes de 41 países. Sebastião Salgado recebeu praticamente todos os principais prémios de fotografia do mundo como reconhecimento por seu trabalho. Em 1994 fundou sua própria agência de notícias, a Imagens da Amazónia. Em 1998 ganhou o prémio "Príncipe de Asturias de las Artes", tornando-se no primeiro fotógrafo a receber esse galardão.
Adaptado da internet.

quarta-feira, julho 06, 2005

Quem dá Pão, dá Educação


O grande dia chegou!
A reunião dos líderes do G8, começa hoje em Gleneagles, cerca de 80 quilómetros de Edimburgo, Escócia. A cidade de Edimburgo é uma cidade em estado de guerra, mais de 10.000 policias patrulham a cidade, onde são esperados milhares de pessoas para participar nos protestos contra a pobreza e contra esta globalização. O encerramento do Live 8, será efectuado hoje com uma marcha sob o lema de “Longo caminho para a justiça”. Bob Geldof pediu que um milhão de pessoas se manifestem contra a pobreza na capital escocesa, onde também se realizará um concerto com a participação de Bono, U2, The Corrs e outros.
Bob Geldof e Bono querem que a pressão popular obrigue o G8 a perdoar a dívida externa dos países pobres. Da reunião dos G-8 espera-se o perdão da totalidade da dívida dos países africanos, a duplicação da ajuda anual para África e a eliminação das barreiras comerciais com os países africanos. A par da necessidade de resolver este grave problema de injustiça e pobreza extrema espera-se dos G-8 medidas mais profundas para resolver a gravíssima situação do Continente Africano, como a exigência de mais Democracia, criação de instituições de controle, luta contra a corrupção, fim de ditaduras e governos corruptos e sanguinários, muitas das vezes, quase sempre, apoiados pelos G-8. Resolução prioritária da grande calamidade que é a SIDA, combate ao tráfico de armas, fim da pilhagem dos recursos naturais. Resolução dos graves problemas de escravatura, de genocídio e de toda a espécie de crimes contra a humanidade, um quotidiano deste Continente.
Espera-se benevolência da parte dos G-8, mas exige-se responsabilidade aos países africanos, senão teremos um concerto de 20 em 20 anos, até à eternidade.

terça-feira, julho 05, 2005

Philip Jones Griffiths


Batalha de Saigão, 1968. Philip Jones Griffiths

Philip Jones Griffiths nasceu no País de Gales, em 1936. Começou por estudar Farmácia, tornou-se farmacêutico e fotógrafo em part-time para o Manchester Guardian.
Liverpool, onde então vivia era um mundo pequeno para a sua sede de vistas. Em 1961, abandona tudo pela fotografia e começa a viajar pelo mundo. A guerra vai ser para ele a oportunidade de uma vida.Griffiths desembarca no Vietname como Free-lancer e em breve torna-se notado na agência Magnum, para quem começa a enviar trabalho regularmente.
Fica no Vietname de 1966 a 68, no auge da guerra e regressa em 1970.
No ano seguinte é membro efectivo da Magnum e dedica-se à realização de documentários. O apelo da Indochina leva-o à Tailândia, onde passa um ano, em 1977 e de onde regressa com um livro de fotografias -Thailand- que vem juntar-se ao anterior Vietnam INC.
Em 1980 é eleito presidente da Magnum, cargo que exerce durante cinco anos, após o que regressa a África.
As fotografias de J.P. Griffiths contribuíram com a sua quota-parte para a formação de uma opinião hostil à guerra, na Europa e nos Estados Unidos. Muita gente vivia, depois, a acusar essa geração de jornalistas e fotógrafos que cobriaram a guerra do Vietname de terem sido apenas antiamericanos.Do outro lado também se cometiam horrores, diziam. Mas Griffiths, como os outros, limitara-se a mostrar o que vira.

domingo, julho 03, 2005

A Sétima Maravilha de Armstrong?


A Volta a França começou ontem com um contra o relógio entre as cidades francesas de Fromentine e Noirmoutier. Lance Armstrong, vencedor das últimas seis edições da mais importante e carismática prova do ciclismo mundial, terminou o contra-relógio na segunda posição, a escassos dois segundos do primeiro, deixando os principais rivais na luta pela vitória final a mais de um minuto. Um sinal de que o norte-americano está no pleno da sua força, em condições de atacar a vitória. Para vencer, Armstrong conta com a imprescindível ajuda dos seus companheiros da Discovery Channel , equipa considerada por Armstrong “como a mais forte já feita”. A equipa é composta pelo, português José Azevedo, o norte-americano George Hincapie, o checo Pavel Padrnos, o italiano Paolo Savoldelli, o ucraniano Yaroslav Popovych e os espanhóis José Luís Rubiera, Manuel Beltran e Benjamin Noval.
Ídolo, herói, a maior figura do ciclismo mundial da actualidade e provávelmente o melhor ciclista de todos os tempos, Armstrong é também o inimigo número 1 na prova, o homem a ser batido pelos demais competidores. Pela primeira vez, Lance Armstrong começa o “Tour” sem ter vencido nenhuma prova no ano. Após seis vitórias consecutivas, todos anseiam vencer Lance Armstrong no "Tour" da sua despedida, mas pelo contra-relógio feito ontem, é muito provável que Armstrong junte ao seu rico palmarés, mais uma vitória no”Tour de France”, que a acontecer será a sétima consecutiva.

sábado, julho 02, 2005

O Longo Caminho para a Justiça


Vinte anos depois da edição histórica do "Live Aid", Bob Geldof regressa com o "Live 8" e uma potencial repetição do gigantesco fenómeno de solidariedade mundial. Hoje, a partir das 14 horas, dezenas de concertos gratuitos decorrem entre Paris, Londres, Roma, Tóquio, Filadélfia, Berlim, Joanesburgo, Moscovo, Cornualha e Barrie.
O maior concerto humanitário da história, foi baptizado “Live 8” porque decorre perto da data em que os representantes do G-8 se encontram na Escócia . O Live 8 insere-se na campanha makepovertyhistory, que inclui ainda um desfile para o qual se espera a presença de cerca de 1 milhão pessoas e que conta também com o apoio de centenas de Organizações Não-Governamentais. Ao contrário do que sucedeu com a iniciativa de 1985 , a causa do "Live 8" não se prende com a recolha de fundos para África, mas com a criação de uma consciência mundial contra a pobreza africana.
O encontro do G-8 ocorre entre os dias 6 a 8 de Julho, em Edimburgo, Escócia. Será nesse dia e nesse local que culmina o "Live 8". A organização apelou à assistência dos concertos de encerramento de Edimburgo para integrar a marcha "Long walk to justice", manifestação contra a pobreza do povo africano que passará à porta do edifício onde os líderes políticos, George W. Bush, Tony Blair, Jacques Chirac, Gerhard Schroeder, Silvio Berlusconi, Paul Martin, Junichiro Koizumi e Vladimir Putin estarão reunidos, com o objectivo de pressionar este Grupo a perdoar "o total da dívida externa, maior investimento na ajuda humanitária e estabelecimento de regras de comércio justo", afirma Bob Geldof.
No total, o evento tem a possibilidade de ser seguido por 85% da população mundial, o que se traduz em cerca de 5,5 mil milhões de pessoas, através da televisão, rádio e internet. Em Portugal, a emissão do "Live 8" será transmitido pela RTP1, entre as 14h15 e as 18h30 e depois da 01h00 às 4h45, pela 2:,entre as 19h30 e as 21h e pela Antena1, a partir das 14h00. A RTPN e a Antena 3 terão igualmente directos ao longo do dia.

Uma assinatura pode fazer a diferença.
One day.One dream. One Declaration.


sexta-feira, julho 01, 2005

Steve McCurry


Afghan Girl, fronteira Paquistão/Afeganistão, 1984

Steve McCurry é um dos mais prestigiados fotógrafos da actualidade, nasceu na cidade de Filadélfia em 1950.Depois de se formar em história e cinema no “College of Arts and Archictecture” na Universidade Estadual da Pensilvânia, passou dois anos a trabalhar como fotógrafo para um jornal, mas o seu espírito aventureiro o levou à Índia, onde trabalhou como fotógrafo freelancer. A carreira de Steve McCurry ganharia reconhecimento internacional, quando em 1984 conseguiu infiltrar-se no Afeganistão, controlado na época pela Rússia e fazer uma série de fotografias no acampamento de refugiados de Nasir Bagh. Esta sua foto reportagem tinha de entre muitas, a fotografia do post, que ficou conhecida pela “Menina afegã” e pela qual Steve McCurry ganhou praticamente todos os principais galardões internacionais de fotografia, incluindo a medalha de ouro de Robert Capa para a melhor reportagem fotográfica, um prémio dedicado aos fotógrafos que exibem excepcional coragem e iniciativa. A fotografia da “menina afegã”, foi capa da National Geographic em Junho de 1985, tornando-se a mais famosa capa da revista em praticamente 120 anos de existência.
Desde então, especializou-se em fotografar retratos de pessoas em áreas de conflito. Ele esteve na guerra Irão-Iraque, em Beirute, no Camboja, nas Filipinas, na guerra do Golfo, na desintegração da antiga Jugoslávia, Tibet e Yemen. Mas o ponto alto na carreira de Steve McCurry, foi a redescoberta da identidade da “menina afegã”. Em Janeiro de 2002, uma expedição da National Geographic viajou para a fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão com a missão de localizar a menina da foto de 1984.A operação foi coroada de sucesso e finalmente a menina afegã ficou com um nome: Sharbat Gula. Toda a história foi contada na edição de Abril de 2002 da National Geographic e voltou a ser capa de revista mas os olhos que cativaram o mundo e que se tornaram um símbolo da miséria e do sofrimento do povo afegão já não brilhavam com a mesma intensidade.
Steve McCurry não se considera um fotógrafo de guerra, acredita que seu trabalho é mostrar a realidade humana durante um conflito nos rostos das pessoas, “Se o fotógrafo fizer as pessoas esquecer a máquina fotográfica, a alma delas aparece na fotografia”.

quinta-feira, junho 30, 2005

Dorothea Lange


Migrant Mother, 1936, Dorothea Lange

Dorothea Margaretta Nutzhorn, nasceu em 26 de Maio de 1895, na cidade de Hoboken, New Jersey, nos EUA, foi vítima da paralisia infantil, o que a deixou com uma deficiência numa perna para o resto da vida. Mais de uma vez, Dorothea Lange afirmou que isto a deixou mais sensível em relação ao sofrimento alheio, aspecto fundamental no seu trabalho. Encorajada pelo fotógrafo Arnold Genthe, que lhe deu a primeira máquina fotográfica, Dorothea começou como autodidacta e mais tarde estudou fotografia na Columbia University. Profissionalmente, começou como freelancer, montando o seu próprio estúdio em 1919, em Berkeley, na Califórnia. Depois de mais de uma década fazendo retratos de estúdio, Dorothea Lange entra ao serviço da Farm Security Administration, (FSA), onde juntamente com seu futuro marido, Paul Taylor, percorreu durante os anos Trinta, vinte e dois estados do Sul e Oeste dos Estados Unidos, recolhendo imagens que documentam o impacto da Grande Depressão na vida dos camponeses. Lange é a autora da fotografiado post, conhecida como a "Mãe Migrante".
Trata-se da mais famosa fotografia saída da FSA e de uma das mais reproduzidas da história da fotografia. A fotografia retrata uma mulher e os seus filhos. A mãe, com um bebé adormecido ao colo, contempla o vazio; as crianças, com o cabelo desgrenhado e as roupas sujas, escondem o rosto por detrás dos seus ombros. A família vivia num acampamento de colhedores de ervilhas no Vale do Nipomo, na Califórnia, alimentando-se dos pássaros que caçavam e dos vegetais que colhiam nos campos. A mulher tinha acabado de vender os pneus do seu carro para comprar comida.
Até hoje as suas fotografias são consideradas um fiel retrato dos EUA durante o período da Grande Depressão. O seu trabalho rendeu-lhe uma bolsa Guggenheim em 1941, mas a Segunda Guerra Mundial trouxe uma ruptura e um redireccionamento na sua carreira. Trabalhando para a War Relocation Agency e para o Office of War Information, entre 1942 e 1945 passou a documentar a comunidade japonesa forçada a viver em campos de concentração na Califórnia. Uma fase não menos importante de sua obra, mas convenientemente esquecida pelos seus compatriotas. Problemas de saúde mantiveram Dorothea afastada das câmaras a seguir à guerra, e só voltou à actividade no meio dos anos cinquenta, quando entrou para a equipa da prestigiada revista Life. Até sua morte em 11 de Outubro de 1965, viajou pelo mundo na companhia do marido, fotografando principalmente a América do Sul, a Ásia e o Oriente Médio.

terça-feira, junho 28, 2005

Henri Cartier-Bresson


Rue Moufetarde, Paris, 1954

Henri Cartier-Bresson nasceu a 22 de Agosto de 1908, em Chanteloup, França, no seio de uma família abastada da indústria têxtil. Contrariando a pressão dos pais que ansiavam por ver o filho à frente dos negócios da família, Bresson optou por seguir o rumo do seu espírito aventureiro e artístico. Durante a juventude frequentou aulas particulares de pintura com o mestre cubista Andre Lhote. Esta experiência foi essencial para desenvolver em Bresson os conceitos visuais que serviram mais tarde de referência para a sua carreira como fotógrafo.
Cartier-Bresson foi crescendo no seio de uma elite cultural que o expôs às correntes intelectuais do seu tempo. Através dos seus mestres conheceu artistas, escritores, poetas e pintores como Salvador Dali, Jean Cocteau e Max Ernest.Estudou pintura e filosofia na Universidade de Cambridge, onde sofreu a influencia da Escola Surrealista. Sentiu-se desde sempre marcado não só pela pintura Surrealista, mas também pelos conceitos de André Breton que admirava pelo modo de «expressão espontâneo, pela intuição e, sobretudo, pela atitude de revolta».
Influenciado por estas correntes culturais que surgiram após a I Guerra Mundial, Bresson «aprendeu» a desdenhar o espírito pequeno -burguês e os preconceitos tradicionais de moral. Henri Cartier-Bresson começa a sua carreira como fotógrafo em 1931, aos vinte e dois anos, após ter participado numa expedição etnográfica ao México, onde começa a trabalhar como fotógrafo independente. Em 1932 faz a sua primeira exposição individual, na galeria de Julien Levy. Em 1935 familiarizou-se com a fotografia cinematográfica, trabalhando como assistente de câmara, tendo realizado filmes documentários em Espanha.
Quando a II Guerra Mundial começou, Cartier-Bresson alistou-se no exército. Contudo, pouco tempo depois, foi capturado pelos alemães. Durante os dois anos e meio que esteve preso, tentou fugir três vezes mas só há terceira alcançou a liberdade e regressou a França. De regresso a Paris colaborou com a Resistência Francesa até ao fim da Guerra, só voltando à fotografia em 1945, altura em que produz muitos livros ilustrados com as suas fotografias, contando entre eles “O momento decisivo”, “China em mudança” e “ O mundo de Cartier-Bresson”.
Em 1946 partiu para os EUA e percorreu a América do Norte enquanto exibia as suas obras no Museu de Arte Moderna, em Nova Iorque. Mas a pouco e pouco a América tornou-se pequena e Bresson voltou a vagabundar pela Ásia. Índia, Birmânia, China e Indonésia foram algumas das paragens que, ao longo de duas décadas, couberam na sua máquina. Este fotógrafo trabalhou para quase todos os grandes jornais e revistas internacionais. Juntamente com Robert Capa, David “Chim” Seymour e George Rodger, fundou a famosa agência “Magnum”. Em 1970, casa-se com a fotógrafa Martine Franck.
Em 1973 o fotojornalista pôs de lado a Leica e abraçou o gosto pela pintura que tantos anos tinha ficado adormecido. Morreu em Paris, aos 95 anos no dia 3 de Agosto de 2004.

quinta-feira, junho 23, 2005

Pierre de Courbertin


O Barão de Coubertin, de seu nome Pierre Frédy nasceu em Paris em 1 de Janeiro de 1863. Pierre de Coubertin, cujo o pai era artista e a mãe musica, foi criado e educado num meio aristocrata. Esteve sempre muito ligado às grandes questões de educação. Para ele a educação era a chave do futuro da sociedade. Aos 24 anos Coubertin decidiu o rumo da sua vida: recuperar o nobre espirito francês de educação, reformando-o. Pierre de Coubertin era um desportista muito activo, praticava boxe, esgrima, hipismo e remo. Ele acreditava que o desporto era a ponte para a força moral e defendia arduamente a sua ideia. E foram estas as razões que o levaram, aos 31 anos de idade, a querer reviver os Jogos Olímpicos. Anunciou a sua ideia durante o encontro do sindicato francês das sociedades de desporto atlético, do qual ele era secretário geral. No entanto, ninguém aclamou ou sequer acreditou na sua ideia, que foi recebida com muito pouco entusiasmo.Em 23 de Junho de 1894, o barão Pierre de Coubertin, promoveu um congresso em Paris, na Universidade de Sorbonne, do qual resultou a fundação do Comité Olímpico Internacional (COI) e a revitalização dos Jogos Olímpicos da Era Moderna, cuja primeira edição teve lugar em Atenas, em 1896, com a participação de 14 países, representados por 245 atletas em 13 modalidades. No Congresso de Paris o grego Demetrius Vikelas tornou-se o primeiro presidente do COI. Dois anos depois, Pierre de Coubertin torna-se presidente do Comité Olímpico Internacional, cargo que manteve até1925. Devido à primeira guerra mundial, Coubertin pediu que a sede do COI passasse a ser sediada em Lausanne, Suíça, pois este era um país neutro. Em 1922, o quartel olímpico mudou-se Lausanne, onde permanece até hoje.Pierre Coubertin retirou-se do COI e do movimento olímpico em 1925 para se dedicar ao seu trabalho pedagógico. Aos 69 anos de idade, em 1931, Coubertin publicou as suas memórias olímpicas, no qual ele enfatiza a natureza intelectual e filosófica empreendida, assim como a sua vontade de fazer do COI mais do que uma simples associação desportiva. Pierrre Coubertin morre repentinamente de ataque cardíaco, a 2 de setembro de 1937, num parque em Genebra.

terça-feira, junho 21, 2005

Centenário do Nascimento de Sartre


Jean Paul Sartre nasceu em Paris a 21 de Junho de 1905 . Seu pai, oficial da marinha, morre quando Sartre tem um ano de idade. A mãe, Anne-Marie, leva Sartre a viver com o avô materno, nos arredores de Paris. Desde criança que Jean-Paul escreve contos de aventuras cavalheirescas e de heroísmo e se auto-denomina génio. Quando ele tem doze anos, a mãe casa com Joseph Mancy, um homem rico, burguês e autoritário. Sartre possui uma mente excepcional, embora isso não se revele nos resultados escolares. Com 15 anos volta a viver com o avô e torna-se aluno interno do Liceu Henrique IV. Em 1924 entra na École Normale Supérieur. Aqui estudavam os melhores cérebros da época, nomeadamente Simone de Beauvoir que se tornaria sua companheira para a vida. Em 1931 é nomeado professor de filosofia no Havre. Em 1934, o filósofo escreve a “A Náusea” um romance filosófico que transformou Sartre numa das mais promissoras figuras literárias. Em 1939 é chamado a servir numa estação meteorológica, era o início da II Guerra Mundial. Em 1940, após a invasão da França por Hitler, Jean Paul Sartre é feito prisioneiro e encerrado no campo de concentração de Trier, na Alemanha ocidental. Continua o seu diário de guerra, mas, graças a um atestado médico falso, é libertado em Março de 1941. Em 1943, edita O Ser e o Nada, um “hino à consciência e à liberdade” que o coloca no topo da pirâmide existencialista. Entretanto, com Simone Beauvoir, funda a revista Temps Modernes. Adere ao marxismo em 1952. Em 1964, escreve “As Palavras”, uma análise da sua própria infância e é-lhe atribuído o Prémio Nobel da Literatura, que recusa porque “o escritor deve recusar a deixar-se transformar por instituições”.A década de 70 é marcada pelos problemas de saúde, após anos de excessos de álcool e tabaco e por uma ou outra intervenção pública, como a visita a Portugal no “Verão Quente de 75” apesar do seu prestígio estar em queda. Quase cego, vive os derradeiros anos incapaz de escrever. Morreu a 15 de Abril de 1980, aos 74 anos, vítima de um edema pulmonar. O seu funeral transformou-se numa manifestação pública, com um cortejo de mais de 25 mil seguidores.
Mais informação em: geocities.com/sartresite.

sexta-feira, junho 17, 2005

A Dama de Bambu


Quem disser o seu nome junto de um militar corre o risco de ser imediatamente preso, sem sequer passar pelo tribunal. A Dama de bambu, a líder do principal partido de oposiçao na Birmânia, a Liga Nacional para a Democracia, é uma espinha atravessada na garganta dos generais que comandam o país. A "senhora", o "monstro" ou o "fenómeno" -nomes de código utilizados pelo povo_ está em prisão domiciliária desde de Maio de 2003. O número 54 da University Road, em Rangun, é a casa mais vigiada do país, quem tentar fotografar a sua vivenda é preso. Com a aproximação do sexagésimo aniversário de Aung San Suu Kyi no próximo Domingo, a junta militar birmanesa no poder, aumentou nos últimos dias o controle e detenção de opositores políticos e militantes dos direitos humanos.
Aung San Suu Kyi nasceu em Rangun a 19 de Junho de 1945. O pai de Suu Kyi, o general Aung San, foi o pai-fundador do país. Nascido na aristocracia rural, tornar-se-ia líder estudantil e nacionalista convicto. Sonhava expulsar os Britânicos da sua terra colonizada no século XIX e, para tal, viria a comandar o Exército de Independência da Birmânia, treinado secretamente pelos Japoneses. Entraria na Birmânia à sua frente em princípio de 1942, para vir a mudar de lado em 1945, ajudando os Britânicos a pôr fim à ocupação japonesa. Mas esse serviço ao povo birmanês foi ceifado cedo: um rival político mandou abatê-lo em 1947, apenas 6 meses antes de a Birmânia declarar a independência. Tinha 32 anos. Suu Kyi tinha 2.
Suu Kyi estudou na Índia e na Universidade de Oxford (Reino Unido) a partir de 1960, tendo posteriormente trabalhado nas Nações Unidas e passado a viver no Reino Unido. Quando regressou do Reino Unido, em 1988, fundou o movimento de oposição Liga Nacional para a Democracia, como protesto contra as violações dos direitos humanos e contra a brutal repressão da discordância na Birmânia e para lutar por reformas democráticas. Em Abril de 1989, escapou por pouco a uma tentativa de assassinato por parte de uma unidade militar birmanesa. Os militares tinham recebido ordens para matar a activista numa das muitas manifestações que encabeçava. Foi salva por uma contra-ordem de um oficial.
Em Julho de 1989, o regime militar determinou a prisão domiciliária da activista pro-democracia. Suu Kyi foi colocada sob a lei marcial, que possibilitava a sua detenção sem acusação formada nem julgamento por um período de três anos. A activista birmanesa entrou em greve de fome para proteger os estudantes que haviam sido levados da sua casa para o Centro de Interrogação do regime. Foi reconhecida como objectora de consciência pela Amnistia Internacional.
Apesar da detenção da sua presidente, em Maio de 1990 a Liga Nacional para a Democracia obteve um resultado extraordinário nas eleições gerais, tendo conseguido 82% dos votos. No entanto, a Junta Militar recusou-se a reconhecer os resultados das eleições. Em Outubro do mesmo ano, Suu Kyi foi galardoada com o Prémio Rafto para os Direitos Humanos e, em Julho de 1991, com o Prémio Sakharov (prémio para os Direitos Humanos do Parlamento Europeu). Em Agosto de 1991, o regime militar decidiu alterar a lei sob a qual Suu Kyi estava detida e aumentar para cinco anos o período de prisão sem acusação formada nem julgamento. Dois meses depois, a actividade pró-democracia da activista foi reconhecida com o Prémio Nobel da Paz, prémio esse que foi utilizado num fundo de saúde e educação para o povo birmanês criado por Suu Kyi.
Em Janeiro de 1994, a Junta Militar voltou a alterar a lei marcial, adicionando-lhe mais uma ano de detenção. Suu Kyi foi posta em liberdade em Julho de 1995. Nunca deixando de parte os seus ideais, Suu Kyi prosseguiu na sua luta. Em Março de 2000, recebeu a condecoração irlandesa Freedom of the City, atrbuída pelo reconhecimento do seu activismo. Foi o seu filho, Kim Aris, que se deslocou a Dublin para receber o prémio. Em Setembro de 2000, Suu Kyi desafiou as autoridades militares birmanesas e anunciou que iria sair da capital do país. Em resposta, os militares montaram um verdadeiro cerco em volta dela e voltaram a colocá-la em prisão domiciliária, juntamente com outros líderes do partido. Em Dezembro de 2000, o reconhecimento pelo seu activismo chegou dos EUA. O então presidente Bill Clinton conferiu-lhe a maior condecoração civil do país - a Medalha Presidencial da Liberdade. Durante a prisão domiciliária, Suu Kyi recebeu a visita de uma delegação da União Europeia, de diplomatas norte-americanos e de representantes das Nações Unidas. Em Maio de 2002, depois de 19 meses em prisão domiciliária, Aung San Suu Kyi foi libertada. Desde Outubro de 2000 que Suu Kyi mantinha conversações secretas com uma delegação da Junta Militar.
Suu Kyi continuou a defender a plena democracia e o desmantelamento do poder militar. No entanto os militares têm alegado que o país não se encontra preparado para a democracia. Suu Kyi conta com o apoio do Ocidente e da maioria das nações asiáticas. Foi novamente presa em fim de Maio de 2003 e ainda se encontra em prisão domiciliária. Tem recusado o fim da prisão domiciliária enquanto não forem libertados todos e cada um dos seus apoiantes. Aung San Suu Kyi transformou-se num símbolo da luta a favor da democracia na Birmânia, (Myanmar).

quarta-feira, junho 15, 2005

Almada Negreiros Morreu há 35 Anos


Almada Negreiros, Auto-retrato
José Sobral de Almada Negreiros (1893-1970) nasceu em São Tomé e Príncipe.Em 1905 já redigia e ilustrava jornais manuscritos (“A República” e “O Mundo”). A sua actividade artística inicia-se, para o público, com a participação na I Exposição do Grupo de Humoristas Portugueses, em 1911. Com esta exposição nasce a chamada Arte Moderna Portuguesa; e, coincidindo com a primeira aparição colectiva dos cubistas, em Paris, traz, como também lá acontecera, o selo do humorismo para génese das novas correntes artísticas. Publica seu primeiro desenho em “A Sátira” e faz sua primeira exposição individual de 90 desenhos, em 1913. Escreve, em 1915, o “Manifesto Anti-Dantas e por extenso”, uma reacção contra uma geração tradicionalista, uma sociedade burguesa, um país limitado; e, é publicado o primeiro número da revista “Orpheu”.
No ano de 1925 pinta dois painéis para “A Brasileira”, um café do Chiado, em Lisboa. De 1927 a 1932 mora em Madrid. Em 1938, conclui os vitrais da Igreja de Nossa Sra. de Fátima. Pinta o famoso retrato de Fernando Pessoa (“Lendo Orpheu”), para o restaurante “Irmãos Unidos”, em 1954.
Em 1951, o SNI lhe confere o “Prémio Nacional das Artes”. Em 1966 é eleito membro honorário da Academia Nacional de Belas Artes. No ano seguinte recebe o Grande Oficialato da Ordem de Santiago Espada.
Estreitamente enlaçada na sua actividade de artista plástico, tem Almada Negreiros uma obra de poeta, dramaturgo, romancista, investigador e mitógrafo, das mais originais da nosa literatura e das mais significativas e perturbantes da cultura comtemporânea. A camaradagem com Fernando Pessoa viria a ser extremamente fecunda para o surgimento do futurismo em Portugal e para os destinos do modernismo português.Juntos participaram da aventura do Orpheu (1915), juntos permanecem no Portugal Futurista (1917), juntos se reencontram ainda, à beira da morte de Pessoa, no terceiro e último número da revista Sudoeste (1935), fundada e dirigida por Almada Negreiros e cujos dois primeiros números tinham contido exclusivamente trabalhos da sua autoria. Deixou contos espalhados por revistas de vanguarda de curta duração: O Moinho (1912 – teatro)Manifesto Anti-Dantas e por extenso (1915)A Engomadeira (1917 – novela)A Cena do Ódio (poema publicado na revista Portugal Futurista em 1917)A Invenção do Dia Claro (1921)Os Outros (1923 – teatro),S. O. S. (1929 – teatro)Nome de Guerra (romance, 1938)Antes de Começar (teatro)Deseja-se Mulher (1959 – teatro), Poesia.
Em 15 de Junho de 1970, o pintor e escritor morre em Lisboa, no mesmo quarto em que morrera o poeta Fernando Pessoa.
Se quiser saber mais pode visitar,vidaslusofonas.pt/almada_negreiros.

9,77


9,77 segundos é o tempo que o homem mais rápido do mundo demora a fazer 100 metros.
Para termos bem a noção da velocidade, este tempo significa que a velocidade de ponta do ser humano passou a ser de 36,85 km/h.
O Jamaicano Asafa Powell correu 100 metros em 9,77s no Super Grande Prémio de Atenas em atletismo retirando um centésimo ao anterior recorde que estava na posse do americano Tim Montgomery.