quarta-feira, janeiro 11, 2006

Albert Hofmann


O Herói dos “Hippies” e da “Flower Power Generation” faz cem anos.
O químico suíço Albert Hofmann, inventor da droga conhecida como LSD, abreviatura da expressão alemã Liserg Saure Diethylamid ( dietilamida do ácido lisérgico), completa cem anos hoje. Será homenageado num simpósio internacional que discutirá os efeitos do uso dessa substância.
O LSD é uma droga com efeitos alucinógenos e foi a muito consumida dentro do movimento hippie nos anos 60. Depois disso, acabou sendo proibida e perdeu popularidade até os anos 90, quando voltou timidamente à ribalta entre os fãs de música electrónica.
Hofmann, que nasceu em 1906 na cidade de Baden, descobriu a substância em 1943, quando trabalhava nos laboratórios Sandoz, actualmente parte do grupo farmacêutico Novartis.
Em declarações à imprensa de seu país, o químico confessou não estar surpreso pelo facto de ter entrado para a história apenas por causa do LSD, apesar de ter feito outras descobertas.
“Trata-se de um produto muito especial que actua na consciência, que é, afinal de contas, o que nos distingue dos animais”, afirmou o químico, acrescentando que sob os efeitos do LSD, “vemos, ouvimos e sentimos de forma diferente e intensa, mesmo com uma dose ínfima”.
Em 1943, quando realizava experiências para desenvolver um estimulante circulatório e respiratório, Hofmann descobriu o LSD de forma acidental e foi cobaia da sua própria descoberta.
Entre 1947 e 1966, a Sandoz manufacturou o LSD em cápsulas e ampolas para utilização médica em tratamentos psiquiátricos e neurológicos, mas adquiriu uma má reputação por abusos no seu consumo—o que resultou no fim da produção.
Actualmente, Hoffman reconhece que não se trata da “droga do prazer”, e adverte que seu consumo pode ser “extremamente perigoso”.

terça-feira, janeiro 10, 2006

A Conspiração Contra a América


Philip Roth disse numa entrevista, "Quando temos um livro de História na nossa frente sabemos que não é uma obra de ficção. Se temos uma obra de ficção, sabemos que não é um livro de História".
Esta afirmação vem a propósito do livro "A Conspiração Contra a América", no qual o enredo parte da premissa de que Frank Delano Roosevelt, em vez de disputar a cadeira presidencial em 1940 com um inexpressivo candidato republicano, tivesse-a perdido para o popular Charles A. Lindbergh, o famoso aviador, simpatizante do nazismo.
Construindo um relato ficcional em torno da sua própria família, Philip Roth descreve o que representou para si e para milhares de americanos a ameaçadora administração Charles Lindbergh. Na luta pela sobrevivência numa América fascista, são retratadas, de forma polémica, figuras históricas políticas importantíssimas nos Estados Unidos da América, durante os anos da Guerra Mundial.

Apesar da veemente recusa de Philip Roth em elaborar paralelismos com a actual situação política norte-americana, muitos consideram o livro como forma de protesto pela actual política da administração Bush contra minorias étnicas.
E, para que não restem dúvidas, Philip Roth foi bem claro ao dizer " trata-se de uma ficção criada pela imaginação, não pela minha. Comecei a escrever este livro em Janeiro de 2000.A ideia ocorreu-me em Dezembro do ano anterior. Bush só foi empossado em 20 de Janeiro. Estava no meio do romance quando ocorreu o ataque de 11 de Setembro. Antes disso, a presidência de Bush nem existia. Não passou pela minha cabeça nem por um segundo".
É um livro que
vale a pena ler, do melhor, na minha opinião, escritor mundial da actualidade.
Philip Roth nasceu em Newark, New Jersey, em 19 de Março de 1933. Nascido no seio de uma família judia proveniente do Leste da Europa, escreveu a sua primeira obra em 1959 “Goodbye, Columbus” (não traduzido para o português), que lhe valeu logo o National Book Award. Viveu em Roma, Londres, Chicago e Nova York, antes de se mudar definitivamente para o interior dos Estados Unidos, mais precisamente para o Connecticut, onde leva uma vida de quase eremita. Acorda cedo, escreve seis horas por dia, seis dias por semana. Foi casado durante anos com a atriz Claire Bloom - casamento que acabou num divórcio litigioso em que Roth chegou a cobrar de Claire as horas que passou ajudando-a a decorar textos. Não vê televisão, e não vai ao cinama. Com os raros amigos, costuma conversar por telefone. Odeia ficção e só lê sobre o assunto que depois vai escrever.
O seu primeiro livro é de 1959, “Goodbye, Columbus”, seguindo-se a brilhante obra de 1969 “o Complexo de Portnoy” que se tornou um grande sucesso e convenceu os críticos da sua qualidade como escritor. Mas temos que esperar pelos anos noventa, pela sua trilogia, iniciada em 1997 com “Pastoral americana”, seguido de “Casei com um Comunista”, de 1998 e “Mancha Humana” de 2000, para ser reconhecido como muito provavelmente o melhor escritor vivo. Esta trilogia, narra a invenção dos EUA tais como são agora, sempre pelos olhos de personagens autobiográficos, principalmente Nathan Zuckerman, alter ego do autor na trilogia.
A ficção começa com os anos 60, em “Pastoral Americana”, de seguida recua alguns anos em “Casei com um Comunista”, que revê o macarthismo, e conclui-se com “Mancha Humana”, em que o politicamente correcto e o escândalo Mónica Lewinski são o pano de fundo de um conflito racial .
Philip Roth ganhou os quatro mais importantes prémios literários da América:o National Book Critics Circle Award com The Counterlife (1986), o National Book Critics Circle Award com Patrimony (1991), o PEN/Faulkner Award com Operation Shylock (1993), o National Book Award com O Teatro de Sabbath (1995), e o Pulitzer Prize com Pastoral Americana (1997). Ganhou o Ambassador Book Award da União de Língua Inglesa com Casei com um Comunista (1998); no mesmo ano foi galardoado com a National Medal of Arts, na Casa Branca. Com A Mancha Humana, Roth obteve o seu segundo PEN/Faulkner Award bem como o Britain’s W. H. Smith Award para o Melhor Livro do Ano. Em 2001 recebeu o mais alto galardão da Academia Americana de Artes e Letras, a Gold Medal para ficção, atribuída de seis em seis anos «para o conjunto da obra».

Peço desculpa, por não ter tempo para vos visitar mas estou com muitíssimo trabalho!

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Mitterrand


Quando o Presidente francês François Mitterrand, deixou a presidência da República francesa, em 1995, no meio de numerosos escândalos que eclipsaram os últimos anos da sua presidência e detestado por uma grande maioria dos franceses, nada faria prever que em, apenas, dez anos e passando o crivo da história nos 14 anos do seu “reinado”, os franceses o considerariam o melhor presidente da República Francesa dos últimos 60 anos. A dimensão de François Mitterrand ofusca a do herói da Segunda Guerra Mundial, o general Charles de Gaulle, que até à semana passada, era sempre em todas as sondagens o Presidente mais querido entre os presidentes da V República.
François Mitterrand
nasceu em Jarnac, Charente em 26 de Outubro de 1916. Casou com Danielle Gouze, de quem teve dois filhos.Teve uma filha de uma relação adúltera.
Durante a Segunda Guerra Mundial foi ferido e capturado em Junho de 1940, evadindo-se em Dezembro de 1941, da prisão de Kassel.

Fundador do Movimento Nacional dos Prisioneiros, foi condecorado pelo regime de Vichy, acreditando que o General Pétain deteria os alemães. Aderiu à Resistência em 1944, integrando posteriormente o governo do general De Gaulle .
Deputado desde de 1946, participou em 11 governos entre 1947 e 1958, tornando-se no mais no mais jovem ministro francês, no governo socialista de Paul Ramadier.
Ao longo destes onze anos, foi titular das pastas dos Combatentes, Informação, Ultramar, Justiça e Interior. Em 1954, defendeu a causa da Argélia francesa. Candiadato à Presidência da República em 1965, onde obteve 45% dos votos. Foi nomeado secretário-geral do Partido Socialista Francês em 1970. Em 1974 recandidatou-se ao cargo de Presidente da República, onde obteve com o apoio dos comunistas, 49% dos votos, mas só em 1981 consegue vencer, com 51,75% dos votos e tornar-se o primeiro presidente socialista.
Uma das suas primeiras medidas foi abolir a pena de morte. Nesse mesmo ano descobre que têm cancro na próstata, mas só divulgará a sua existência em 1992.Um dos muitos segredos guardados anos a fio, pela enigmática figura que foi François Mitterrand.
Este primeiro mandato foi o do relançamento geoestratégico da França, em termos políticos e culturais.

A nível externo, o reatamento das ligações com o seu inimigo de sempre, a Alemanha, para criar as bases da União Europeia. Internamente, protagonizou a construção de grandes obras de Estado - Pirâmide no Louvre,Cidade da Ciência e da Música de Villete, Ópera Bastilha, Instituto do Mundo Árabe e a Biblioteca Nacional.
Tudo isso a par de inúmeras medidas sociais- a semana de 39 horas e a reforma aos 60 anos-, nacionalização de bancos, criação das rádios locais privadas, imposto sobre as grandes fortunas, quinta semana de férias pagas.
Esta semana o jornal “Le Monde”, desvenda mais um dos muitos segredos de Mitterrand, ao afirmar que, François Mitterrand, autorizou a sabotagem do Rainbow Warrior, em 1985, barco do Greenpeace onde morreu o fotógrafo português Fernando Pereira. Em 1988 foi reeleito.
No segundo mandato, Mitterrand acabou por ser confrontado por protestos sociais, diversos escândalos com negócios controversos, os suicídios do seu ex-primeiro-ministro, Pierre Bérégovoy, em 1993, e do seu braço-direito, François Gorussouvre, no Eliseu, em 1994. Decidido europeísta, apesar dos seus receios perante a reunificação alemã, apoia a unificação da Alemanha e a sua amizade e sintonia com Helmut Kohl foram decisivos para impulsionar o processo que levou à assinatura do Acto Único e do Tratado da União Europeia.
Morreu em 8 de Janeiro de 1996, em Paris, vítima de cancro da próstata.
No seu funeral, pela primeira, reúniram-se a mulher, os dois filhos, a sua filha Mazarine, nascida em 1974, e a sua mãe.
Político astuto e controverso, cultivou um estilo distante e um gosto pela monumentalidade que revela a vontade de deixar o país marcado com a sua personalidade. A sua herança política foi, principalmente, a de ter mostrado que era possível existir alternância e coabitação política sem rupturas e de ter conciliado a esquerda com certos valores do capitalismo.

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Ariel Sharon


Ariel Scheinermann (Sharon mais tarde) nasceu a 27 de Fevereiro de 1928, em Kfar Mahal, uma aldeia ao norte de Tel Aviv, quando a Palestina estava sob jurisdição britânica.
Oriundo de uma família de fervorosos sionistas russos que imigraram para Palestina no início do século XX, Ariel Sharon é junto com Shimon Peres, o último dos políticos que surgiram com a criação do Estado de Israel em 1948.
Em 1945 passou a integrar o Haganah, organização clandestina que precedeu o exército israelita, caracterizada inicialmente como um grupo de judeus sionistas resistentes ao domínio britânico e aos árabes. No decurso da primeira guerra Israelo-árabe, após a criação do Estado de Israel, em 1948, comandou uma companhia de infantaria.
Em 1950, liderou operações militares contra tropas do Egipto na Faixa de Gaza. Uma das manobras resultou na morte de 38 soldados egípcios.
Em 1956 Ariel Sharon foi acusado de insubordinação e desonestidade na campanha do canal de Suez durante a guerra do Sinai no Egipto. Segundo o historiador militar israelita Martim Van Cheveld, da Universidade Hebraica de Jerusalém, os soldados comandados por Ariel Sharon avançaram “da forma mais incompetente possível, resultando numa batalha totalmente desnecessária, que se tornou a mais sangrenta da guerra”. Na ocasião os seus próprios comandados acusaram-no de oportunismo desumano, no sentido de tentar construir a sua reputação à custa deles.
Em 1967 comandou uma divisão de blindados na Guerra dos Seis Dias, que conquistou Jerusalém Oriental, Cisjordânia e a Faixa de Gaza e em 1973 liderou a captura do Terceiro Exército do Egipto, pondo fim à Guerra do Yom Kippur.
Na esfera político-partidária a trajectória de Ariel Sharon é mais recente, iniciando-se concretamente em 1973 quando foi um dos principais mentores das forças de direita que originaram o partido Likud. Apesar de se situar no espectro político à direita, Ariel Sharon tornou-se conselheiro especial de segurança do primeiro-ministro Ytzhak Rabin (Partido Trabalhista) em 1974.
Em 1977, Sharon foi eleito pela primeira vez para uma das cadeiras no Knesset, o parlamento israelita. Entre 1977 e 1981 foi Ministro da Agricultura no primeiro governo do Likud e organizou o primeiro grande movimento de colonização judaica nos territórios ocupados. Apesar de inicialmente ter se posicionado contra o acordo de paz de Camp David, entre Israel e Egipto em 1978, Ariel Sharon acabou comandando a retirada dos colonos judeus do Sinai ocupado por Israel desde a Guerra do Yom Kippur, em 1973.
Como ministro da Defesa, em 1982, planeou a desastrada invasão do Líbano que culminou com o cerco e destruição parcial da capital Beirute pelas tropas israelitas. Sem comunicar as suas intenções ao então primeiro-ministro, Menachem Begin, Ariel Sharon comandou a invasão da capital libanesa com o pretexto de expulsar do Líbano a base da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), liderada por Yasser Arafat. A operação militar pôs mesmo fim às incursões militares da OLP em território israelita, a partir do Líbano. Mas não só - acabou também resultando no massacre de quase 2 mil palestinianos - por milicianos cristãos aliados de Israel. Entre os mortos, estavam dezenas de mulheres, idosos e crianças, todos alojados nos campos de refugiados palestinianos de Sabra e Shatila, então sob supervisão israelita. Como resultado, Ariel Sharon foi destituído do cargo de ministro de Defesa em 1983, depois de ser considerado por um tribunal israelita indirectamente responsável pelo massacre. Ariel Sharon foi ainda ministro do Comércio e da Indústria entre 1984 e 1990.
No início da década de 90, como ministro da Habitação, incentivou a maior ampliação de colonatos judeus na Faixa de Gaza e na Cisjordânia desde a invasão de 1967.
Em 1996, o então primeiro-ministro, Benjamim Netanyahu, também do partido Likud, convidou Ariel Sharon para integrar o seu Governo. Foi nomeado ministro dos Negócios Estrangeiros. Ariel Sharon assumiu a liderança do Likud depois da derrota de Netanyahu nas eleições gerais de 1999.
Aproveitou o fracasso das negociações com os palestinianos em Camp David, em Junho de 2001, para colher dividendos políticos criticando no Parlamento a actuação do então primeiro-ministro, Ehud Barak. “Jerusalém pertence ao povo judeu e Barak não tem o direito de abrir mão do santuário do povo, negociando com os palestinianos a soberania sobre a cidade”, disse Sharon.
Em Setembro de 2000, uma inesperada e polémica visita à mesquita de al-Aqsa foi o rastilho que levou à segunda Intifada. Muita gente acredita que Ariel Sharon, planeou esta visita para provocar uma reacção violenta dos palestinianos, de forma a criar um ambiente político propício à sua ascensão ao poder. Tornou-se primeiro-ministro em Fevereiro de 2001, com a promessa de pôr fim à segunda Intifada palestiniana, iniciada depois de, Ariel Sharon, ter visitado a mesquita de al-Aqsa, em Jerusalém Oriental, considerada sagrada pelos muçulmanos. Em Janeiro de 2003 é reeleito e em Dezembro desse ano, anuncia a retirada total da Faixa de Gaza.
Esta sua decisão de retirar da Faixa de Gaza e de partes da Cisjordânia, processo concluído em 18 Setembro de 2005, provocou a ira dos seus seguidores e foi rejeitada pelo seu antigo partido, o Likud. Em resposta Ariel Sharon abandonou o Likud em 21 Novembro de 2005 e fundou um novo partido, o Kadima, em 18 de Dezembro de 2005, favorito para as eleições de 28 de Março, deste ano.
No dia 4 de Janeiro, Ariel Sharon, foi hospitalizado depois de sofrer um acidente vascular cerebral, sendo submetido a uma cirurgia durante a qual, sofreu uma grave hemorragia cerebral que o colocou, no limbo entre a vida e a morte.

quinta-feira, janeiro 05, 2006

Documentário Acusa Fidel da Morte de Kennedy


Cuba esteve por trás do assassinato do presidente norte-americano John F. Kennedy por Lee Harvey Oswald em 1963, os seus agentes deram apoio financeiro e logístico ao o atirador, Lee Harvey Oswald, disse um realizador alemão num novo documentário.
Wilfried Huismann passou três anos a fazer pesquisas para “Rendez vous with Death” (Encontro com a Morte), baseado em entrevistas com ex-agentes secretos cubanos, autoridades norte-americanas e uma fonte dos serviços secretos russos, além de pesquisas em arquivos dos serviços secretos mexicanos
As eventuais motivações para Fidel Castro incitar os serviços secretos para a trágica tarefa seriam de carácter vingativo, pois Castro responderia assim à tentativa de eliminação de que foi alvo, meses antes, por parte da CIA.
O filme, apresentado para jornalistas em Berlim ontem, diz que Lee Harvey Oswald viajou para a Cidade do México de autocarro em Setembro de 1963, sete semanas antes do assassinato, e encontrou-se com agentes na embaixada cubana no país, onde recebeu 6.500 dólares.

O ex-agente cubano Oscar Marino, fonte importante do documentário, disse a Huismann que o próprio Lee Oswald se tinha oferecido como voluntário para assassinar Kennedy e que Cuba o explorou.
“Oswald era um dissidente. Ele odiava seu país . Oswald ofereceu-se para matar Kennedy”, disse Marino no filme. “Ele sentia tanto ódio que ele teve a ideia. Nós o usamos. Ele foi um instrumento.” Marino disse saber com certeza que o assassinato foi uma operação dos serviços secretos cubanos G-2, mas não disse se ela foi ordenada pelo presidente Fidel Castro.

Lee Harvey Oswald foi morto a tiros por Jack Ruby dois dias depois de matar Kennedy.
O filme argumenta que Cuba queria eliminar Kennedy porque ele era o principal inimigo da revolução comunista e retrata o norte-americano e Fidel Castro como dois rivais que se tentavam assassinar mutuamente.
Terá sido, afinal, Fidel Castro a movimentar os peões para fazerem o atentado contra John F. Kennedy, em Novembro de 1963?

Konrad Adenauer


Konrad Adenauer nasceu em 5 de Janeiro de 1876, em Colónia, no seio de uma família burguesa. Estudou Direito e Economia.
Advogado de profissão, foi presidente de Câmara da sua cidade natal entre 1917 e 1933 tornando-se, ao mesmo tempo um próspero homem de negócios.
Na República de Weimar filia-se no Partido Católico Alemão. Opõe-se aos desígnios políticos dos nazis e aos seus processos, perde todos os seus cargos em 1933 e vai para um campo de concentração em 1944.
Após a Segunda Guerra Mundial recupera a Presidência da Câmara de Colónia. Funda e preside ao Partido Democrata Cristão Alemão em 1946. Em 1949, a primeira dieta federal alemã elege-o chanceler do Bundestag, cargo em que se mantém até 1963.
Entre 1951 e 1955 é ministro dos Negócios Estrangeiros. Continua na presidência do seu partido até 1966.
É profundamente anticomunista e partidário decidido da aliança com os Estados Unidos. A sua política caracteriza-se pelo regresso ao liberalismo clássico. Conseguiu a ajuda económica americana do Plano Marshall e obteve a adesão da RFA ao Mercado Comum Europeu (1951) e na NATO (1954).
Dedica os seus esforços a conseguir a igualdade jurídica para a República Federal Alemã e a integração económica e militar no seio da Europa Ocidental.
Em 1955, após a derrogação do estatuto de ocupação por parte da Grã-Bretanha, Estados Unidos e França (com a qual assina um acordo de cooperação em 1963), reorganiza o exército alemão.
Morreu em Rhondorf, Bona a 19 de Abril de 1967.

quarta-feira, janeiro 04, 2006

Áustria Escandaliza Europa


Uma campanha artística, de conteúdo por muitos considerada, de teor pornográfico, assinala o início da presidência austríaca da União Europeia.
Esta campanha está a ter eco, um pouco por toda a Europa e a escandalizar os europeus.
Vozes mais conservadoras, pretendem proibir o governo austríaco de continuar com esta campanha.
Num dos cartazes(primeira foto) espalhados pelas vias públicas austríacas, três modelos nus, mascarados de Jacques Chirac, George Bush e Isabel II, simulam um acto sexual.
Num outro cartaz (segunda foto), uma mulher deitada de forma provocante exibe uma "lingerie" com a bandeira da União Europeia.
A bandeira da União Europeia( terceira foto), também foi alterada pelos artistas, na heráldica da bandeira, as estrelas são substítuidas por símbolos, como por exemplo a cruz suástica, emblema do nazismo, a foice e o martelo, emblema do comunismo, o símbolo do euro, ou o emblema da Mercedes e da Shell, entre outros.

A campanha é da autoria de 75 artistas europeus e foi financiada com dinheiro público.

As Novas Sete Maravilhas do Mundo


A New 7 Wonders Foundation, uma organização não governamental, (ONG) , com sede na Suiça, elaborou uma lista de 21 monumentos a nível mundial para escolher as novas Sete Maravilhas do Mundo.
Esta ONG foi criada em 2001 pelo suíço Bernard Weber com a missão de preservar o património cultural da humanidade.
A escolha das Sete Maravilhas é aberta ao público e será feita por pelo telefone.
Os sete monumentos mais votados serão anunciados em 1º de Janeiro de 2007.

As Sete Maravilhas da Antiguidade foram seleccionadas pelo filósofo grego Philon de Bizâncio em 200 a.C.. A única das Sete Maravilhas originais que ainda continua de pé é a Pirâmide de Gizé, no Egipto - que está novamenten nesta lista nova. Para constarem da lista, as “maravilhas” tinham que ser feitas pelo homem, concluídas até o ano 2000 e encontrarem-se num estado “aceitável” de conservação.
A votação não é gratuita. As ligações são feitas para números encontrados no site http://www.new7wonders.com/
.
Metade do dinheiro arrecadado no projecto será usado para a restauração de monumentos em todo o mundo.
Um dos projectos da ONG é a reconstrução das estátuas gigantes dos Budas de Bamiyan, destruídas pelos Taliban no Afeganistão em 2001.

A organização New 7 Wonders Foundation diz que o objectivo da iniciativa é fazer um alerta sobre a destruição do património cultural da humanidade, e que metade da receita obtida com os votos será investida na restauração de monumentos em vários cantos do mundo.
A lista dos 21 candidatos:
1. Acrópole, Atenas, Grécia.
2.Alhambra, Granada, Espanha
3.AngkorVat, Cambodja.
4.Pirâmide de Chichén Itzá, Yucatão, México
5.Cristo Redentor, Rio de Janeiro, Brasil
6.Coliseu, Roma , Itália
7. Estátuas da Ilha de Páscoa, Chile
8.Torre Eiffel, Paris, França
9.Grande Muralha, China
10.Basílica de Santa Sofia (Hagia Sophia), Istambul, Turquia
11.Templo de Kyomizu, Quioto, Japão
12.Kremlin, Moscovo, Rússia
13.Machu Picchu, Peru
14.Castelo de Neuschwanstein, Fussen, Alemanha
15.Ruínas de Petra, Jordânia
16.Pirâmides de Gizé, Egipto
17.Estátua da Liberdade, Nova Iorque, EUA
18.Stonehenge, Amesbury, Reino Unido
19.Ópera de Sydney, Austrália
20.Taj Mahal, Agra, Índia
21.Timbuktu, Mali

terça-feira, janeiro 03, 2006

Acidentes Provocam Menos 42 Mortos em 2005


O número de mortos em resultado de acidentes de viação baixou 3,7 por cento em 2005 face ao ano passado, de acordo com os dados provisórios divulgados ontem pela Direcção-Geral de Viação.
A redução das vítimas mortais não é tão significativa como em 2004, ao contrário dos feridos graves e dos feridos leves, que mantiveram a nítida tendência decrescente.
As estradas portuguesas do continente fizeram, no ano passado, 1093 vítimas mortais que não resistiram ao impacte dos acidentes no local ou a caminho do hospital.

O número representa uma quebra de 3,7 por cento face a 2004, mas fica muito aquém da descida extraordinária de 16,2 por cento registada no ano anterior em comparação com 2003.
Os acidentes rodoviários provocaram ainda 3713 feridos graves, o que representa uma redução de 11,4 por cento face a 2004.
Em relação aos feridos leves, o total ascendeu a 44.957, o que corresponde a uma quebra de seis por cento em relação a 2004. In Jornal Público.
Há quem lhe chame uma “guerra civil” ao que se passa nas estradas portuguesas, eu não vou por aí e não gosto de frases-feitas.

Os portugueses estão a fazer um longo caminho para baixar a sinistralidade, basta observar que em 1975 para 1 051 000 veículos matriculados morreram 2676 pessoas, no ano passado para 7 690 000 veículos matriculados morreram 1135 pessoas.
A tendência de descida da sinistralidade é real e consecutiva (é curioso, que o custo do seguro automóvel têm uma tendência inversa) nos últimos anos, embora, o número de pessoas que morrem por ano nas estradas portuguesas continue elevado, ainda por cima, para cúmulo, a maioria das vitimas são jovens em idade activa.
Mas apenas uma real educação civíca e uma consciencialização de que podemos fazer melhor, pode reduzir drasticamente este grave problema de saúde pública em Portugal.

segunda-feira, janeiro 02, 2006

Bom Ano


"Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente...
Para você, desejo o sonho realizado. O amor esperado. A esperança renovada.
Para você, desejo todas as cores desta vida. Todas as alegrias que puder sorrir. Todas as músicas que puder emocionar.
Para você neste novo ano, desejo que os amigos sejam mais cúmplices, que sua família esteja mais unida, que sua vida seja mais bem vivida.
Gostaria de lhe desejar tantas coisas.
Mas nada seria suficiente...
Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos. Desejos grandes e que eles possam mover-te a cada minuto, ao rumo da tua felicidade!"
Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, dezembro 30, 2005

2005: A Fábrica de A-Z.

A
A Barca De Lyra, excepcional blogue. De visita frequente.
Abnegado e a Fábrica foram criados no mesmo dia. Um blogue superiormente mantido pelo Luís Sequeira.Um blogue de qualidade de visita obrigatória.
Andar aos Gambozinos o blogue da Liliana. Gosto dos assuntos que escreve.
A Fonte o blogue de Mário Almeida. Um dos melhores blogues que conheço.
Amie e a sua Máquina de Café. O melhor café da Internet. Pouso frequente para tomar o meu café da manhã.
Angela do In Certezas
. Uma visita diária ao chiquérrimo blogue da Angela. Grafismo bonito, textos excepcionais.
Anonymous uma virose!
As Sombras a critica mordaz no seu melhor.
B

Batalha Naval o blogue do Marujo. Informação, para quem acredita que os média são manipulados. Visita obrigatória.
Blog Ambiental o blogua da Ana. Visita obrigatória.
Blogda-se o blogue do jornalista Carlos Narciso. Criado recentemente será em 2006 uma referência da blogosfera. Visita diária.
C
Chora -Que -Logo- Bebes é o blogue da Madalena. Neste blogue sabemos sempre em que dia estamos. Uma verdadeira senhora.
C.Índico, um anónimo sempre com o comentário certo.
Circus Ordinalli o blogue do Anus Nimous.
Congeminações e Insinuações os blogues do amigo Raul. Descobri, o primeiro, já o ano ia adiantado. A partir daí, local de passagem diária. Um "compagnon de route".
Contra-indicado do JN. Um blogue altamente indicado para visitar.Do melhor humor da blogosfera, faz-se neste blogue. Um "compagnon de route".
CP do blogue Essa já é Velha. Um conterrâneo que ainda não tive oportunidade de conhecer. Visita diária.
D
Divas e Contrabaixos o blogue da MRF. Um blogue com muita qualidade, ao qual preciso de dar mais atenção.
E
E.N.101
é o nome do Blogue do meu amigo Sérgio Martins. Um amigo de muitos anos.
Entretantuus da menina 1entre1000's( entremildes). Um blogue que gosto e que visito diáriamente.
...E Para Tudo o Resto - O que é isto? o blogue do André, que momentâneamente se encontra a trabalhar no estrageiro. Uma visita diária.
F
Fábulas da Saltapocinhas. Já foi uma visita diária, últimamente estou em falta.
Faroeste o blogue do Pedro. Uma visita obrigatória.
Fausta Paixão e o seu blogue Não compreendo os homens, certamente em 2006 passará a ser um blogue a visitar diáriamente.
Fernando do À esquerda e agora do blogue A hora que há-de vir, uma visita obrigatória e uma referência da blogosfera. Um "compagnon de route".
Filipe Carvalho do blogue JS Felgueiras. Um amigo.
Francis, do blogue Barbiku , local onde se produz os melhores churrascos e comentários da blogosfera. Um "compagnon de route".
Funxinha uma visita quase diária.
G
Graziela
do blogue
Ontem e Hoje. Uma senhora na blogosfera.
H
Hammer
, e a sua
caixinha de pregos, onde os políticos são martelados, amassados e massacrados. Têm um dos melhores blogues que conheço. Um "compagnon de route".
HMémnon e o Às duas por três..., um velho conhecido das lides blogosféricas. Um amigo.
Humor Negro, do blogue
A Razão tem sempre Cliente, o maior accionista da Fábrica. O seu blogue é uma visita diária para mim. Um "compagnon de route".
I
Ideias em Desalinho. Um blogue de qualidade superior. Ando em falta nas visitas a este blogue.
Isabel Filipe e o seu
Art & Design, visita obrigatória, quase diária, para apreciar a sua excepcional arte e as suas palavras.
Ivo Jeremias do blogue Olho bem aberto. Tive o prazer de o conhecer pessoalmente. Passarei a ser uma visita frequente em 2006.
J

JANELA sobre o MAR do Pedro Estácio. Uma visita semanal para ler a sua poesia.
JRD, um cavalheiro temporariamente ausente da blogosfera.

Juliano, um amigo que de quando em vez manda uns "bitaites". O Benfica, os Pixies e uma guitarra, eis um jovem feliz. Por favor, não cantes, toca. Um grande abraço, amigo.
L
Lote 5 - 1º Dto. da Carlota. A nossa agente em Bruxelas. Descoberta recente mas que já têm uma visita diária da minha parte.
Loucura e Nata o blogue da Luna. Uma amiga. Junto dela não há tristezas. Falta explicar o que é Nhofff!
Lua Extravagante, apesar de não fazer comentários uma visita diária ao blogue da Alex.
Lúcia Lima do blogue In my secret life, uma verdadeira "Dama" na melhor acepção da palavra.
K
Kamikaze do blogue
Banzai, deixou de ser Incompetente. O blogue, dos que conheço, com melhor grafismo. Visita diária e obrigatória. Um amigo. Um "Compagnon de route".
Kitanda o blogue do Cacusso.Um blogue de causas. Visita frequente.
M
Manel (mfc), do
Pé de meia.... uma das primeiras pessoas a comentar este blogue. Tive a sorte de o conhecer pessoalmente. Um "compagnon de route".
Maria Heli do Amor e Ócio. Adoro a sua escrita.
Maria Pedro e o seu Maçã (3). Descoberta recente mas já visita habitual.
Maxikeiro uma descoberta recente.
MCM do blogue Terra de Sol. It's a little bit funny this feeling inside.
Mendes Ferreira e o seu Piano. Visita obrigatória para ler as suas belas poesias e ver as excepcionais fotografias.
MGBOM um blogue de qualidade superior. Visita diária.
O Micróbio do Carlos Tavares. Últimamente, certamente por falta de tempo, um pouco afastado da blogosfera, mas mesmo assim uma visita habitual. Excepcional blogue.
Mocho Falante uma visita frequente.
Musqueteira do blogue Lápís Exílis. Blogue de visita diária. Um blogue excepcional.
Mushu do blogue
Ao sabor do vento. Uma amiga. Uma visita obrigatória diária ao seu blogue.
N
Noasfalto, uma descoberta recente mas que recebe uma visita diária.
Não acreditem em tudo o que vos ensinam, a irreverência da juventude e muito bem.
O
Observador, sempre atento.
O infinito como limite?, o blogue da moonj_Rita, têm nos últimos meses recebido uma visita diária.
O Meu Anel da BB, não da Brigitte Bardot. Uma descoberta recentíssima. A visitar muito em 2006.
O Mundo Perfeito da Isabela, da Alma e do C.B..Um espaço fantástico de liberdade com textos superiormente escritos. "Compagnons de route".
P
Palavras em Linha, tive o prazer de conhecer a senhora que mantém este blogue. Uma visita obrigatória.
Palavra Entre Palavras o blogue do António Janeiro Faria. A qualidade blogosférica vinda do Oeste, dos Açores. Visita diária. Um amigo.
Papel da Fantasia do Legível. Um blogue de alta qualidade. Visita obrigatória.
Patioba blogue de passagem obrigatória.
Peciscas, é o blogue do professor António. Visita práticamente diária. Um senhor. Um "compagnon de route".
Pensatempos o blogue do António David. Visita assídua.
Periférico, um bom blogue. Visitas recíprocas quase diárias. Um amigo.
Piadas os melhores cartazes de humor da Internet. Um "compagnon de route".
Plagiadíssimo o blogue do Zeak. A ideia mais original para criar um blogue. Desde que tomei conhecimento da sua existência, é uma visita diária.
Polí­tica no Porto e no Paí­s o blogue do Fernando Bravo.Um blogue ponderado e objectivo.
Pornograffit o novo blogue do Polittikus. Certamente uma revelação para 2006.
Postas de Pescada o blogue do Hugo Meira. Visita diária. O humor cáustico no seu melhor.
Prencher o Vazio o blogue da Segurademim. Uma visita diária. Excepcional.
Q
Quioske um blogue excepcional. Uma visita obrigatória, que tento que seja diária.Um amigo.
R
Ricardo do blogue
Filho do 25 de Abril, um dos melhores blogues que conheço. Visita assídua reciproca. Um "compagnon de route".
S

Sara mm uma visita diária.
Serpentina blogue mantido pela JVC. Descoberta recentíssima mas já de visita obrigatória.
Sociocracia a informação pertinente. Blogue mantido pelo Biranta.
Sofrega descoberta recente.
Só Palpites o blogue do Pindérico. A critica no momento certo.
T
Tempo de viagem o blogue de qualidade, mantido por um cavalheiro da blogosfera. O JMB honra-me com as suas visitas e comentários. Um "compagnon de route".
Teoriazita e as suas
Teorias do Arco da Velha. Uma visita obrigatória.
Terceleiros o blogue do Miguel. O melhor blogue de escrita ficcional. Um visita obrigatória.
Terra Nossa o blogue do Duarte. Sou frequentador assíduo.
TóZé, Finúrias do Ministério da Soltura. Tive o prazer de o conhecer pessoalmente. O tipo de pessoa que toda a gente gosta. Um amigo.Um "compagnon de route".
Tudo sobre Eva o blogue da Eva Shanti. Para ficarmos a conhecer um pouco mais "as Evas do planeta". Visita diária.
U
Uma sandes de atum o blogue do Papo Seco. Imperdível o seu "e porque amanhã é sábado".
Um dia de cada vez o blogue da Mónica. Um local de sensibilidade.
V
Vagabundo e
A Fuga do Vagabundo, um blogue obrigatório. Adoro este blogue e os seus textos. Um "compagnon de route".
Vida em Monólogo o blogue da Clitie. Um blogue de diálogo descoberto recentemente.
X
Xanax
o blogue da Susanagar, que
deixa sempre umas jocas maradas. Gosto do blogue, uma visita frequente.
Z
Zona Franca o blogue do Freddy e do Agente Pingú. Visita diária. Um "compagnon de route".
Zurugoa um local habitual de passagem nos primeiros meses do ano.
123de4 uma visita frequente na primeira parte do ano. Anda um pouco ausente na blogosfera.


Certamente esqueci-me de alguns ilustres visitantes e visitados. No entanto, desejo a todos um Ano 2006 repleto de saúde, amor, alegria e muita Paz.
Que seja o Ano de todas as vossas realizações pessoais.

Façam o favor de ser felizes.
Um abraço a todos.

quinta-feira, dezembro 29, 2005

Não Viveu em 2005 Se...


…não ouviu a vazia expressão “choque tecnológico”, pelo menos 1562 vezes.
…Não ouviu falar da "gripe das aves" e dos “frangos” do Ricardo, guarda-redes do Sporting e da selecção nacional.
…não ouviu falar do “Referendo ao Aborto”, pelo menos 1235 vezes.
... não ficou farto do julgamento do “Processo Casa Pia” e da pálida imagem da Justiça.
…não viu a floresta portuguesa ser consumida pelo fogo.
... não chamou os políticos de incompetentes, pelo menos uma vez por dia.
... não ouviu as palavras “mensalão” e “arrastão”.
…não ouviu falar, pelo menos 1985 vezes, do “saco azul” e de Fátima Felgueiras.
…pensa que Mário Soares está jubilado da política.
... não viu a agonia e a morte do Papa João Paulo II, transformada num “circo mediático”.
... não aprendeu a palavra francesa “banlieue” e não viu a revolta de grupos de jovens socio- eticamente marginalizados, que puseram os arrabaldes das grandes cidades francesas, nomeadamente Paris, a arder durante 15 noites.
... ficou indiferente ao atentado terrorista, em Londres.
... não ficou perplexo com a vitória do “Não” francês e holandês ao referendo da “Constituição Europeia”.
... não viu New Orleans devastada pelo furacão Katrina.
... não deu conta de que existe pobreza extrema nos EUA, revelada pela passagem do furacão Katrina.
…não viu o Paquistão ser devastado por um terrível terramoto.
…não ouviu George Bush, 30 000 mortos depois, a aceitar que a justificação dada para a guerra do Iraque era falsa.
…não viu o Glorioso Benfica ser campeão nacional de futebol.
... não chamou, pelo menos uma vez, gatuno ao árbitro, num jogo de futebol.
…não ouviu o ex. presidente do Sporting, Dias da Cunha, falar do “sistema”.
... não participou num evento qualquer, para bater um recorde qualquer, para poder inscrever o nome no “Guiness Book of Records”
... não perguntou: “O que são estas pulseiras de borracha que toda a gente usa?”.
... não recebeu, pelo menos, 6531 e-mails, a dizer “não quebre esta corrente”.
... for judeu. Nesse caso viveu em 5765.
… pensa que “Morangos com Açúcar” é o nome de uma sobremesa.
…pensa que D’ZRT, são as inicias dos nomes de quatro palhaços.

...
Este texto foi editado, originalmente, no dia 20 de Dezembro.

segunda-feira, dezembro 26, 2005

Dia de Pesadelo


(Esta imagem impressiona.
Se a quiser ver com mais resolução faça um clique, sobre ela.)
Às 7h58, hora local, do dia 26 de Dezembro de 2004, um violento sismo de magnitude 9,3, na escala de Richter, ao largo da ilha indonésia de Sumatra, provocou um maremoto que afectou dez países no Oceano Índico.
Nas horas seguintes, as ondas gigantes que se formaram devido ao sismo varreram paraísos de férias que rapidamente se transformaram num inferno e local de morte para milhares de pessoas.
Um ano depois, ainda não se conhece com precisão o número de mortos. A organização humanitária Caritas mencionou recentemente 400 mil mortos, mas, de acordo com os números oficiais, morreram 230 mil pessoas, mas até hoje, um ano depois, não há uma contagem final.
A Indonésia é o país mais afectado porque estava mais próximo do epicentro do sismo que provocou o maremoto, onde são estimados 170 mil mortos ou desaparecidos. Na negra contagem, seguem-se o Sri Lanka, com 31 mil mortos, e a Índia, onde mais de 16 mil foram dados como mortos ou desaparecidos.
Na Tailândia, o número de mortos confirmados atingiu 5395, dos quais 2248 estrangeiros de 37 nacionalidades diferentes – uma delas a portuguesa.
Entre os outros países asiáticos atingidos, estão as Maldivas (82 mortos e 26 desaparecidos), a Malásia (68 mortos), a Birmânia (61 mortos) e o Bangladesh (dois mortos). Mas o tsunami atingiu também a África oriental, com 298 mortos na Somália, 10 na Tanzânia e um no Quénia.
No ocidente, os dois países com o maior número de vítimas mortais são a Suécia (543) e a Alemanha (537), seguidos da Finlândia com 167, a Suíça com 91 e a França 90.
O maremoto vitimou particularmente os mais jovens, que hoje são chamados de “filhos do tsunami”.

Na Província indonésia de Aceh, 2400 crianças perderam os pais e pelo menos outras 20 .000 apresentam problemas psicológicos causados pelo trauma do maremoto.
A Tailândia abriga 1.200 órfãos do maremoto, e não há números oficiais para outros países.
Embora os serviços de emergência tenham sido descritos como um êxito, com uma mobilização sem precedentes da comunidade internacional, a ajuda a longo prazo é mais problemática, já que grande parte do dinheiro doado pelo Mundo ainda não foi utilizado
.
Até agora, o doador mais generoso é o Japão, que já contribui com mais de 500 milhões de dólares. No entanto, um terço desta soma ainda está depositada em contas bancárias à espera de planos efectivos por parte dos países afectados para a utilização desse valor.
Os Estados Unidos, que haviam prometido 350 milhões de dólares, enviaram 137 milhões de dólares, segundo números das Nações Unidas. A Austrália, que prometera, 759 milhões de dólares, entregou até agora 36 milhões.
Em relação ao ambiente, o maremoto também arrasou os ecossistemas, e poucas medidas foram aplicadas para suavizar estes danos. Em Aceh, os mangueirais foram arrasados. Na Tailândia, foram afectados mais de 13% dos recifes de coral.
Pouco a pouco, um ano depois da tragédia, procede-se à lenta reconstrução e os turistas voltam a viajar para as zonas que foram devastadas, mas a região precisará de vários anos, para recuperar da destruição infligida pelo maremoto de 26 de Dezembro de 2004, u
m dia de pesadelo, que a memória da Humanidade não esquecerá.

domingo, dezembro 25, 2005

Pink Floyd: Votados Como Melhor Banda de Sempre


O grupo britânico Pink Floyd foi votado como a melhor banda de rock de todos os tempos numa votação divulgada hoje pela rádio na Internet Planet Rock.
Reunidos pela última vez este ano durante o concerto Live 8 contra a pobreza em África, os Pink Floyd atingiram o auge na década de 70 com o albúm "Dark Side of the Moon", que se encontra no Top 100 americano, desde do seu lançamento, há mais de 30 anos. Temas como "Time" and "Money" deste albúm, mas também "I Wish You Were Here" ou o albúm de "Wall" contribuiram para que os Pink Floyd, vendessem mais de 200 milhões de discos em todo o mundo.
A votação, em que participaram 58 mil pessoas, colocou os Led Zeppelin em segundo lugar, seguidos dos Rolling Stones, The Who e AC/DC.
Entre o quinto e o décimo lugar situaram-se os U2, Guns N'Roses, Nirvana, Bon Jovi e Jimi Hendrix.
Qualquer uma destas bandas, exceptuando Bon Jovi e Guns N'Roses, poderia ser considerada a melhor banda de rock de todos os tempos. Particularmente, acho esta distinção perfeitamente ajustada.

sexta-feira, dezembro 23, 2005

Feliz Natal


Desejo do fundo do coração que,
TODOS TENHAM UM FELIZ NATAL.
Um abraço natalício aos cavalheiros, beijinhos para as meninas.

quarta-feira, dezembro 21, 2005

Bocage


Magro, de olhos azuis, carão moreno,
Bem servido de pés, meão na altura,
Triste de facha, o mesmo de figura,
Nariz alto no meio, e não pequeno;

Incapaz de assistir num só terreno,
Mais propenso ao furor do que à ternura;
Bebendo em níveas mãos, por taça escura,
De zelos infernais letal veneno;

Devoto incensador de mil deidades
(Digo, de moças mil) num só momento,
E somente no altar amando os frades,

Eis Bocage em quem luz algum talento;
Saíram dele mesmo estas verdades,
Num dia em que se achou mais pachorrento.

Foi este o auto-retrato que Bocage nos deixou, mas no dia em que se assinala o bicentenário da sua morte, o seu perfil psicológico está longe de ser tão consensual, subsistindo a seu respeito mitos, meias-verdades ou falsidades. A pretexto de uma existência libertina e de boémia, o seu nome passou a estar associado, de há 100 anos a esta parte a anedotas, que fazem parte da memória colectiva. Reduzir toda uma carreira literária onde a inovação, a sátira e o sarcasmo, efectivamente, desempenharam um papel importante, às simples anedotas que fazem parte da nossa memória, é certamente a maior injustiça cometida em toda a história da nossa literatura.
Manuel Maria Barbosa du Bocage, nasceu em Setúbal, no dia 15 de Setembro de 1765.

A sua vocação foi incentivada pelo ambiente familiar. Madame Fiquet du Bocage, uma tia-avó do poeta, era uma poetisa ilustre na época e traduzira o poeta suíço pré-romântico Gressner.O próprio pai de Bocage, cultivava a poesia nas horas vagas. Igualmente o marcou, como ele próprio sublinhou, a morte da mãe aos dez anos de idade (“aos dois lustros a morte devorante, me roubou, terna mãe, teu doce agrado”).
Frequentou a Academia Real de Guarda-Marinhas, para onde entrou em 1783, entregando-se, mais do que aos estudos, à boémia literária da Lisboa da época, frequentando botequins, sobretudo o Nicola, ao qual o seu nome ficou para sempre ligado, como famoso improvisador de versos.
Embarcou para a Índia em 1786 e serviu na guarnição de Damão, até ter desertado em 1789, embarcando para Macau, de onde regressou a Lisboa, em 1790. Nesse mesmo ano foi fundada, uma associação literária, a Nova Arcádia, na qual ingressou, adoptando o nome poético de Elmano Sadino. Dela foi expulso em 1794, devido ao seu espírito independente, sarcástico e indisciplinado.
Inquieto e atraído pela vida boémia foi preso a 10 de Agosto de 1797, na sequência de uma rusga policial, lhe terem sido detectados panfletos apologistas da revolução francesa e um poema erótico e político e anti-religioso, intitulado “Pavorosa Ilusão da Eternidade”, também conhecido por “Epístola a Marília”. Encarcerado no Limoeiro, acusado de crime de lesa-majestade, moveu influências, sendo, então, entregue à Inquisição, instituição que já não possuía o poder discricionário que anteriormente tivera. Em Fevereiro de 1798, foi entregue pelo Intendente Geral das Polícias, Pina Manique, ao Convento de S. Bento e, mais tarde, ao Hospício das Necessidades, para ser “doutrinado”.
Saiu em liberdade em 1789, convertendo-se a uma vida mais regrada em casa da irmã, Maria Francisca, que sustentou com trabalhos de tradução. Apesar da forte empatia popular e da fama de que chegou a usufruir, em particular os sonetos eróticos, os últimos anos foram-lhe dolorosos. A sua saúde sempre frágil, ficou cada vez mais debilitada, devido à vida pouco regrada que levara.
Em 1805,em 21 de Dezembro, com apenas 40 anos de idade, faleceu em Lisboa, deixando publicadas, em três volumes, Rimas (1791,1799 e 1804), completadas com a publicação póstuma de novos volumes e obras sobre a sua criação poética.

segunda-feira, dezembro 19, 2005

Os Convencidos da Vida

Alexandre O'Neill, (n.19.12.1924-m.21.08.1986).
Todos os dias os encontro. Evito-os. Às vezes sou obrigado a escutá-los, a dialogar com eles. Já não me confrangem. Contam-me vitórias. Querem vencer, querem, convencidos, convencer. Vençam lá, à vontade. Sobretudo, vençam sem me chatear.
Mas também os aturo por escrito. No livro, no jornal. Romancistas, poetas, ensaístas, críticos (de cinema, meu Deus, de cinema!). Será que voltaram os polígrafos? Voltaram, pois, e em força.
Convencidos da vida há-os, afinal, por toda a parte, em todos (e por todos) os meios. Eles estão convictos da sua excelência, da excelência das suas obras e manobras (as obras justificam as manobras), de que podem ser, se ainda não são, os melhores, os mais em vista.
Praticam, uns com os outros, nada de genuinamente indecente: apenas um espelhismo lisonjeador. Além de espectadores, o convencido precisa de irmãos-em-convencimento. Isolado, através de quem poderia continuar a convencer-se, a propagar-se?
Os convencidos da vida só se isolam, por assim dizer, quando atingem uma certa cotação. As expressões “deixou de frequentar” e “passou a frequentar” podem muito bem indicar, na desprevenida conversa quotidiana, subidas ou descidas de cotação ou, mais simplesmente, mudanças de estratégia do convencido da vida. O convencido que se isola não o faz por desgosto da sua pessoa, senão perderia o estatuto e a prática de convencido da vida e correria o risco de se tornar um homem vulgar. Fá-lo para, arteiramente, tomar as suas distâncias. Por isso, quando isolado, o convencido “vai soprando notícias”, “vai fazendo constar”…Maneira de, ausente, estar presente. Não há, nesse estudado isolamento, nenhum Vale de Lobos.
No corre-que-corre, o convencido da vida não é um vaidoso à toa. Ele é o vaidoso que quer extrair da sua vaidade, que nunca é gratuita, todo o rendimento possível. Nos negócios, na política, no jornalismo, nas letras, nas artes. É tão capaz de aceitar uma condecoração como de rejeitá-la. Depende do que, na circunstância, ele julgar que lhe será mais útil. Para quem o sabe observar, para quem tem a pachorra de lhe seguir a trajectória, o convencido da vida farta-se de cometer «gaffes». Não importa: o caminho é em frente e para cima. A pior das «gaffes», além daquelas, apenas formais, que decorrem da sua ignorância de certos sinais ou etiquetas de casta, de classe, e que o inculcam como um arrivista, um «parvenu», a pior das «gaffes» é o convencido da vida julgar-se mais hábil manobrador do que qualquer outro. Daí que não seja tão raro como isso ver um convencido da vida fazer plof e descer, liquidado, para as profundas. Se tiver raça, pôr-se-á, imediatamente, a «refaire surface». Cá chegado, ei-lo a retomar, metamorfoseado ou não, o seu propósito de se convencer da vida - da sua, claro - para de novo ser, com toda a plenitude, o convencido da vida que, afinal... sempre foi.
Alexandre O’Neill, in “Uma Coisa em Forma de Assim”, páginas, 27, 28 e 29.

domingo, dezembro 18, 2005

Os Bons Samaritanos


A revista Time nomeou o cantor Bono e o casal Melinda e Bill Gates personalidades do ano 2005, pela forma "inteligente" como actuaram a favor da justiça no mundo.
Segundo a Time, que anualmente escolhe uma figura de destaque, estas nomeações premeiam "a forma inteligente de fazer o bem, de reescrever a política e a justiça, de tornar a solidariedade mais lúcida e a esperança estratégica, desafiando-nos a fazer o mesmo".

O casal Gates lidera o ranking de filantropia a nível mundial, um exemplo do empenho do ser humano em formar um mundo em que os que têm ajudam os que não têm, um exemplo de altruísmo, transferindo as oportunidades que eles tiveram para outros, através de iniciativas humanitárias.
Quanto ao cantor irlandês Bono, é um defensor infatigável da causa dos países mais desfavorecidos.

Link:time.

sábado, dezembro 17, 2005

Pensamento Descafeinado

Na tal... é quando um homem pode... não quando quer!

Prémios Contra-indicado 2005

A Fábrica foi laureada, pelo iluste JN do blogue Contra-Indicado, como o melhor blogue do ano na categoria de "Melhor Blogue Enciclopédico"( a fábrica era o único concorrente!), na 1ª Edição dos Prémios Contra-indicados.
Muito obrigado ao JN, que além, de me atribuir o prémio, ainda se deu ao trabalho de me informar e entregar a estatueta e, a todos vocês.

quinta-feira, dezembro 15, 2005

Chico Mendes

Francisco Alves Mendes Filho, mais conhecido como Chico Mendes, nasceu a 15 de Dezembro de 1944, no seringal Porto Rico, em Xapuri, no estado do Acre, Brasil. Seguindo os ensinamentos do pai, Chico Mendes começou a trabalhar aos nove anos, como seringueiro.
A sua vida como líder sindical inicia-se com a fundação do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Brasiléia, em 1975, quando é escolhido para ser secretário geral. Em 1976, participa activamente nas lutas dos seringueiros para impedir a desflorestação do estado do Acre, liderando várias manifestações pacíficas que consistiam em abraçar as árvores e impedir o corte, organizando ao mesmo tempo, várias acções em defesa da posse da terra.
Em 1977, é um dos fundadores do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri, além de ter sido eleito vereador pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB) à Câmara Municipal local. Neste mesmo ano, Chico Mendes sofre as primeiras ameaças de morte por parte dos fazendeiros, ao mesmo tempo que começa a distanciar-se do seu partido, o MDB, que não era solidário com as suas lutas.
Com o aparecimento do Partido dos Trabalhadores, de Lula da Silva, no inicio dos anos oitenta, Chico Mendes transforma-se num dos seus fundadores e dirigentes no estado do Acre, participando em comícios na região juntamente com Lula da Silva.
Em Outubro de 1985, lidera o 1º Encontro Nacional dos Seringueiros, onde é criado o Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS), do qual se torna a principal referência.
Em 1987, Chico Mendes recebe a visita de alguns membros da ONU, em Xapuri, onde puderam ver de perto a devastação da floresta e a expulsão dos seringueiros causadas por projectos financiados por bancos internacionais. Dois meses depois, Chico Mendes levava estas denúncias ao Senado norte-americano e à reunião de um banco financiador, o Banco Internacional de Desenvolvimento. Trinta dias depois, os financiamentos dos projectos são suspensos e Chico Mendes é acusado por fazendeiros e políticos de prejudicar o progresso do Estado do Acre.
A partir deste momento, as acções e reivindicações de Chico Mendes começaram a ocupar as páginas dos principais jornais brasileiros e internacionais, principalmente com a proposta de "União dos Povos da Floresta", que visava unir os interesses dos índios e seringueiros em defesa da floresta amazónica propondo ainda a criação de "reservas extractivas", que consistem, numa área protegida para conservação e uso sustentável, gerida pelas pessoas que vivem na região, ao mesmo tempo, que garantem a reforma agrária desejada pelos seringueiros.
Este reconhecimento internacional, fez com Chico Mendes fosse agraciado com diversos prémios internacionais, com destaque para o Prémio Global 500 da ONU, em Londres e o Diploma de Ecologista do Ano, no Acre, ambos em 1987. Também, foi homenageado em Nova York com a “Medalha Ambiental” da Better World Society da CNN, em Setembro do mesmo ano. Prémios estes que apenas eram atribuídos a ecologistas.
Durante o ano de 1988, Chico Mendes, cada vez mais ameaçado e perseguido, continua a sua luta percorrendo várias regiões do Brasil, participando em seminários, palestras e congressos, com o objectivo de denunciar a acção predatória contra a floresta e as acções violentas dos fazendeiros da região contra os trabalhadores. Por outro lado, Chico Mendes vê concretizado o seu grande sonho: a implantação das primeiras “reservas extractivas” criadas no Estado do Acre.
Os assassinos de Chico Mendes
A partir dai, agravam-se as ameaças de morte, como o próprio Chico Mendes escreveu:
“Eles vão-me matar.
Digo o nome deles: Darly e Alvarino Alves da Silva. Eles já mandaram matar mais de trinta trabalhadores e a Polícia Federal não fez nada.
Se viesse um enviado do céu e me garantisse que
a minha morte iria fortalecer a nossa luta, até que valeria a pena. Mas a experiência ensina-nos o contrário.
Então eu quero viver. Reconhecimento público e enterros numerosos não salvarão a Amazónia.
Quero viver”.
Na manhã de 22 de Dezembro de 1988, Chico Mendes foi brutalmente assassinado em frente da sua casa quando saía para comprar leite para o seu filho, que na época, tinha apenas um mês de vida.

quarta-feira, dezembro 14, 2005

Mais um Louco


O presidente do Irão classificou hoje como um "mito" o massacre dos judeus durante o Holocausto e propôs a criação de um Estado israelita na Europa, nos Estados Unidos, no Canadá ou no Alasca.
"Eles (os ocidentais) inventaram o mito do massacre dos judeus e elevaram-no acima de Deus, das religiões e dos pr
ofetas", afirmou Mahmoud Ahmadinejad, num discurso transmitido em directo pela televisão estatal iraniana.
"A nossa proposta é esta: dêem um pedaço da vossa terra na Europa, nos Estados Unidos, no Canadá ou no Alasca para que eles (os judeus) criem o seu Estado", afirmou.
"Que a Alemanha e a Áustria dêem duas ou três das suas províncias ao regime sionista e o problema ficará resolvido", declarou Ahmadinejad, que classificou Israel de "tumor".
Lusa.
Estas declarações do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, contra Israel, são totalmente inaceitáveis e devem ser condenadas inequivocamente.

No espaço de um mês é a segunda vez, que Mahmud Ahmadinejad ataca violentamente Israel: primeiro a dizer que Israel deveria ser riscado do mapa e agora a negar o Holocausto.
É altura da comunidade internacional, ponderar muito bem, sobre o programa nuclear do Irão e sobre, o suporte que dá ao regime fundamentalista iraniano.
Que acontecerá a Israel, se o Irão tiver acesso a armas nucleares?

terça-feira, dezembro 13, 2005

Egas Moniz

António Caetano de Abreu Freire Egas Moniz, o único português a ser galardoado com o prémio Nobel da Medicina, em 1949, pelo desenvolvimento de uma operação ao cérebro chamada lobotomia morreu há 50 anos, em Lisboa.
António Caetano de Abreu Freire nasceu em Avanca, concelho de Estarreja, a 29 de Novembro de 1874 e em honra do herói português, e suposto antepassado da família, o seu padrinho alterou-lhe o sobrenome Freire para Egas Moniz.

A educação do pequeno Egas Moniz ficou a cargo do tio Caetano Sá Freire, até à entrada na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.
Após a finalização do curso, em 1899, continuou os seus estudos em Neurologia nas Universidades de Bordeaux e Paris.
De regresso a Portugal tornou-se professor na Universidade de Coimbra e casou com Elvira de Macedo Dias.
Durante alguns anos abraçou a carreira política, primeiro como deputado no parlamento português (1903-1917), posteriormente como ministro das Relações Exteriores da Primeira República (1918) e finalmente como embaixador em Espanha (1918-1919).
De volta à Medicina, dedicou-se à Neurologia na Faculdade de Medicina de Lisboa, para onde tinha sido transferido em 1911. Egas Moniz contribuiu decisivamente para o desenvolvimento da medicina ao conseguir pela primeira vez dar visibilidade às artérias do cérebro. A Angiografia Cerebral, que descobriu após longas experiências com raios X, tornou possível localizar neoplasias e hematomas no cérebro humano e abriu novos caminhos para a cirurgia cerebral.
Em 1935, numa conferência internacional de Neurologia, ouviu uma palestra sobre os efeitos da leucotomia frontal (corte cirúrgico das fibras nervosas que ligam o lobo frontal às restantes partes do cérebro) no comportamento de chimpanzés.
Em Novembro de 1935, Egas Moniz e Almeida Lima realizaram a primeira leucotomia e um ano depois são publicados os resultados das 20 primeiras operações. No seu relatório afirmava que nenhum paciente tinha morrido durante a operação, e 14 dos 20 pacientes estavam curados ou tinham melhorado.
O médico português criou assim um interesse mundial sobre o assunto e nos Estados Unidos o neurologista Walter Freeman, influenciado por estes resultados, realizou várias cirurgias por todo o país.
A leucotomia foi, posteriormente, designada de lobotomia por Walter Freeman.
Em 1944, um antigo paciente disparou sobre Egas Moniz, atingindo-lhe uma perna e obrigando-o a ficar numa cadeira de rodas o resto da vida.
As suas descobertas clínicas foram reconhecidas pelos grandes neurologistas da época, que admiravam a acuidade das suas análises e observações. Os seus trabalhos sobre Angiografia Cerebral foram premiados em 1945 pela Faculdade de Medicina de Oslo.
Em 1949 recebeu o prémio Nobel de Medicina pelo desenvolvimento da lobotomia, mas por motivos de saúde não se deslocou à Suécia para receber o galardão, tendo a cerimónia decorrido, excepcionalmente, na sua casa de Lisboa, cidade onde morreu a 13 de Dezembro de 1955.
A técnica desenvolvida por Egas Moniz e que deixou de ser praticada pelos médicos há 30 anos tem sido alvo de polémica. Em Julho deste ano, familiares de pacientes que sofreram esta intervenção exigiram que fosse anulado o Prémio Nobel atribuído em 1949 ao seu inventor.
A campanha em prol da revogação do prémio foi lançada por Christine Johnson, uma bibliotecária médica que criou há vários anos um “site” na Internet para criar uma rede de apoio entre familiares de pacientes lobotomizados.
A Carta Nobel não contém nenhuma cláusula que preveja a revogação de um prémio e a fundação ignora habitualmente as críticas.

sábado, dezembro 10, 2005

Declaração Universal dos Direitos Humanos


Foi no dia 10 de Dezembro de 1948, que a Assembleia Geral das Nações Unidas, reunida em Paris aprovou a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Também, neste dia mas em 1984 a Assembleia Geral da ONU, adoptou a Convenção das Nações Unidas, proibindo a tortura. No dia em que estes direitos deixarem de ser violados, a Humanidade dará um salto sem precedentes em toda a nossa História.
Nunca é demais divulgar a Declaração Universal dos Direitos Humanos:

Artigo 1º.Liberdade e igualdade de todos os seres humanos.
Artigo 2º.Não discriminação.
Artigo 3º.Direito à vida.
Artigo 4º.Poibição de escravatura.
Artigo 5º.Proibição de tortura.
Artigo 6º.Direito à personalidade jurídica.
Artigo 7º.Igualdade perante a lei.
Artigo 8º.Direito a recurso efectivo perante jurisdições nacionais.
Artigo 9º.Proibição de prisão, detenção ou exílio arbitrários.
Artigo 10º.Direito a ser julgado num tribunal independente.
Artigo 11º. nº1:Presunção de inocência até prova em contrário.
nº2:Não retroactividade da lei penal.
Artigo 12º.Direito à vida privada, familiar e protecção de correspondência.
Artigo 13º. nº1:Liberdade de circulação.
nº2:Direito de sair e entrar em qualquer país.
Artigo 14º.Direito de requerer e receber asilo.
Artigo 15º.Direito à nacionalidade.
Artigo 16º.Direito de se casar e constituir família.
Artigo 17º. nº1:Direito de propiedade.
nº2:Proibição da privação arbitrária da propiedade.
Artigo 18º.Liberdade de pensamento,consciência e religião.
Artigo 19º.Liberdade de expressão e opinião.
Artigo 20º.Liberdade de reunião e associação.
Artigo 21º. nº1:Direito de participação nos assuntos públicos do seu país.
nº2:Igualdade de acesso a funções de natureza pública no seu país.
nº3:Direito a sufrágio directo e universal e direito ao voto secreto.
Artigo 22º.Direito à segurança social.
Artigo 23º. nº1:Direito ao trabalho.
nº2:Direito a salário igual para trabalho igual.
nº3:Direito a remuneração suficiente.
nº4:Direito à constituição e filiação em sindicatos.
Artigo 24º.Direito a lazer,repouso e tempos livres.
Artigo 25º. nº1:Direito a um nível de vida suficiente.nº2:Protecção especial da maternidade e infância.
Artigo 26º. nº1:Direito à educação,princípios da gratuitidade e obrigatoriedade do ensino Básico, acesso generalizado ao ensino técnico e profissional e igualdade de acesso ao ensino superior.
nº2:A educaçao deve favorecer o desenvolvimento da personalidade,tolerância, compreensão mútua e amizade entre os povos.
nº3:Direito dos pais escolherem a educação a dar aos seus filhos.
Artigo 27º. nº1:Direito de participar na vida cultural e de gozar os frutos do progresso científico.
nº2:Protecção dos direitos de autor.
Artigo 28º.Direito a que existam condições permitindo a plena aplicação dos direitos enunciados na Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Artigo 29º. nº1:Princípio de que o indivíduo tem deveres para com a comunidade.
nº2:As únicas limitações ao exercício dos direitos devem ser previstas por lei,com vista a satisfazer exigências da moral,de ordem pública e de bem-estar geral.
nº3:Os direitos da Declaração Universal dos Direitos Humanos não podem ser exercidos contrariamente aos fins e princípios da Carta das Nações Unidas.
Artigo 30º.Nenhuma interpretação da Declaração Universal dos Direitos Humanos pode ligitimar actividades que visem a aniquilação dos direitos e liberdades nela consagrados.

Divulgue, para quem sabe a Humanidade sair do papel.

quinta-feira, dezembro 08, 2005

Florbela Espanca


Florbela Espanca colocou termo à sua vida na madrugada de 7 para 8 de Dezembro de 1930. Faz hoje 75 Anos.Toda a sua existência, contada em todos os seus escritos, fazia prever este trágico desenlace. Poetisa de excessos, cultivou exacerbadamente a paixão. É tida como a grande figura feminina das primeiras décadas da literatura portuguesa do século XX.
Flor Bela Lobo, imortalizada como Florbela Espanca, nasceu a 8 de Dezembro de 1894, em Vila Viçosa. Nasceu filha ilegítima de João Maria Espanca e de Antónia da Conceição Lobo, criada de servir, que morreu com apenas 29 anos, «de uma doença que ninguém entendeu», mas que veio designada na certidão de óbito como nevrose.
Registada como filha de pai incógnito, foi todavia educada pelo pai e pela madrasta, Mariana Espanca, em Vila Viçosa, tal como seu irmão de sangue, Apeles Espanca, nascido em 1897 e registado da mesma maneira. Note-se como curiosidade que o pai, que sempre a acompanhou, só 19 anos após a morte da poetisa, por altura da inauguração do seu busto, em Évora, a perfilhou.
Estudou no liceu de Évora, mas só depois do seu casamento, em 1915, com Alberto Moutinho concluiu, em 1917, a secção de Letras do Curso dos Liceus.
Em Outubro desse mesmo ano matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, que passou a frequentar.
Na capital, contactou com outros poetas da época e com o grupo de mulheres escritoras que então procurava impor-se. Colaborou em jornais e revistas, entre os quais o Portugal Feminino. Em 1919, quando frequentava o terceiro ano de Direito, publicou a sua primeira obra poética, Livro de Mágoas.
Em 1921, divorciou-se de Alberto Moutinho, de quem vivia separada havia alguns anos, e voltou a casar, no Porto, com o oficial de artilharia António Guimarães. Nesse ano também o seu pai se divorciou, para casar, no ano seguinte, com Henriqueta Almeida.
Em 1923, publicou o Livro de Sóror Saudade. Em 1925, Florbela casou-se, pela terceira vez, com o médico Mário Laje, em Matosinhos. Os casamentos falhados, assim como as desilusões amorosas, em geral, e a morte do irmão, Apeles Espanca (a quem Florbela estava ligada por fortes laços afectivos), num acidente com o avião que tripulava sobre o rio Tejo, em 1927, marcaram profundamente a sua vida e obra.
Tentou o suicídio por duas vezes em Outubro e Novembro de 1930, nas vésperas da publicação da sua obra-prima, Charneca em Flor. Após o diagnóstico de um edema pulmonar, suicida-se no dia do seu aniversário, 8 de Dezembro de 1930.
Charneca em Flor viria a ser publicado em Janeiro de 1931.
Postumamente, além de Charneca em Flor, foram publicadas as obras, Cartas de Florbela Espanca, por Guido Battelli (1930), Juvenília (1930), As Marcas do Destino (1931, contos), Cartas de Florbela Espanca, por Azinhal Botelho e José Emídio Amaro (1949) e Diário do Último Ano Seguido De Um Poema Sem Título, com prefácio de Natália Correia (1981). O livro de contos Dominó Preto ou Dominó Negro, várias vezes anunciado (1931, 1967), seria publicado em 1982.
Aqui fica o poema, “ A Vida”, um dos meus poemas preferidos:

É vão o amor, o ódio, ou o desdém;
Inútil o desejo e o sentimento...
Lançar um grande amor aos pés de alguém
O mesmo é que lançar flores ao vento!

Todos somos no mundo “Pedro Sem”,
Uma alegria é feita dum tormento,
Um riso é sempre o eco dum lamento,
Sabe-se lá um beijo de onde vem!

A mais nobre ilusão morre... desfaz-se...
Uma saudade morta em nós renasce
Que no mesmo momento é já perdida...

Amar-te a vida inteira eu não podia.
A gente esquece sempre o bem de um dia.

Que queres, meu Amor, se é isto a vida!

quarta-feira, dezembro 07, 2005

Noite Gloriosa


O Benfica venceu o decisivo jogo com o Manchester United FC, por 2-1,e carimbou a passagem para os oitavos-de-final da UEFA Champions League.
Apesar de ter estado em desvantagem, o Glorioso respondeu bem e apontou dois golos de belo efeito, tendo conseguido segurar a vantagem até ao final da partida.
A noite começou em forma de pesadelo, para acabar numa noite gloriosa.