domingo, fevereiro 10, 2008

Óscares:Década de 70


Esta década é marcada pelos filmes de Francis Ford Coppola, "O Padrinho" de 1972 e "O Padrinto-Parte II" de 1974.
No filme " O Padrinho", Marlon Brando ao interpretar a figura de D.Corleone atinge o ponto culminante da carreira. Ambos os filmes recebem o Óscar de melhor filme do ano, mas Francis Ford Coppola, só receberia o Óscar de realizador do ano pelo filme "O Padrinho-Parte II", em 1974.
Em 1972 o Óscar para melhor realizador foi para Bob Fosse, pelo filme "Cabaret", onde Liza Minelli receberia o Óscar de melhor actriz do ano.
Depois de "O Padrinho", um filme marcadamente de autor, a Academia começou a ver com outros olhos este novo tipo de filmes. Assim a Academia, nesta década premiou como melhores filmes do ano, "Voando Sobre um Ninho de Cucos", de Milos Forman, em 1975, "Rocky" de John G. Avildsen, em 1976, "Annie Hall", de Woody Allen, ganhando também o Óscar de melhor realizador, melhor argumento e melhor actriz, Diane Keaton, em 1977 e "Kramer contra Kramer" em 1979.
Em 1971 Jane Fonda ganha o primeiro Óscar pelo seu desempenho no filme "Klute", e em 1978 recebe o segundo pelo filme "O Regresso dos Heróis", Sally Field recebe o seu primeiro Óscar pelo papel de sindicalista no filme"Norma Rae".
Jack Nicholson recebe em 1975, o Óscar de melhor actor no filme "Voando Sobre um Ninho de Cucos", o mesmo acontecendo com Dustin Hoffman, que recebe em 1979, a estatueta dourada pelo drama “Kramer Contra Kramer, de Robert Benton. Robert de Niro ganha em 1974, o Óscar de melhor actor secundário no filme "O Padrinho- Parte II".

Óscares:1979


Apresentação: Johnny Carson

Auditório: The Dorothy Chandler Pavilion (Los Angeles)

Filme: Kramer vs Kramer, de Robert Benton

Realizador: Robert Benton, por Kramer vs Kramer

Actor: Dustin Hoffman, por Kramer vs Kramer

Actriz: Sally Field, por Norma Rae

Actor Secundário: Lelvyn Douglas, por Being There

Actriz Secundária: Meryl Streep, por Kramer vs Kramer

Argumento Original: Steve Tesich, por Breaking Away

Argumento Adaptado:Robert Benton, por Kramer vs Kramer

Fotografia: Vittorio Storaro, por Apocalypse Now

Direcção Artística: Philip Rosenberg, Tony Walton, Edward Stewart e Gary Brink, por Apocalypse Now

Som: Walter Murch, Mark Berger, Richard Beggs e Nat Boxer, por Apocalypse Now

Canção: David Shire (música) e Noeman Gimbel (letra) por “It Goês Like It Goes”, em Norma Rae

Banda Sonora Original: Georges Delerue, por A Little Romance

Banda Sonora Adaptada: Ralph Burns, por All That Jazz

Montagem: Alan Heim, por All That Jazz

Guarda-Roupa: Albert Wolsky, por All That Jazz

Efeitos Especiais: H. R. Giger, Carlo Rambaldi, Brian Johnson, Nick Allder eDenys Ayling, por Allien

Curta-metragem de ficção: Board and Care, de Ron Ellis e Sarah Pillsbury

Curta-metragem de Animação: Every Child, de Derek Lamb

Documentário curta-metragem: Paul Robeson: Tribute to na Artist, de Saul J. Turell

Documentário Longa-metragem: Best Boy, de Ira Wohl

Filme Estrangeiro: Die Blechtrommel (O Tambor) de Volker Schlondorff (RFA)

Memorial Irving G. Thalberg: Ray Stark

Prémio Humanitário Jean Hersholt: Robert Benjamin

Óscar Honorífico: Hal Elias, pela sua dedicação e serviços prestados à Academia; Alec Guiness, pelo conjunto das suas interpretações; John O. Aalberg, Charles G. Clarrke e John G. Frayne, pelos seus altos serviços à Academia.

Óscar Especial: Alan Splet, pela montagem do som, em The Black Stallion

sábado, fevereiro 09, 2008

Dustin Hoffman


Dustin Lee Hoffman nasceu a 8 de Agosto de 1937, em Los Angeles, Califórnia. Iniciou a sua carreira na televisão e no teatro, participando como actor em espectáculos “off-Broadway”.
Tornou-se popular na década de 1960, a partir do sucesso obtido pelo filme A Primeira Noite (1967), que lhe valeu uma nomeação para o Óscar para Melhor Actor, e consagrou-se como um dos grandes actores americanos da década de 1980, evidenciando-se pela sua grande versatilidade e capacidades interpretativas, aliadas à aparência pouco convencional e à pequena estatura física.
Em 1984, voltou aos palcos da Broadway para participar na peça Death of a Salesman, de Arthur Miller, que veio a ser filmada para televisão em 1985.
Recebeu ainda o Óscar para Melhor Actor pelas suas interpretações em Kramer vs. Kramer/Kramer contra Kramer (1979), que protagonizou com Meryl Streep, e Rain Man/Encontro de Irmãos (1988), ao lado de Tom Cruise, assim como nomeações para o Óscar para Melhor Actor pelos seus desempenhos nos filmes Midnight Cowboy/O Cowboy da Meia-Noite (1969), Lenny (1974), Tootsie/Tootsie, Quando Ele Era Ela (1982) e Wag the Dog/Manobras na Casa Branca (1997).
Entre as suas inúmeras interpretações televisivas, destacam-se as suas prestações em Death of a Salesman (1985), pela qual foi galardoado com um Emmy e um Globo de Ouro, e em Liberty’s Kids: Est. 1776 (2002).
Destacam-se na sua basta filmografia os seguintes filmes: Little Big Man (1970), Straw Dogs/Cães de Palha (1971), Papillon (1973), All the President’s Men (1976), Marathon Man/O Homem da Maratona (1976), Agatha/O Mistério de Agatha (1979), Rain Man/Encontro de Irmãos (1988), Family Business/Negócio de Família (1989), Hook (1991), Billy Bathgate (1991), Hero/Herói Acidental (1992), Outbreak/Fora de Controlo (1995), American Buffalo (1996), Sleepers/Sleepers - Sentimento de Revolta (1996), Mad City/Cidade Louca (1997), Sphere/A Esfera (1998), Messenger: The Story of Joan of Arc/Joana D’Arc (1999), Tuesday (2001), Liberty’s Kids (2002), Moonlight Mile/Sonhos Defeitos (2002), Confidence/Confiança (2003), Runaway Jury/O Júri (2003), Finding Neverland/À Procura da Terra do Nunca (2004), Meet the Fockers/Uns Compadres do Pior (2004), I Heart Huckabees/Os Psico-Detectives (2004), The Lost City/ Havana – Cidade Perdida (2005) Perfume: The Story of a Murderer/ O Perfume - História de um Assassino (2006), The Holiday/ O Amor Não Tira Férias (2006) e Mr. Magorium's Wonder Emporium/ O Maravilhoso Mundo dos Brinquedos (2007). (Fonte Biblioteca Universal)

Óscares:1978


Apresentação: Johnny Carson

Auditório: The Dorothy Chandler Pavilion (Los Angeles)

Filme: The Deer Hunter, de Michael Cimino

Realizador: Michael Cimino, por The Deer Hunter

Actor: Jon Voight, por Coming Home

Actriz: Jane Fonda, por Coming Home

Actor Secundário: Cristopher Walken, por The Deer Hunter

Actriz Secundária: Maggie Smith, por Califórnia Suite

Argumento Original: Nancy Dowd, Waldo Salt e Robert C. Jones, por Coming Home

Argumento Adaptado: Oliver Stone, por Midnight Express

Fotografia: Néstor Almendros, por Days of Heaven

Direcção Artística: Paul Sylbert, Edwin O’Donovan e George Gaines, por Heaven Can Wait

Som: Richard Portman, William McCaughey, Aaron Rochin e Darrin Knight, por The Deer Hunter

Canção: Paul Jabara (música e letra), por “Last Dance”, em Thank God it’s Friday

Banda Sonora Original: Giorgio Moroder, por Midnight Express

Banda Sonora Adaptada: Joe Renzetti, por The Buddy Holly Story

Montagem: Peter Zinner, por The Deer Hunter

Guarda-Roupa: Anthony Powell, por Death on the Nile

Curta-metragem de ficção: Teenage Father, de Taylor Hackford

Curta-metragem de Animação: Special Delivery, de Eunice Macaulay e John Weldon

Documentário curta-metragem: The Flight of the Gossamer Condor, de Jacqueline e Phillips Sheld

Documentário Longa-metragem: Scared Straight!, de Arnold Shapiro

Filme Estrangeiro: Práparez vos Mouchoirs (Uma Mulher Para Dois) de Bertrand Blier (França)

Prémio Humanitário Jean Hersholt: Leo Jaffe

Óscar Honorífico: Walter Lanzt, pelo seu trabalho nos filmes de animação; Laurence Olivier, pelo conjunto da sua obra cinematográfica; King Vidor, pelos seus méritos como cineasta; o Departamento Cinematográfico do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, pela contribuição que deu para a divulgação do cinema como arte; Linwood G. Dunn, Loren L. Ryder e Waldon O. Watson, pelos serviços prestados à Academia.

Óscar Especial: Les Bowie, Colin Chilvers, Denys Coop, Roy Field, Derek Meddings e Zoran Peisic, pelos efeitos visuais de Superman.

Óscares:1977


Apresentação: Bob Hope

Auditório: The Dorothy Chandler Pavilion (Los Angeles)

Filme: Annie Hall, de Woody Allen

Realizador: Woody Allen, por Annie Hall

Actor: Richard Dreyfuss, por The Goodbye Girl

Actriz: Diane Keaton, por Annie Hall

Actor Secundário: Jason Robards, por Julia

Actriz Secundária: Vanessa Redgrave, por Julia

Argumento Original: Woody Allen e Marshall Brickman, por Annie Hall

Argumento Adaptado: Alvin Sargent, por Julia

Fotografia: Vilmos Zsigmond, por Close Encounters of the Third Kind

Direcção Artística: John Barry, Norman Reynolds, Leslie Dilley e Roger Chistian, por Star Wars

Som: Don MacDougall, Ray West, Bob Minkler e Derek Ball, por Star Wars

Canção: Joseh Brooks (música e letra), por “You Light Up My Life”, em You Light Up My Life

Banda Sonora Original: John Williams, por Star Wars

Banda Sonora Adaptada: Jonathan Tunick, por A Little Night Music

Montagem: Paul Hirsch, Márcia Lucas e Richard Chew, por Star Wars

Guarda-Roupa: John Mollo, por Star Wars

Efeitos Visuais: John Stears, John Dykstra, Richard Edlund, Grant McCune e Robert Blalack, por Star Wars

Curta-metragem de ficção: I’ll Find a Way, de Beverly Shaffer e Yuki Yoshida

Curta-metragem de Animação: Sand Castle, de Co Hoedman

Documentário curta-metragem: Gravity is My Enemy, de John Joseph e Jan Stussy

Documentário Longa-metragem: Who Are the DeBolts? And Where Did Get Nineteen Kids? de John Korty, Warren Lockhart e Dan McCann

Filme Estrangeiro: Madame Rosa, de Moshe Mizrahi (França)

Memorial Irving G. Thalberg: Walter Mirish

Prémio Humanitário Jean Hersholt: Charlton Heston

Óscar Honorífico: Margareth Booth, pela sua contribuição à arte de montagem cinematográfica; Gordon E. Sawyer e Sidney P. Solow, pelos seus extraordinários serviços à Academia.

Óscar Especial: Frank Warner, pela montagem dos efeitos sonoros no filme Close Encounters of the Third Kind; e Benjamim Burt Jr., pela criação das vozes das criaturas extra - terrestres e dos robots em Star Wars.

Óscares:1976


Apresentação: Richard Pryor, Jane Fonda, Ellen Burstyn e Warren Beatty

Auditório: The Dorothy Chandler Pavilion (Los Angeles)

Filme: Rocky, de John G. Avildsen

Realizador: John G. Avildsen, por Rocky

Actor: Peter Finch, por Network

Actriz: Faye Dunaway, por Network

Actor Secundário:Jason Robards, por All President’s Men

Actriz Secundária: Beatrice Straight, por Network

Argumento Original: Paddy Chayfsky, por Network

Argumento Adaptado: William Goldman, por All President’s Men

Fotografia: Haskell Wexler, por Bound for Glory

Direcção Artística: George Jenkins e George Gaines, por All President’s Men

Som: Arthur Piantadose, Les Fresholts, Dick Alexander e Jim Webb, por All President’s Men

Canção: Barbara Streisand (música) e Paul Williams (letra), por “Evergreen”, em A Star is Born

Banda Sonora Original: Jerry Goldsmiyh, por The Omen

Banda Sonora Adaptada: Leonard Rosennman, por Bound for Glory

Montagem: Richard Halsey e Scott Conrad, por Rocky

Guarda-Roupa: Danilo Donati, por Casanova

Curta-metragem de ficção: In the Region of Ice, de André Guttfreud e Peter Werner

Curta-metragem de Animação: Leisure, de Suzanne Baker

Documentário curta-metragem: Number Our Days, de Lynne Littman

Documentário Longa-metragem: Hatlam County, USA, de Barbara Kopple

Filme Estrangeiro: Noir et Blancs en Couleur, de Jean-Jacques Annaud (França)

Memorial Irving G. Thalberg: Pandro S. Berman

Óscar Especial: Carlo Rambaldi, Glen Robinson e Frank Der Veer, pelos efeitos especiais em King Kong; L. B. Abott, Glen Robinson e Matthew Yuricich, pelos efeitos especiais no filme Logan’s Run.

World Press Photo


(Foto:Tim Hetherington, UK para Vanity Fair)
A imagem de um jovem soldado norte-americano a descansar num “bunker” no Afeganistão valeu ao repórter fotógrafo britânico Tim Hetherington o grande prémio World Press Photo 2007.
A fotografia, publicada na revista norte-americana Vanity Fair, foi tirada a 16 de Setembro de 2007 no Vale de Korengal, no Afeganistão e revela “o esgotamento de um homem e também de uma nação”, justificou hoje o presidente do júri do prémio, Gery Knight.
A imagem, pela qual Tim Hetherington receberá 10 mil euros, foi escolhida por um júri internacional entre mais de 80.500 fotografias de cinco mil profissionais de todo o mundo. O World Press Photo é considerado um dos mais importantes prémios de reconhecimento do trabalho dos repórteres fotográficos.

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Jack Nicholson

John Joseph Nicholson, nasceu a 22 de Abril de 1937 em Neptune, no Estado americano de Nova Jersey. O pai abandonou-o quando ainda era pequeno, acabando por crescer apenas acompanhado pela mãe, que julgava que era a irmã mais velha e era à avó, a quem tratava como mãe.
Começou por ser paquete no departamento de desenhos animados da MGM e, em 1958, juntou-se à escola de Roger Corman, com o qual colaborou como actor, argumentista e produtor. No final da década de 1960, conseguiu recriar na tela o inconformismo e desencanto da geração jovem norte-americana em Easy Rider (1969) e Five Easy Pieces/Destinos Opostos (1970). Jack Nicholson, seria nomeado para o Óscar de melhor actor secundário, pelo seu desempenho em Easy Rider e candidato ao Óscar de melhor actor, pelo filme Destinos Opostos.
Em 1974, Jack Nicholson entra no filme Chinatown, de Roman Polanski . O filme foi um sucesso e Nicholson conseguiu a sua terceira nomeação para o Óscar. Seguem-se no ano seguinte, Profissão: Repórter, de David Locke e Voando Sobre um Ninho de Cucos. Este filme receberia o Óscar de Melhor Filme do ano e a Academia rendia-se às qualidades de interpretação de Jack Nicholson, atribuindo-lhe o Óscar de Melhor Actor. Depois de alguns filmes menores, o actor entra no filme The Shinning , de Stanley Kubrick. O filme torna-se um filme de culto e Jack Nicholson, volta a estar na mó de cima.
Segue-se O Carteiro Toca Sempre Duas Vezes/The Postman Always Rings Twice (1981), mas Jack Nicholson, tinha outros planos para a sua carreira, que passava por apostar em pequenos papéis secundários. Primeiro no filme Reds, de Warren Beatty, através do qual recebeu a sua segunda nomeação aos Óscares, como actor secundário, e dois anos depois, em 1983, conseguiria esse mesmo Óscar pelo seu desempenho em Laços de Ternura/Tearms of Endearment, onde fazia de astronauta reformado, ao lado de Shirley MacLaine.
Jack Nicholson, teve uma década de oitenta em grande forma: Com Prizzi’s Honour/A Honra dos Padrinhos (1985) recebia a segunda nomeação para o Óscar de Melhor Actor, enquanto que os seus desempenhos nos filmes A Difícil Arte de Amar/ Heartburn (1986) e em as Bruxas de Esatwick/ The Witches of Eastwick(1987) continuaram a mostrar que estava em alta.
Em Estranhos na Mesma Cidade/Ironweed, de Hector Babenco conquistou nova nomeação para o Óscar de Melhor Actor secundário e em 1989 faria aquele que ele próprio considera como o seu desempenho mais "pop", o de Joker em Batman.
Entretanto faz uma incursão no cinema como realizador, ao filmar The Two Jakes/O Caso da Mulher Infiel (1990).
Com o filme de 1992, Uma Questão de Honra/A Few Good Men, Jack Nicholson recebe mais uma nomeação para o Óscar. Entretanto o filme Hoffa/Hoffa, o Preço do Poder (1992) e Wolf/Lobo (1994, são dois fracassos nas bilheteiras. Seguem-se dois filmes que não auguram nada de bom para a carreira cinematográfica de Jack Nicholson, Mars Attacks! /Marte Ataca (1996), Blood and Wine/Sangue e Vinho (1997). Ambos muito fraquinhos.
Mas a carreira de Jack Nicholson faria uma viragem de 180º, com a personagem, Melvin Udall, o paranóico escritor de, Melhor é Impossível/As Good As it Gets, de 1997, Jack Nicholson receberia o seu terceiro Óscar de Melhor Actor do ano. Em 2001, seria a estrela de A Promessa/The Pledge, o primeiro filme realizado por Sean Penn.
No ano seguinte entra em As Confissões de Schmidt/About Schmidt, pelo qual foi distinguido com um Globo de Ouro e mais uma nomeação para o Óscar de Melhor Actor.
O ano de 2003 acabou por ser um dos mais prolíferos, na carreira de Jack Nicholson, graças a dois notáveis desempenhos. Primeiro como psiquiatra e mestre de Adam Sandler, no filme de Peter Segal, Terapia de Choque/ Anger Management e depois como o veterano amante de Diane Keaton em Alguém tem de Ceder/Something´s Gotta Give, de Nancy Meyers, com uma das melhores performances do ano. Em 2006, é Frank Costelo, no premiado filme de Martin Scorcese, The Departed, Entre Inimigos. O carisma cinematográfico advém-lhe da pose pouco convencional e da capacidade de encarnar as personagens com uma credibilidade dramática rara. Jack Nicolson é uma, ou mesmo a maior vedeta, da linha da frente de Hollywood.

Óscares:1975


Apresentação: Walter Matthau, Robert Shaw, George Segal, Goldie Hawn e Gene Kelly

Auditório: The Dorothy Chandler Pavilion (Los Angeles)

Filme: One Flew Over the Cuckoo’s Nest, de Milos Forman

Realizador: Milos Forman, por One Flew Over the Cuckoo’s Nest

Actor: Jack Nicholson, por One Flew Over the Cuckoo’s Nest

Actriz: Louise Fletcher, por One Flew Over the Cuckoo’s Nest

Actor Secundário: George Burns, por The Sunshine Boys

Actriz Secundária: Lee Grant, por Shampoo

Argumento Original: Frank Pierson, por Dog Day Afternoon

Argumento Adaptado: Lawrence Hauber e Bob Goldman, por One Flew Over the Cuckoo’s Nest

Fotografia: John Alcott, por Barry Lyndon

Direcção Artística: Ken Adam, Roy Walker e Vernon Dixon, por Barry Lyndon

Som: Robert L. Hoyt, Roger Heman, Earl Madery e John Cárter, por Jaws

Canção: Keith Carradine (música e letra), por “Easy”, em Nashville

Banda Sonora Original: John Williams, por Jaws

Banda Sonora Adaptada: Leonard Rosennman, por Barry Lyndon

Montagem: Verna Fields, por Jaws

Guarda-Roupa: Ulla-Britt Soderlund e Milena Canonero, por Barry Lyndon

Curta-metragem de ficção: Angel and Big Joe, de Bert Salzman

Curta-metragem de Animação: Great, de Bob Godfrey

Documentário curta-metragem: The end of the game, de Robin Lehman e Claire Wilbur

Documentário Longa-metragem: The man who skied Everest, de F. R. Crawley, James Hager e Dale Hartleben

Filme Estrangeiro: Dersu Uzala, de Akira Kurosawa (Japão)

Memorial Irving G. Thalberg: Mervyn LeRoy

Prémio Humanitário Jean Hersholt: Jules C. Stein

Óscar Honorífico:Mary Pickford, em reconhecimento pela sua contribuição para o desenvolvimento da indústria cinematográfica.

Óscar Especial: Peter Berkos, pelos efeitos de som no filme The Hinderburg; e Albert Whitlock e Glen Robinson, pelos efeitos especiais em The Hinderburg.

Óscares:1974


Apresentação: Sammy Davis Jr., Bob Hope, Shirley MacLaine e Frank Sinatra

Auditório: The Dorothy Chandler Pavilion (Los Angeles)

Filme: The Godfather, part II, de Francis Ford Coppola

Realizador: Francis Ford Coppola, por The Godfather, part II

Actor: Art Carney, por Harry and Tonto

Actriz: Ellen Burstyn, por Alice Doesn’t Live Here Anymore

Actor Secundário: Robert De Niro, por The Godfather, part II

Actriz Secundária: Ingrid Bergman, por Murder on the Orient Express

Argumento Original: Robert Towne, por Chinatown

Argumento Adaptado: Francis Ford Coppola e Mário Puzo, por The Godfather, part II

Fotografia: Fred Koenekamp e Joseph Biroc, por The Towering Inferno

Direcção Artística: Dean Tavolauris, Ângelo Graham e George R. Nelson, por Godfather, part II

Som: Robert Pierce e Melvin Metcalfe J.r., por Earthquake

Canção: Al Kasha e Joel Hirschhorn (música e letra), por “We May Never Love Like This Again”, em The Towering Inferno

Banda Sonora Original:Nino Rota e Carmine Coppola, por The Godfather, part II

Banda Sonora Adaptada: Nelson Riddle, por The Great Gatsby

Montagem: Harold F. Kress e Carl Kress, por The Towering Inferno

Guarda-Roupa: Theoni V. Aldredge, por The Great Gatsby

Curta-metragem de ficção: One-eyed men are kings, de Paul Claudon e Edmond Sechan

Curta-metragem de Animação: Closed Mondays, de Will Vinton e Bob Gardiner

Documentário curta-metragem: Don’t, de Robin Lehman

Documentário Longa-metragem: Hearts and Minds, de Peter Davis e Bert Schneider

Filme Estrangeiro: Amarcord, de Frederico Fellini (Itália)

Prémio Humanitário Jean Hersholt: Arthur B. Krim

Óscar Honorífico: Howard Hawks, pela sua mestria cinematográfica; Jean Renoir, pela sua admirável obra cinematográfica.

Óscar Especial: Frank Brendel, Glen Robinson e Albert Whitlock, pelos efeitos especiais de Earthquake.

Óscares: 1973


Apresentação: John Huston, Diana Ross, Burt Reynolds e David Niven

Auditório: The Dorothy Chandler Pavilion (Los Angeles)

Filme: The Sting, de George Roy Hill

Realizador: George Roy Hil, por l The Sting

Actor: Jack Lemmon, por Save the Tiger

Actriz: Gleanda Jackson, por A Touch of Class

Actor Secundário: John Houseman, por Paper Chase

Actriz Secundária: Tatum O’Neal, por Paper Moon

Argumento Original: David S. Ward, por The Sting

Argumento Adaptado: William Peter Blatty, por The Exorcist

Fotografia: Sven Nykvist, por Viskningar Och Rop

Direcção Artística: Henry Brumstead e James Payne, por The Sting

Som: Robert Knudson e Chris Newman, por The Exorcist

Canção: Marvin Hamlisch (música) e Alan e Marilyn Bergman (letra), por ”The Way we Were”, em The Way we Were

Banda Sonora Original: Marvin Hamlisch, por The Way we Were

Banda Sonora Adaptada: Marvin Hamlisch, por The Sting

Montagem: William Reynolds, por The Sting

Guarda-Roupa: Edith Head, por The Sting

Curta-metragem de ficção: The Bolero, de William Fertik e Allan Miller

Curta-metragem de Animação: Frank Film, de Frank Mouris

Documentário curta-metragem: Princeton: a search fro answers, de Julian Krainin e Sage De Witt L. Jr.

Documentário Longa-metragem: The Great American Cowboy, de Kieth Merrill

Filme Estrangeiro: La Nuit Américaine ( A Noite Americana) de François Truffaut (França)

Memorial Irving G. Thalberg: Lawrence Weingarten

Prémio Humanitário Jean Hersholt: Lew Wasserman

Óscar Honorífico: Henri Langlois, pela sua devoção à arte do cinema, a sua devoção à conservação do mesmo é à sua fé inabalável no futuro; e Groucho Marx, pela sua brilhante criatividade e o inigualável trabalho dos Irmãos Marx no campo da comédia.

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Steve McQueen


Steve McQueen, foi o símbolo de uma geração e tornou-se num dos maiores ícones da história do cinema com a sua participação em clássicos como, Os Sete Magníficos, 1960, A Grande Evasão, 1963, O Grande Mestre do Crime, 1968, Tiro de Escape, 1972, Papillon, 1973, A Torre do Inferno, 1974, além de Bullit, de 1968.
Terence Steven McQueen, nasceu a 24 de Março de 1930, em Beech Grove, no estado norte-americano de Indiana. Serviu na Marinha e teve várias ocupações até se decidir pela carreira de cinema, entrando no Actor’s Studio.
Estreou-se na Brodway em 1955, a que se seguiu a televisão e o cinema. Estreou-se na televisão com a série, Procurado Vivo ou Morto. O seu primeiro papel no cinema foi no filme "Marcado pela Sarjeta" (1956), de Robert Wise, ao lado de Paul Newman. Em 1958, estreia-se como actor principal no filme Fluido Mortal, um filme de ficção científica.
Steve McQueen, casou-se três vezes, a primeira com a cantora e dançarina Neile Toffel. Toffel e McQueen conheceram-se em 1956, na produção da Broadway «The Pajama Game». Passaram 16 anos juntos e tiveram dois filhos, Chad e Terry Leslie McQueen. Seguiu-se a actriz Ali MacGraw, e finalmente, Bárbara Minty.
Morreu a 7 de Novembro de 1980, vítima de cancro do pulmão, o que não deixa de ser irónico, pois Steve McQueen era a imagem dos cigarros Camel.

Óscares: 1972


Apresentação: Carol Burnett, Michael Caine, Charlton Heston e Rock Hudson

Auditório: The Dorothy Chandler Pavilion (Los Angeles)

Filme: The Godfather, de Francis Ford Coppola

Realizador: Bob Fosse, por Cabaret

Actor: Marlon Brando, por The Godfather

Actriz: Liza Minnelli, por Cabaret

Actor Secundário: Joel Grey, por Cabaret

Actriz Secundária: Eileen Heckart, por Butterflies are free

Argumento Original: Jeremy Larner, por The Candidate

Argumento Adaptado: Mário Puzo e Francis Ford Coppola, por The Godfather

Fotografia: Geoffrey Unsworth, por Cabaret

Direcção Artística: Rolf Zehetbauer, Jurgen Kiebach e Herbert Strabel, por Cabaret

Som: Robert Knudson e David Hildyard, por Cabaret

Canção: Al Kasha e Joel Hirschhorn (música e letra), por “The Morning After”, em The Poseidon Adventure

Banda Sonora Original: Charles Chaplin, Raymond Rasch e Larry Russel, por Limelight

Banda Sonora Adaptada: Ralph Burns, por Cabaret

Montagem: David Bretherton, por Cabaret

Guarda-Roupa: Anthony Powell, por Travelas with my aunt

Curta-metragem de ficção: Norman Rockwell’s world… na American Dream, de Richard Barclay

Curta-metragem de Animação: A Christmas Carol, de Richard Williams

Documentário curta-metragem: This Tiny World, de Charles e Martina Huguenot Van Der Linden

Documentário Longa-metragem: Marjoe, de Sarah Kernochan e Howard Smith

Filme Estrangeiro: Le Charme Discret de la Bourgeoisie, de Louis Buñuel (França)

Prémio Humanitário Jean Hersholt: Rosalind Russell

Prémios especiais:
Charles S. Boren, pelo seu trabalho de 38 anos na indústria cinematográfica; Edward G, Robinson, pela sua grandeza como actor, como patrono das artes e como exemplo de civismo; L. B. Abott e A.D. Flowers, pelos efeitos especiais no filme The Poseidon Adventure.

Óscares: 1971


Apresentação: Helen Hayes, Alan King, Sammy Davis Jr. E Jack Lemmon

Auditório: The Dorothy Chandler Pavilion (Los Angeles)

Filme: The French Connection, de William Friedkin

Realizador: William Friedkin, por The French Connection

Actor: Gene Hackman, por The French Connection

Actriz: Jane Fonda, por Klute

Actor Secundário: Ben Johnson, por The last picture show

Actriz Secundária: Cloris Leachman, por The last picture show

Argumento Original: Paddy Chayefsky, por The Hospital

Argumento Adaptado: Ernest Tidyman, por The French Connection

Fotografia: Oswald Morris, por The Fiddler on the Roof

Direcção Artística: John Box, Ernest Archer, Jack Maxsted, Gil Parrondo e Vernon Dixon, por Nicholas and Alexandra

Som: Gordon K. McCallum e David Hildyard, por The Fiddler on the Roof

Canção: Isaac Hayes (música e letra), por “Theme from Shaft”, em Shaft

Banda Sonora Original:Michel Legrand, por Summer of 42

Banda Sonora Adaptada: John Williams, por The Fiddler on the Roof

Montagem: Jerry Greenberg, por The French Connection

Guarda-Roupa: Yvonne Blake e António Castillo, por Nicholas and Alexandra

Efeitos Visuais: Danny Lee, Eustace Lycett e Alan Maley, por Bedknobs and Broomsticks

Curta-metragem de ficção: Sentinels of Silence, Robert Amram e Manuel Arango

Curta-metragem de Animação: The Crunch bird, de Ted Petok

Documentário curta-metragem: Sentinels of Silence, Robert Amram e Manuel Arango

Documentário Longa-metragem: The Hellstrom Crhonicle, de Walon Green

Filme Estrangeiro: Giardino Dei Finzi Contini (O Jardim Onde Vivemos), de Vittorio De Sica (Itália)

Prémios especiais: Charles Chaplin, pela sua destacada influência na realização cinematográfica deste século.

Óscares: 1970


Apresentação: Burt Bacharach, Harry Belafonte, Richard Benjamin, Joan Blondell, Jim Brown, Genevieve Bujold, Glen Campbell, Petula Clark, Angie Dickinson, Melvyn Douglas, Lola Falana, Janet Gaynor, Goldie Hawn, Bob Hope, John Huston, James Earl Jones, Shirley Jones, Sally Kellermann, Burt Lancaster, John Marley, Walter Matthau, Steve McQueen, Sarah Miles, Ricardo Montalbán, Jeanne Moreau, Merle Oberon, Ryan O’Neal, Gregory Peck, Paula Prentiss, Eva Marie Saint, George Segal, Maggie Smith e Gig Young

Auditório: The Dorothy Chandler Pavilion (Los Angeles)

Filme: Patton, de Franklin J. Schaffner

Realizador: Franklin J. Schaffner, Por Patton

Actor: George C, Scott, por Patton

Actriz: Gleanda Jackson, por Women in Love

Actor Secundário: John Mills, por Ryan’s daughter

Actriz Secundária: Helen Hayes, por Airport

Argumento Original: Francis Ford Coppola e Edmund H. North, por Patton

Argumento Adaptado: Ring Lardner Jr., por MASH

Fotografia: Freddie Young, por Ryan’s daughter

Direcção Artística: Urie McCleary, Gil Parrondo, António Mateos e Pierre-Louis Thevenet, por Patton

Som: Douglas Williams e Don Bassman, por Patton

Canção: Fred Karlin (música) e Robb Royer, James Griffin, Rodd Wilson e Marilyn James, por “For all we know”, em Lovers and others strangers

Banda Sonora Original: Francis Lai, por Love Story

Canção Original em Banda Sonora: The Beatles, por “Let it Be”, em Let it Be

Montagem: Hugh S. Fowler, por Patton

Guarda-Roupa:Nino Novarese, por Cromwell

Efeitos Especiais: A. D. Flowers e L. B. Abbott, por Tora! Tora! Tora!

Curta-metragem de ficção:The ressurrection of Broncho Billy, de Jonh Longenecker

Curta-metragem de Animação: Is it always right to be right?, de Nick Bosustow

Documentário curta-metragem: Interviews with My Lai veterans, de Joseph Strick

Documentário Longa-metragem
: Woodstock, de Bob Maurice

Filme Estrangeiro: Indagine Su Un Cittadino Al Di Sopra Ogni Sospetto (Inquérito a um Cidadão Acima de Qualquer Suspeita), de Elio Petri (Itália)

Memorial Irving G. Thalberg: Ingmar Bergman

Prémio Humanitário Jean Hersholt: Frank Sinatra

Prémios especiais: Lilian Gish, pela sua superlativa capacidade artística e pela sua contribuição para o progresso do Cinema; Orson Wells, pela sua capacidade artística e versatilidade extraordinárias na realização cinematográfica.

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Óscares: Década de 60


Em 1960, Billy Wilder ganha o seu segundo óscar como realizador no filme “O Apartamento”, que estava nomeado para dez Óscares tendo ganho cinco, incluindo o de melhor filme. Wilder é um dos mais distinguidos cineastas de todos os tempos. No seu currículo apresenta mais de vinte nomeações, tendo ganho sete, três das quais pela escrita de argumentos. Em 1987 viria a ser galardoado com o Memorial Irving G. Thalberg.
Em 1961 o filme do ano é "West Side Story" e Robert Wise o melhor realizador, Sofia Loren recebe o Óscar de melhor actriz pelo excepcional desempenho no filme " La Ciociara", adaptação ao cinema do livro de Alberto Moravia. David Lean apresenta em 1962 o espectacular "Lawrence da Arábia", que foi nomeado par dez Óscares, tendo ganho sete, incluindo o de melhor filme do ano e o de melhor realizador. Gregory Peck recebe em 1962 o Óscar de melhor actor do ano pelo trabalho feito no filme "Não Matem a Cotovia". "My Fair Lady", de 1964, ganha oito Óscares, incluindo o de melhor filme e melhor realizador, George Cukor. Em 1965 Robert Wise vence o seu segundo Óscar como realizador do ano, com o filme "Música no Coração". Elisabeth Taylor mostra o seu talento em "Quem tem medo de Virginia Wolf?", de 1966 e recebe o seu segundo Óscar. Filme que venceria cinco Óscares, num total de treze nomeações.
Em 1967 a Academia finalmente reconhecia o mérito incontestável de um dos maiores mestres da sétima arte: Alfred Hitchcock.
Após cinco nomeações, desde de 1940, sem ter recebido algum Óscar, a Academia atribuía-lhe o Memorial Irving G. Thalberg em reconhecimento da sua excepcional carreira. Nesta década, Katharine Hepburn, recebia por mais duas vezes o Óscar de melhor actriz do ano, em 1967 com "Adivinha Quem Vem Jantar" e em 1968 com o filme "A Lion in Winter".
Em 1963 a Academia premiava pela primeira vez um actor negro, Sidney Poitier, pelo seu desempenho no filme "Os Lírios do Campo".Julie Andrews pelo filme "Mary Poppins" em 1964, Julie Christie pelo filme "Darling", de 1965 receberiam a estatueta dourada de melhor actriz do ano.

Óscares: 1969


Apresentação: Cláudia Cardinale, Elliot Gould, Myrna Loy, Barbar McNair, Jon Voight, Fred Astaire, Elizabeth Taylor, Ali MaxGraw, Cliff Robertson, Katharine Ross, James Earl Jones, Candice Bergen, Raquel Welch, Clint Eastwood, John Wayne e Bob Hope

Auditório: The Dorothy Chandler Pavilion (Los Angeles)

Filme: Midnight Cowboy, de John Schelesinger

Realizador: : John Schelesinger por Midnight Cowboy,

Actor: John Wayne, por True Grit

Actriz: Maggie Smith, por The prime of Miss Brodie

Actor Secundário: Gig Young, por They shoot hordes, don’t they?

Actriz Secundária: Goldie Hawn, por Cactus flower

Argumento Original: William Goldman, por Butch Cassidy and the Suandance Kid

Argumento Adaptado: Waldo Salt, por Midnight Cowboy

Fotografia: Conrad Hall, por Butch Cassidy and the Suandance Kid

Direcção Artística: John DeCuir, Jack Martin Smith, Herman Blumenthal, Walter M. Scott, George J. Hopkins e Raphael Bretton, por Hello, Dolly!

Som: Jack Solomon e Murray Spivack, por Hello, Dolly!

Canção: Burt Bacharach (música) e Hal David (letra) por “Raindrops Keep Fallin on my Head”, em Butch Cassidy and the Suandance Kid

Banda Sonora Original: Burt Bacharach por Butch Cassidy and the Suandance Kid

Banda Sonora (Filme Musical): Lennie Hayton e Lionel Newman, por Hello, Dolly!

Montagem: Françoise Bonnot, por Z

Guarda-Roupa: Margaret Furse, por Anne of the Thousand Days

Efeitos Especiais: Robbie Robertson, por Marooned

Curta-metragem de ficção: The Magic Machines, de Joan Keller Stern

Curta-metragem de Animação: It’s Tough to be a Bird, de Ward Kimball

Documentário curta-metragem: Czechoslovakia 1968, de Robert M. Fresco e Denis Sanders

Documentário Longa-metragem: Arthur Rubinstein: the love of live, de Bernard Chevry

Filme Estrangeiro: Z, de Constantin Costa-Gravas (Argélia)

Prémio Humanitário Jean Hersholt: George Jessel

Prémios especiais: Cary Grant, pelo seu incomparável domínio da arte de representar com o respeito e o afecto dos seus colegas.

Óscares: 1968

Apresentação: Ingrid Bergman, Sidney Poitier, Jane Fonda, Frank Sinatra, Natalie Wood, Walter Matthau, Diahann Carroll, Tony Curtis, Rosalind Russel e Burt Lancaster

Auditório: The Dorothy Chandler Pavilion (Los Angeles)

Filme: Oliver!, de Carol Reed

Realizador: Carol Reed, por Oliver!

Actor: Cliff Robertson, por Oliver!

Actriz: Katharine Hepburn, por A Lion in Winter, e Barbara Streissand, por Funny Girl

Actor Secundário: Jack Albertson, por The subject was roses

Actriz Secundária: Ruth Gordon, por Rosemary’s baby

Argumento Original: Mel Brooks, por The producers

Argumento Adaptado: James Goldman, por A Lion in Winter

Fotografia: Pasqualino De Santis, por Romeo and Juliet

Direcção Artística: John Box, Terence Marsh, Vernon Dixon e Ken Muggleston, por Oliver!

Som: James P. Corcoran, por Oliver!

Canção: Michel Legrand (música) e Alan e Marilyn Bergman (letra), por “The windmills of your mind”, em The Thomas Crown affair

Banda Sonora Original: John Bary, por A Lion in Winter

Banda Sonora Adaptada: John Green, por Oliver!

Montagem: Frank P. Keller, por Bullittt

Guarda-Roupa: Danilo Donati, por Romeo and Juliet

Efeitos Especiais: Stanley Kubrick, por 2001: A space odissey

Curta-metragem de ficção: Robert Kennedy remembered, de Charles Guggenheim

Curta-metragem de Animação: Winnie the Pooh and the Blustery Day, de Walt Disney

Documentário curta-metragem: Why man creates, de Saul Bass

Documentário Longa-metragem: Journey into self, de Bill McGaw

Filme Estrangeiro: Vojna I Mir (Guerra e Paz) de Sergei Bondartchouk (URSS)

Prémio Humanitário Jean Hersholt: Martha Raye

Prémios especiais: John Chambers pelo seu extraordinário trabalho de maquilhagem no filme The Planet of the Apes; e Onna White, pela brilhante coreografia conseguida no filme Oliver!

Óscares: 1967


Apresentação: Bob Hope

Auditório: The Santa Mónica Civic Auditorium (Santa Mónica)

Filme: In the heat of the night, De Norman Jewison

Realizador: Mike Nichols, por The Graduate

Actor: Rod Steiger, por In the heat of the night

Actriz: Katharine Hepburn, por Guess who’s coming to dinner

Actor Secundário: George Kennedy, por Cool Hand and Luke

Actriz Secundária: Estelle Parson, por Bonnie and Clyde

Argumento Original: William Rose, por Guess who’s coming to dinner

Argumento Adaptado: Stirling Siliphant, por In the heat of the night

Fotografia: Burnett Guffey, por Bonnie and Clyde

Direcção Artística: John Truscott, Edward Carrere e John W. Brown, por Camelot

Som: Walter Goss, por In the heat of the night

Canção: Leslie Bricusse (música e letra) por “Talk to the animals”, em Doctor Dolittle

Banda Sonora Original: Elmer Bernstein, por Throughly modern Millie

Banda Sonora Adaptada: Alfred Newman e Ken Darby, por Camelot

Montagem: Hal Ashby, por In the heat of the night

Guarda-Roupa:John Truscott, por Camelot

Efeitos Especiais: L. B. Abott, por Doctor Dolittle

Efeitos de Som: John Poyner, por The dirty dozen

Curta-metragem de ficção: A place to stand, de Cristopher Chapman

Curta-metragem de Animação: The Box, de Fred Wolf

Documentário curta-metragem: The redwoods, de Trevor Greenwood e Mark Harris

Documentário Longa-metragem: The Andersson platoon, de Pierre Schoendoerffer

Filme Estrangeiro: Ostre Sledované vlaky (Comboios rigorosamente vigiados), de Jiri Menzel (Checoslováquia)

Memorial Irving G. Thalberg: Alfred Hitchcock

Prémio Humanitário Jean Hersholt: Gregory Peck

Prémios especiais: Arthur Freed, pelos distintos serviços prestados à Academia e pela produção de seis das mais premiadas transmissões das cerimónias de atribuição dos Óscares.

terça-feira, fevereiro 05, 2008

Sophia Loren


Sofia Villani Scicolone, conhecida mundialmente como Sophia Loren, nasceu a 20 de Setembro de 1934, em Roma. Antes de se tornar actriz, participou numa série de concursos de beleza e trabalhou como modelo. Foi lançada no cinema pelo produtor italiano Carlo Ponti, que a promoveu como actriz e com quem mais tarde viria a casar. Trabalhou ao lado de grandes artistas como Tyrone Power, Cary Grant, Rita Hayworth e Gene Kelly.
Estreou-se em Quo Vadis (1951), como figurante. A sua exuberância física e as suas capacidades dramáticas transformaram-na numa actriz muito requisitada, não só na Europa, como em Hollywood. Em 1954, foi convidada pelo director Vittorio de Sica para fazer parte de O Ouro de Nápoles, marcando o início de uma parceria que rendeu óptimos filmes. De Sica tinha uma grande paixão pela actriz e dizia que ela não precisaria de professores que a ensinassem.
A sua estreia no cinema americano foi em 1957 com o filme The Pride and the Passion, ao lado de Cary Grant e Frank Sinatra.
Nesse mesmo ano casa-se com Carlo Ponti, no México, pois este era casado e não conseguiu que o Vaticano anulasse o seu primeiro casamento, numa altura, que Itália não tinha leis de divórcio. O escândalo gerado pela relação dos dois obrigou o casal a deixar Itália, onde o produtor foi acusado de bigamia. Os dois mudaram-se inicialmente para Hollywood. Deste relacionamento, viriam a nascer os seus dois filhos, Carlo Jr., e Edoardo Ponti. Actualmente, ambos trabalham no Cinema: Carlo como realizador e Edoardo como produtor.
Da sua filmografia destacam-se Aída (1953), The Key (1958), La Ciociara/Duas Mulheres (1960), Yesterday, Today and Tomorrow (1963), Marriage Italian Style (1964), Lady L (1965), Judith (1966), The Countess from Hong Kong (1967), O Último Adeus (1969), A Ferro e Fogo (1971), Prêt-à-Porter (1994) e Sun (1997).
O filme de 1960 do realizador italiano Vittorio de Sica, La Ciociara (Duas Mulheres em português), baseado na obra homónima de Alberto Moravia, daria nesse ano o Óscar de melhor actriz, a Sophia Loren. Em 1990, foi reconhecida pelo cinema americano, recebendo da Academia o Óscar honorífico pelo conjunto de sua obra.
A actriz ganhou em 1988 o Prémio Leão de Ouro pela sua carreira brilhante. Participou em filmes memoráveis da boa fase do cinema italiano, grande parte deles com os seus maiores ídolos, o director Federico Fellini e o actor Marcello Mastroiani. Um filme de destaque em parceria com Mastroiani foi o romance Um Dia Muito Especial (1977). Em 1979, publicou a autobiografia Sophia Living and Loving: Her Own Story.
Sophia Loren é considerada uma das actrizes mais amadas e exuberantes da história do cinema, com uma carreira de mais de cinquenta anos. Foi considerada em 1999 pela revista People a mulher mais bela, sensual e talentosa dos últimos tempos.
Em 2002, o 58.º Festival de Cinema de Veneza exibiu o 100.º filme de Sofia Loren, Between Strangers, dirigido pelo seu filho, Edoardo Ponti.

Óscares: 1966


Apresentação: Bob Hope

Auditório: The Santa Mónica Civic Auditorium (Santa Mónica)

Filme: A Man for All Seasons, de Fred Zinnemann

Realizador: Fred Zinnemann, por A Man for All Seasons

Actor: Paul Scofield, por A Man for All Seasons

Actriz: Elizabeth Taylor, por Who’s Afraid of Virginia Wolf

Actor Secundário: Walter Matthau, por The fortune Cook

Actriz Secundária: Sandy Dennis, por Who’s Afraid of Virginia Wolf

Argumento Original: Claude Lellouch e Pierre Uytterhoeven, por Un home et une femme

Argumento Adaptado: Robert Bolt, por A Man for All Seasons

Fotografia: Haskell Wexler, por Who’s Afraid of Virginia Wolf (P/B); e Ted Moore, por A Man for All Seasons (Cor)

Direcção Artística: Richard Sylbert e George James Hopkins, por Who’s Afraid of Virginia Wolf (P/B); e Jack Martin Smith, Dale Hennesy, Walter M. Scott e Stuart A. Reiss, por Fantastic Voyage (Cor)

Som: Franklin E. Milton, por Grand Prix

Canção: John Barry (música) e Don Black (letra), por “Born free”, em Born Free

Banda Sonora Original: John Barry, por Born Free

Banda Sonora Adaptada: Ken Thorne, por A funny thing happened on the way to the forum

Montagem: Frederic Steinkamp, Henry Berman, Stewart Linder e FRANK Santillo, por Grand Prix

Guarda-Roupa: Irene Sharaff, por Who’s Afraid of Virginia Wolf (P/B); e Elizabeth Haffenden e Joan Bridge, por A Man for All Seasons (Cor)

Efeitos Especiais: Art Cruickshank, por Fantastic Voyage

Efeitos de Som: Gordon Daniel, por Grand Prix

Curta-metragem de ficção: Wild Wings, de Edgar Anstey

Curta-metragem de Animação: Herb Alpert and the Tijuana Brass double feature, de John e Faith Hubley

Documentário curta-metragem: A Year Toward Tomorrow, de Edmond A. Levy

Documentário Longa-metragem: The War Game; de Peter Watkins

Filme Estrangeiro: Um homme et une femme, de Claude Lelouch (França)

Memorial Irving G. Thalberg: Robert Wise

Prémio Humanitário Jean Hersholt: George Bagnall

Prémios especiais: Y. Frank Freeman, pelos seus extraordinários serviços prestados à Academia durante trinta anos; Yakima Canutt, pelos seus feitos como duplo e pelo seu trabalho em invenções destinadas a garantir segurança aos duplos em todo o mundo.

Óscares: 1965



Apresentação: Bob Hope

Auditório: The Santa Mónica Civic Auditorium (Santa Mónica)

Filme: The Sound of Music, de Robert Wise

Realizador: Robert Wise, por The Sound of Music

Actor: Lee Marvin, por Cat Ballou

Actriz: Julie Christie, por Darling

Actor Secundário: Martin Balsam, por A Thousand Clowns

Actriz Secundária: Shelley Winters, por A patch of blue

Argumento Original: Frederic Raphael, por Darling

Argumento Adaptado: Robert Bolt, por Doctor Zhivago

Fotografia: Ernest Laszlo, por Ship of fools (P/B); e Freddi Young, por Doctor Zhivago (Cor)

Direcção Artística: Robert Clatworthy e Joseph Kish, por Ship of foold (P/B); e Jonh Box, Terry Marsh e Dário Simoni, por Doctor Zhivago (Cor)

Som: James P. Corcoran e Fred Hynes, por The Sound of Music

Canção: Johnny Mandel 8música) e Paul Francis Webster (letra) por “The shadow of your smile”, em the sandpiper

Banda Sonora Original: Maurice Jarre, por Doctor Zhivago

Banda Sonora Adaptada:Irwin Kostal, por The Sound of Music

Montagem: William Reynolds, por The Sound of Music

Guarda-Roupa: Julie Harris, por Darling (P/B); e Phillys Dalton, por Doctor Zhivago 8Cor)

Efeitos Especiais: John Stears, por Thunderball

Efeitos de Som: Tregoweth Brown, por The great race

Curta-metragem de ficção: Le poulet, de Claude Berri

Curta-metragem de Animação: The dot and the line, de Chuck Jones e Les Golgman

Documentário curta-metragem: To be alive!, de Francis Thompon

Documentário Longa-metragem: The Eleanor Roosevelt story, de Sidney Glazier

Filme Estrangeiro: Obchod Na Korze (A Loja na Rua Principal), de Janos Kadar (Checoslováquia)

Memorial Irving G. Thalberg: William Tyler

Prémio Humanitário Jean Hersholt: Edmond L. DePatie

Prémios especiais: Bob Hope, pelos seus incomparáveis e distintos serviços à industria cinematográfica e à Academia.

Óscares: 1964


Apresentação: Bob Hope

Auditório: The Santa Mónica Civic Auditorium (Santa Mónica)

Filme: My Fair Lady, de George Cukor

Realizador: George Cukor, por My Fair Lady

Actor: Rex Harrison, por My Fair Lady

Actriz: Julie Andrews, por Mary Poppins

Actor Secundário: Peter Ustinov, por Topkapi

Actriz Secundária: Lila Kedrova, por Zorba the Greek

Argumento Original: S. H. Barnett, Peter Stone e Frank Tarloff, por Father

Argumento Adaptado: Edward Anhalt, por Becket

Fotografia: Walter Lasslly, por Zorba the Greek (P/B); e Harry Stradling, por My Fair Lady (Cor)

Direcção Artística: Vassilis Fotopoukos, por Zorba the Greek (P/B); e Gene Allen, Cecil Beaton e George James Hopkins, por My Fair Lady (Cor)

Som: George R. Groves, por My Fair Lady

Canção: Richard M. Sherman e Robert B, Sherman (música e letra) por “Chim chim cher-ee” em Mary Poppins

Banda Sonora Original: Richard M. Sherman e Robert B, Sherman, por Mary Poppins

Banda Sonora Adaptada:André Previn, por My Fair Lady

Montagem: Cotton Warburton, por Mary Poppins

Guarda-Roupa: Dorothy Jeakins, por The night of the Iguana (P/B); e Cecil Beaton, por My Fair Lady (Cor)

Efeitos visuiais: Peter Ellenshaw, Hamilton Luske e Eustace Lycett, por Mary Poppins

Efeitos de Som: Norman Wanstall, por Goldfinger

Curta-metragem de ficção: Casals Conducts: 1964, de Edward Schreiber

Curta-metragem de Animação: The Phink Phink, de David H. DePatie e Fritz Freleng

Documentário curta-metragem: Nine from Little Rock, de Charles Guggrnheim

Documentário Longa-metragem: World without Sun, de Jacques-Yves Cousteau

Filme Estrangeiro: Ieri, Oggi, Domani (ontem, hoje, amanhã), de Vittorio De Sica (Itália)

Prémios especiais: William Tuttle, pelos efeitos de maquilhagem em Seven Faces of doctor Lao.

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Boneca de Luxo


Breakfast at Tiffany’s (Boneca de Luxo, na versão portuguesa) é uma comédia romântica realizada por Black Edwards, adaptada de um romance de Truman Capote.
Audrey Hepburn é Holly Golightly, uma mulher boémia que vive das atenções dos cavalheiros. Apesar de não ser claro que tipo de trabalho Holy faz, para receber as atenções dos cavalheiros, fica implícito que Holly trabalha como acompanhante.
Partilhando o mesmo bloco de apartamentos está o escritor Paul Varjak (George Peppard), que luta por afirmar-se e por sua vez, é mantido por uma protectora rica (Patrícia Neal) com quem tem um caso. Paul vive intrigado com o comportamento de Holly, no entanto, depressa se tornam amigos. A delicada balança das relações dele e de Holy está sucessivamente ameaçado, mas Paul apaixona-se pela bela vizinha.
Audrey Hepburn, com o cabelo puxado atrás, de chiquérrimo vestido preto e com a sua elegante boquilha, proporciona uma das mais inesquecíveis imagens do Cinema.
O filme recebeu dois Óscares: o de melhor música original, atribuído à famosa canção "Moon River" de Henry Mancini (música) e Johnny Mercer (letra) e o de melhor banda sonora.


Origem: (EUA, Jurow-Shepherd, Paramount, 115 Min. Technicolor)
Idioma: InglêsData de estreia: 5 de Outubro de 1961
Realização: Blake Edwards
Produção: Martin Jurow e Richard Shepherd
Argumento: George Axelrod, adaptado do Romance de Truman Capote
Fotografia: Franz Planerl
Música: Henry Mancini
Elenco: Audrey Hepburn, Dorothy Whitney, George Peppard, Patricia Neal, Buddy Ebsen, John McGiver, Alan Reed, Dorothy Whitney, Beverly Powers, Stanley Adams, Claude Stroud, Elvia Allman, Orangey, Mickey Rooney.

Charlton Heston


John Charlton Carter nasceu a 4 de Outubro de 1924 em Evanston, Illinois. Começou a sua formação artística ao frequentar os clássicos nos programas de teatro da Northwestern University. Depois, fez rádio e serviu durante três anos na Segunda Guerra Mundial. Quando regressou da guerra, tornou-se modelo e conheceu a sua mulher, com quem viria a tomar conta de um teatro em Asheville, teatro esse que serviria a Charlton Heston para apurar as suas técnicas de representação.
Em 1947, estreou-se na Broadway, como actor de teatro, com a peça António e Cleópatra. Depois do teatro, trabalhou em televisão, onde interpretou os papéis de Heathcliff, Júlio César e Petruchio. A sua estreia no cinema aconteceu em 1950, mas o seu primeiro grande êxito chegou em 1952, com O Maior Espectáculo do Mundo. O porte atlético, a voz e a formação dramática de Charlton Heston transformaram-no num verdadeiro herói, dentro e fora da tela.
As suas interpretações de figuras clássicas nos grandes épicos históricos produzidos em Hollywood ficaram para sempre imortalizadas na nossa memória, como, por exemplo, a personagem de Bufallo Bill em Pony Express(1953), a figura bíblica de Moisés em Os Dez Mandamentos (1956), o Miguel Ângelo em A Agonia e o Êxtase (1965) e Ben-Hur (1959), que lhe valeu o Óscar de melhor actor.
A sua vasta filmografia conta com quase uma centena de filmes, dos quais se destacam, entre outros, Júlio César (1950), Sede do Mal (1958), El Cid (1961), The Greatest Story Ever Told (1965), Major Dundee (1965), O Senhor da Guerra (1965), O Planeta dos Macacos (1968), que deu origem a uma série de longas-metragens designadas O Planeta dos Macacos, Antony and Cleopatra (1973), À Beira do Fim (1973), Os Três Mosqueteiros (1973), O Terramoto (1974), Aeroporto (1974), A Verdade da Mentira (1994) e Hamlet (1996). Charlton Heston foi também o actor escolhido pelos estúdios da Disney para dar voz a Zeus no filme Hércules (1997) e para fazer de narrador no filme de Michael Bay, Armagedão (1998).
Paralelamente à sua carreira de actor, Charlton Heston escreveu The Actor’s Life: Journals 1956-1976 (1978), foi presidente do Screen Actors Guild durante seis mandatos, presidente do American Film Institute e presidente da National Rifle Association durante 5 anos. Em Agosto de 2002, foi-lhe diagnosticada a doença de Alzheimer, o que o levou ao abandono do cargo na NRA em Abril de 2003. Em Agosto do mesmo ano, o actor foi condecorado com a Medalha da Liberdade pelo presidente dos EUA, George W. Bush (Fonte Biblioteca Universal).

Óscares: 1963


Apresentação: Jack Lemmon

Auditório: The Santa Mónica Civic Auditorium (Santa Mónica)

Filme: Tom Jones, de Tony Richardson

Realizador: Tony Richardson, por Tom Jones

Actor: Sidney Poitier, por Lilies of the field

Actriz: Patricia Neal, por Hud

Actor Secundário: Melvyn Douglas, por Hud

Actriz Secundária: Margaret Rutherford, por The VIP’s

Argumento Original: James R. Webb, por How the West was won

Argumento Adaptado: John Osborne, por Tom Jones

Fotografia: James Wong Howe, por Hud (P/B); e Leon Shamroy, por Cleopatra (Cor)

Direcção Artística: Gene Callahan, por América (P/B); e John DeCuir, Jack Martin Smith, Hilyard Brown, Herman Blumenthal, Elven Webb, Maurice Pelling, Boris Juraga, Walter M. Scott, Paul S. Fox e Ray Moyer, por Cleópatra (Cor)

Som: Franklin E. Milton, por How the West Was Won

Canção: James Van Hersen (música) e Sammy Cahn (letra) por “Call me irresponsible”, em Papa’s deliticate condition

Banda Sonora Original:John Addison, por Tom Jones

Banda Sonora Adaptada: André Previn, por Irma la douce

Montagem: Harold F. Kress, por How the West Was Won

Guarda-Roupa: Piero Gherardi, por Otto e mezzo (P/B); e Irene Sharaff, Vittorio Nino Novarese e Renie, por Cleópatra (Cor)

Efeitos Especiais: Emil Kosa JR., por Cleópatra

Efeitos de Som: Walter G. Elliot, por It’s mad, mad, mad, mad world

Curta-metragem de ficção: La Riviére du hibou, de Paul de Roubaix e Marcel Ichac

Curta-metragem de Animação: The critic, de Ernest Pintoff

Documentário curta-metragem: Chagall, de Simon Schiffrin

Documentário Longa-metragem: Robert Frost; A lover’s quarrell with the World, de Robert Hughes

Filme Estrangeiro: Otto e Mezzo ( 8 ½), de Frederico Fellini (Itália)

Memorial Irving G. Thalberg: Sam Spiegel

Óscares: 1962


Apresentação: Frank Sinatra

Auditório: The Santa Mónica Civic Auditorium (Santa Mónica)

Filme: Lawrence of Arabia, de David Lean

Realizador: David Lean, por Lawrence of Arabia

Actor: Gregory Peck, por To Kill a Mockingbird

Actriz: Anne Brancroff, por The Miracle worker

Actor Secundário: Ed Begley, por Sweet bird of youth

Actriz Secundária: Patty Duke, por The Miracle worker

Argumento Original: Ennio De Concini, Alfredo Giannetti e Pietro Germi, por Divorzio all’ Italiana

Argumento Adaptado: Horton Foote, por To Kill a Mockingbird

Fotografia: Jean Bourgolin e Walter Wottitz, por The longest day (P/B); e Fred A. Young, por Lawrence of Arabia (Cor)

Direcção Artística: Alexandre Golitzen, Henry Bumstead e Oliver Emert, por To Kill a Mockingbird (P/B); e John Box, John Stoll e Dario Simoni, por Lawrence of Arabia (Cor)

Som: John Cox, por Lawrence of Arabia

Canção: Henry Mancini (música) e Johnny Mercer (letra) por “ Days of wine and roses”, em Days of wine and roses

Banda Sonora Original: Maurice Jarre, por Lawrence of Arabia

Banda Sonora Adaptada: Ray Heindorf, pot The music man

Montagem: Anne Coates, por Lawrence of Arabia

Guarda-Roupa: Norma Koch, por What ever happened to Baby Jane? (P/B); e Mary Welles, por The wonderful world of Brothers Grimm (Cor)

Efeitos Especiais: Robert McDonald e Jacques Aumont, por The Longest day

Curta-metragem de ficção: The hole, de John Hubley e Faith Hubley

Curta-metragem de Animação: Heureux anniversaire, de Pierre Etaix e Jean-Claude Carrière

Documentário curta-metragem: Dylan Thomas, de Jack Howells

Documentário Longa-metragem: The black fox, de Louis Clyde Stoumen

Filme Estrangeiro: Les dimanches de ville d’Avray, de Serge Bourguignon (França)

Prémio Humanitário Jean Hersholt: Steve Broidy

Óscares: 1961


Apresentação: Bob Hope

Auditório: The Santa Mónica Civic Auditorium (Santa Mónica)

Filme: West Side Story, de Robert Wise e Jerome Robbins

Realizador: Robert Wise e Jerome Robbins por West Side Story,

Actor: Maximilian Schell, por Judgment at Nuremberg

Actriz: Sophia Loren, por Ciociara

Actor Secundário: George Chakiris, por West Side Story

Actriz Secundária: Rita Moreno, por West Side Story

Argumento Original: William Inge, por Splendor in the grass

Argumento Adaptado: Ernest Lehman, por Judgment at Nuremberg

Fotografia: Eugen Shuftan, por The hustler (P/B); e Daniel L. Fapp, por West Side Story

Direcção Artística: Harry Horner e Gene Callahan, por The Hustler (P/B9; E Boris Leven e Victor A. Gangelin, por West Side Story (Cor)

Som: Fred Hynes e Gordon E. Sawyer, por West Side Story

Canção: Henry Mancini (música) e Johnny Mercer (letra) por “Moon River”, em Breakfast at Tiffany’s

Banda Sonora (Filme Dramático ou Comédia): Henry Mancini, por Breakfast at Tiffany’s

Banda Sonora (Filme Musical):Saul Chaplin, Johnny Green, Sid Ramin e Irwin Kostam, por West Side Story

Montagem: Thomas Stanford, por West Side Story

Guarda-Roupa: Piero Gherardi, por La Dolce Vita (P/B); e Irene Sharaff, por West Side Store (Cor)

Efeitos Especiais: Bill Warrinton e Vivian C. Greenham, por The guns of Navarone

Curta-metragem de ficção: Seaward’s the great ships, da Templar Film Studios

Curta-metragem de Animação: Surogat, da Zagreb Film

Documentário curta-metragem: Project Hope, de Frank P. Bibas

Documentário Longa-metragem: Le ciel et la boue, de Arthur Cohn e René Lafuite

Filme Estrangeiro: Sasom I En Spegel (Em Busca da Verdade), de Ingmar Bergman (Suécia)

Memorial Irving G. Thalberg: Stanley Kramer

Premio Humanitário Jean Hersholt: George Seaton

Prémios especiais: William Hendricks, pelo seu serviço à nação com a realização do filme A Force in Readiness; Fred L. Metzler, pela dedicação e pelos seus serviços prestados à Academia; e Jerome Robbins, pelos resultados extraordinários que conseguiu na arte de coreografia no cinema.

domingo, fevereiro 03, 2008

PSICO


O filme Psycho (Psico, na versão portuguesa) de 1960, realizado pelo Mestre do Terror e do Suspense Alfred Hitchcok, é um dos filmes de terror mais famosos de sempre, e muito possivelmente o mais influente de toda a História.
Adaptado por Joseph Stefano, de um esquecido romance de Robert Bloch, que baseou a personagem Norman Bates, num serial-killer americano, Ed Gein.
O filme conta a história de Marion Crane, papel encarnado por Janet Leigh, uma bonita mulher que rouba 40 000 dólares do local do trabalho. Deixa então a cidade, com o desejo de passar a noite com o namorado, Sam Loomis (John Gavin), que é casado. Conduzindo a noite inteira à chuva, Marion pára finalmente num motel, onde o gerente é um rapaz jovem e simpático Norman Bates (Anthony Perkins). Num volte-face chocante que pôs o público com os cabelos arrepiados, Marion é apunhalada até à morte enquanto tomava um duche. A cena em que Marion Crane é esfaqueada no duche, é considerada uma das melhores cenas da história do cinema.
Depois do detective da companhia de seguros, incumbido do caso ser também morto, a irmã e o namorado de Marion, seguem o rasto da desaparecida até à casa da família Bates. Descobrem que o assassino é Norman Bates, um esquizofrénico homicida, que gosta de se vestir de mulher e que se transforma na mãe já falecida sempre que emergem sensações sexuais ou ameaçadoras.
Quando o filme estreou, a reacção do público ao filme foi estrondosa, com filas monumentais para a obtenção dos bilhetes. A “política especial” de Alfred Hitchcok, de não deixar ninguém entrar nas salas depois de passar o genérico de abertura, contribui em muito para estas filas e para publicitar o filme.


Origem: (EUA, Shamley, Alfred Hitchcock, 109 Min. Preto/Branco)
Idioma: Inglês
Data de estreia: 16 de Junho 1960
Realização:
Alfred Hitchcock
Produção: Alfred Hitchcock
Argumento: Joseph Stefano, adaptado do romance de Robert Bloch
Fotografia: John L. Russel
Música: Bernard Herrmann
Elenco: Anthony Perkins, Janet Leigh, Vera Miles, John Gavin, Martin Balsam, John McIntire, Lurene Tuttle, Simon Oakland, Frank Albertson, Patricia Hitchcock.

Marilyn Monroe


Norma Jean Baker, mais tarde Marilyn Monroe, nasceu a 1 de Junho de 1926, em Los Angeles. Filha de mãe solteira, frequentemente internada em instituições psiquiátricas, Marilyn teve uma infância difícil, tendo sido educada em orfanatos e lares adoptivos. Casou pela primeira vez aos 16 anos com um mecânico de aviões. Antes de se tornar estrela de cinema foi pin up em revistas e modelo. Voltou a casar em 1954, desta vez com o famoso jogador de basebol Joe DiMaggio. Depois do divórcio, casou-se pela terceira vez com o dramaturgo Arthur Miller, autor de Os Inadaptados (1960), o último filme da actriz.
Foram objecto de muita especulação as supostas ligações que manteve com o presidente J.F. Kennedy e o seu irmão Bob Kennedy bem como com o actor Yves Montand. A sua vida de glamour foi dominada pela tragédia e infelicidade. Ainda iniciou as filmagens de Something’s Got to Give, que acabou por não terminar devido à morte prematura, em 1962, causada, oficialmente, por uma overdose de comprimidos.Estrela dos filmes de Hollywood na década de 50, Marilyn imortalizou-se na tela pelo seu visual de loura, bela e voluptuosa. Considerada a maior símbolo sexual do Século Vinte, foi contratada pelos estúdios Fox em 1946, mas só em 1950 começou a ter notoriedade, em filmes como, Quando a Cidade Dorme, de John Huston e Eva, de Joseph Mankiewicz.
Seguiram-se A Culpa foi do Macaco, de Howard Hawks (1952) e Os Homens Preferem as Loiras (1953). Especializou-se em comédias como, Como se Conquista um Milionário (1953), O Pecado Mora ao Lado (1955), Paragem de Autocarro (1956) e Quanto Mais Quente Melhor (1959), criando o estereótipo da mulher-criança, a eterna inocente num corpo de pecado. Foi encontrada morta na sua casa em Los Angeles, no dia 5 de Agosto de 1962. Tinha 36 anos.