quarta-feira, agosto 30, 2006

Naguib Mahfouz


EPA/STR
O escritor egípcio Naguib Mahfouz, prémio Nobel da Literatura em 1988, morreu hoje no Cairo, indicaram fontes oficiais à agência France Presse.
O único escritor de língua árabe premiado com o Nobel da Literatura, era considerado pela crítica o maior cronista do Egipto da actualidade.
O mais novo de sete filhos de um funcionário público, Naguib Mahfouz, nascido a 11 de Dezembro de 1911, casado e pai de duas filhas, adquiriu um profundo conhecimento da literatura medieval e arábica durante o bacharelato. Quando frequentava a Universidade Rei Faruk I (a actual Universidade do Cairo), onde estudou Filosofia, começou a escrever artigos para revistas especializadas, como Al-Mayal, Al-Yadid e Ar- Risala.
Em 1932, para aperfeiçoar o domínio da língua inglesa, traduziu para árabe a obra de James Baikie sobre o Egipto antigo. Terminados os estudos, começou a escrever ficção e publicou bastantes contos nos anos seguintes. Em 1938, lançou uma colectânea intitulada "Whisper of Madness (Sussurro de Loucura)".
Entre 1939 e 1954, enquanto trabalhava no Ministério de Assuntos Religiosos, publicou três volumes de uma projectada série de 40 novelas históricas passadas no período faraónico.
Posteriormente, abandonou esse projecto e dedicou-se a escrever sobre temas sociais, ao mesmo tempo que elaborava vários guiões para cinema. A esta fase pertence, por exemplo, o filme "Bidayah wa-Nihayah (O princípio e o fim)", que contou com a participação de um jovem Omar Sharif.
Naguib Mahfouz é considerado um dos escritores árabes contemporâneos mais inovadores, sendo o tema central das suas novelas o homem e a sua impotência para lutar contra o destino e certas convenções sociais. Em 1947, lançou o romance "A Viela de Midaq", que se tornou uma das suas mais obras mais famosas, passada para o grande ecrã pelo realizador mexicano Jorge Fons, que a situou no México actual e com a qual ganhou o Prémio Goya para o Melhor Filme Estrangeiro de Língua Espanhola em 1996.
No clima de mudança política que se seguiu à queda da monarquia egípcia, em 1952, a sua "Trilogia do Cairo" (1956-1957) obteve um grande êxito. A obra é inspirada na sua biografia e narra a história de uma família humilde durante o período entre 1917 e 1944 no Egipto.
Apelidado como "Balzac do Egipto", fez, ao longo da sua carreira, experiências com a técnica narrativa e, em especial, com o monólogo e a literatura do absurdo, numa produção que inclui cerca de 40 novelas e colecções de contos, na maioria traduzidos em inglês e francês.
Mahfouz foi também um escritor politicamente comprometido, tendo manifestado apoio incondicional ao tratado de paz entre o Egipto e Israel em 1978, o que lhe custou a inclusão nas listas negras de vários países árabes.
No final da década de 80, o líder islâmico radical Omar Abdel Rahman, actualmente na prisão pelo atentado às Torres Gémeas de Nova Iorque em 1993, condenou-o à morte pelo seu mais famoso romance, "Children of Gebelaawi (Filhos do Nosso Bairro)".
Esta obra, que lhe valeu o reconhecimento mundial, está, paradoxalmente, proibida no Egipto, desde a publicação em 1959 de vários fragmentos num jornal diário do país.
Mahfouz foi, além disso, alvo de vários atentados. Em 1994, foi apunhalado no pescoço por um fundamentalista e dois anos mais tarde foi classificado como "herege" e sentenciado à morte por grupos islâmicos radicais. Desde então, permaneceu praticamente em reclusão domiciliária, com saídas esporádicas e controladas pela polícia.
Em 1988, a Academia Sueca galardoou-o com o Prémio Nobel da Literatura, por "ter elaborado uma arte novelística árabe com validade universal". Conta ainda, entre outros, com o Prémio da Academia da Língua Árabe e o Prémio Egípcio da Literatura. Candidato ao Prémio Príncipe das Astúrias em 2000, deu o seu nome a um Prémio de Tradução promovido pelo Instituto Cervantes.
Há três anos, foi hospitalizado depois de sofrer uma repentina crise cardíaca. A sua saúde começou a deteriorar-se em 1994, após o esfaqueamento, que lhe causou graves danos na visão e audição, bem como uma paralisia do braço direito.
Desde o passado 18 de Julho, encontrava-se internado no Hospital da Polícia de Al Aguza, no Cairo.Lusa.

terça-feira, agosto 22, 2006

Joe Rosenthal

Joe Rosenthal nasceu em 9 de Outubro de 1911 em Washington. Durante a Grande Depressão mudou-se para São Francisco, onde começou a trabalhar no Newspaper Entrepise Association. Depois de concluir o curso universitário foi trabalhar para o San Francisco News onde trabalhou como redactor e fotógrafo. Na altura da célebre fotografia ("Raising the Flag on Iwo Jima"), Joe Rosenthal trabalhava para a Associated Press. Depois da Segunda Guerra Mundial mudou-se para o San Francisco Chronicle, onde trabalharia 35 anos até se reformar. Ontem o San Francisco Chronicle, anunciou que, Joe Rosenthal, morreu. Tinha 94 anos e morreu enquanto dormia no domingo, num um asilo para idosos em Novato, Califórnia.
Joe Rosenthal ficou mundialmente conhecido pela fotografia dos marines americanos a colocarem a bandeira americana em Iwo Jima (Japão). Rosenthal, ganhou o Prémio Pulitzer com a lendária foto, tirada no dia 23 de Fevereiro de 1945, quando trabalhava como correspondente de guerra da Associated Press.
A fotografia a preto e branco, mostra seis soldados esforçando-se para içar um mastro com a bandeira americana no Monte Suribachi, durante a batalha pela estratégica ilha de Iwo Jima, na qual morreram quase 20 mil japoneses e mais de seis mil norte-americanos.
Rosenthal, teve que lutar durante toda a vida contra aqueles que diziam que a fotografia tinha sido foi forjada. Joe Rosenthal sempre afirmou que o momento foi espontâneo. No entanto, numa uma entrevista de 1995, explicou que aquela fora a segunda vez que os marines erguiam a bandeira no monte porque os comandantes das forças americanas quiseram colocar uma bandeira maior que a içada originalmente.

Uma Causa Nobre

O músico João Gil lançou uma petição no seu blog (http://joaogil.blogspot.com/) a pedir a aprovação de uma lei que proíba a transação comercial de terrenos vitimas de incêndios num prazo nunca inferior a trinta anos.
Diz João Gil, "Acreditando ser esta uma das soluções para o fim do flagelo, vimos por este meio pedir ao Sr. Primeiro-Ministro e ao Sr. Presidente da República a proibição imediata da comercialização dos terrenos ardidos, por um período nunca inferior a trinta anos".
Por estar completamente de acordo com esta iniciativa já a assinei.
Se quiserem assinar a petição, vão aqui: Fim para os incêndios.

sábado, agosto 19, 2006

Sérgio Vieira de Mello


(15 de Março 1948 – 19 de Agosto 2003)
Passam hoje três anos sobre o brutal atentado que vitimou Sérgio Vieira de Mello. À frente de importantes missões humanitárias da ONU no Líbano, no Ruanda, em Timor Leste, no Kosovo e no Iraque, Sérgio Vieira de Mello era uma das mais respeitadas figuras da diplomacia internacional.
A sua actividade profissional, até a sua trágica morte em 19 de Agosto de 2003, esteve dedicada à reconstrução de comunidades que sofreram as nefastas consequências de guerras e de violências extremas. O carácter humanista de sua formação, associado ao seu talento para a negociação e a defesa da democracia mesmo em situações adversas, foram factores chave do sucesso de muitas de suas iniciativas.
Sérgio Vieira de Mello nasceu no Rio de Janeiro em 15 de Março de 1948. Com menos de um mês de vida mudou-se para Buenos Aires, onde o pai era diplomata.Formou-se na Universidade de Paris em 1969, e nesse mesmo ano entrou para o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), em Genebra, Suíça.Na década de 70, simultaneamente com os estudos em Paris, trabalhou em missões da ONU em Bangladesh, Sudão, Chipre, Moçambique e Peru.
Em 1974, Vieira de Mello completou o seu doutoramento em Filosofia em Paris e, na década seguinte, terminou o doutoramento em Ciências Humanas na Universidade de Sorbonne, também na capital francesa. No início dos anos 80, foi conselheiro político das Nações Unidas no Líbano, durante a ocupação israelita.
Nos anos 90, Vieira de Mello actuou na repatriação de refugiados do Camboja e foi representante das Nações Unidas na Bósnia-Herzegovina.
Teve também uma importante participação como administrador do governo de transição do Timor Leste, até que fossem feitas as primeiras eleições no recém-criado país.
Em 12 de Setembro de 2002, foi nomeado Alto Comissário de Direitos Humanos da ONU e, em Junho de 2003, tornou-se representante especial do secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, para o Iraque.
Perdeu tragicamente a vida, num ataque terrorista no dia 19 de Agosto de 2003.
O seu exemplar desempenho, em defesa dos direitos e dos valores humanos, inspira a perpetuação da sua memória.

quinta-feira, agosto 03, 2006

...E as Crianças, Senhor...


“As sociedades não se mudam pela força das armas, é esse o grande erro que, de geração em geração, se continua a cometer. Não é a força militar que deve constituir a panaceia para resolver todos os problemas, porque a violência para resolver os conflitos é contrária á dignidade humana. A discussão e o diálogo são os meios que abrem a via pacífica para terminar com a violência. Como parte da sociedade temos o direito de nos salvarmos por nós mesmos sem que as armas falem por nós. Já sei que isto é quase uma utopia mas não de todo inalcançável. “ Citação do Livro "Um mundo sem medo", de Baltazar Gárzon – Juiz Espanhol.
Sempre procurei manter alguma objectividade relativamente aos problemas quando se estão a discutir assuntos relacionados com Israel. Por um lado penso que os israelitas agem indiscriminadamente e com violência gratuita protegidos por uma espécie de complexo de culpa do ocidente, que os faz desculpabilizar alguns actos, face ao holocausto, por outro lado, os países fronteiriços para fazerem ouvir as suas pretensões, recorrem a métodos igualmente bárbaros. Não há, por isso, ninguém inocente. Ás vezes revela-se impossível manter a sanidade perante tantas mortes inocentes. Se a guerra já é, em si mesmo, uma perversão da alma humana, a perversão última é a aparente indiferença perante o facto de que, por incrível que pareça, os danos colaterais terem passado a ser os soldados mortos, a julgar pelos números dos ataques.
Faço parte do grupo de pessoas que deseja efectivamente a paz e a sã convivência entre os povos. Só que estes ataques estão a condicionar tudo. As nossas fileiras estão a perder adeptos e, claramente, não estão a ajudar as facções moderadas a prevalecerem. Muito pelo contrário. Temo que a escalada de violência arraste outros países para o conflito e que piore a situação. Pode estar iminente algo com dimensões mundiais com consequências a um nível nunca antes visto. Já não bastavam as condições de vida inerentes á localização geográfica, a falta de recursos que permitam a melhoria da qualidade de vida, ainda tem que se suportar uma situação da responsabilidade dos Homens, sem solução á vista.
Assim, com o passar do tempo o problema agrava-se quando se percebe que se alguém cede na sua posição moderada ao extremismo, normalmente torna-se mais extremista que os que já o eram, pois é como se tivesse de provar aos que agora o rodeiam, e em cada momento da sua vida, a sua nova postura. Por outro lado, matar os cabecilhas nada resolve. Seguindo o mesmo raciocínio, quem os substitui, vê-se na contingência de ser mais violento, para provar ser merecedor do lugar que ocupa. Como em qualquer empresa, a sua competência é avaliada na medida em que consegue superar o seu antecessor e, como o negócio é a violência, só recorrendo a formas mais requintadas, pode almejar a consegui-lo. Seguindo esta lógica e se nada se alterar, o contínuo extremar de posições, perpetuará a situação até que, no limite, as partes se exterminem.
As reacções à violência são compreensíveis. E o amor tem destas coisas. Quando nos privam do que amamos, o discernimento não é algo que prevaleça, principalmente quando o sofrimento se impõe de forma tão violenta. Quase não há ninguém que possa de alguma forma ajudar a suportar a dor, pois toda a gente está a sofrer de forma intensa pelos mesmos motivos. A morte torna-se uma banalidade. Não se conseguem desligar as imagens e a sensação de impotência perante os acontecimentos. Não é fácil assimilar o sofrimento e o sentimento de culpa, resultante da incapacidade em proteger os seres amados. Isto é algo que transporta em si um sentimento de tal forma avassalador que viver se torna uma agonia. Para atenuar as coisas desviam-se as frustrações para terceiros. Não existem perspectivas para as coisas se alterarem e, por isso, nunca há um desfecho para que a vida possa continuar, ainda que isto seja um lugar comum. Surgem continuamente casos semelhantes e todos revivem o seu problema como se da primeira hora se tratasse.
É difícil compreender o desespero de quem convive diariamente com tal nível de violência. De dia qualquer som que se pareça com uma arma, provoca sobressaltos de verdadeiro terror. É como se se caminhasse em permanência com uma arma apontada á cabeça e nunca se soubesse quando ia disparar, embora se sentisse que era uma questão de tempo. A incerteza conjugada com a inevitabilidade. A morte em lugar incerto. À noite, os pesadelos, os suores frios e o silêncio ensurdecedor em que qualquer som soa a ameaça. Ninguém dorme. Na escuridão, que potencia todos os medos quando todas as formas são indefinidas, este clima de morte latente torna-se insuportável.
As crianças acordam de pesadelos em choros sufocantes e perguntam porquê. Não há resposta. Embora saiba que algures em Israel ou em qualquer lugar do mundo, qualquer criança que pergunte a qualquer pai, obterá como resposta um longo silêncio ou uma referência vaga á maldade dos homens, ou então uma explicação fundamentada numa visão do mundo toldada por um qualquer sentimento de vingança de quem já não reage á violência sobre os inocentes. É destas convulsões que se geram as tendências para os mártires. Estou convencido que todos ganhariam mais se os de convicções fortes ajudassem a implementar uma nova ordem local, mais humanitária.
Ainda que se aprenda a conviver com a diferença e cesse a violência, os ressentimentos e a desconfiança vão fazer sentir os seus efeitos por muitos anos. Será uma tarefa árdua, mas valerá a pena acabar com as fotografias das mortes que se vão sucedendo a um ritmo desconcertante. Parece que é, nesta fase, muito mais fácil partir para a guerra e esquecer que os outros também têm sentimentos. É um profundamente narcisista pensar que se possui a exclusividade da dor.
Por isso mesmo, as questões sociológicas deveriam merecer maior atenção e servir de base ao aparecimento de um espírito comunitário na região. Se pensarmos que os israelitas têm um nível de vida incomparavelmente superior ao da esmagadora maioria dos países muçulmanos e, se o objectivo dos governos é trabalhar em prol do desenvolvimento económico e social em benefício das populações, então as parcerias são a melhor maneira de o fazer. A região é pobre. Os israelitas fizeram de um enorme pedaço de areia um país evoluído. Aliaram-se ao Conhecimento e conseguiram um feito notável. Não interessa a dimensão das críticas, esta é a grande verdade que é necessário sublinhar. Criar sinergias que permitam ás pessoas ter condições de vida que garantam uma existência digna, desde o saneamento básico, educação, saúde e segurança é a única solução para esta situação, que pode e deve ser feita em conjunto.

Filipe Pinto.

sábado, julho 29, 2006

Piadas Feministas


PORQUE É QUE O CORAÇÃO DE MULHER É IGUAL A UM CIRCO:
Há sempre lugar para mais um palhaço.
O QUE SE DEVE DAR A UM HOMEM QUE PENSA QUE TEM TUDO?
Uma mulher para ensiná-lo como funciona !
PORQUE É QUE AS ARANHAS VIÚVAS-NEGRAS MATAM O MACHO DEPOIS DA CÓPULA?
Para acabar com o ronco antes que ele comece .
PORQUE É QUE OS HOMENS QUEREM CASAR COM VIRGENS ?
Porque não suportam críticas!
COMO SE CHAMA UM HOMEM INTERESSANTE EM PORTUGAL?
Turista .
PORQUE É QUE DEUS CRIOU O HOMEM ?
Porque os vibradores não substituem lâmpadas.
O QUE TÊM EM COMUM O CLITÓRIS, OS ANIVERSÁRIOS E A SANITA?
Os homens nunca acertam !
PORQUE É QUE MUITAS MULHERES FINGEM O ORGASMO ?
Porque os homens fingem os preliminares
PORQUE É QUE APENAS 10% DOS HOMENS VÃO PARA O CÉU?
Porque se fossem todos, seria o inferno !
QUAL A DIFERENÇA ENTRE HOMENS E PORCOS ?
Os porcos não ficam homens quando bebem ...
QUAL A DIFERENÇA ENTRE UM HOMEM E UM PAPAGAIO?
Pode-se ensinar o papagaio a falar cordialmente .
O QUE AS MULHERES MAIS ODEIAM OUVIR QUANDO ESTÃO TENDO SEXO DE BOA QUALIDADE?
Querida, cheguei! ....
PORQUE É QUE OS HOMENS NA CAMA SÃO COMO COMIDA DE MICROONDAS ?
30 segundos e já está pronto !
QUAL O NOME DA DOENÇA QUE PARALISA AS MULHERES DA CINTURA PRA BAIXO?
Casamento .
O QUE ACONTECEU À MULHER QUE CONSEGUIU ENTENDER OS HOMENS?
Morreu de tanto rir e não teve tempo de contar a ninguém.
PORQUE É QUE OS HOMENS TÊM A CONSCIÊNCIA LIMPA ?
Porque nunca a usam!
O QUE ACONTECE COM UM HOMEM, QUANDO ENGOLE UMA MOSCA VIVA ?
Fica com mais neurónios activos no estômago do que no cérebro!
PORQUE FOI QUE DEUS CRIOU PRIMEIRO O HOMEM, E DEPOIS A MULHER?
Porque as experiências são feitas primeiro com animais e depois com humanos!
PORQUE È QUE OS HOMENS GOSTAM DE MULHERES INTELIGENTES?
Porque os opostos atraem-se!
QUAL O LIVRO MAIS FINO DO MUNDO ?
"Tudo o que os homens sabem sobre as mulheres".
QUAL A DIFERENÇA ENTRE OS HOMENS E AS FRUTAS?
Um dia, as frutas amadurecem...
ATÈ AS PILHAS SÃO MELHORES QUE OS HOMENS?
Porque tem pelo menos um lado positivo..
PORQUE É QUE UM HOMEM NÃO PODE TER UM BOM CARÁTER E SER INTELIGENTE AO MESMO TEMPO?
Porque assim seria mulher !
O QUE DEUS DISSE DEPOIS DE CRIAR O HOMEM ?
Preciso de aperfeiçoar isto...
PORQUE SÃO NECESSÁRIOS MILHÕES DE ESPERMATOZÓIDES PARA FERTILIZAR UM ÚNICO ÓVULO ?
Porque os espermatozóides são masculinos e negam-se a perguntar o caminho!
QUANDO É QUE UM HOMEM PERDE 90% DE SUA INTELIGÊNCIA ?
Quando fica viúvo !
E QUANDO É QUE ELE PERDE OS 10% RESTANTES ?
Quando morre o cão!
PORQUE È QUE CADA VEZ HÀ MAIS HOMENS A QUERER MUDAR DE SEXO?
Porque confirmaram tudo o acima descrito AH..AH..AH..AH.

Piadas Feministas (II)

segunda-feira, julho 24, 2006

Fracas Perspectivas

Há momentos na vida em que nos pomos a pensar sobre o futuro. Imensas coisas fazem divagar o nosso pensamento para este assunto, mas nada mais forte do que quando nos nasce um filho. Ela nasceu há dias, juntou-se à irmã e, em conjunto, tornaram-se a minha proximidade com o divino. Não é uma afirmação com um carácter especial, apenas acho que se existir alguma divindade, aquilo que lhe garante esse atributo é, em primeiro lugar, a capacidade de criar vida. E, de certa forma, foi o que eu fiz. A diferença, que é obviamente tremenda, é que eu criei uma vida e não vida.
Nestes momentos que deveriam ser quase só felicidade, sou assolado por sentimentos ambivalentes. É desconcertante avaliar a actual conjuntura planetária e não ficar, no mínimo apreensivo, relativamente ao futuro das vidas que criamos. Desde as guerras que estão a decorrer, ao fanatismo terrorista e antiterrorista, ao mundo da economia, à aviltante pobreza dos países do terceiro mundo, à degradação ambiental do planeta, tudo é motivo para um pessimismo realista. Tentar explicar à inocência as suas incongruências é uma tarefa impossível de cumprir sem que durante a explicação, a própria inconsistência com que a construímos não nos invada a alma.
As guerras. A primeira vez que tomei a noção da iniquidade da guerra foi há muitos anos num programa do Jô Soares, num Sketch que nunca mais me saiu da cabeça. A estória centrava-se na conversa entre dois militares inimigos. Um perguntava ao outro qual era o prato favorito do seu povo, qual era o desporto favorito, etc. um sem número de coisas em que a resposta de ambos era invariavelmente igual. No fim da conversa pergunta um deles. Se temos as mesmas preferências, porque motivos nos guerreamos? A resposta veio no silêncio dos olhares quando os dirigem para as armas que constituíam a única diferença. Afastam-se muito rapidamente como se a comunidade em que se viram imbuídos, de repente caísse morta pelas balas das suas armas.

As motivações para a guerra são difusas e a razão nunca é propriedade absoluta. Serão elas de origem religiosa? Não me parece. A religião é apenas uma desculpa para escamotear o ódio por quem é diferente. Por outro lado, Deus não existe, pelo menos o Deus das religiões dos Homens. Nós, seres humanos, somos a prova disto mesmo. O que se venera do ponto de vista religioso é a perfeição divina. Ora um ser perfeito, não pode, por definição, criar nada imperfeito, sob pena de deixar de o ser. E não é mais que óbvio que nós somos imperfeitos? Não é isto um paradoxo?
Às vezes a sensação que tenho é que algumas situações de guerra são despoletadas porque têm efeitos directos sobre o preço do petróleo. Como se tudo fosse um jogo, e as marionetas são manipuladas porque todos sabem que ao mais pequeno desacato no médio oriente o preço dispara. Os custos de produção não variam na mesma medida e, por isso mesmo, quem mete mais dinheiro ao bolso são os produtores.
A economia, essa ciência transcendental, que define para que lado o planeta se deve virar não é acessível ao comum dos mortais. A sensação que dá é que é necessário um talento singular para apreender o significado de todas as suas variáveis, correlacioná-las de forma a obter uma qualquer receita para o sucesso, seja ele individual ou colectivo. O estranho é que o consenso geralmente não aparece.
A economia deixou de ser uma ciência social na era no reinado das multinacionais onde, aparentemente, aos olhos das suas cúpulas dirigentes, os restantes não passam de simples peças de um mecanismo sem alma, números que nada significam do ponto de vista humano. Os sentimentos de quem dirige possuem uma barreira que os impede de vislumbrar os dramas humanos, que normalmente sucedem aos despedimentos, como algo que deveria entrar nas suas equações no momento de tomar decisões. Há uma história notável que elucida na perfeição este aparente autismo. Na escola perguntam a uma menina rica para descrever uma família pobre. Ela reponde - é aquela em que o jardineiro é pobre, o motorista é pobre, as criadas são pobres, enfim são todos pobres.
Esta situação criou uma espécie de fenómeno Darwiniano, uma selecção natural capitalista de que resultam os marginais, os indigentes, os inadaptados e os sem-abrigo. O expoente máximo do liberalismo económico, os EUA, só na sua capital tem aproximadamente 15000 sem abrigo. Ao que parece, isto não incomoda ninguém como algo de profundamente perverso. Para que um viva bem é necessário que muitos vivam mal. Muito mal. Provavelmente, nesta era de indiferença deliberada, o mecanismo de defesa que o cérebro desenvolveu para suportar o choque emocional provocado por estas situações foi uma espécie de memória selectiva em que se atribui a culpa dos problemas a quem os tem, desresponsabilizando desta forma quem os cria e quem não os resolve.
A maioria dos economistas tem delírios quase sexuais quando sucede algo no mundo do dinheiro, desde OPAS a reestruturações nas empresas que, invariavelmente, se traduzem em despedimentos, aos quais se referem com uma frieza incomodativa, como se o deus lucro fosse a questão fundamental. Por um lado, normalmente as modificações são apenas para trocar lucros, por mais lucros. Por outro lado, ao anunciar as reestruturações, é importante dizer aos accionistas que se vão reduzir custos e aumentar os lucros. Posto isto, selecciona-se o pessoal a mandar embora, normalmente aos milhares, e toca a andar para a frente. O estranho é que nunca vi nenhum anúncio a mencionar uma empresa que, ao ser reestruturada, tivesse implicado contratação de mão-de-obra. Das duas uma, ou não é digno de ser notícia ou então nunca sucedeu. Também acontece que vão de reestruturação em reestruturação até à falência.
Ninguém consegue ter uma vida digna se não tiver dinheiro para o fazer e o emprego é para a maioria é única forma de o garantir. O sujeito que disse que o dinheiro não traz felicidade era obviamente rico, caso contrário não o poderia fazer. O pobre, por definição, não pode fazer um comentário destes. O problema é que a situação vai agravar-se e gerir a insatisfação de milhões, quando as frustrações e o ódio prevalecerem. As manifestações recentes de França são um prelúdio do que poderá suceder quando as pessoas deixarem de acreditar.
Em relação à pobreza no terceiro mundo, já muito foi dito mas como explicar ás crianças quando confrontados com o choro de alguém com fome, o choro de desespero, as mães com os seios enrugados, flácidos, precocemente envelhecidos, vazios, que pendem dos peitos como lágrimas gigantes, onde os bebés em vão procuram saciar-se, ao mesmo tempo que perscrutam em seu redor aos berros como que a implorarem por uma oportunidade para viver. Como é que se explica que coexista o desperdício de uns com a total ausência de meios de subsistência de outros? Refugiamo-nos no cliché – é a vida. Será que não se pode fazer mesmo nada? Será que se vai manter a inércia perante esta desumanidade?
As questões ambientais também já foram sobejamente debatidas. No entanto num recente relatório da OCDE dizia que até ao ano 2030 o consumo de energia no mundo inteiro vai aumentar 60%. A dependência do petróleo implica que a emissões dos gases de estufa também aumentem 60%. Se neste momento as alterações climáticas já têm um impacto significativo sobre o planeta fruto das emissões, que já se deveriam ter começado a reduzir, esse aumento provavelmente levar-no-à a um ponto sem retorno. Só que não é a nós mas sim ás gerações vindouras, se as houver, que isto interessa pois o ponto sem retorno significa certamente a extinção.
Estamos a destruir o planeta e a fazer filhos para que vivam nele, e estes que se preparem para resolver os problemas que nós criamos. A nossa geração vive uma vida patética, absorvida numa luta diária para a acumulação de riquezas e o futuro são os próximos cinco minutos. Já agora podemos ir preparando o discurso a pedir perdão aos nossos descendentes pelo mal que fizemos, é que caminhamos para um ponto além da possibilidade de redenção. A História, caso seja possível continuar a escreve-la, não se irá referir a esta era como uma particularmente feliz da humanidade, onde existem os meios para fazer quase tudo o que é necessário para melhor a vida no planeta e nada é feito. Ora como quem vai resolver os problemas é quem vai escrever a História, só posso imaginar os termos com que seremos descritos. Se a época medieval foi a idade das trevas, nós seremos algo muito pior.

Filipe Pinto.

sexta-feira, julho 21, 2006

LUCAS 23:34*

Crianças Israelitas escrevem mensagens em peças de artilharia pesada, antes do ataque de 17 Julho de 2006, por parte do exército israelita ao Líbano.



As crianças libanesas, recebem as mensagens enviadas, pelas crianças israelitas!





*Perdoa-lhes, Pai, porque não sabem o que fazem.

quarta-feira, julho 19, 2006

Nelson Mandela


O ex-presidente Nelson Mandela comemorou ontem os seus 88 anos. Ao contrário dos últimos 16 anos, o líder histórico passou o dia longe das máquinas fotográficas sem manifestações públicas. O 88º aniversário do mais famoso combatente sul-africano desperta a consciência nacional para a inevitabilidade do seu desaparecimento gradual dos olhares públicos, ditado por um acentuado enfraquecimento físico. Apesar de um estado de saúde bom para a idade, Mandela já não tem a energia necessária para manter o ritmo a que se sujeitou desde que foi libertado em 1990. Na semana passada foi fotografado ao lado do ex-presidente norte-americano Bill Clinton, mas as aparições públicas de Mandela são cada vez mais raras. A sua mobilidade está diminuída pela artrite que lhe afecta os joelhos e os seus colaboradores mais próximos dizem que a sua memória já não é o que era. Se os anos da Presidência de Mandela - entre 1994 e 1999 - foram mágicos e constituíram marcos da democracia e do orgulho nacional para um povo recém libertado do «Apartheid», os últimos sete deram projecção crescente ao velho líder, sempre ligado a grandes causas, como as crianças desfavorecidas, as vítimas da SIDA, do cancro e da violência doméstica e sexual. Lusa.
Rolihlahla Mandela nasceu a 18 de Julho de 1918, em Qunu, na região sul-africana do Transkei, aos sete anos quando entrou para a escola foi-lhe dado o nome inglês de Nelson. Filho adoptivo de um chefe da tribo Thembu, Mandela foi educado com o sentido de vir a dirigir a sua tribo. Mas a exemplo de todos os não – branco da África do Sul, Mandela depressa se apercebeu dos dolorosos efeitos do apartheid, o sistema legal que obrigava à separação de raças no seu país. As injustiças que testemunhou levaram – no a seguir a carreira política e judicial. O jovem estudante universitário foi suspenso por se ter juntado a um boicote de protesto. Mudou – se para Joanesburgo, onde terminou o curso universitário por correspondência, e juntou – se ao Congresso Nacional Africano (ANC), um movimento nacionalista negro.
Mandela ajudou a escrever os princípios políticos do ANC, que pediam a redistribuição de terras, direitos de associativismo sindical, e educação gratuita e obrigatória. Em 1952, Mandela viajava por todo o país recrutando voluntários para uma campanha de desobediência civil a nível nacional. Depois de ter sido detido e condenado pela organização da campanha, Mandela ficou com residência fixa em Joanesburgo. Aí passou o exame de advocacia, e juntamente com o seu amigo e activista Oliver Tambo, fundou a primeira agência de advogados negros na Africa do Sul.
Neste período, Mandela construiu o Plano M, que organizou os membros do ANC numa rede nacional clandestina. À medida que Mandela emergia como líder natural do ANC, o Governo começou a apertar o cerco ao jovem advogado. Em 1961, Mandela entrou na clandestinidade e fundou a Umkhonto we Sizwe, a ala armada do ANC.
No regresso de uma viagem ilegal ao exterior, onde tratou de todos os detalhes envolvendo treino de guerrilha, Mandela foi detido e condenado por ter saído do país sem autorização e incitamento à greve. Mais tarde seria julgado por sabotagem e conspiração para derrubar o governo, no seu discurso de defesa perante o Tribunal, diz Mandela, “ Tenho lutado contra a dominação branca e contra a dominação negra. Tenho acalentado o ideal de uma sociedade democrática e livre em que todas as pessoas possam viver juntas, em harmonia e com oportunidades iguais. É um ideal para cuja concretização espero viver. Mas se for necessário, é um ideal pelo qual estou disposto a morrer”. Condenaram-no a prisão perpétua...
Nos 27 anos de detenção, Mandela galvanizou o apoio contra o apartheid em todo o Mundo, tornando – se um símbolo da igualdade de direitos e da justiça.
A libertação de Nelson Mandela em 11 de Fevereiro de 1990 da cadeia de Robben Island, foi a confissão do regime de que estava à beira do esgotamento. A instabilidade interna provocada pela degradação das estruturas do sistema, pela luta social e política contra a segregação racial, pelos efeitos das sanções económicas internacionais, fizeram com que as figuras mais realista do regime percebessem que a situação não podia prolongar-se por muito mais tempo.Frederik De Klerk tomou a decisão corajosa de libertar Nelson Mandela sem que este fizesse concessões em relação aos princípios que sempre defendera. E quando Nelson Mandela saiu da prisão naquele Domingo, com o braço direito levantado e de punho cerrado, o Mundo, finalmente ficou a conhecê-lo de vista e não apenas de nome, adivinhou que aqueles tímidos passos eram dados em direcção a uma nova África do Sul. Nelson Mandela, diria perante a multidão que se concentrou na Cidade do Cabo no dia da libertação, “ A nossa marcha para a liberdade é irreversível. Não podemos permitir que o medo se atravesse no nosso caminho”.
Após a sua libertação, teve um papel decisivo como presidente do ANC nas negociações que conduziram ao fim do apartheid.

Em 1993 dividiu o Nobel da Paz com o Presidente sul-africano F.W. de Clerk, e um ano mais tarde, aos 75 anos de idade, foi eleito Presidente da África do Sul.
Os 27 anos que passou na cadeia não deram a Nelson Mandela sentimentos de vingança. Um dos seus maiores desgostos, após a sua libertação da cadeia de Robben Island, foi ter – se esquecido de agradecer aos seus carcereiro. Desta forma, ninguém se surpreendeu que, após ter vencido as primeiras eleições multi- raciais de 1994, Mandela telefonasse diversas vezes aos seus ex. captores para se aconselhar sobre a melhor forma de construir uma sociedade racialmente integrada e politicamente democrática.
Entre cânticos de "Poder para o Povo!", Mandela assinou a nova constituição do País, que defende a defesa dos direitos humanos e a anti-discriminação. Mandela deixou o cargo de Presidente em 1999, depois de ter preparado durante ano o Vice-presidente Thabo Mbeki, para seu sucessor. Ao abandonar a presidência, Mandela deixou um país ainda perturbado pelo ódio racial, enorme pobreza e uma altíssima taxa de criminalidade.

Mas continua o mais adorado homem do país, sendo creditado pela positiva transição da tirania para a democracia, e pelo empenho na promoção da reconciliação que salvou o país de um imenso banho de sangue.
Depois de um complicadíssimo divórcio de Winnie Madikizela em 1996, casou com Graça Machel, viúva do ex. Presidente de Moçambique Samora Machel, no dia do seu 80º aniversário.
Após a reforma, disse que queria apenas aproveitar a paz e a liberdade que levou uma vida inteira a conseguir, na sua aldeia natal de Eastern Cape, passar muito tempo com a sua mulher e com os netos, e escrever as suas memórias.

Um verdadeiro "Freedom Fighter", apesar da banalização do uso da expressão, nomeadamente, pelos actuais inquilinos da Casa Branca.
PARABÉNS, Mister Mandela!

segunda-feira, julho 17, 2006

A Tribo "Môri"


Estive de férias em Marte, melhor dizendo, na Ilha do Sal, enquanto isso, o Filipe e o Hugo aproveitaram para pastar.
Nada se passou nest' A Fábrica, que em abono da verdade, está a passar a uma autêntica xafarica.

Vou-me voltar aplicar nos conteúdos.
Tive que ir a Cabo Verde para constatar uma triste realidade, que não conhecia dos portugueses: Todos se chamam "mori" ou talvez "môri", difícil de compreender devido ao sotaque centro/sul.
"Môri" isto, diz ele, "Mori" aquilo, diz ela.
Até os filhos, que foram objecto de tantas discussões para escolherem o nome, são "môris".

"Môri" não faças isso, "môri" dou-te um estalo, "môri" vai pedir uma Coca-Cola, diz a mãe, para um Gonçalo de cinco anos.
Haja paciência!

quinta-feira, julho 06, 2006

Obrigado, Conquistadores!


Não quero falar da mafia da arbitragem mundial...

Obrigado, pelo momento!
Obrigado pelo futebol.
Obrigado,por fazerem sentir, frente ao mundo,
a honra e a glória de ser Português!
Muito obrigado.

quarta-feira, julho 05, 2006

À Conquista da Final. Força, Portugal!


Portugal e França disputam hoje a segunda meia-final do Mundial de futebol de 2006, em Munique, e quem vencer junta-se na final à Itália, que na ontem deixou a anfitriã Alemanha em pranto, com vitória por 2-0 no prolongamento.
A selecção portuguesa pode converter o sonho de um pequeno país em realidade e chegar à "inalcançável" final de Berlim, depois de contrariar todos os prognósticos, chegando a Munique já entre as quatro melhores do Mundo, com espírito "insaciável", após a eliminação da Inglaterra nos oitavos-de-final (3-1 no desempate por penaltis).
O sentimento de inferioridade latente nos jogos que ditaram as derrotas com a França nas meias-finais dos Europeus de 1984 (2-3) e 2000 (1-2), ambas no prolongamento, parece apagado e esta selecção, vice-campeã europeia, pode ultrapassar o feito dos "magriços", que em 1966 terminaram o Mundial de Inglaterra em terceiro.
Os bravos conjuntos de 1966, 1984 e 2000 podem ser "vingados" quarta-feira, num palco à altura, a fantástica Allianz Arena de Munique, onde "Felipão" irá, certamente, apresentar o seu "onze ideal", face aos regressos, após castigo, de Costinha e Deco.
O guarda-redes Ricardo, os defesa Miguel, Fernando Meira, Ricardo Carvalho e Nuno Valente, os médios Costinha, Maniche e Deco, os extremos Figo e Cristiano Ronaldo e o ponta-de-lança Pauleta, melhor marcador do último campeonato gaulês, serão, com toda a certeza, os primeiros a começar o ataque à final.
Para repetir 2004, única vez que ganhou uma meia-final (2-1 à Holanda, em Alvalade), Portugal precisa de contrariar a França, liderada por Zinedine Zidane (acaba a brilhante carreira no Alemanha2006) e Thierry Henry, "carrascos" da equipa lusa em 2000.
Se a vitória dá direito a confronto com a tricampeã Itália na final de Berlim, no domingo, quem perder disputará o jogo de "consolação", sábado, em Estugarda discutindo o terceiro lugar com a Alemanha, também vencedora em três ocasiões.


Equipas prováveis:

Estádio: Allianz Arena, Munique
Árbitro: Jorge Larrionda (Uruguai) Assistentes: Walter Rial (Uruguai) e Pablo Fandiono (Uruguai) 4º árbitro: Mark Shield (Austrália).

- Portugal: Ricardo; Miguel, Fernando Meira, Ricardo Carvalho e Nuno Valente; Costinha, Maniche e Deco; Figo, Cristiano Ronaldo e Pauleta.


- França: Fabien Barthez; Willy Sagnol, William Gallas, Lilian Thuram e Éric Abidal; Claude Makelele e Patrick Vieira; Zinedine Zidane; Florent Malouda, Franck Ribéry e Thierry Henry.

terça-feira, julho 04, 2006

Biquini, uma história de 60 anos.


O modelo de um fato-de-banho reduzido e composto por duas peças foi criado pelo engenheiro mecânico francês Louis Réard e apresentado ao Mundo cinco dias depois da detonação da primeira bomba atómica dos Estados Unidos no atol de Bikini, no Oceano Pacífico, faz amanhã 60 anos.
Contudo, meses antes, o estilista Jacques Heim já havia anunciado a criação do menor traje de banho do Mundo, curiosamente, baptizado com nome alusivo à catástrofe nuclear - “atome”.
Na época, Réard não conseguiu convencer nenhuma manequim a desfilar o modelo, pelo que a sua apresentação foi feita por Micheline Bernardini, uma ‘strip teaser’ do Cassino de Paris.
“O biquini é a coisa mais importante que surgiu desde a invenção da bomba atómica”, declarou no final dos anos 40, Diana Vreeland, editora das revistas de moda “Vogue” e “Harper’s Bazaar”.
Perante o modelo escandaloso que atentava contra os padrões sóbrios nos momentos finais da II Grande Guerra, o Papa Pio XII chegou mesmo a ordenar a sua proibição.
Obviamente, não resultou.
Na década de 50, a actriz Brigitte Bardot assumia mediaticamente o entusiasmo que as francesas nutriam pelo traje estival.
Hoje, com a ampla divulgação do modelo tanga, nascido no Brasil nos anos 60, e do modelo de fio dental, oriundo do mesmo país nos anos 80, o biquini seria considerado demasiado grande. Contudo, o ‘design’ é retomado por muitos estilistas contemporâneos.
O corte e estampados que parecem nunca sair de moda são os evocativos da década de 60. Foi nessa época que o biquini foi celebrizado no cinema pela actriz Ursula Andress, no primeiro filme da saga James Bond, “O Sâtanico Dr. No”.
Nos anos ‘hippie chique’, na década de 70, a inovação prendeu-se com a combinação de peças que, aparentemente,não poderiam associar-se. Nos 80, veio a lycra e o abuso das cores fortes e, nos 90, o factor confortável dominou.JN.
Uma invenção perfeita. Por razões diferentes, satisfaz ambos os sexos!

segunda-feira, julho 03, 2006

Jim Morrison


James Douglas Morrison, mundialmente conhecido como Jim Morrison, foi encontrado morto em Paris, faz hoje precisamente 35 anos. Nascido no dia 8 de Dezembro de 1943 na cidade de Melbourne, Florida – EUA, era filho do almirante George Stephen Morrison e sua mulher Clara Clark Morrison, ambos funcionários da marinha americana. Seus pais que eram conservadores e rigorosos, todavia Jim acabou por tomar para si pontos de vista completamente antagónicos aos que lhe foram ensinados.
De acordo com Morrison, um dos eventos mais importantes da sua vida aconteceu em 1954 durante uma viagem de família ao Novo México, que descreveu assim: A primeira vez que descobri a morte…eu, os meus pais e os meus avós, íamos de automóvel no meio do deserto ao amanhecer. Um caminhão carregado de índios, tinha chocado com outra viatura e havia índios espalhados por toda a auto-estrada sangrando. Eu era apenas um miúdo e fui obrigado a ficar dentro do automóvel enquanto os meus pais foram ver o que se passava. Não consegui ver nada – para mim era apenas tinta vermelha esquisita e pessoas deitadas no chão, mas sentia que alguma coisa se tinha passado, porque conseguia perceber a vibração das pessoas à minha volta, então de repente apercebi-me que elas não sabiam mais do que sobre o que tinha acontecido. Esta foi a primeira vez que senti medo...e eu penso que nessa altura as almas daqueles índios mortos – talvez de um ou dois deles – andavam a correr e aos pulos e vieram parar à minha alma, ,e eu apenas como uma esponja, ali sentado a absorvê-las.
Morrison tornou-se um descobridor, interessado em explorar novos caminhos e sensações diferentes, e seguiu uma vida de boémia na Califórnia, frequentou a Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA). Após a graduação pela UCLA, Morrison leu alguns poemas a um colega seu Ray Manzarek e ambos decidiram na hora fazer uma banda rock. Para completar a banda vieram mais dois membros juntar-se a eles, Robby Krieger e John Densmore. O nome da banda – The Doors foi inspirado no livro The doors of perception de Aldous Huxley que o tinha ido buscar a um verso de um poema de William Blake, que dizia: “When the doors of perception are cleanesed/ Things will appear as they are, Infinite”, (quando as portas da percepção estão limpas/ as coisa aparecem como são, Infinitas). Morrison desenvolveu um estilo de cantar único e um estilo de poesia a tocar fortemente no misticismo.

Em Março de 1971, Morrison mudou-se para Paris com o propósito de se concentrar na escrita. A 3 de Julho de 1971, foi encontrado morto na banheira, pela sua mulher Pamela Courson, tinha 27 anos. A causa oficial da sua morte foi ataque cardíaco, embora se especulasse que ele morreu de overdose de heroína, que viria a vitimar a sua mulher três anos depois. Adaptado da Wikipédia.

Um título a imitar...


A selecção nacional de videojogos foi hoje coroada campeã do mundo no Xbox Cup, o torneio internacional de videojogos para Xbox 360, ao ganhar a última partida contra o México por 2-1. Depois de também já terem eliminado nas meias-finais a Espanha por 3-1, os jogadores nacionais Miguel Dinis e António Gomes levantaram o troféu perante o aplauso dos 8500 espectadores que encheram o estádio “adidas World of Football”, situado no centro de Berlim, na Alemanha.
“Ter a possibilidade de jogar num torneio deste calibre é fantástico e a sensação da vitória é única”, disse Miguel Dinis, um dos jogadores portugueses. “É incrível que até há umas semanas atrás os nossos jogadores não se conheciam e regressamos agora como vencedores e com um enorme espírito de equipa.”
“Foi uma grande honra ver os nossos jogadores receber o troféu”, referiu Ana Carvalho, Responsável de Marketing da Xbox em Portugal. “A atmosfera do último dia foi, de novo, fantástica, e a emoção dos jogos quase tão grande como ver uma partida real do Mundial de Futebol. Foi o primeiro torneio do género alguma vez realizado e um grande sucesso.”
Para além de se terem tornado os melhores do mundo no videojogo da EA “2006 FIFA World Cup” e de terem participado num evento único com jogadores vindos dos quatro cantos do mundo, os “craques” portugueses trazem também para casa, tal como os restantes jogadores participantes, uma Xbox 360 com os mais recentes videojogos da Electronic Arts e um kit de produtos exclusivos adidas.

sábado, julho 01, 2006

Bravo, Ricardo!


Ricardo parece ter sido eleito para brilhar nos desempates da marca de grande penalidade. Depois de ter desempenhado o papel principal no apuramento para os quartos-de-final do Euro'2004, defendendo sem luvas o remate do britânico Vassel, hoje o guarda-redes português estabeleceu um novo recorde na história dos campeonatos do Mundo, sendo o primeiro a conseguir defender três penáltis. O guarda-redes Ricardo defendeu três remates ingleses, Frank Lampard, Steven Gerrard e Jamie Carragher. Ao bater este recorde histórico, Ricardo deixou para trás oito guarda-redes que tinham defendido dois penáltis, na série pós-prolongamento, em fases finais de Mundiais, entre eles, o alemão Shumacher e o argentino Goycoechea.
Ricardo o principal responsável, pela brilhante qualificação da selecção portuguesa para as meias-finais do Mundial de futebol Alemanha2006, ao ser o herói da vitória sobre a Inglaterra por 3-1, no desempate por grandes penalidades (0-0 no fim do prolongamento).
Portugal bateu os ingleses da mesma forma como o fez no Euro2004, quando se impôs por 6-5 no desempate por grandes penalidades (2-2 no fim do prolongamento) e o seleccionador Luiz Felipe Scolari afastou a Inglaterra de Sven Goran-Eriksson pela terceira vez, depois de também o ter feito no comando do Brasil, em 2002.
A selecção portuguesa actuou em superioridade durante uma hora, devido à expulsão do avançado Wayne Rooney aos 62 minutos, por agressão a Ricardo Carvalho, mas não conseguiu desfazer o "nulo", apesar de ter tido um golo anulado a Hélder Postiga, por fora de jogo.
David Beckham lesionou-se pouco antes, aos 52 minutos, e foi substituído por Aaron Lenonn, deixando desfalcada do seu habitual capitão a selecção britânica, que voltou a baquear no desempate por grandes penalidades.
A Inglaterra não conseguiu contrariar o que parece ser o seu destino, depois das eliminações nos penalties nos Mundiais de 1990 (frente à Alemanha) e 1998 (Argentina) e nos Europeus de 1996 (Alemanha) e 2004 (Portugal).


Arena AufSchalke, em Gelsenkirschen
Árbitro: Horacio Elizondo (Argentina)
Inglaterra – Robinson; Neville, Rio Ferdinand, John Terry e Ashley Cole; Owen Hargreaves; Beckham (Lennon, 51 m (Carragher, 118 m)), Gerrard, Frank Lampard e Joe Cole (Crouch, 65 m); Wayne Rooney.
Suplentes não utilizados: David James, Carson, Sol Campbell, Wayne Bridge, Jermaine Jenas, Carrick, Downing e Walcott.
Portugal – Ricardo; Miguel, Fernando Meira, Ricardo Carvalho e Nuno Valente; Tiago (Hugo Viana, 74 m), Petit e Maniche; Figo (Hélder Postiga, 85 m), Pauleta (Simão, 63 m) e Cristiano Ronaldo.
Suplentes não utilizados: Quim, Paulo Santos, Paulo Ferreira, Caneira, Ricardo Costa, Boa Morte e Nuno Gomes.
Disciplina: cartão amarelo a John Terry (29 m), Petit (43 m), Hargreaves (106), Ricardo Carvalho (110 m); cartão vermelho a Wayne Rooney (61 m)
Resultado: 0-0
Desempate nas grandes penalidades: Simão marcou (0-1); Lampard falhou (0-1); Hugo Viana falhou (0-1); Hargreaves marcou (1-1); Petit falhou (1-1); Gerrard falhou (1-1); Hélder Postiga marcou (1-2); Carragher falhou (1-2); Cristiano Ronaldo marcou (1-3).

Joguem e Ganhem


Portugal tenta hoje repetir a história e qualificar-se para as meias-finais de uma grande competição às custas da Inglaterra, em jogo dos quartos-de-final do Mundial de futebol Alemanha2006, depois da vitória de há dois anos no Euro2004.
às 16:00 de Lisboa, em Gelsenkirchen, portugueses e ingleses dão o pontapé de saída para o terceiro jogo dos "quartos" do Alemanha2006, que colocará a equipa vitoriosa na rota de Brasil ou França, que reeditam às 20:00, em Frankfurt, a final do Mundial de 1998 no último encontro de acesso às meias-finais.
Scolari, que já foi "carrasco" de Inglaterra no Euro2004 e no Mundial de 2002, ao serviço do Brasil, com o qual se sagraria campeão do Mundo, espera poder repetir a proeza, colocar Portugal entre as quatro melhores selecções do Mundo e levar de novo a melhor sobre o seu rival do banco inglês, o sueco Sven-Goran Eriksson.


Equipas prováveis:
Estádio: do Campeonato do Mundo, em Gelsenkirchen.
Árbitro: Horacio Elizondo [Argentina] Assistentes: Dario Garcia [Argentina] e Rodolfo Otero [Argentina] 4º árbitro: Coffi Codjia [Benim].
Inglaterra: Robinson, Garry Neville, Rio Ferdinand, Terry, Ashley Cole, Hargreaves, Gerrard, Lampard, Beckham, Joe Cole e Rooney.

Treinador: Sven-Goran Eriksson.

Portugal: Ricardo, Miguel, Fernando Meira, Ricardo Carvalho, Nuno Valente, Petit, Maniche, Figo, Simão Sabrosa, Cristiano Ronaldo e Pauleta.

Treinador: Luiz Felipe Scolari.

Joguem e ganhem!
O país parece ter a respiração suspensa, à espera deste momento de glória.
Força, Portugal.

sexta-feira, junho 30, 2006

Uma Maneira Diferente, de Vibrar com a Selecção Nacional...


"Para as longas semanas do Campeonato do Mundo de Futebol", diz a publicidade.
...Provavelmente, a sugestão é mais adequada aos "intelectuais do rectângulo à beira-mar plantado", que à maioria das mulheres portuguesas.

terça-feira, junho 27, 2006

Ronaldo: O Melhor Marcador da História do Mundial


Ronaldo tornou-se o melhor marcador da história do Campeonato do Mundo aos quatro minutos do jogo Brasil-Gana desta terça-feira. O golo que marcou em Dortmund foi o 15º do «Fenómeno» em fases finais e permitiu-lhe ultrapassar Gerd Muller, o «Bombardeiro» alemão que detinha o recorde há mais de 30 anos.
Ronaldo já tinha marcado dois golos no Mundial 2006, frente ao Japão, que junta aos oito de 2002 e quatro de 1998.
Por outro lado, o golo de Adriano contra Gana foi o 200.º golo do Brasil em Mundiais. É a primeira selecção a alcançar este número.
O Brasil, que participou de todos os Mundiais, tem agora 200 golos e é perseguido pela Alemanha, com 186 tentos. Os germânicos participaram em menos dois Mundiais que o Brasil, mais concretamente em 1930 e 1950.
O primeiro golo do Brasil foi marcado por Preguinho, a 14 de Julho de 1930.

O centésimo aconteceu em 1970 e o seu autor foi Pelé, na final contra a Itália (4-1).

segunda-feira, junho 26, 2006

A Batalha de Nuremberga


Fantástico! Portugal garantiu, este domingo, um lugar entre as oito melhores selecções do planeta ao alcançar, em Nuremberga, o apuramento para os quartos-de-final do Campeonato do Mundo Alemanha-2006. O triunfo (1-0) sobre a formação ‘laranja’ não só reforçou a ‘tradição’ de a Equipa das Quinas levar a melhor sobre o conjunto actualmente orientado por Marco Van Basten – seis vitórias em dez encontros disputados, havendo apenas lugar a um desaire –, como fez, ainda, os comandados de Luiz Felipe Scolari atingir os objectivos a que se propuseram desde que foi garantida a sua presença em terras germânicas: chegar aos ‘quartos’.Pela frente, a nossa Selecção terá, agora, a Inglaterra, vencedora, horas antes, do duelo com o Equador, com um tento solitário de David Beckham. Gelsenkirchen (sábado, pelas 16h00, hora de Portugal Continental) será, então, o palco da quinta etapa de uma caminhada que todos desejamos só termine no próximo dia 9 de Julho, em Berlim.
- Ficha do Jogo -
Oitavos-de-final do Campeonato do Mundo Alemanha-2006.
Estádio do Campeonato do Mundo de Nuremberga.
Assistência: 41 mil espectadores.
Árbitro: Valentin Ivanov (Rússia).Árbitros Assistentes: Nikolay Golubev (Rússia) e Evgueni Volnin (Rússia).4º Árbitro: Marco Rodriguez (México).
PORTUGAL: Ricardo, Miguel, Fernando Meira, Ricardo Carvalho e Nuno Valente, Costinha, Maniche e Deco, Luís Figo (cap.) (Tiago, 84’), Cristiano Ronaldo (Simão Sabrosa, 33’) e Pauleta (Petit, 45’).
Suplentes não utilizados: Quim, Paulo Santos, Paulo Ferreira, Ricardo Costa, Marco Caneira, Hugo Viana, Boa Morte, Hélder Postiga e Nuno Gomes.
Treinador: Luiz Felipe Scolari.
Golos: Maniche (23’).
Disciplina: Cartão amarelo exibido a Maniche (19’), Costinha (31’ e 45’+1’), Petit (49’), Figo (59’), Deco (72’ e 77’), Ricardo (75’) e Nuno Valente (76’). Cartões vermelhos exibidos a Costinha (45’+1’) e a Deco (77’).
HOLANDA: Edwin Van der Sar (cap.), Khalid Boulahrouz, Andre Ooijer, Joris Mathijsen (Rafael Van der Vaart, 54’), Giovanni Van Bronckhorst, Wesley Sneijder, Mark Van Bommel (John Heitinga, 67’), Phillip Cocu (Jan Vannegoor of Hesselink, 84’), Robin Van Persie, Dirk Kuyt e Arjen Robben.
Suplentes não utilizados: Henk Timmer, Maarten Stekelenburg, Kew Jaliens, Denny Landzaat, Ruud Van Nistelrooy, Jan Kromkamp, Tim De Cler, Hedwiges Maduro e Ryan Babel.
Treinador: Marco Van Basten.
Disciplina: Cartões amarelos exibidos a Van Bommel (2’), Khalid Boulahrouz (7’ e 62’) e Van Bronckhorst (58’ e 90’+5’), Wesley Sneijder (72’) e Van der Vaart (74’). Catão vermelho exibido a Khalid Boulahrouz (62’) e a Van Bronckhorst (90’+5’).FonteFPF.

domingo, junho 25, 2006

Futebol a Alegria do Povo


Está na moda, pelo menos de parte de alguma da elite pensante portuguesa, atacar a alienação da população portuguesa provocada pelo mundial de futebol. Contudo, por muito que tentem esclarecer em longas e exaustivas dissertações, continuam sem explicar porque consideram que existe um problema com esta temporária fuga da realidade.
Não é necessário um raciocínio demasiado elaborado para perceber que este corte com o quotidiano é auto induzido e, não sendo perceptível a diferença entre o antes e o depois na forma como abordam a vida e os seus problemas, tudo isto mais parece um ataque ao jogo do que outra coisa qualquer. A única diferença reside nos limites da alienação. Assim, a atitude normal é fingir que os problemas não existem, enquanto que neste momento, durante os jogos esvaziam o cérebro de todos os pensamentos e retrocede-se do ponto de vista existencial aos primórdios da evolução humana, quando o significado da vida não era a questão fundamental.
Ao ler alguns artigos, sobreveio claramente uma ideia que quase se pode generalizar. Há pessoas que, na sua redutora concepção do mundo, não percebem que os outros possam ter interesses diversos dos seus. O comum dos mortais gosta de futebol. Quem se considera além dessa comunidade não pode sofrer dos mesmos males, sob pena de se tornar também comum. Se assim fosse, estes espíritos narcisistas estariam de alguma forma a negar-se o direito de serem condescendentes. Ao contemplarem extasiados a sua existência, intitulam-se de guardiães da moral pública e cívica, enquanto, deslumbrado e inconsciente, o povo apenas se preocupa com o futebol.
Convencem-se que apenas eles continuam a manter a vigilância perante tudo o que corre mal neste país, alertando todos os incautos que, quando a festa chegar ao fim, todos os problemas ainda cá estarão. Esta atitude é de uma arrogância e de um autismo sem limites.
De uma arrogância porque é uma forma de se colocarem à margem num patamar de superioridade, conseguindo, deste modo, evidenciar-se. A sua mensagem é simples:
-As pessoas inconsequentes não têm a capacidade de perceber as consequências deste estado de transe futebolístico e são, por isso mesmo portadoras de uma insondável imoralidade, com origem na forma efusiva com que vivem o mundial de futebol. Para grandes males, grandes remédios e cá estão os auto nomeados protectores para impedir o esquecimento e, aproveitando a ocasião, exercerem a sua função de educadores.
De autismo, e aqui é que se revelam no seu pior, porque não se apercebem o porquê da necessidade de alienação, ou melhor, de uns momentos de abstracção. Se atentarmos ás agruras com que quase todas as pessoas convivem diariamente, este distanciamento conseguido, ainda que efémero, constitui o único momento de ausência de preocupações, uma espécie purga momentânea do sofrimento suportado.
Assim, com maior ou menor gravidade, a vida não está fácil para a maioria de população mundial. As guerras, a fome, as doenças, problemas ambientais, os problemas sociais, são factores não apenas de instabilidade social, mas também, e fundamentalmente, de instabilidade pessoal.
Quem pode, por tudo isto, condenar esta busca de esquecer? Ninguém. Confrontar-se minuto a minuto com o espectro do desemprego, com o mês que sobra para o dinheiro que se tem, com a falta de expectativas para o futuro, é algo desesperante. Dói na alma com uma intensidade, que só que tem estes problemas o sente verdadeiramente. Para os outros, esses que escrevem, não passam de temáticas para emitirem um opinião massacrante e desfasada da realidade.
Às pessoas a quem são pedidos continuamente sacrifícios, a quem se apontam todos os defeitos, para os quais crise e vida são uma e a mesma coisa exige-se mais do que é possível suportar. A título de exemplo e não raras vezes, eis que surge uma série de iluminados com comentários do género, - “temos que subir a taxa de juro, para controlar a inflação” – palavras que ferem com adagas o já muito mutilado cérebro obrigado a uma permanente ginástica mental para a sobrevivência económica, enquanto sentem o nó na garganta a apertar mais um bocadinho.
Que convive diariamente com a subida dos lucros dos bancos em coexistência com a subida das suas dificuldades para sobreviver, não merece que lhe dêem alguma folga existencial? À sua escolha? Sem virem os arautos da desgraça e putativos portadores da moral cívica a exercer uma crítica que não é justa.
O futebol é, deste modo, como o álcool, sem provocar os estragos quase permanentes que estão associados ao alcoolismo. Assim como a ressaca traz consigo as lembranças que o álcool pretendia afogar, o fim dos jogos ou da festa trazem a vida com eles. Só que uma purga pode ter efeitos rejuvenescedores, o distanciamento conseguido pode permitir amolecer uma qualquer obsessão e garantir um reposicionamento face aos problemas. Se assim não for, o caminho para a depressão é retomado, após um curto intervalo. Em suma, o que se procura é uma abstracção que permita alguma espécie de felicidade, ainda que efémera. Será isto condenável?

Filipe Pinto.

Uma Dose Extra de Vitamina C...


... antes de comer os bifes!
A Holanda volta hoje a estar no caminho de Portugal rumo à final de uma grande competição de futebol, agora nos oitavos-de-final do Mundial Alemanha2006, às 20:00 , em Nuremberga.
A última vez que as duas equipas defrontaram foi a 30 de Junho de 2004 nas meias-finais do Euro2004, tendo então Portugal "carimbado" o acesso à final com uma vitória por 2-1, com golos de Cristiano Ronaldo e Maniche e um auto-golo de Jorge Andrade.
O encontro do Estádio José Alvalade, em Lisboa, marcou a última derrota dos holandeses em competições oficiais e ainda a despedida de Dick Advocaat do comando técnico da equipa "laranja".
A Holanda passou então a ser orientada por Marco van Basten e nos 12 encontros da qualificação para o Mundial averbou 10 vitórias e dois empates, pelo que, somando os jogos do Alemanha2006, já vai numa série de 15 jogos oficiais sem conhecer a derrota.
O único desaire sob o comando de Van Basten aconteceu a 12 de Novembro de 2005, por 3-1 num encontro particular com a Itália, disputado em Amesterdão.
Na Alemanha, a Holanda venceu os dois primeiros jogos, face à Sérvia e Montenegro (1-0, com um tento de Arjen Robben) e à Costa do Marfim (2-1, com golos de Robin van Persie e do "inevitável" Ruud van Nilstelrooy) e empatou com a Argentina (0-0).
Se o passado recente dá aos holandeses razões para acreditar nas credenciais de Marco Van Basten, a história de confrontos com a turma das "quinas" é largamente favorável aos portugueses: cinco vitórias, três empates e uma derrota (11-5 em golos).
Portugal pode ainda orgulhar-se de ter conseguido o pleno de pontos no Grupo D da fase preliminar do Mundial, a par com Alemanha, Brasil e Espanha, marcando cinco golos e apenas sofrendo um, na vitória sobre o México, por 2-1.
Pauleta, Cristiano Ronaldo, Deco, Maniche e Simão foram os autores dos cinco golos de Portugal, que na primeira fase registou ainda triunfos frente a Angola (1-0) e Irão (2-0).
Em Nuremberga, deverá quase repetir o "onze" que venceu a Holanda em Alvalade, excepção feita a Jorge Andrade, substituído por Fernando Meira devido à lesão sofrida pelo jogador do Deportivo da Corunha ainda antes do Mundial.
A Holanda mudou bastante sob o comando de Van Basten e apenas o guarda-redes Van der Sar, o defesa Van Bronchorst, o médio Cocu, o extremo Robben e o avançado Van Nistelrooy se mantêm como prováveis titulares em relação ao jogo do Euro2004, embora o ponta-de-lança do Manchester possa até ceder o lugar Dirk Kuyt.
O vencedor do encontro defronta nos quartos-de-final a selecção que ganhar o outro encontro de hoje, a disputar a partir das 16:00 entre Inglaterra e Equador, em Estugarda.
- Em Nuremberga, 20:00 (SIC e SportTV).

Equipas prováveis:
Holanda: Van der Sar, Boulahrouz, Ooijer, Mathijsen, Bronckhorst, Van Bommel (Van der Vaart), Sneijder, Cocu, Van Persie, Van Nistelrooy (Kuyt) e Robben.
Portugal: Ricardo, Miguel, Fernando Meira, Ricardo Carvalho, Nuno Valente, Costinha, Maniche, Deco, Figo, Cristiano Ronaldo e Pauleta.
Lusa.

sábado, junho 24, 2006

Por Favor, Faça Download...


...e dê uma ajuda à música portuguesa.
"Sempre que sacas uma música estás a contribuir para que os nossos concertos acabem".
D'zrt.

sexta-feira, junho 23, 2006

Ronaldo iguala Müller como melhor marcador da história dos Mundiais


O atacante Ronaldo igualou ontem o alemão Gerd Müller como o melhor marcador da história dos Campeonatos do Mundo, ao fazer dois golos na vitória do Brasil, por 4 a 1 contra o Japão, em Dortmund, na última jornada do Grupo F na competição.
O jogador do Real Madrid marcou o primeiro e o quarto golo da selecção na goleada sobre os japoneses. Com isso, o atacante Ronaldo chegou à marca de 14 golos e igualou o alemão Müller, que havia marcado por dez vezes no Mundial do México em 1970 e quatro no Mundial da Alemanha em 1974.
Além dos dois golos marcados ontem na partida diante do Japão, Ronaldo foi o goleador do Mundial Coreia-Japão em 2002 com oito golos, e fez mais quatro na edição de 1998, em França.
Na partida em Dortmund, o avançado do Brasil deixou para trás na tabela dos melhores goleadores em Mundiais o francês Just Fontaine, que soma 13 golos, todos no Mundial da Suécia em 1958 e Pelé, que totaliza 12, em quatro edições do torneio.
Lista dos melhores marcadores da história dos Mundiais:
.1. Gerd Müller (ALE) 14 + Ronaldo (BRA) 14 .
2. Just Fontaine (FRA) 13 .
3. Pelé (BRA) 12 .
4. Sandor Kocsis (HUN) 11 .+. Juergen Klinsmann (ALE) 11 .
5. Helmut Rahn (ALE) 10 .+. Teófilo Cubillas (PER) 10 .+. Grzegorz Lato (POL) 10 .+. Gary Lineker (ING) 10 .+. Gabriel Batistuta (ARG) 10.
6. Eusébio (POR) 9.

quinta-feira, junho 22, 2006

A Mão de Deus


De acordo com um inquérito aos fãs de futebol levado a cabo pelo Yahoo!, o controverso golo de Diego Maradona marcado com a “Mão de Deus” contra a Inglaterra, em 1986, é o momento mais recordado da história do Mundial de Futebol.
O inquérito, patrocinado pela Philips, questionou 4.500 adeptos de futebol na Argentina, Brasil, México, Grã-Bretanha, Alemanha, Itália, França, Espanha e Holanda, sobre vários temas relativos ao Mundial de Futebol, antecipando o próximo Campeonato que se disputa na Alemanha e do qual a Philips é Patrocinador Oficial.
45% dos inquiridos consideraram o golo do jogador argentino contra a selecção da Inglaterra em 1986 como o momento mais memorável dos Campeonatos do Mundo. Este exemplo recolheu maioria de votos em países como a Argentina, Brasil, México e Itália.

Passam hoje vinte anos.
Certamente este foi um dos golos mais famosos da carreira do polémico génio argentino. A partida, válida para os quartos-de-final do Campeonato do Mundo de 1986, no México, estava cercada de expectativas. Poucos anos antes, Inglaterra e Argentina tinham- se envolvido num conflito armado pela posse das Ilhas Malvinas.
Liderando uma selecção visivelmente limitada, Maradona era a maior fonte de preocupações da Selecção Inglesa. Com marcação especial, a selecção britânica vinha conseguindo segurar o jogador argentino até o sexto minuto do segundo tempo.
Porém após uma tabela entre Maradona e o atacante Valdano, um recuo errado do defesa central Peter Reid propiciou ao craque argentino ter condições de disputar uma bola aérea com o guarda-redes inglês Peter Shilton.
Contudo, Peter Shilton estava melhor colocado e a bola estava dentro da área, onde ele poderia se antecipar usando o braço. Surpreendendo Shilton, Maradona aproveitou-se do posicionamento que encobria a visão do árbitro tunisino Ben Naceur e esticou a mão, fazendo um “chapéu” ao guarda-redes e marcando o golo que abriria o caminho para a vitória.
Os jogadores ingleses correram para o árbitro certos de que ele anularia o golo. Só a diferença de estatura entre Shilton e Maradona já era o suficiente para concluir que Maradona não podia alcançar a bola sem usar o braço. Mas Naceur olhou para o seu auxiliar, que validou o golo.
O episódio destabilizou a equipa inglesa, que ainda veria Maradona marcar mais um, desta vez um golo legal, considerado o mais bonito golo de toda a história dos Mundiais.A uma pergunta sobre o lance após o jogo, Maradona limitou-se a responder: “Este golo foi feito pela cabeça de Maradona e a mão de Deus”.

Data: 22 de Junho de 1986

Assistência:114580 espectadores.

Argentina 2 – 1 Inglaterra

Local: Estádio Azteca, na Cidade do México.

Argentina: Pumpido; Cuciuffo, Brown, Ruggeri, Olarticoechea; Batista, Giusti, Burruchaga (Tapia) e Enrique; Valdano e Maradona.

Inglaterra: Shilton ; G.M.Stevens, Butcher, Fenwick e Sansom; Hoddle, Steven (Barnes), Reid (Waddle) e Hodge; Lineker e Beardsley.

Golos: Maradona aos 51 e aos 54 minutos; Lineker aos 80 minutos.

quarta-feira, junho 21, 2006

Qual Choque Tecnológico?...


Portugal é um dos seis países da União Europeia onde mais de metade da população não tem quaisquer competências informáticas básicas. A nível global, os números são igualmente significativos mais de um terço da população europeia (37%) tem conhecimentos nulos de informática. Estes resultados obtidos pelo Eurostat, o instituto de estatística da UE, são uma má notícia para os responsáveis europeus, que perspectivam uma economia competitiva baseada na inovação.
De acordo com o estudo realizado pelo Eurostat relativo ao ano 2005, a Itália, a Grécia, a Hungria, Portugal e Chipre são os países com os maiores índices de desconhecimento informático na Europa. Pelo contrário, são essencialmente os países nórdicos que apresentam os melhores indicadores, surgindo em primeiro lugar a Dinamarca, a Suécia e o Luxemburgo. Em Portugal, este “analfabetismo informático” atinge 54% da população, que é considerada incompetente de acordo com os seis critérios utilizados pelo Eurostat para medir tais capacidades.
O estudo avaliou a capacidade de usar um “rato” para lançar programas como os que permitem aceder à Internet ou utilizar o processamento de texto “Word”; copiar ou mover um ficheiro; copiar, duplicar ou transferir informação; efectuar operações básicas de aritmética (subtracção, adição, divisão e multiplicação); comprimir ficheiros; ou ainda escrever um programa de computador usando linguagem especializada. Mas a idade tem uma importância fundamental nestes resultados. Do total de portugueses totalmente incompetentes na matéria, apenas 13% pertencem ao grupo etário dos 16-24 anos, enquanto 49% integram o grupo dos 25-54 anos.
Em Portugal, como noutros estados-membros, a educação também é factor determinante das competências informáticas. Só 1% dos estudantes e 5% dos cidadãos com um grau de educação superior e se revelam incompetentes. Em contrapartida, os desempregados portugueses registam um índice elevado, 57%, de iliteracia informática.Piores que os portugueses, estão os gregos (dos quais 65% não sabem usar um computador), italianos (59%) e húngaros (57%). Chipre e Lituânia apresentam taxas de iliteracia informática de 54 e 53%, respectivamente.
No extremo oposto, aparecem Dinamarca, Suécia, Luxemburgo, Alemanha e Reino Unido onde só menos de um quarto da população se encontra nessa situação.No conjunto da UE-25, mais de um terço da população não tem quaisquer competências na matéria, com diferenças assinaláveis entre gerações e entre grupos sociais. Em média, 65% dos idosos (entre 55 e 74 anos) não sabem usar o computador, embora a percentagem de iliteratos varie entre 93% na Grécia e 27% na Dinamarca e Suécia. Não foram disponibilizados dados relativos aos idosos portugueses.
O Eurostat também quantifica a percentagem de população com um elevado nível de conhecimentos informáticos. Aqui a média europeia é de apenas 22%, contra 42% no Luxemburgo e 39% na Dinamarca e 32% na Suécia.
Em Portugal, a distribuição da população com maiores conhecimentos informáticos é notória em particular na escalão dos 16-24 anos (42%) e entre os estudantes (65%) e os detentores de graus superiores (63%). Em termos gerais, 21%da população portuguesa revela bons conhecimentos nesta área. O estudo do Eurostat foi realizado sem os dados de oito países da UE (França, Espanha, Bélgica, Irlanda, República Checa, Malta, Holanda e Finlândia), tidos como fortes em conhecimentos informáticos, mas representa 60% da população europeia. JN.

segunda-feira, junho 19, 2006

Roald Amundsen


Roald Engelbregt Grauning Amundsen, nasceu em 16 de Julho de 1872, perto de Oslo, Noruega e deixou a sua marca na era heróica das expedições antárcticas como um dos mais bem sucedidos exploradores polares. A sua carreira de aventuras começou aos 15 anos, quando abandonou os estudos medicina, para se juntar à expedição belga à Antártida em 1899,comandada por Adrien de Gerlache, esta expedição foi a primeira a passar um Inverno na Antártida. Mais tarde, Amundsen tornou-se o primeiro a atravessar a famosa Passagem do Noroeste, no seu navio “Gjoa”, entre 1903 / 1906. Após esta expedição, Amundsen estabeleceu os planos para alcançar o Pólo Norte, a bordo do famoso navio de Nansen, o “Fram”. Porém, a notícia do sucesso de Peary da chegada ao Pólo Norte fez com que ele mudasse o seu objectivo.
“O Pólo Norte foi alcançado”, era a notícia que se espalhou por todo o mundo como um relâmpago. Robert E. Peary tinha alcançado o Pólo Norte em 6 de Abril de 1909 mas só em Setembro de 1909 a noticia chegou a Amundsen. O plano original para a terceira viagem do “Fram” – a exploração da calote polar norte – foi rapidamente deixado de lado. Para salvar a expedição, Amundsen imediatamente voltou a sua atenção para o Sul, enquanto enfatizava aos seus financiadores que a viagem do “Fram” ao Árctico seria, de todo modo, uma expedição científica, e não teria nenhum propósito de quebrar recordes. Daí por diante, tanto quanto os patrocinadores estavam cientes, a viagem de Amundsen ao Árctico não seria influenciada de nenhuma maneira pelo sucesso de Peary. Como ele estava tão endividado, sentiu que deveria manter os seus planos de dirigir-se ao Pólo Sul em segredo.
Amundsen escreveu: “Eu sei que tenho sido reprovado por não ter esclarecido os meus planos publicamente ao menos uma vez, de maneira que, não apenas os meus patrocinadores, mas também os exploradores que se preparavam para seguir para as mesmas regiões tivessem conhecimento deles. Eu estava bem ciente de que essas críticas viriam e, daí por diante, sempre pesei cuidadosamente este lado da questão”.Também achou importante manter as suas intenções secretas para os colegas exploradores: “... Nem senti grandes escrúpulos em relação às outras expedições antárcticas que estavam a ser planeadas naquela época. Eu sabia que poderia informar o Capitão Scott da extensão de meus preparativos antes que ele deixasse a civilização, e então, alguns meses a mais ou a menos não poderiam ser de grande importância. Os planos e equipamentos de Scott eram tão diferentes dos meus próprios, que eu considerei o telegrama que lhe mandei mais tarde, com a informação de que estávamos de partida para a região antárctica, mais como um acto de cortesia do que como uma comunicação que pudesse fazê-lo alterar os seus planos no mais ínfimo grau. A expedição britânica foi planeada exclusivamente para fins de pesquisa científica. O Pólo Sul era apenas um objectivo secundário, enquanto no meu plano era o objectivo principal”.
A intenção de Scott de tentar alcançar o Pólo Sul era amplamente conhecida, e certamente não era um objectivo secundário. Amundsen admitia que estava endividado, e sabia que a melhor maneira de conseguir dinheiro, para pagar as dívidas, seria alcançar um triunfo espectacular. Escreveu; “Se, àquela altura, eu tivesse tornado os meus planos públicos, somente teria dado ocasião para uma grande polémica pelos jornais, e possivelmente teria matado o meu projecto à nascença. Tudo tinha que ser aprontado rápida e calmamente. O meu irmão, em cuja absoluta discrição eu podia confiar cegamente, foi a única pessoa a quem eu confiei o segredo da minha mudança de planos, e ele fez muitos serviços importantes durante o tempo em que somente nós, dividimos este conhecimento. O outro homem a saber da mudança de planos foi o comandante do navio, Tenente Thorvald Nielsen. Amundsen manteve seus planos tão secretos, que apenas estes dois homens, juntamente com os Tenentes Prestrud e Gjertsen, sabiam deles antes que o “Fram” alcançasse a Ilha da Madeira, ostensivamente em rota para Buenos Aires, de onde partiria rumo ao Norte, para o Árctico. A viagem até a Ilha da Madeira tinha, supostamente, o propósito de pesquisa oceanográfica.
Os noruegueses deixaram Oslo, na Noruega, a 9 de Agosto de 1910, oito semanas depois que a expedição de Scott havia deixado Cardiff. A bordo, estavam 97 cães da Groenlândia, a chave para o sucesso de Amundsen, junto com uma cabana e provisões para dois anos na Antártida. Um mês depois, o “Fram” chegou à Ilha da Madeira, e abasteceu-se de água e outras provisões. Pequenos reparos foram feitos no navio, enquanto a tripulação aproveitava algum tempo livre em terra.
Na noite de 9 de Setembro, cerca de três horas antes de partir para a Antártida, Amundsen pediu a atenção da tripulação. Muitos dos homens ficaram intrigados e irritados, pois estavam a escrever as últimas cartas para casa. Quando chegaram ao “deck”, Amundsen estava em pé, próximo a um mapa da Antártida pregado ao mastro principal. Então disse: “É minha intenção rumar ao Sul, desembarcar um grupo no continente, e tentar alcançar o Pólo Sul”.Gjertsen escreveu: “A maioria ficou, boquiaberta, olhos pregados no Chefe, como outros tantos pontos de interrogação”.Amundsen perguntou pessoalmente, a cada homem, se, se juntariam a ele nesta jornada épica. O último homem a ir à terra foi o irmão de Amundsen, Leon. A sua tarefa seria enviar as cartas da tripulação, e enviar uma mensagem a Scott... mas nunca antes do início de Outubro, quando Amundsen sabia que estaria além do ponto de retorno possível.
Depois de deixar a Ilha da Madeira, Amundsen desapareceu, rumando para destino desconhecido. Scott nunca sonharia que este era o Mar de Ross, na Antártida. Scott, a bordo do “Terra Nova”, chegou a Melbourne na noite de 12 de Outubro de 1910.
Junto com o correio que o esperava, estava o telegrama de Amundsen, mandado da Ilha da Madeira, o qual trazia uma completa surpresa:“Estou partindo. Informo-o. Destino Antárctida. Amundsen”.
Levou quatro meses para que o “Fram” chegasse à Baía do Mar de Ross, em 14 de Janeiro de 1911. Amundsen escolheu a Baía das Baleias como quartel-general de Inverno, por várias razões. Primeiro, eles desembarcariam um grau mais perto do Pólo Sul do que Scott, que o colocaria 60 milhas mais perto do Pólo. Segundo, Amundsen poderia instalar o seu quartel-general bem junto ao campo de trabalho. Terceiro, a vida animal na Baía das Baleias era extraordinariamente rica, e oferecia toda a carne fresca que a tripulação precisava, na forma de focas, pinguins, etc. Além disso, ela oferecia um local favorável para investigação das condições meteorológicas em todas as direcções, e era muito fácil de ser atingida por navio. O descarregamento começou a 15 de Janeiro, com o acampamento estabelecido 2 milhas (3,2 km) terra adentro.
O primeiro trenó foi carregado com mantimentos, atado a oito cães, e conduzido para lá por Amundsen.Durante as três semanas seguintes, cinco trenós, 46 cães e cerca de 10 toneladas de mantimentos foram descarregados no campo base. Enquanto isso, o carpinteiro, Jorgen Stubberud, supervisionava a montagem da cabana pré-fabricada. Depois de uma visita do “Terra Nova” de Scott, o campo base foi baptizado de “Framheim – A casa de Fram”, e as viagens para estabelecer os depósitos de mantimentos de apoio começaram. Dentro de um período de três semanas, depósitos foram estabelecidos a 80ºS, 81ºS, 82ºS... Mais de uma tonelada e meia de mantimentos foram armazenadas dentro de um raio de 480 milhas (770 km) do Pólo. Em 21 de Abril, o Sol finalmente pôs-se, e o longo Inverno começou.
Uma grande quantidade de trabalho tinha que ser feita durante os quatro meses seguintes, preparando a expedição ao Pólo. Amundsen estava plenamente consciente dos problemas potenciais que poderiam advir de ter nove homens confinados em quartos pequenos durante as longas noites de Inverno, e assim introduziu rapidamente uma rotina estrita. Durante seis dias da semana, os homens levantavam às 7:30 da manhã, tomavam o café da manhã, começavam a trabalhar às 9:00 e almoçavam às 12:00. Voltavam para o trabalho às 2:00 da tarde até às 5:15, com o resto dia para fazer o que quisessem.
Em 24 de Agosto o Sol reapareceu, e os trenós carregados foram tirados dos seus abrigos subterrâneos. Porém, outros dois longos e frustrantes meses se passaram, até que o tempo aquecesse o suficiente para permitir a partida. A tensão aumentava a cada dia que passava. Amundsen, várias vezes, preparou os homens e os cães para partirem, apenas para cancelar tudo à última hora. No dia 8 de Setembro, partiram através do gelo: oito homens com trenós, puxados por 86 cães. A princípio, o tempo estava esplêndido, e eles cobriram 31 milhas em três dias.
Mas, as condições mudaram abruptamente, com a temperatura caindo vertiginosamente, tiveram que desistir, e voltar ao acampamento. Finalmente, a 20 de Outubro de 1911, Amundsen, Bjaaland, Wisting, Hassel and Hanssen partiram na sua jornada definitiva para o Pólo Sul. Quatro trenós foram usados, cada um puxado por 13 cães. O progresso foi bastante bom, apesar de alguns problemas com fendas no gelo, chegaram ao depósito situado a 80ºS a 24 de Outubro.
Alimentaram os cães com carne de foca, armazenada ali, e repuseram as provisões que gastaram no caminho. No dia seguinte, partiram cedo, com os cinco homens em esquis. Percorriam em média 20 milhas (32 km) por dia, e alcançaram 82ºS a 4 de Novembro.Em 11 de Novembro, avistaram alguns picos de montanhas ao longe, as quais Amundsen chamou de “Serra da Rainha Maud”, em homenagem à então Rainha da Noruega.
Chegando ao sopé da serra, acamparam e discutiram a estratégia a ser empregada na arrancada final para o Pólo, distante ainda, cerca de 340 milhas (544 km).O plano final consistiu em separarem provisões para 30 dias, juntamente com os restantes 42 cães, e subir a serra. Depois de alcançar o topo, 24 dos cães seriam mortos, e a carne utilizada para alimentar os outros, pois não seriam mais necessários, usando os outros 18 cães para chegar ao Pólo. Lá chegando, mais 6 cães seriam mortos, para alimentar os 12 restantes na viagem de volta à base. A 17 de Novembro, eles começaram a escalada do glaciar Axel Heiberg.O tempo estava agradável, e a escalada foi muito tranquila, pois cobriram 12 milhas (19,2 km) antes de montar acampamento, a 650 m de altitude.
Quatro dias depois, a 21 de Novembro, encontravam-se no topo, tendo conseguido carregar 1 tonelada de provisões a 3.000 m. 24 Cães foram mortos, e a equipa permaneceu ali por mais 4 dias, antes de partir. Como já haviam esperado dois dias a mais do que haviam planeado, não tinham escolha, que a de sair dali o mais rápido possível.Durante os 10 dias seguintes lutaram, 5 homens e 18 cães, contra a neve, rajadas de vento de até 35 milhas (56 km) por hora, e espessa neblina. Finalmente alcançaram o planalto, só para se defrontarem com o “Salão de Dança do Diabo”, um glaciar com uma fina camada de neve cobrindo perigosas e profundas fendas no gelo. Esta provou ser a parte mais difícil da jornada.A 8 de Dezembro, com o sol brilhando, cruzaram o ponto mais ao sul alcançado por Shackleton, 88º23’S. Estavam a apenas 95 milhas (152 km) do Pólo.
Os cães estavam famintos e exaustos, e os homens tinham muitos ferimentos, e queimaduras faciais, mas ainda assim, seguiram em frente. Quanto mais se aproximavam do Pólo, mais Amundsen temia ser derrotado por Scott.A tentação de correrem para o Pólo, a toda velocidade, era compartilhada por todos eles. Às 15.00 horas do dia 14 de Dezembro de 1911, houve um grito geral de “Alto”, pois os instrumentos dos trenós marcavam a chegada ao Pólo Sul. Haviam alcançado o seu objectivo. Num acto simbólico do seu esforço e união, todos os homens empunharam uma bandeira da Noruega nas suas mãos queimadas pelo gelo, e fincaram-na no chão duro do Pólo Geográfico Sul. Amundsen nomeou o planalto de “Planalto do Rei Haakon VII”.Houve uma pequena festa na tenda, naquela noite, com cada homem recebendo uma pequena porção de carne de foca.
À meia-noite, observações astronómicas situaram-nos a 89º56’S. Prontamente, eles circularam em redor da tenda, num raio de cerca de 2,5 milhas (4 km), para se certificarem de passar sobre o Pólo. Ao meio-dia de 17 de Dezembro, as medições finais foram feitas, e ficou claro que eles haviam feito tudo que podiam, e era hora de partir. Uma tenda foi erguida, e recebeu o nome de “Poleheim – Casa do Pólo”, onde Amundsen deixou uma mensagem para Scott, juntamente com uma carta para o rei Haakon.Entretanto, Robert Falcon Scott (nasceu 1868, morreu em 1912) tinha partido do seu acampamento – base no dia 1 de Novembro de 1911 com 16 homens, 233 cães, 10 póneis siberianos e 13 trenós, com um pesado equipamento para pesquisa científica. Em determinados intervalos, alguns homens propositadamente abandonavam a equipa e retornavam ao acampamento base, deixando mantimentos ao longo do caminho para assegurar o retorno de Scott e a sua equipa. Alguns trenós quebraram, os póneis tiveram de ser abatidos e os cães não tinham condições para carregar tanto peso.
No dia 4 de Janeiro de 1912, enquanto Amundsen já fazia a viagem de regresso do Pólo Sul, o último auxiliar deixou a equipa. Scott, ficou com 4 homens, Bowers,Evans, Oates e Wilson. Com enormes dificuldades alcançaram o Pólo Sul no dia 17 de Janeiro de 1912 e descobriram que Amundsen já tinha alcançado o feito histórico.Os britânicos, exaustos e desiludidos começaram a viagem de regresso ao acampamento base. Entretanto condições de tempo muito adversas e problemas de falta de mantimentos iria impedi-los de chegarem ao acampamento. O primeiro a morrer foi Evans. Alguns dias depois Oates abandonou a barraca improvisada e nunca mais voltou.As fortes ventanias obrigaram os 3 homens restantes a permanecer no interior da barraca a cerca de 18 quilómetros do próximo depósito de mantimentos. Scott continuou a escrever no seu diário, sabendo que “o fim está próximo... pela Graça de Deus, tomem conta das nossas famílias”.
Os corpos congelados de Scott, Wilson e Bowers foram encontrados juntos aos seus pertences oito meses depois.Amundsen entretanto retornava ao acampamento base, como planeado, com todos os cinco homens e 11 cães pura “pele e osso”, era o dia 25 de Janeiro de 1912 após uma caminhada ininterrupta de três meses ao longo de 3000 quilómetros.A viagem de 30 dias até a Tasmânia foi extremamente frustrante para Amundsen, que queria ser o primeiro a anunciar sua conquista.
A 7 de Março de 1912, Amundsen finalmente pode enviar uma mensagem ao seu irmão Leon a noticiar o feito histórico.Apesar do drama vivido por Scott, a comunidade internacional celebrou o feito de Amundsen que foi possível graças à excelente organização e à escolha do melhor equipamento.Durante a Primeira Guerra Mundial, Amundsen conseguiu uma quantia significativa de dinheiro, comerciando com os países beligerantes. Assim, conseguiu construir um navio, o “Maud”, com o qual continuou as suas aventuras árcticas.
Completou a passagem noroeste, em redor da Sibéria mas falhou a sua tentativa de ir ainda mais ao Norte.A seguir, Amundsen passou a dedicar-se ao voo. Juntamente com seu patrocinador, Lincoln Ellsworth, fez história quando foi de Spitzbergen ao Alasca, sobrevoando o Pólo Norte, no aeroplano “Norge”.Este foi o primeiro voo Trans – Árctico directamente feito sobre o Pólo. Depois disso, Amundsen, com sua reputação solidamente estabelecida, retirou-se das explorações.
Quando fazia uma expedição de resgate e salvamento do explorador italiano Umberto Nobile, o seu avião despenhou-se, e Amundsen desapareceu sem deixar rasto, era o dia 18 de Junho de 1928.

domingo, junho 18, 2006

O Meu Lado Masoquista...


Exceptuando o Professor Marcelo Rebelo de Sousa, penso que nenhum outro português, consegue ter "Uma viagem inesquecível de avião para Frankfurt...". Mas enfim, também nunca pensei, que o professor fosse capaz de tentar escrever sobre futebol e ainda por cima, muito mal.
Sempre me considerei equilibrado, mas desde que começou o Mundial que desconfio que tenho um lado masoquista.
Este lado "sado-maso", advém do facto de ler diariamente no jornal "A Bola", a crónica do professor Marcelo, intitulada "O Postal do Professor".
Não haverá ninguém das relações dele, que lhe possa passar a informação para deixar de escrever sobre aquilo que não percebe nada, é confrangedor ter que ler todas estas parvoíces.
Até, tento ser politicamente correcto, mas há crónicas que extravasam todo e qualquer bom-senso, daquilo que deve ser informação, ainda por cima num jornal auto-intitulado a “ bíblia do desporto".
Não restam dúvidas que o Professor é muito melhor a falar dos livros que não lê...