
Com o fim da Segunda Guerra Mundial acabou a hegemonia da Europa no mundo. Duas potências dividiram a herança: Estados Unidos da América e União Soviética. Tendo como base a disputa pela hegemonia mundial entre as duas potências, a guerra fria estenderar-se-á por mais de 40 anos. Com sistemas sociais e políticos opostos, armas nucleares e políticas de conquista da hegemonia mundial, Estados Unidos e União Soviética mantiveram o mundo sob a ameaça de uma guerra nuclear.
O senhor de quem se fala, é o principal protagonista, juntamente com o homólogo americano, Ronald Reagan, pelo fim da mesma. Mikhail Sergeevich Gorbachev, nasceu a 2 de Março de 1931, filho de Sergei Andreevich e Maria Panteleyvna, foi o último secretário-geral do Comité Central do Partido Comunista da União Soviética de 1985 a 1991. As suas tentativas de reforma terminaram com o poderio do Partido Comunista da União Soviética, levando, mesmo, à dissolução da União Soviética. Estudou direito na Universidade de Moscovo, onde em Junho de 1955 se forma em Direito. Entretanto tinha conhecido Raisa Maksimovna, com a qual se tinha casado em 25 de Setembro de 1953.Mikhail Gorbachev inscreveu-se no Partido Comunista em 1952 com 21 anos de idade. Entre 1955 e 1979 desempenha várias funções no Governo do seu Distrito natal, Stavropol. Em 1970 foi nomeado Primeiro Secretário da Agricultura e, no ano seguinte, foi eleito membro do Comité Central no XXIV Congresso do partido.. Em 1972, dirigiu uma delegação soviética à Bélgica e, dois anos mais tarde, em 1974, tornou-se representante do Soviete Supremo. No dia 1 de Março de 1978 recebe a Medalha da Revolução de Outubro e é promovido a Secretário do Comité Central, responsável pela agricultura. Entra para o Politburo em 17 de Novembro de 1979, onde recebeu a protecção de Yuri Andropov, o poderoso chefe do KGB e também natural de Stavropol. Com a morte de Brejhnev em 10 de Novembro de 1982, Yuri Andropov torna-se Secretário Geral do PCUS e promove Mikhail Gorbachev a seu delfim. Com a morte de Andropov em 9 de Fevereiro de 1984, sucede-lhe Chernenko e Mikhail Gorbachev torna-se o numero dois do Partido e é eleito Presidente do Soviete Supremo para a Comissão dos negócios estrangeiros. Com a morte a 10 de Março de Chernenko, Mikhail Gorbachev é eleito Secretário Geral do Comité Central do PCUS, nomeado por Gromyko. Tornando-se na prática o Presidente da União Soviética, tenta reformar o partido, que dava então mostras de decadência, ao apresentar o seu projecto que se resumia nas expressões glasnost (“abertura”) e perestroika (“reestruturação”) e que foi no apresentado no XXVII Congresso do Partido Comunista Soviético em Fevereiro de 1986. Entretanto neste ano de 1986,
diversos acontecimentos levam Gorbachev, a separar-se das doutrinas de Brejhnev. Em 25 de Abril de 1986, dá-se a explosão de Chernobyl, que o levam às negociações na Islândia, para redução do arsenal nuclear, com Ronald Reagan. Em Dezembro desse ano liberta Sakharov, que estava exilado em Gorky desde os anos setenta. Em 1988, Gorbachev anuncia que a União Soviética abandonava oficialmente a Doutrina Brejhnev, ao admitir que a Europa de Leste adoptasse regimes democráticos, se desejassem. Isto levou à corrente de revoluções de 1989, nos países de Leste. Neste mesmo ano a União Soviética retira as suas tropas do Afeganistão e em Novembro dá-se a queda do muro de Berlim. Terminava assim a Guerra Fria, o que justificou a atribuição do Prémio Nobel da Paz a Gorbachev em 15 de Outubro de 1990. Gorbachev foi eleito em 15 de Março de 1990, para um mandato de cinco anos como presidente executivo com mais poderes. Os seus planos de reforma económica no país não conseguiram evitar uma crise de produtos alimentares no Inverno de 1990-1991 e o seu desejo de preservar uma única URSS centralmente controlada deparou-se com a resistência das repúblicas soviéticas que pretendiam uma maior independência. Em 23 de Abril de 1991 assina um Tratado de União com 9 outras Repúblicas que não querem sair da URSS, criando a CEI, contudo, a democratização da URSS e dos países de Leste, ao levar à perda de poder do Partido Comunista, conduziu à situação que culminou com o Golpe de Agosto de 1991, como objectivo de o retirar do poder. Durante este tempo foi sequestrado durante três dias (de 19 a 21 De Agosto) na sua casa de férias na Crimeia, antes de ser libertado e reaver o poder. Na sequência desta tentativa falhada de golpe de estado levada a cabo por homens da linha dura, a aceitação internacional da independência dos estados bálticos e os avanços rápidos em direcção à independência verificados noutras repúblicas levaram a que a base de poder de Gorbachev como presidente soviético ficasse grandemente enfraquecida. Nessa altura, Boris Yeltsin começava a receber mais apoios
em detrimento de Gorbachev. Este viu-se obrigado a demitir um grande número de membros do Politburo e, em vários casos, houve ordem de prisão. Pouco depois do seu regresso ao poder, Gorbachev foi obrigado a abandonar a liderança do partido, a renunciar ao comunismo como doutrina do estado, a suspender todas as actividades do partido comunista (incluindo os seus órgãos mais poderosos, o Politburo e o Secretariado) e a delegar muitos dos seus poderes centrais nos estados. Durante os meses seguintes, esforçou-se por obter um acordo sobre o tratado de união por ele proposto, na esperança de evitar a desintegração da União Soviética, mas não conseguiu manter o controlo da situação e, em 25 Dezembro 1991, demitiu-se da presidência e entregou o poder a Boris Ieltsin levando ao colapso da União Soviética. Criou a Fundação Gorbachev em 1992. Em 1993, fundou também a Cruz Verde Internacional. Foi um dos principais promotores da Carta da Terra, em 1994. Tornou-se, igualmente, membro do Clube de Roma. Em Novembro de 1999, Mikhail Gorbachev foi distinguido com uma alta condecoração alemã pelo seu contributo para a unificação da Alemanha. A 26 de Novembro de 2001, Gorbachev fundou, igualmente, o Partido Social Democrata Russo. Resignou como líder partidário em Maio de 2004 em consequência de desacordos com o presidente do partido em relação às posições tomadas durante as eleições de Dezembro de 2003, que elegeram Putin. Faz hoje 75 anos. Nasdrovie, Tovarich!




E os esquemas são infindáveis. Se há uma possibilidade de contornar a lei, os portugueses encontram-na. Sejam os empresários que ao formarem uma empresa criam logo várias para diluir os lucros e não pagarem impostos, ao mesmo tempo que contratam o melhor contabilista possível que os ajude a fugir. Sejam os acordos entre patrões e empregados para nunca declarem aquilo que realmente ganham. Sejam os ordenados dos profissionais liberais. Sejam os que estão a receber o fundo desemprego e a trabalhar, ou de baixa e a trabalhar. Sejam as falências fraudulentas onde fecham numa porta e abrem noutra, a lista é interminável.
No entanto, a leis também têm que mudar. A prescrição das dívidas fiscais é impensável. Quem não cumpre, está a roubar toda a gente. Ao mesmo tempo que beneficia dos direitos que os cumpridores têm, direitos estes que são garantidos pelo dinheiro dos impostos. Vai para tribunal e, através das manobras conhecidas de todos os advogados, continuam a roubar toda a gente, pelos atrasos na Justiça que levam as prescrições. O sentimento de impunidade resultante desta inoperância leva a que, inevitavelmente, o comportamento seja recorrente.
Um País onde cada palavra é mal interpretada por que é mal entendida ou não entendida de todo, onde por natureza se desconfia de todos os outros é um País sem futuro. Se todos em conjunto não intervierem neste combate pela inversão das mentalidades, única forma de levar o País a bom porto, é inevitável a queda num poço sem fundo, a caminho, lenta e inexoravelmente, de uma situação de caos social. Se calhar é isto que é preciso, cair no fundo para que o que tem de melhor sobressaia, que a solidariedade nas causas menores seja transposta para as grandes causas, que a ousadia, a coragem de outros tempos regresse e assim se possa fazer de Portugal algo grandioso.








Os auto-retratos, “Eu pinto-me porque estou muitas vezes sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor”e as representações de cenas do hospital ou de procedimentos médicos foram retratados de forma a fazer o observador partilhar da sua dor. Retratou a lápis a cena do acidente, sem respeito por regras ou perspectivas. Saída do hospital, e postas de lado as hipóteses de vir a tornar-se médica, Frida Kahlo começou a dedicar todo o seu tempo à pintura, afirmando que a sua obsessão era começar de novo e passar a pintar as coisas tais como os seus olhos as viam. Por esta altura, a artista decidiu quebrar os tabus do seu tempo e passou a representar nos seus quadros imagens muito pessoais, intimamente relacionadas com o corpo e sexualidade femininas. A pintora começa igualmente a relacionar-se com artistas e intelectuais do seu tempo e acaba por casar-se com Diego Rivera, um famoso pintor mural mexicano.
Quando se casou com Frida, a família dela comparou a união ao casamento de um elefante com uma pomba - ele era imenso e 21 anos mais velho. Mas os dois formaram o casal de artistas mais original da época. Frida amargou muito com os relacionamentos extra-conjugais do marido, seu grande amor e reconhecido mulherengo. No entanto Frida Kahlo, também viveu romances paralelos com mulheres e homens, o mais famoso com o revolucionário russo León Trotski. Apesar das traições do marido, a maior dor de Frida foi a impossibilidade de ter filhos, o que ficou claro em muitos dos seus quadros. Em 1930, viaja para os EUA com o marido. Frida Kahlo, mais mexicana do que nunca, chocava na sociedade americana, com as suas roupas, risos e gestos. Em Detroit, Frida engravida, mas sofre um aborto, facto que mais de uma vez leva embora o seu sonho de ser mãe. Nesse período, Frida começou a produzir telas, a respeito do aborto, do quarto do hospital e dos sentimentos inerentes a estas perdas.
De volta ao México, teve de superar ainda a morte da mãe, mais um aborto e algumas crises no seu casamento com Diego Rivera, que a traía com a sua irmã mais nova, Cristina. Em 1939 parte sozinha para Nova Iorque, onde faz a sua primeira exposição individual, na galeria de Julien Levy, que é um sucesso. Em seguida, segue para Paris, onde é hospitalizada com uma infecção renal, mas também entra no mundo da vanguarda artística dos surrealistas. Conhece Pablo Picasso, Wassily Kandinsky, Marcel Duchamp, Paul Éluard e Max Ernst. O museu do Louvre adquire um dos seus auto-retratos. No mesmo ano, divorcia-se de Diego Rivera, com quem volta a casar-se um ano depois. Em 1942 começa a dar aulas de arte numa escola recém aberta na Cidade do México. Entretanto, o seu estado de saúde piorou, e o colete antes de gesso, foi substituído por um de ferro que impedia até a sua respiração. Em 1946 a sua coluna precisou ser operada. Com fortes dores na perna direita, em 1950 é tratada no Hospital Inglês durante todo o ano. Os médicos diagnosticam a amputação da perna e ela entra em depressão. Entre, 1950 e 1951, Frida Kahlo é submetida a sete operações na coluna, que infeccionam, devido ao colete de uso obrigatório.
Depois destas operações, Frida Kahlo volta a pintar sendo-lhe montado um cavalete especial na sua cama para que pudesse trabalhar, deitada de costas. Frida Kahlo pintou até à sua morte, que chegou na madrugada de 13 de Julho de 1954. A mexicana sofredora, tinha 47 anos e causa oficial da morte foi uma embolia pulmonar, no entanto a última anotação no seu diário permite aventar a hipótese de suicídio:"Espero alegre a minha partida e espero não retornar nunca mais."


As fotografias indicam que a tortura e abusos teriam sido ainda piores do que aquilo que já se sabia.
As fotos mostram um preso coberto do que parece ser excrementos, outro preso com um corte na garganta e uma suposta sala de interrogatórios banhada de sangue. 

















