terça-feira, fevereiro 05, 2008

Óscares: 1964


Apresentação: Bob Hope

Auditório: The Santa Mónica Civic Auditorium (Santa Mónica)

Filme: My Fair Lady, de George Cukor

Realizador: George Cukor, por My Fair Lady

Actor: Rex Harrison, por My Fair Lady

Actriz: Julie Andrews, por Mary Poppins

Actor Secundário: Peter Ustinov, por Topkapi

Actriz Secundária: Lila Kedrova, por Zorba the Greek

Argumento Original: S. H. Barnett, Peter Stone e Frank Tarloff, por Father

Argumento Adaptado: Edward Anhalt, por Becket

Fotografia: Walter Lasslly, por Zorba the Greek (P/B); e Harry Stradling, por My Fair Lady (Cor)

Direcção Artística: Vassilis Fotopoukos, por Zorba the Greek (P/B); e Gene Allen, Cecil Beaton e George James Hopkins, por My Fair Lady (Cor)

Som: George R. Groves, por My Fair Lady

Canção: Richard M. Sherman e Robert B, Sherman (música e letra) por “Chim chim cher-ee” em Mary Poppins

Banda Sonora Original: Richard M. Sherman e Robert B, Sherman, por Mary Poppins

Banda Sonora Adaptada:André Previn, por My Fair Lady

Montagem: Cotton Warburton, por Mary Poppins

Guarda-Roupa: Dorothy Jeakins, por The night of the Iguana (P/B); e Cecil Beaton, por My Fair Lady (Cor)

Efeitos visuiais: Peter Ellenshaw, Hamilton Luske e Eustace Lycett, por Mary Poppins

Efeitos de Som: Norman Wanstall, por Goldfinger

Curta-metragem de ficção: Casals Conducts: 1964, de Edward Schreiber

Curta-metragem de Animação: The Phink Phink, de David H. DePatie e Fritz Freleng

Documentário curta-metragem: Nine from Little Rock, de Charles Guggrnheim

Documentário Longa-metragem: World without Sun, de Jacques-Yves Cousteau

Filme Estrangeiro: Ieri, Oggi, Domani (ontem, hoje, amanhã), de Vittorio De Sica (Itália)

Prémios especiais: William Tuttle, pelos efeitos de maquilhagem em Seven Faces of doctor Lao.

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Boneca de Luxo


Breakfast at Tiffany’s (Boneca de Luxo, na versão portuguesa) é uma comédia romântica realizada por Black Edwards, adaptada de um romance de Truman Capote.
Audrey Hepburn é Holly Golightly, uma mulher boémia que vive das atenções dos cavalheiros. Apesar de não ser claro que tipo de trabalho Holy faz, para receber as atenções dos cavalheiros, fica implícito que Holly trabalha como acompanhante.
Partilhando o mesmo bloco de apartamentos está o escritor Paul Varjak (George Peppard), que luta por afirmar-se e por sua vez, é mantido por uma protectora rica (Patrícia Neal) com quem tem um caso. Paul vive intrigado com o comportamento de Holly, no entanto, depressa se tornam amigos. A delicada balança das relações dele e de Holy está sucessivamente ameaçado, mas Paul apaixona-se pela bela vizinha.
Audrey Hepburn, com o cabelo puxado atrás, de chiquérrimo vestido preto e com a sua elegante boquilha, proporciona uma das mais inesquecíveis imagens do Cinema.
O filme recebeu dois Óscares: o de melhor música original, atribuído à famosa canção "Moon River" de Henry Mancini (música) e Johnny Mercer (letra) e o de melhor banda sonora.


Origem: (EUA, Jurow-Shepherd, Paramount, 115 Min. Technicolor)
Idioma: InglêsData de estreia: 5 de Outubro de 1961
Realização: Blake Edwards
Produção: Martin Jurow e Richard Shepherd
Argumento: George Axelrod, adaptado do Romance de Truman Capote
Fotografia: Franz Planerl
Música: Henry Mancini
Elenco: Audrey Hepburn, Dorothy Whitney, George Peppard, Patricia Neal, Buddy Ebsen, John McGiver, Alan Reed, Dorothy Whitney, Beverly Powers, Stanley Adams, Claude Stroud, Elvia Allman, Orangey, Mickey Rooney.

Charlton Heston


John Charlton Carter nasceu a 4 de Outubro de 1924 em Evanston, Illinois. Começou a sua formação artística ao frequentar os clássicos nos programas de teatro da Northwestern University. Depois, fez rádio e serviu durante três anos na Segunda Guerra Mundial. Quando regressou da guerra, tornou-se modelo e conheceu a sua mulher, com quem viria a tomar conta de um teatro em Asheville, teatro esse que serviria a Charlton Heston para apurar as suas técnicas de representação.
Em 1947, estreou-se na Broadway, como actor de teatro, com a peça António e Cleópatra. Depois do teatro, trabalhou em televisão, onde interpretou os papéis de Heathcliff, Júlio César e Petruchio. A sua estreia no cinema aconteceu em 1950, mas o seu primeiro grande êxito chegou em 1952, com O Maior Espectáculo do Mundo. O porte atlético, a voz e a formação dramática de Charlton Heston transformaram-no num verdadeiro herói, dentro e fora da tela.
As suas interpretações de figuras clássicas nos grandes épicos históricos produzidos em Hollywood ficaram para sempre imortalizadas na nossa memória, como, por exemplo, a personagem de Bufallo Bill em Pony Express(1953), a figura bíblica de Moisés em Os Dez Mandamentos (1956), o Miguel Ângelo em A Agonia e o Êxtase (1965) e Ben-Hur (1959), que lhe valeu o Óscar de melhor actor.
A sua vasta filmografia conta com quase uma centena de filmes, dos quais se destacam, entre outros, Júlio César (1950), Sede do Mal (1958), El Cid (1961), The Greatest Story Ever Told (1965), Major Dundee (1965), O Senhor da Guerra (1965), O Planeta dos Macacos (1968), que deu origem a uma série de longas-metragens designadas O Planeta dos Macacos, Antony and Cleopatra (1973), À Beira do Fim (1973), Os Três Mosqueteiros (1973), O Terramoto (1974), Aeroporto (1974), A Verdade da Mentira (1994) e Hamlet (1996). Charlton Heston foi também o actor escolhido pelos estúdios da Disney para dar voz a Zeus no filme Hércules (1997) e para fazer de narrador no filme de Michael Bay, Armagedão (1998).
Paralelamente à sua carreira de actor, Charlton Heston escreveu The Actor’s Life: Journals 1956-1976 (1978), foi presidente do Screen Actors Guild durante seis mandatos, presidente do American Film Institute e presidente da National Rifle Association durante 5 anos. Em Agosto de 2002, foi-lhe diagnosticada a doença de Alzheimer, o que o levou ao abandono do cargo na NRA em Abril de 2003. Em Agosto do mesmo ano, o actor foi condecorado com a Medalha da Liberdade pelo presidente dos EUA, George W. Bush (Fonte Biblioteca Universal).

Óscares: 1963


Apresentação: Jack Lemmon

Auditório: The Santa Mónica Civic Auditorium (Santa Mónica)

Filme: Tom Jones, de Tony Richardson

Realizador: Tony Richardson, por Tom Jones

Actor: Sidney Poitier, por Lilies of the field

Actriz: Patricia Neal, por Hud

Actor Secundário: Melvyn Douglas, por Hud

Actriz Secundária: Margaret Rutherford, por The VIP’s

Argumento Original: James R. Webb, por How the West was won

Argumento Adaptado: John Osborne, por Tom Jones

Fotografia: James Wong Howe, por Hud (P/B); e Leon Shamroy, por Cleopatra (Cor)

Direcção Artística: Gene Callahan, por América (P/B); e John DeCuir, Jack Martin Smith, Hilyard Brown, Herman Blumenthal, Elven Webb, Maurice Pelling, Boris Juraga, Walter M. Scott, Paul S. Fox e Ray Moyer, por Cleópatra (Cor)

Som: Franklin E. Milton, por How the West Was Won

Canção: James Van Hersen (música) e Sammy Cahn (letra) por “Call me irresponsible”, em Papa’s deliticate condition

Banda Sonora Original:John Addison, por Tom Jones

Banda Sonora Adaptada: André Previn, por Irma la douce

Montagem: Harold F. Kress, por How the West Was Won

Guarda-Roupa: Piero Gherardi, por Otto e mezzo (P/B); e Irene Sharaff, Vittorio Nino Novarese e Renie, por Cleópatra (Cor)

Efeitos Especiais: Emil Kosa JR., por Cleópatra

Efeitos de Som: Walter G. Elliot, por It’s mad, mad, mad, mad world

Curta-metragem de ficção: La Riviére du hibou, de Paul de Roubaix e Marcel Ichac

Curta-metragem de Animação: The critic, de Ernest Pintoff

Documentário curta-metragem: Chagall, de Simon Schiffrin

Documentário Longa-metragem: Robert Frost; A lover’s quarrell with the World, de Robert Hughes

Filme Estrangeiro: Otto e Mezzo ( 8 ½), de Frederico Fellini (Itália)

Memorial Irving G. Thalberg: Sam Spiegel

Óscares: 1962


Apresentação: Frank Sinatra

Auditório: The Santa Mónica Civic Auditorium (Santa Mónica)

Filme: Lawrence of Arabia, de David Lean

Realizador: David Lean, por Lawrence of Arabia

Actor: Gregory Peck, por To Kill a Mockingbird

Actriz: Anne Brancroff, por The Miracle worker

Actor Secundário: Ed Begley, por Sweet bird of youth

Actriz Secundária: Patty Duke, por The Miracle worker

Argumento Original: Ennio De Concini, Alfredo Giannetti e Pietro Germi, por Divorzio all’ Italiana

Argumento Adaptado: Horton Foote, por To Kill a Mockingbird

Fotografia: Jean Bourgolin e Walter Wottitz, por The longest day (P/B); e Fred A. Young, por Lawrence of Arabia (Cor)

Direcção Artística: Alexandre Golitzen, Henry Bumstead e Oliver Emert, por To Kill a Mockingbird (P/B); e John Box, John Stoll e Dario Simoni, por Lawrence of Arabia (Cor)

Som: John Cox, por Lawrence of Arabia

Canção: Henry Mancini (música) e Johnny Mercer (letra) por “ Days of wine and roses”, em Days of wine and roses

Banda Sonora Original: Maurice Jarre, por Lawrence of Arabia

Banda Sonora Adaptada: Ray Heindorf, pot The music man

Montagem: Anne Coates, por Lawrence of Arabia

Guarda-Roupa: Norma Koch, por What ever happened to Baby Jane? (P/B); e Mary Welles, por The wonderful world of Brothers Grimm (Cor)

Efeitos Especiais: Robert McDonald e Jacques Aumont, por The Longest day

Curta-metragem de ficção: The hole, de John Hubley e Faith Hubley

Curta-metragem de Animação: Heureux anniversaire, de Pierre Etaix e Jean-Claude Carrière

Documentário curta-metragem: Dylan Thomas, de Jack Howells

Documentário Longa-metragem: The black fox, de Louis Clyde Stoumen

Filme Estrangeiro: Les dimanches de ville d’Avray, de Serge Bourguignon (França)

Prémio Humanitário Jean Hersholt: Steve Broidy

Óscares: 1961


Apresentação: Bob Hope

Auditório: The Santa Mónica Civic Auditorium (Santa Mónica)

Filme: West Side Story, de Robert Wise e Jerome Robbins

Realizador: Robert Wise e Jerome Robbins por West Side Story,

Actor: Maximilian Schell, por Judgment at Nuremberg

Actriz: Sophia Loren, por Ciociara

Actor Secundário: George Chakiris, por West Side Story

Actriz Secundária: Rita Moreno, por West Side Story

Argumento Original: William Inge, por Splendor in the grass

Argumento Adaptado: Ernest Lehman, por Judgment at Nuremberg

Fotografia: Eugen Shuftan, por The hustler (P/B); e Daniel L. Fapp, por West Side Story

Direcção Artística: Harry Horner e Gene Callahan, por The Hustler (P/B9; E Boris Leven e Victor A. Gangelin, por West Side Story (Cor)

Som: Fred Hynes e Gordon E. Sawyer, por West Side Story

Canção: Henry Mancini (música) e Johnny Mercer (letra) por “Moon River”, em Breakfast at Tiffany’s

Banda Sonora (Filme Dramático ou Comédia): Henry Mancini, por Breakfast at Tiffany’s

Banda Sonora (Filme Musical):Saul Chaplin, Johnny Green, Sid Ramin e Irwin Kostam, por West Side Story

Montagem: Thomas Stanford, por West Side Story

Guarda-Roupa: Piero Gherardi, por La Dolce Vita (P/B); e Irene Sharaff, por West Side Store (Cor)

Efeitos Especiais: Bill Warrinton e Vivian C. Greenham, por The guns of Navarone

Curta-metragem de ficção: Seaward’s the great ships, da Templar Film Studios

Curta-metragem de Animação: Surogat, da Zagreb Film

Documentário curta-metragem: Project Hope, de Frank P. Bibas

Documentário Longa-metragem: Le ciel et la boue, de Arthur Cohn e René Lafuite

Filme Estrangeiro: Sasom I En Spegel (Em Busca da Verdade), de Ingmar Bergman (Suécia)

Memorial Irving G. Thalberg: Stanley Kramer

Premio Humanitário Jean Hersholt: George Seaton

Prémios especiais: William Hendricks, pelo seu serviço à nação com a realização do filme A Force in Readiness; Fred L. Metzler, pela dedicação e pelos seus serviços prestados à Academia; e Jerome Robbins, pelos resultados extraordinários que conseguiu na arte de coreografia no cinema.

domingo, fevereiro 03, 2008

PSICO


O filme Psycho (Psico, na versão portuguesa) de 1960, realizado pelo Mestre do Terror e do Suspense Alfred Hitchcok, é um dos filmes de terror mais famosos de sempre, e muito possivelmente o mais influente de toda a História.
Adaptado por Joseph Stefano, de um esquecido romance de Robert Bloch, que baseou a personagem Norman Bates, num serial-killer americano, Ed Gein.
O filme conta a história de Marion Crane, papel encarnado por Janet Leigh, uma bonita mulher que rouba 40 000 dólares do local do trabalho. Deixa então a cidade, com o desejo de passar a noite com o namorado, Sam Loomis (John Gavin), que é casado. Conduzindo a noite inteira à chuva, Marion pára finalmente num motel, onde o gerente é um rapaz jovem e simpático Norman Bates (Anthony Perkins). Num volte-face chocante que pôs o público com os cabelos arrepiados, Marion é apunhalada até à morte enquanto tomava um duche. A cena em que Marion Crane é esfaqueada no duche, é considerada uma das melhores cenas da história do cinema.
Depois do detective da companhia de seguros, incumbido do caso ser também morto, a irmã e o namorado de Marion, seguem o rasto da desaparecida até à casa da família Bates. Descobrem que o assassino é Norman Bates, um esquizofrénico homicida, que gosta de se vestir de mulher e que se transforma na mãe já falecida sempre que emergem sensações sexuais ou ameaçadoras.
Quando o filme estreou, a reacção do público ao filme foi estrondosa, com filas monumentais para a obtenção dos bilhetes. A “política especial” de Alfred Hitchcok, de não deixar ninguém entrar nas salas depois de passar o genérico de abertura, contribui em muito para estas filas e para publicitar o filme.


Origem: (EUA, Shamley, Alfred Hitchcock, 109 Min. Preto/Branco)
Idioma: Inglês
Data de estreia: 16 de Junho 1960
Realização:
Alfred Hitchcock
Produção: Alfred Hitchcock
Argumento: Joseph Stefano, adaptado do romance de Robert Bloch
Fotografia: John L. Russel
Música: Bernard Herrmann
Elenco: Anthony Perkins, Janet Leigh, Vera Miles, John Gavin, Martin Balsam, John McIntire, Lurene Tuttle, Simon Oakland, Frank Albertson, Patricia Hitchcock.

Marilyn Monroe


Norma Jean Baker, mais tarde Marilyn Monroe, nasceu a 1 de Junho de 1926, em Los Angeles. Filha de mãe solteira, frequentemente internada em instituições psiquiátricas, Marilyn teve uma infância difícil, tendo sido educada em orfanatos e lares adoptivos. Casou pela primeira vez aos 16 anos com um mecânico de aviões. Antes de se tornar estrela de cinema foi pin up em revistas e modelo. Voltou a casar em 1954, desta vez com o famoso jogador de basebol Joe DiMaggio. Depois do divórcio, casou-se pela terceira vez com o dramaturgo Arthur Miller, autor de Os Inadaptados (1960), o último filme da actriz.
Foram objecto de muita especulação as supostas ligações que manteve com o presidente J.F. Kennedy e o seu irmão Bob Kennedy bem como com o actor Yves Montand. A sua vida de glamour foi dominada pela tragédia e infelicidade. Ainda iniciou as filmagens de Something’s Got to Give, que acabou por não terminar devido à morte prematura, em 1962, causada, oficialmente, por uma overdose de comprimidos.Estrela dos filmes de Hollywood na década de 50, Marilyn imortalizou-se na tela pelo seu visual de loura, bela e voluptuosa. Considerada a maior símbolo sexual do Século Vinte, foi contratada pelos estúdios Fox em 1946, mas só em 1950 começou a ter notoriedade, em filmes como, Quando a Cidade Dorme, de John Huston e Eva, de Joseph Mankiewicz.
Seguiram-se A Culpa foi do Macaco, de Howard Hawks (1952) e Os Homens Preferem as Loiras (1953). Especializou-se em comédias como, Como se Conquista um Milionário (1953), O Pecado Mora ao Lado (1955), Paragem de Autocarro (1956) e Quanto Mais Quente Melhor (1959), criando o estereótipo da mulher-criança, a eterna inocente num corpo de pecado. Foi encontrada morta na sua casa em Los Angeles, no dia 5 de Agosto de 1962. Tinha 36 anos.

Óscares: 1960


Apresentação: Bob Hope

Auditório: The Santa Mónica Civic Auditorium (Santa Mónica)

Filme: The apartment, de Billy Wilder

Realizador: Billy Wilder, por The apartment

Actor: Burt Lancaster, por Elmer Gantry

Actriz: Elizabeth Taylor, por Butterfield 8

Actor Secundário: Peter Ustinov, por Spartacus

Actriz Secundária: Shirley Jones, por Elmer Gantry

Argumento Original: Billy Wilder e I.A.L. Diamond, por The apartment

Argumento Adaptado: Richard Brooks, por Elmer Gantry

Fotografia: Freddie Francis, por Sons and lovers (P/B); e Russel Metty, por Spartacus (Cor)

Direcção Artística: Alexander Trauner e Edward G. Boyle, por The apartment (P/B); e Alexander Golitzen, Eric Orbom, Russel A. Gausman e Júlia Heron, por Spartacus (Cor)

Som: Gordon E. Sawyer e Fred Hynes, por El alamo

Canção: Manos Hadjidakis (música e letra) por “Never on Sunday”, em Never on Sunday

Banda Sonora (Filme Dramático ou Comédia): Ernest Gold, por Exodus

Banda Sonora (Filme Musical): Morris Stoloff e Harry Sikman, por Song whithout end

Montagem: Daniel Mandell, por The apartment

Guarda-Roupa: Edith Head e Edward Stevenson, por The facts of life (P/B) e Valles Thomas, por Spartacus (Cor)

Efeitos Especiais: Gene Warren e Tim Baar, por The time machine

Curta-metragem de ficção:Day of the Painter, de Richard Baker

Curta-metragem de Animação: Munro, de William L. Snyder

Documentário curta-metragem: Giuseppina, de James Hill

Documentário Longa-metragem: The horse with the flying tail, de Larry Lansburgh

Filme Estrangeiro:Jungfrukallan, A Fonte da Virgem, de Ingmar Bergman (Suécia)

Memorial Irving G. Thalberg: Sol Lesser

Prémios especiais: Gary Cooper, pelas suas excelentes interpretações e pelo reconhecimento internacional que merecidamente conquistou; Stan Laurel, pelo seu trabalho pioneiro no campo da comádia; e Hayley Mills, pela sua interpretação juvenil em Pollyana.

Óscares: Década de 50


A década de cinquenta começa com Vivien Leigh a receber o seu segundo Óscar no filme um "Eléctrico Chamado Desejo", e Humphrey Bogart a receber, finalmente e tardiamente, o Óscar para melhor actor do ano, pelo seu desempenho no filme "A Rainha Africana". Gary Cooper recebe o seu segundo Óscar pelo filme "High Moon", em 1952.
O filme "Um americano em Paris" é o melhor filme do ano em 1951. Neste ano, a Academia reconhece o extraordinário valor, do actor, cantor, bailarino e realizador Gene Kelly, ao atribuir-lhe um Óscar Especial pela sua carreira. Nesta década Ingrid Bergman recebe o seu segundo Óscar para melhor actriz pelo desempenho no filme "Anastácia", o primeiro tinha sido em 1944 no filme "Gaslight". Ainda viria a receber um terceiro Óscar como actriz secundária no filme "O Crime do Expresso Oriente", em 1974.
Em 1957, o filme "A Ponte do Rio Kwai", recebe o Óscar de melhor filme do ano. Vincente Minnelli, recebe finalmente o Óscar para melhor realizador, com o filme "Gigi", que arrebatou um total de 9 estatuetas incluindo a de melhor filme do ano, em 1958.
Em 1954, aparece um jovem actor, chamado Marlon Brando, que recebe o Óscar de melhor actor do ano pelo filme "Há Lodo no Cais", filme que conquistaria nada mais nada menos que oito Óscares, incluindo o de melhor filme do ano. Realizado por Elia Kazan a acção do filme decorria à volta de um sindicato e as suas corrupções.
O final da década, fica marcado pelo filme Ben Hur, que arrebata 11 Óscares em 1959, entre os quais, Melhor filme do ano, melhor realizador do ano, William Wyler, melhor actor do ano, Charlton Heston.
Duas musas de Hollywood, receberiam, também nesta década, o almejado Óscar de Melhor Actriz: Audrey Hepburn pelo fime "Roman Holyday", de 1953, Grace Kelly pelo filme "The Country Girl", de 1954.
Ernest Borgnine pelo filme "Marty" de 1955, Yul Brynner pelo filme " Eu e o Rei" em 1956, e Burt Lancaster pelo fime "Elmer Gantry" de 1960, receberiam também, a estatueta dourada.

Óscares: 1959


Apresentação: Bob Hope

Auditório: The RKO Pantages Theatre (Hollywood)

Filme: Ben-Hur, de William Wyler

Realizador: william Wyler, por Ben-Hur

Actor: Charlton Heston, por Ben-Hur

Actriz: Simone Signoret, por Room at the top

Actor Secundário: Hugh Grifith, por Ben-Hur

Actriz Secundária: Shelley Winters, por The diary of Anne Frank

Argumento Original: Russel Rouse, Clarence Greene, Stanley Shapiro e Maurice Richin, por Pillow talk

Argumento Adaptado: Neil Paterson, por Room at the top

Fotografia: William C. Mellor, por The diary of Anne Frank (P/B) e Robert L. Surtees, por Ben-Hur (Cor)

Direcção Artística:Lyle R. Wheeler, George W. Davis, Walter M. Scott e Stuart A. Reiss, por The diary of Anne Frank (P/B); e William A. Horning, Eduard Cartagno e Hugh Hunt, por Ben-Hur (Cor)

Som: Franklin E. Milton, por Ben-Hur

Canção: James Heusen (música) e Sammy Cahn (letra) por “High hopes”, em A hole in the head

Banda Sonora (Filme Dramático ou Comédia): Miklos Rozsa, por Ben-Hur

Banda Sonora (Filme Musical): André Previn e Ken Darby, por Porgy and Bess

Montagem: Ralph E. Winters e John D. Dunning, por Ben-Hur

Guarda-Roupa: Orry-Kelly, por Some like is hot (P/B); e Elizabeth Haffenden, por Ben-Hur

Efeitos Especiais: A. Arnold Gillespie, Robert MacDonald e Milo Lory, por Ben-Hur

Curta-metragem de ficção: The golden fish, de Jacques-Ives Cousteau

Curta-metragem de Animação: Moonbird, de John Hubley

Documentário curta-metragem: Glass, de Bert Haanstra

Documentário Longa-metragem: Serengeti shal not die, de Bernhard Grzimek

Filme Estrangeiro: Orfeu Negro, de Marcel Camus (França)

Prémio Humanitário Jean Hersholt: Bob Hope

Prémios especiais: Lee De Forest, pelos seus descobrimentos no campo do som cinematográfico; e Buster Keaton, pelo seu talento excepcional no campo da comédia.

Óscares: 1958


Apresentação: Bob Hope, David Niven, Tony Randall, Mort Sahl, Laurence Olivier e Jerry Lewis

Auditório: The RKO Pantages Theatre (Hollywood)

Filme: Gigi, de Vincente Minnelli

Realizador: Vincente Minnelli, por Gigi

Actor: David Niven, por Separate tables

Actriz: Susan Hayward, por I want to live

Actor Secundário:Burt Ives, por The big Country

Actriz Secundária: Wendy Hiller, por Separate tables

Argumento Original: Nathan E. Douglas e Harold Jacob Smith, por The defiant ones

Argumento Adaptado: Alan Jay Lerner, por Gigi

Fotografia: Sam Leavitt, por The defiant ones (P/B) e Joseph Ruttenberg. Por Gigi

Direcção Artística: William A. Horning, Preston Ames, Henry Grace e F. Keogh Gleason, por Gigi

Som: Fred Hynes, por South Pacific

Canção: Frederick Loewe (música) e Alan Jay Lerner (letra) por “Gigi” em Gigi

Banda Sonora (Filme Dramático ou Comédia): Dimitri Tiomkin, por The old man and the sea

Banda Sonora (Filme Musical): André Previn, por Gigi

Montagem: Adrienne Fazan, por Gigi

Guarda-Roupa: Cecil Beaton, por Gigi

Efeitos Especiais: Tom Howard, por Tom Thumb

Curta-metragem de ficção: Grand Canyon, de Walt Disney

Curta-metragem de Animação: Knighty Knight bugs, de John Burton

Documentário curta-metragem: AMA Girls, de Bem Sharpsteen

Documentário Longa-metragem: White wildnerss, de Bem Sharpsteen

Filme Estrangeiro: Mon oncle, de Jacques Tati (França)

Memorial Irving G. Thalberg: Jack L. Warner

Prémios especiais: Maurice Chevalier, pela sua contribuição ao mundo do espectáculo ao longo de meio século.

sábado, fevereiro 02, 2008

James Dean


James Byron Dean nasceu a 8 de Fevereiro de 1931, em Marion , no Estado de Indiana (EUA) e viria a marcar a História do Cinema, com a sua curta carreira de 16 meses em Hollywood. Após terminar os estudos secundários, James Dean entra na UCLA, porém, o objectivo dele não era estudar mas sim tornar-se actor. Para isso entra para o grupo de Teatro de James Whitmore, ao mesmo tempo que faz alguns anúncios para televisão e entra como figurante em alguns filmes.
Aos 20 anos decide mudar-se para Nova Iorque e consegue ser admitido no Actor’s Studio, para estudar Arte Dramática sobre a supervisão de Lee Strasberg . Em 1954, a peça de teatro baseada numa novela de André Gide, “O Imoralista”, é um sucesso na Broadway. A Warner Bros apressa-se a convoca-lo para fazer um casting. É aprovado com distinção.
James Dean viria apenas a fazer apenas 3 filmes com a Warner Bros, mas consolidaria uma das mais brilhantes carreiras da história do cinema americano.
Em 1954 estreia-se com o filme “A Leste do Paraíso”, de Elia Kazan, adaptação do romance de John Steinbeck. Em 1955, estreia o filme “Fúria de Viver”, de Nicholas Ray, e finalmente em 1956, o filme “Gigante”, realizado por George Stevens a partir do romance de Edna Ferber, que viria a ser o maior êxito de bilheteira da Warner Bros., durante os vinte anos seguintes, só destronado em 1978, por “Superman”.
A 30 de Setembro de 1955, dirigia-se a Salinas para uma corrida de automóveis, com o carro acabadinho de comprar, um Porsche prateado 550 Spyder, a que chamou “Little Bastard”, quando teve um choque frontal na Auto-estrada 466, que resultou a sua morte.
James Dean tinha 24 anos e as coisas não podiam ser mais prometedoras: “A Leste do Paraíso” tinha sido um enorme sucesso comercial, tornando-o uma estrela de primeira grandeza em Hollywood, no entretanto, aguardava-se a estreia de “Fúria de Viver”. Tinha também acabado as filmagens de o “Gigante”, onde contracenava com Elizabeth Taylor e Rock Hudson.
Um detalhe interessante, além dos seus dois últimos estrearem depois da sua morte, é o facto de James Dean, ser nomeado duas vezes para o Óscar de melhor actor do ano, pelo filme “A Leste do Paraíso” e pelo filme o “Gigante”, o que faz dele o único actor a ser nomeado para os Óscares postumamente.
James Dean cumpriu a lenda de “viver rápido, morrer jovem” no entanto, é a morte, a sua trágica morte, que o catapultou para níveis de fama, que de uma outra forma, muito dificilmente conseguiria granjear.

Óscares: 1957


Apresentação: James Stewart, Bob Hope, Rosalind Russel, David Niven e Jack Lemmon

Auditório: The RKO Pantages Theatre (Hollywood)

Filme: The Bridge on the River Kwai, de David Lean

Realizador: David Lean, por The Bridge on the River Kwai

Actor: Alec Guiness, por The Bridge on the River Kwai

Actriz: Joan Woodward, por The faces of Eve

Actor Secundário: Red Buttons, por Sayonara

Actriz Secundária: Miyoshi Umeki, por Sayonara

Argumento Original: George Wells, por Designing woman

Argumento Adaptado: Pierre Boulle, Carl Foreman e Michael Wilson, por The Bridge on the River Kwai

Fotografia: Jack Hildyard, por The Bridge on the River Kwai

Direcção Artística: Ted Haworth e Robert Priestley, por Sayonara

Som: George R. Groves, por Sayonara

Canção: James Van Heusen (música) e Sammy Cahn (letra) por “All the way”, em The Joker is wild

Banda Sonora: The Bridge on the River Kwai

Banda Sonora (Filme Musical): Malcom Arnold, por The Bridge on the River Kwai

Montagem: Peter Taylor, por The Bridge on the River Kwai

Guarda-Roupa: Orry-Kelly, por The enemy below

Efeitos Especiais: Walter Rossi, por The enemy below

Curta-metragem de ficção: The wetback hound, de Larry Lansburgh

Curta-metragem de Animação: Birds anonymous, de Edward Selzer

Documentário Longa-metragem: Albert Schweitzar, deJerome Hill

Filme Estrangeiro: Le Notti di Cabiria, de Federico Fellini (Itália)

Prémio Humanitário Jean Hersholt: Samuel Goldwyn

Prémios especiais: Charles Brackett, pelos serviços prestados à Academia; B. B. Kahane, pelos seus distinguidos serviços à indústria do cinema; Gilbert “ Broncho Billy” M. Anderson, pela sua contribuição ao desenvolvimento do cinema como forma de entretenimento; e The Society of Motion Picture and Television Engineers, pela sua contribuição ao avanço tecnológico da indústria do cinema.

Óscares: 1956


Apresentação: Jerry Lewis e Celeste Holm

Auditório: The RKO Pantages Theatre (Hollywood) e The NBC Century Theatre (Nova Iorque)

Filme: Around the world in 80 days, de Michael Anderson

Realizador: George Stevens, por Giant

Actor: Yul Brynner, por The king and I

Actriz: Ingrid Bergman, por Anastasia

Actor Secundário: Anthony Quinn, por Lust for life

Actriz Secundária: Dorothy Malone, por Written on the wind

Argumento História Original: Dalton Trumbo (como Robert Rich), por The brave one

Argumento Original: Albert Lamorisse, por Le ballon rouge

Argumento Adaptado
: James Poe, John Farrow e S. J. Perelman, por Around the world in 80 days

Fotografia: Joseph Ruttenberg, por Somebody up there likes me (P/B); e Lionel Lindon, por Around the world in 80 days

Direcção Artística: Cedric Gibbons, Malcolm F. Brown, Edwin B. Willis e F. Keogh Gleason, por Somebody up there likes me (P/B); e Lyle R. Wheeler, John De Cuir, Walter M. Scott e Paul S. Fox, por The King and I (Cor)

Som: Carl Faulkner, por The King and I

Canção: Jay Livingston e Ray Evans (música e letra) por “Whatever will be, will be”, em The man who knew too much

Banda Sonora (Filme Dramático ou Comédia): Victor Young, por Around the world in 80 days

Banda Sonora (Filme Musical): Alfred Newman e Ken Darby, por The King and I

Montagem: Gene Ruggiero e Paul Weatherwax, por Around the world in 80 days

Guarda-Roupa: Jean Louis, por The solid gold Cadillac (P/B); e Irene Sharaff, por The King and I (Cor)

Efeitos Especiais: John P. Fulton, por The tem commandments

Curta-metragem de ficção: Crashing the water barrier, de Konstantin Kelser

Média-metragem de ficção: The bespoke overcoat, de George K. Arthur

Curta-metragem de Animação: Mister Magoo’s puddle jumper, de Stephen Bosutow

Documentário curta-metragem: The true story of the Civil War, de Louis Clyde Stoumen

Documentário Longa-metragem: The silent world, de Jacques-Yves Cousteau e Louis Malle

Filme Estrangeiro:La Strada, de Frederico Fellini (Itália)

Memorial Irving G. Thalberg: Buddy Adler

Prémios especiais: Eddie Cantor, pelos serviços prestados à indústria cinematográfica.

Óscares: 1955


Apresentação: Jerry Lewis, Claudette Colbert e Joseph L. Mankiewicz

Auditório: The RKO Pantages Theatre (Hollywood) e The NBC Century Theatre (Nova Iorque)

Filme: Marty, de Delbert Mann

Realizador: Delbert Mann, por Marty

Actor: Ernest Borgnine, por Marty

Actriz: Anna Magnani, por The rose tattoo

Actor Secundário: Jack Lemmon, por Mister Roberts

Actriz Secundária: Jo Van Fleet, por East of Eden

História: Daniel Fuchs, por Love me or leave me

Argumento: Paddy Chayefsky, por Marty

História e Argumento: William Ludwig e Sonya Levien, por Interrupted melody

Fotografia: James Wong Howe, por The rose tattoo (P/B); e Robert Burks, por To catch a thief (Cor)

Direcção Artística: Hal Pereira, Tambi Larsen, Sam Comer e Arthur Krams, por The rose tattoo (P/B); e William Flannery, Jo Mielziner e Robert Priestley, por Picnic (Cor)

Som: Fred Hynes, por Oklahoma!

Canção: Sammy Fain (música) e Paul Francis Webster (letra) por “Love is a many-splendored thing”, em Love is a many-splendored thing

Banda Sonora (Filme Dramático ou Comédia): Alfred Newman, por Love is a many-splendored thing

Banda Sonora (Filme Musical): Robert Russel Benett, Jay Blackton e Adolph Deutsch, por Oklahoma!

Montagem: Charles Nelson e William A. Lyon, por Picnic

Guarda- Roupa: Helen Rose, por I’ll cry tomorrow (P/B); e Charles LeMaire, por Love is a many-splendored thing (Cor)

Efeitos Especiais:John P. Fulton, por The bridges at Toko-Ri

Curta-metragem de uma bobina: Survival city, de Edmund Reek

Curta-metragem de duas bobinas: The face of Lincoln, de Wilbur T. Blume

Curta-metragem de Animação: Speedy Gonzales, de Edward Selzer

Curta-metragem Documental: Men against the Artic, de Walt Disney

Longa-metragem Documental: Hellen Keller in her Sotry, de Nancy Hamilton

Prémios especiais: Shichinin no Samurai (Os Sete Samurais) de Akira Kurosawa, considerada a mais destacada produção estrangeira estreada nos Estados Unidos este ano.

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Marlon Brando


Marlon Brando é considerado o maior actor de cinema de todos os tempos, a partir daqui há pouco mais a dizer.
Marlon Brando Jr., nasceu em Omaha, no estado americano do Nebraska, a 3 de Abril de 1924, tendo sido muito influenciado pela mãe, Dorothy Pennebaker, actriz amadora que lhe incutiu o gosto pelo teatro. Marlon Brando teve uma infância tumultuosa, que o levou a ser expulso da escola por mau comportamento.
O pai, Marlon Brando Sr, um vendedor de produtos quimicos não compactuava com o seu mau comportamento na escola e meteu-o na Academia Militar, em Shattuck. Brando foi, novamente, expulso e rumou a Nova Iorque, onde as duas irmãs mais velhas estudavam representação e arte. Matriculou-se no Actor‘s Studio e após uma semana, Stella Adler disse: “Dentro de um ano, ele será o melhor jovem actor do teatro americano”.
Depois de encantar no palco em 1947 como Stanley Kowalski em «Um Eléctrico Chamado Desejo», de Tennessee Williams, Brando rumou a Hollywood e teve a melhor década da sua vida:
«Desesperado», de Fred Zinnemann (1951), «Um Eléctrico Chamado Desejo» (51) e , «Viva Zapata!» (52), ambos os filmes de Elia Kazan, «Júlio César» (53), de Joseph Mankiewicz, «The Wild One» (54), de Laszlo Benedek, «Há Lodo no Cais» (54), de Elia Kazan e «Eles e Elas» (55), de Mankiewicz.
Após realizar o western «O Regresso» (1961), viu a sua carreira entrar em declínio nos anos 60. Em 1969, a revista Film Comment titulou: Brando é Mesmo Necessário?
«O Padrinho» (1972), de Coppola, trouxe-o de novo para a ribalta, já muito gordo, e deu-lhe um segundo Óscar, que rejeitou, mandando à cerimónia uma actriz índia como porta-voz. «O Último Tango em Paris» (72), de Bernardo Bertolucci, «Super-Homem» (78), de Richard Donner, onde recebeu 4 milhões de dólares, e «Apocalypse Now» (79), de novo Coppola, são os últimos picos da sua carreira.
Marlon Brando terá tido 11 filhos de três mulheres e várias amantes. Em 1990, o filho Christian matou o namorado da irmã, Cheyenne, que se suicidou em 95. O fim da carreira de Marlon Brando é melancólico, não somente por causa dos seus problemas existenciais e familiares, mas, também, pela sua displicência, cedeu de uma forma absolutamente escandalosa, à obesidade.
O actor faleceu em Los Angeles, no dia 1 de Julho de 2004, de uma fibrose pulmonar.


Filmografia:

1950: «O Desesperado», de Fred Zinnemann;
1951: «Um Eléctrico Chamado Desejo», de Elia Kazan (Nomeado Para o Óscar);
1952: «Viva Zapata!», de Elia Kazan; (Nomeado Para o Óscar);
1953: «Júlio César», de Joseph L. Mankiewicz; (Nomeado Para o Óscar);
1953: «The Wild One», de László Benedek;
1954: «Há Lodo no Cais», de Elia Kazan (Óscar Melhor Actor);
1955: «Eles e Elas», de Joseph L. Mankiewicz;
1956: «A Casa de Chá do Luar de Agosto», de Daniel Mann;
1957: «Sayonara», de Joshua Logan; (Nomeado Para o Óscar);
1958: «O Baile dos Malditos», de Edward Dmytryk;
1959: «O Homem na Pele de Serpente», de Sidney Lumet;
1961: «Cinco Anos Depois», de Marlon Brando;
1962: «Revolta na Bounty», de Lewis Milestone;
1966: «Perseguição Impiedosa», de Arthur Penn;
1967: «A Condessa de Hong Kong, de Charles Chaplin;
1967: «Reflexos Nuns Olhos Dourados», de John Huston;
1972: «O Padrinho», de Francis Ford Coppola (Óscar Melhor Actor);
1973: «O Último Tango em Paris», de Bernardo Bertolucci ; (Nomeado Para o Óscar);
1972: «Os Perversos», de Michael Winner;
1976: «Duelo no Missouri», de Arthur Penn;
1978: «Super-Homem», de Richard Donner;
1979: «Apocalypse Now», de Francis Ford Coppola;
1989: «Assassinato Sob Custódia», de Euzhan Palcy(Nomeado para o Óscar actor secundário).
1990: «O Caloiro da Máfia», de Andrew Bergman;
1992: «Cristóvão Colombo: A Descoberta, de John Glen;
1995: «Don Juan DeMarco«, de Jeremy Leven;
1996: «A Ilha do Dr. Moreau», de John Frankenheimer;
1997: «O Bravo, de Johnny Depp;
2001: «Sem Saída», de Frank Oz;
2001: «Apocalypse Now Redux», de Francis Ford Coppola.

Serenata à Chuva


Singin’ in the Rain (Serenata à Chuva, na versão portuguesa), realizado pela dupla Gene Kelly e Stanley Donnen, é considerado o melhor musical de sempre.
Gene Kelly no auge da sua fama domina o filme e cria um dos momentos mais lendários do cinema, quando com o coração a transbordar de amor, rodopia num candeeiro da rua, sapateando por entre poças de água e cantarolando “Singin' in the rain”.
A acção decorre em 1927 e Don Lockwood (Gene Kelly), uma estrela do cinema mudo, está a participar num filme de capa e espada, ao lado de Lina Lamont (Jean Hagen). A certa altura, o estúdio descobre que um filme musical (O Cantor de Jazz) se vai estrear em breve e manda parar as filmagens.
Para que se torne competitiva, a película protagonizada por Don tem de ser transformada num musical.Há, no entanto dois problemas: Don não suporta Lina e esta tinha um sotaque muito acentuado, impossível de transpor com sucesso para o sonoro.
Um dia Don conhece uma rapariga, Kathy (Debbie Reynolds), por quem se apaixona e que ajuda a arranjar trabalho no seu estúdio. Apesar das suas qualidades Kathy limita-se a dobrar a caprichosa Lamont com a sua fabulosa voz.
Um dia, porém, Don decide dar a conhecer ao Mundo o verdadeiro talento por detrás da vedeta do Mudo e Kathy transforma-se ela própria numa grande vedeta do cinema.
Origem: EUA, (MGM, 103 Min. Technicolor)
Idioma: Inglês
Data de estreia: 27 de Março 1952
Realização: Stanley Donen e Gene Kelly
Produção: Arthur Freed
Argumento: Adolph Green e Betty Comden
Fotografia: Harold Rosson
Música: Nacio Herb Brown e Lennie Hayton
Elenco: Gene Kelly, Donald O’Connor, Debbie Reynolds, Cyd Charisse, Rita Moreno.

Óscares: 1954


Apresentação: Bob Hope e Thelma Ritter

Auditório: The RKO Pantages Theatre (Hollywood) e The NBC Century Theatre (Nova Iorque)

Filme: On The Waterfront, de Elia Kazan

Realizador: Elia Kazan, por On The Waterfront

Actor: Marlon Brando, por On The Waterfront

Actriz: Grace Kelly, The country girl

Actor Secundário: Edmond O’Brien, por The barefoot contessa

Actriz Secundária: Eva Marie Saint, por On The Waterfront

História: Philip Yordan, por Broken lance

Argumento: George Seaton, por The country girl

História e Argumento: Budd Schulberg, por On The Waterfront

Fotografia: Boris Kaufman, por On The Waterfront (P/B); e Milton Krasner, por Three coins in the fountain (Cor)

Direcção Artística: Richard Day, por On The Waterfront (P/B); e John Meehan, por 20.000 leagues under the sea (Cor)

Som: Leslie I. Carey, por The Glenn Miller story

Canção: Jule Styne (música) e Sammy Cahn (letra), por “ Three coins in the fountain”, em Three coins in the fountain

Banda Sonora (Filme Dramático ou Comédia): Dimitri Tiomkin, por The high and mighty

Banda Sonora (Filme Musical): Adolph Deutsch e Saul Chaplin, por Seven brides for seven brothers

Montagem: Gene Milford, por On The Waterfront

Vestuário: Edith Head, por Sabrina (P/B); e Senzo Wada, por Jigokumon (Cor)

Efeitos Especiais: Ralph Hammeras, por 20.000 leagues under the sea

Curta-metragem de uma bobina: The mechanical age, de Robert Youngson

Curta-metragem de duas bobinas: A time out of war, de Dennis Sanders e Terry Sanders

Curta-metragem de Animação: When Magoo flew, de Stephen Bosutow

Curta-metragem Documental: Thursday’s children, da Morse Films e World Wide Pictures

Longa-metragem Documental: The vanishing prairie, de Walt Disney

Prémios especiais: Greta Garbo, pelas inesquecíveis representações que desempenhou em filmes; Jigokumon (A Porta do Inferno), de Teinosuke Kinugasa, considerada a mais destacável produção estrangeira estreada nos Estados Unidos este ano; a companhia óptica Bausch & Lomb, pela sua contribuição ao avanço da indústria do cinema; Kemp R. Niver, pela sua contribuição técnica à restauração da colecção cinematográfica; Jon Whiteley, pelo extraordinário papel como actor juvenil no filme The little kidnapper; e Vincent Winter, pelo excelente desempenho no filme, The little Kidnappers.

Óscares:1953


Apresentação: Donald O’Connor e Fredrich March

Auditório: The RKO Pantages Theatre (Hollywood) e The NBC Century Theatre (Nova Iorque)

Filme: From here to eternity, de Fred Zinnemann

Realizador: Fred Zinnemann, por From here to eternity

Actor: William Holden, por Stalag 17

Actriz: Audrey Hepburn, por Roman Holiday

Actor Secundário: Frank Sinatra, por From here to eternity

Actriz Secundária: Donna Reed, por From here to eternity

História: Ian McLellan, por Roman Holiday

Argumento: Daniel Taradash, por From here to eternity

História e Argumento: Charles Brackett, Walter Reisch e Richard Breen, por Titanic

Fotografia: Burnett Guffey, por From here to eternity (P/B); e Loyal Griggs, por Shane (Cor)

Direcção Artística: Cedric Gibbons e Edward Carfagno, por Julius Caeser (P/B); e Lyle R. Wheeler e George W. Davis, por The robe (Cor)

Som: John P. Livadary, por From here to eternity

Canção: Sammy Fain (m+usica) e Paul Francis Webster (letra) por “Secret Love”, em Calamity Jane

Banda Sonora (Filme Dramático ou Comédia): Bronislau Kaper, por Lili

Banda Sonora (Filme Musical): Alfred Newman, por Call me Madam

Montagem: William A. Lyon, por From here to eternity

Vestuário: Edith Head, por Roman Holoiday (P/B); e Charles LeMaire e Emile Santiago, por The Robe 8Cor)

Efeitos Especiais: Departamento de efeitos especiais da Paramount, por War of the worlds

Curta-metragem de uma bobina:The merry wives of Windsor overture, de Johnny Green

Curta-metragem de duas bobinas: Bear Country, de Walt Disney

Curta-metragem de Animação: Toot, Whistle, plunk and boom, de Walt Disney

Curta-metragem Documental: The Alaskan Eskimo, de Walt Disney

Longa-metragem Documental: The living desert, de Walt Disney

Memorial Irving G. Thalberg: George Stevens

Prémios especiais: Pete Smith, pelas suas observações da realidade americana através das suas curtas-metragens; Joseph I. Breen, pela elaboração do Motion Picture Production Code; a Bell And Howell Company, pelos serviços prestados à indústria cinematográfica: e a 20th Century-Fox, pela introdução do processo revolucionário conhecido por CinemaScope.

Óscares: 1952


Apresentação: Bob Hope e Conrad Nagel

Auditório: The RKO Pantages Theatre (Hollywood) e The NBC Century Theatre (Nova Iorque)

Filme: The greatest show on earth, de Cecil B De Mille

Realizador: John Ford, por The quiet man

Actor: Gary Cooper, por High Moon

Actriz: Shirley Booth, por Come back little Sheba

Actor Secundário: Anthony Quinn, por Viva Zapata!

Actriz Secundária: Gloria Grahame, por The bad and the beautiful

História: Frederick M. Frank, Theodore St. John e Frank Cavett, por The greatest show on earth

Argumento: Charles Schnee, por The bad and the beautiful

História e Argumento: T. E. B. Clarke, por The lavender hill mob

Fotografia: Robert L. Surtees, por The bad and the beautiful (P/B); e Winton C. Hoch e Archie Stout, por The quiet man (Cor)

Direcção Artística: Cedric Gibbons e Edward Carfagno, por The bad and beautiful (P/B); e Paul Sheriff, por Moulin Rouge (Cor)

Som: Departamento de som da London Films, por Breaking the sound noon

Canção: Dimitri Tiomkin (música) e Ned Washigton (letra), por “High Noon (do not forsake me, oh my darling”, em High noon

Banda Sonora (Filme Dramático ou Comédia): Dimitri Tiomkin, por High noon

Banda Sonora (Filme Musical): Alfred Newman, por With a song in my heart

Montagem: Elmo Williams e Harry Gerstad, por High noon

Vestuário:Helen Rose, por The bad and the beautiful (P/B); e Marcel Vertes, por Moulin Rouge (Cor)

Efeitos Especiais: Departamento de efeitos especiais da Mgm, por Plymouth adventure

Curta-metragem de uma bobina: Light in the window: The art of Vermeer, de Boris Vermont

Curta-metragem de duas bobinas: Water birds, de Walt Disney

Curta-metragem de Animação: Johan Mouse, Fred Quimby

Curta-metragem Documental: Neighbours, de Norman McLaren

Longa-metragem documental: The sea around us, de Irwin Allen

Memorial Irving G. Thalberg: Cecil B. DeMille

Prémios especiais: Jeux Interdits, de René Clement, considerada a mais destacada produção estrangeira estreada nos EUA este ano; George Alfred Mitchell, pelo desenho e desenvolvimento da câmara de filmar que tem o seu nome: Joseph M. Schench, pelos seus distinguidos serviços à indústria do cinematográfica; Merian C. Cooper, pelas suas inovações na cinematografia; Harold Lloyd, pela extraordinária contribuição que deu ao cinema cómico; e Bob Hope, pela sua contribuição à indústria cinematográfica.

quinta-feira, janeiro 31, 2008

Katharine Hepburn


Katharine Houghton Hepburn nasceu em 12 de Maio de 1907, em Hartford, no estado americano do Connecticut. Iniciou a sua carreira artística em 1929, no teatro, participando, mais tarde em várias produções da Broadway. Em 1932, estreou-se no cinema com Vítimas do Divórcio/A Bill of Divorcement, onde contracenou com John Barrymore.
Foi o primeiro de uma sucessão de filmes memoráveis. No ano seguinte à sua estreia cinematográfica, Katharine conquistou a primeira das suas 12 nomeações ao Óscar, com o filme "Glória de um Dia", realizado por Lowell Sherman, levando a estatueta dourada para casa. Seguem-se, ainda em 1933 "Mulherezinhas" e "Christopher Strong", "The Little Minister" (1934), "Alice Adams" (1935), pelo qual obteve a sua segunda nomeação ao Óscar, "Sylvia Scarlett" (1935),"Mary of Scotland" (1936) e "A Porta das Estrelas" (1937).No final dos anos 30, Katharine Hepburn decidiu voltar aos palcos da Broadway. encenando "The Philadelphia Story". Com a versão filmada da peça de teatro, "Casamento Escandaloso", foi novamente nomeada pela academia aos Óscares, mas não ganhou, no entanto a Metro-Goldwyn-Mayer, ofereceu-lhe um contrato de nove anos. O primeiro filme que fez para a MGM foi "A Primeira Dama", (1942) de George Stevens, com a actriz a ser novamente nomeada para o Óscar. Seguiram-se "Keeper of the Flame" (1942), "Without Love" (1945), "State of the Union" (1948) e "A Costela de Adão" (1949). Em 1951, Hepburn deixou a MGM e voltou a dividir a sua vida artística entre o cinema e o teatro. No cinema Katharine Hepburn aparece em grande forma na década de cinquenta: "A Rainha Africana", de John Huston (1951), "Loucura em Veneza", de David Lean (1955), "O Homem Que Fazia Chover", de Joseph Anthony (1956), "Bruscamente no Verão Passado", de Joseph Leo Mankiewicz (1959) e "Longa Jornada para a Noite", de Sidney Lumet (1962) são mais cinco filmes pelos quais foi nomeada para Óscar de Melhor Actriz.Katharine Hepburn decidiu fazer uma pausa no cinema em 1962 e passou cinco anos sem entrar em qualquer filme. Regressou em 1967 com o filme "Adivinha Quem Vem Jantar?", de Stanley Kramer, com o qual ganhou o seu segundo Óscar.Vence o seu terceiro Óscar no ano seguinte com "Um Leão no Inverno", de Anthony Harvey. Durante a década de setenta Katharine Hepburn, fez muito pouco cinema. Regressa em grande forma, em 1981, com "A Casa do Lago", de Mark Rydell, que lhe rendeu o quarto Óscar de uma longa carreira.
Foi o seu último grande papel, no entanto, manteve-se sempre no activo, participando esporadicamente em telefilmes, como actriz convidada.
Nos anos oitenta, escreveu o livro «The Making of The African Queen» e em 1991, publicou a autobiografia «Me: Stories of My Life».
A firmeza e determinação das suas personagens constituíram a sua imagem de marca. Na vida real a sua atitude era bastante diferente das estrelas de Hollywood. Arrogante e selectiva, preferia o convívio de um pequeno grupo de intelectuais às grandes festas sumptuosas das vedetas. Katharine Hepburn faleceu a 29 de Julho de 2003, aos 96 anos de idade.

A Rainha Africana


O filme The African Queen (A Rainha Africana na versão portuguesa), foi realizado em 1951 por John Huston, baseado no romance homónimo, de C.S. Forester.
A Rainha Africana teve nos principais papéis Humphrey Bogart , Katharine Hepburn , Robert Morley e Peter Bull .
O filme conta-nos a história do envolvimento amoroso entre Charlie Allnutt, papel desempenhado por Humphrey Bogart, capitão de um barco a vapor, chamado “The African Queen”, e uma missionária, Rose Sayer (Katharine Hepburn).
Passado na África Oriental em 1914, no início da Grande Guerra, o filme começa por mostrar imagens de uma igreja missionária de uma pequena aldeia africana. Quem lidera o serviço religioso é o reverendo inglês Samuel Sayer (Robert Morley) e a sua irmã Rose.
É então que chega à aldeia Charlie Allnut, que abastece de mantimentos e notícias aquela povoação isolada. Depois de tomar chá com os missionários, Charlie avisa-os de que poderá estar para breve a eclosão de uma guerra entre a Alemanha e a Inglaterra.
Sem tempo para reagir, a aldeia é invadida por tropas alemãs e a igreja é queimada. Afectado pela destruição do trabalho de uma vida, o reverendo acaba por enlouquecer e morrer.
No funeral, Charlie regressa à aldeia e oferece-se para levar Rose de volta à civilização. É aqui que se inicia uma viagem cheia de perigos e o confronto entre personalidades opostas. Rose e Charlie começam por embirrar um com o outro, mas o atrito inicial rapidamente se transforma num amor imprevisível.

Origem: Reino Unido (Horizon, Romulus, 105 min. Technicolor)
Idioma: Inglês/ Alemão/ Suaíli
Data de estreia: 23 Dezembro 1951
Realização: John Huston
Produção: S.P Eagle e John Woolf
Argumento: James Agee e John Huston adaptado do romance de C.S. Forester
Elenco: Humphrey Bogart , Katharine Hepburn , Robert Morley e Peter Bull, Theodore Bikel, Walter Gotell, Peter Swanwick e Richard Marner.

Óscares: 1951

Apresentação: Danny Kaye

Auditório: The RKO Pantages Theatre (Hollywood)

Filme: An American in Paris, de Vincente Minnelli

Realizador: George Stevens, por A place in the Sun

Actor: Humphrey Bogart, por The African Queen

Actriz: Vivien Leigh, por A streetcar named Desire

Actor Secundário: Karl Malden, por A streetcar named Desire

Actriz Secundária: Kim Hunter, por A streetcar named Desire

História: Paul Dehn e James Bernard, por Seven days to noon

Argumento: Michael Wilson e Harry Bown, por A place in the Sun

História e Argumento: Alan Jay Lerner, por A place in the Sun

Fotografia: William C. Mellor, por A place in the Sun (P/B); e Alfred Gilks e John Alton, por Na Amercinain in Paris (Cor)

Direcção Artística: Richard Day, por a Streetcar named Desire (P/B); e Cedirc Gibbons e Preston Ames por Na american in Paris

Som: Douglas Shearer, por The great Caruso

Canção: Hoagy Carmichael (música) e Johnny Mercer (letra) por “In the cool, cool, cool of the evening”, em Here comes the groom

Banda Sonora (Filme Dramático ou Comédia): Franz Waxman, por A place in the Sun

Banda Sonora (Filme Musical): Johnny Green e Saul Chaplin, por Na americain in Paris

Montagem: William Hornbeck, por A place in the Sun

Vestuário: Edith Head, por A place in the Sun (P/B9; e Orry-Kelly, Walter Plunkett e Irene Sharaf, por An American in Paris (Cor9

Efeitos Especiais: Gordon Jennings e Harry Bardollar, por When worlds collide

Curta-metragem de uma bobina
:Worl of kids, de Robert Youngson

Curta-metragem de duas bobinas: Nature’s half acre, de Walt Disney

Curta-metragem de Animação: The two mouseketeers, de Fred Quimby

Curta-metragem Documental
:Benjy, de Fred Zinnemann

Longa-metragem Documental: Kon-Tiki, de Olle Nordemar

Memorial Irving G. Thalberg: Arthur Fred

Prémios Especiais: Gene Kelly, em reconhecimento da sua versatilidade como actor, cantor, bailarino e realizador; Rashomon, de Akira Kurosawa, votado pelos membros da Academia como o melhor filme em língua estrangeira estreado nos Estados Unidos durante este ano.

Óscares: 1950

Apresentação: Fred Astaire

Auditório: The RKO Pantages Theatre (Hollywood)

Filme: All about Eve, de Joseph L. Mankiewicz

Realizador: Joseph L. Mankiewicz, por All about Eve

Actor: José Ferrer, por Cyrano de Bergerac

Actriz: Judi Holliday, por Born yesterday

Actor Secundário: George Sanders, por All about Eve

Actriz Secundária: Josephine Hull, por Harvey

História: Edna e Edward Anhalt, por Panic in the streets

Argumento: Joseph L. Mankiewicz, por All about Eve

História e Argumento: Charles Brackett, Billy Wilder e D. M. Marshman Jr., por Sunset Boulevard

Fotografia: Robert Krasker, por The third man (P/B); e Robert L. Surtees, por King Solomon’s Mines (Cor)

Direcção Artística: Hans Dreier e John Meehan, por Sunset Boulevard (P/B); e Hans Dreier e Walter Tyler, por Samsom and Delilah (Cor)

Som: Thomas T. Moulton, por All about Eve

Canção: Ray Evans e Jay Livingston (música e letra), por “Mona Lisa”, em Captain Carey

Banda Sonora (Filme Dramático ou Comédia): Franz Waxman, por Sunset Boulevard

Banda Sonora (Filme Musical): Adolph Deutsch e Roger Edens, por Annie get your gun

Montagem: Ralph. E. Winters e Conrado A. Nervig, por King Solomon’s mines

Vestuário: Edith Head e Charles LeMaire, por All about Eve (P/B); e Edith Head, Dorothy Jeakins, Elois Jenssen, Gile Steele e Gwen Wakeling, por Samsom and Delilah (Cor)

Efeitos Especiais: George Pal, por Destination Moon

Curta-metragem de uma bobina: Grandad of races, de Gordon Hollingshead

Curta-metragem de duas bobinas
:In Beaver Valley, de Walt Disney

Curta-metragem de Animação: Gerard McBoing-Boing, de Stephen Bosustow

Curta-metragem Documental:Why Korea?, de Edmund Reek

Longa-metragem Documental: The Titan: story of Michelangelo, de Rober Snyder

Memorial Irving G. Thalberg: Darryl F. Zanuck

Prémios especiais: Au-Delá des grilles, considerado melhor filme estrangeiro estreado nos Estados Unidos este ano; Louis B. Mayer, pelos serviços prestados à indústria cinematográfica; George Murphy, pelos seus serviços na difusão da indústria cinematográfica por todo todo o país.

Óscares: Década de 40


A década de quarenta começa com o realizador John Ford a receber o seu segundo Óscar, com o filme "As Vinhas da Ira", 1940, proeza que repetiria no ano seguinte com "O Vale Era Verde".
Aparece também através dos filmes de John Ford uma das maiores lendas de Hollywood, John Wayne, com a criação da personagem Ringo Kid, do filme "Stagecosch". John Wayne viria a ser distinguido com um Óscar da Academia nos anos sessenta pelo seu desempenho no filme "True Grit".
Ginger Rogers, que nos anos anteriores e posteriores, tinha feito uma dupla famosa com Fred Astaire em filmes musicais, recebe o Óscar de melhor actriz pelo seu desempenho no filme "Kitty Foyle", de1940.
Em 1942, estreava-se o mais popular filme de todos os tempos "Casablanca". Receberia 3 Óscares, o de melhor filme, de melhor realizador, Michael Curtiz e o de melhor argumento. Mas a sua lenda e o casal Humphrey Bogart e Ingrid Bergman, duraria muito para além de qualquer distinção. A famosa frase, nunca dita "play it again, Sam" e a música "As Time Goes By", são exemplos.
O filme "Os Melhores Anos das Nossas Vidas" de 1946, receberia sete Óscares para outras tantas nomeações.
Em 1948 John Huston conquista o reconhecimento da crítica e recebe dois Óscares pelo filme "O Tesouro da Sierra Madre", melhor realizador e melhor argumento.
A década não acabaria sem o reconhecimento do valor de Josep L. Mankiewicz, que em dois anos consecutivos, 1949 e 1950, receberia simultaneamente o Óscar de melhor realizador e Óscar de melhor argumento, pelos seus filmes "All About Eve" e "A Letter to Three Wives".
James Stewart no filme " Do Céu Caiu uma Estrela" de 1946,Gary Cooper no filme "Sargento York", de 1941, James Cagney no filme "Yankee Doodle Dandy" de 1942 e Laurence Olivier pelo seu excepcional desempenho em "Hamlet", de 1948, receberam o Óscar de melhor actor do ano.

Óscares: 1949


Apresentação: Paul Douglas

Auditório: The RKO Pantages Theatre (Hollywood)

Filme: All the king’s men, de Robert Rossen

Realizador: Joseph L. Mankiewiez, por A letter to three wives

Actor: Broderick Crawford, por The all king’s men

Actriz: Olivia Havilland, por The heiress

Actor Secundário: Dean Jagger, por 12 o’clock high

Actriz Secundária: Mercedes McCambridge, por All the king’s men

História: Douglas Morrow, por The Stratton story

Argumento: Joseph Mankiewiez, por A letter to three wives

História e argumento: Robert Pirosh, por Battleground

Fotografia: Paul C. Vogel, por Battleground (P/B) e Wintom C. Hoch, por She wore a yellow ribbon (Cor)

Direcção Artística:John Meehan e Harry Horner, por The Heiress (P/B) e Cedric Gibbons e Paul Groesse, por Little women (Cor)

Som: Thomas T. Moulton, por 12 o’clock high

Canção: Frank Loesser (música e letra) por “Baby, it’s cold outside”, em Neptune’s duaghter

Banda Sonora (Filme Dramático ou Comédia): Aaron Copland, por The heiress

Banda Sonora (Filme Musical): Roger Edens e Lennie Hayton, por On the town

Montagem: Harry Gerstad, por Champion

Vestuário: Edith Head e Gile Steele, por The heiress (P/B) e Leah Rhodes, Travilla e Marjorie Best, por Adventure of Don Juan (Cor)

Efeitos Especiais: Willis O’Brien, por Mighty Joe Young

Curta-metragem de uma bobina: Aquatic house party, de Jack Eaton

Curta-metragem de duas bobinas: Van Gogh, de Gaston Diehl e Robert Hessens

Curta-metragem de Animação: For scent-imental reasons, Edward Selzer

Curta-metragem documental
: A chance to live, de Richard de Rochemont e So much for so little, de Edward Selzer

Longa-metragem Documental: Daybreak in Udi, da Crown Film Unit

Prémios especiais: Ladri di biciclette, de Vittorio De Sica, considerada a mais destacada produção estrangeira estreada nos Estados Unidos este ano; Bobby Driscoll, melhor actor juvenil do ano; Fred Astaire pela sua contribuição ao cinema musical e Cecil B. De Mille pelos seus 37 anos no espectáculo cinematográfico; Jean Hershold, pelos serviços prestados à indústria cinematográfica.

quarta-feira, janeiro 30, 2008

Humphrey Bogart


Humphrey DeForest Bogart nasceu a 25 de Dezembro de 1899, era filho de um reputado cirurgião de Nova Iorque, Belmont DeForest Bogart, e de Maude Humphrey, uma fotógrafa de arte. Humphrey Bogart estudou na Trinity School e, de seguida, foi enviado para o Massachusetts para se preparar para entrar na Universidade de Yale.
Em Maio de 1918, depois de uma breve passagem pela Andover Academy in Massachusetts, Bogart alistou-se na US Navy.
Quando saiu da marinha decide ser actor, carreira que abraça e que desenvolve lentamente. Entre 1920 e 1922, fez pequenos papéis na Companhia Teatral de William Brady, um amigo da família. Em 1930, foi contratado pelos Estúdios da Fox, estreando-se no cinema na curta-metragem "Broadway's Like That". O contrato com a Fox foi marcado por filmes inexpressivos.
Só, quando troca a Fox pela Warner Bros., em 1936, é que alcança algum sucesso com a participação no filme " A Floresta Petrificada/ The Petrified Forest", o que levou a Warner Bros a fazer um contrato de longo prazo.
Entre 1936 e 1940, Humphrey Bogart participou em 28 filmes, na maioria deles fazendo o papel de gangster, sendo de destacar nesta fase o filme, Anjos de Cara Negra/ Angels with Dirty Faces (1938). A sua consagração, entretanto, só ocorreu em 1941 com o filme a Relíquia Macabra/The Maltese Falcon (1941), depois de ter protagonizado o excelente, Vidas Nocturnas /They Drive by Night, no ano anterior.
A estes filmes segue-se o famoso “Casablanca”, 1942, Ter e Não Ter/To Have and Have Not (1944), À Beira do Abismo/The Big Sleep (1946), O Prisioneiro do Passado /Dark Passage (1947), Paixões em Fúria Key Largo (1948) e O Tesouro da Sierra Madre/The Treasure of the Sierra Madre (1948).
Pelo seu excepcional desempenho ao lado de Katharine Hepburn, no filme “Rainha Africana/The African Queen” de 1951, foi agraciado com o Óscar de Melhor Actor, pela Academia Cinematográfica de Hollywood. Humphrey Bogart, tinha sido nomeado para o Óscar de melhor actor, pelo filme “Casablanca”, e voltaria a ser nomeado novamente, em 1954, pelo seu desempenho no filme “Os Revoltados do Caine/ The Caine Mutiny “, sem, no entanto,.conseguir a almejada estatueta dourada.
Humphrey Bogart teve quatro casamentos, sendo as suas mulheres Helen Menken (1926 / 1927), Mary Philips (1928 /1938), Mayo Methot (1938 /1945) e, finalmente, Lauren Bacall (1945 até sua morte), com quem teve dois filhos, Stephen e Leslie.
Consagrado profissional frente às câmaras, a sua vida pessoal esteve marcada pelos excessos do álcool e de tabaco, que o viriam a matar.
O Actor morreu em Hollywood, a 14 de Janeiro de 1957, vitimado por um cancro na garganta.

Do Céu Caiu Uma Estrela


O filme Do Céu Caiu uma Estrela, produzido e realizado por Frank Capra a partir do conto The Greatest Gift, escrito por Philip Van Doren, é o filme familiar por excelência, não admira que se tenha tornado um clássico da época natalícia, porventura, o melhor de todos os filmes de Natal.
O filme conta-nos a história de um rapaz desajeitado e de bom coração, George Bailey, interpretado por James Setwart, que cresce no Conneccticut, numa pequena cidade, com o desejo de viajar pelo mundo. O dever, todavia impede-o de concretizar o seu sonho e retira-lhe a liberdade de acção. Por outro lado, a vida recompensa-o, George, dando-lhe o coração de Mary, papel desempenhado por Donna Reed, a beldade local, com quem se casa e tem quatro filhos. Para além da família, George Bailey, encontra satisfação na filantropia, dando ajuda aos trabalhadores da sua cidade na obtenção de casa. A dada altura, George vê-se responsabilizado pelo controle da empresa familiar, para que ela não encerre ou vá parar às mãos do banco. Com o passar do tempo, o trabalho e as privações levam George a tentar suicidar-se, saltando para isso de uma ponte. No momento que se prepara para saltar, aparece o anjo Clarence, que mostra a George o que teria acontecido, caso o seu desejo se concretizasse. A vida só lhe será devolvida se se convencer do seu valor. E então a vida voltará ao normal e Clarence, um anjo de segunda classe, conquistará as suas asas.

Origem: E.U.A ( Liberty, RKO, 130 min., Película a preto e branco)
Idioma: Inglês
Data de estreia: 20 Dezembro 1946
Realização:
Frank Capra
Produção: Frank Capra
Argumento: Philip Van Doren e Frances Goodrich
Elenco: James Stewart, Donna Reed, Lionel Barrymore, Thomas Mitchell, Henry Travers, Beulah Bondi, Frank Faylen, Ward Bond, Gloria, Grahame.

Óscares: 1948


Apresentação: Robert Montgomery

Auditório: The Academy Theatre (Hollywood)

Filme: Hamlet, de Laurence Olivier

Realizador: John Huston, Por Treasure of Sierra Madre

Actor: Laurence Olivier, por Hamlet

Actriz: Jane Wyman, por Johnny Belinda

Actor Secundário: Walter Huston, por Treasure of Sierra Madre

Actriz Secundária: Claire Trevor, por Key Largo

História: Richard Schweizer e David Weschsler, por The Search

Argumento: John Huston, por Treasure of Sierra Madre

Fotografia: William Daniels, por The naked city (P/B); e Joseph Valentine, William V. Skall e William C. Hoch, por Joan of Arc (Cor)

Direcção Artística: Roger K. Furse, por Hamlet (P/B); e Hein Heckroth, por The red shoes (Cor)

Som: Thomas T. Moulton, por The snake pit

Canção: Jay Livingston e Ray Evans (música e letra), por “Buttons and bows”, em The paleface

Banda Sonora (Filme Dramático ou Comédia): Brian Easdale, por The red Shoes

Banda Sonora (Filme Musical): Johnny Green e Roger Edens, por Easter Parade

Montagem: Paul Wealtherwax, por The naked city

Vestuário: Roger K. Furse, por Hamlet (P/B); e Dorothy Jeakins e Karinska, por Joan of Arc (Cor)

Efeitos Especiais: Paul Eagler, J. McMillan Johnson, Russel Shearman, Clarece Slifer, Charles Freeman e James O. Stewart, por Portrait of Jeannie

Curta-metragem de uma bobina: Symphony of a city, de Edmund H. Reek

Curta-metragem de duas bobinas: Seal Island, de Walt Disney

Curta-metragem de Animação: The little orphan, de Fred Quimby

Curta-metragem Documental: Towards independence, da United States Army

Longa-metragem Documental: The secret land, de Orville O. Dull

Prémios especiais: Monsieur Vincent, filme francês considerada a mais destacável produção estrangeira estreada no Estados Unidos nesse ano; Ivan Jandl, pela sua interpretação juvenil em The search; Sid Grauman, pela sua definitiva contribuição à melhoria de exibição cinematográfica; Adolph Zukor, pelos seus serviços à indústria do cinema ao longo de quarenta anos; e Walter Wanger, pelo seu trabalho como produtor de Joan of Arc.