quinta-feira, março 27, 2008

Semáforos



HONDA: STREET LIGHTS
Advertising Agency: Contract Advertising, Delhi, India
Art Director: Ayan Pal
Copywriter: Iraj Fraz Batla
.
More people die in road accidents than in wars. Drive Safely.
MORREM MAIS PESSOAS EM ACIDENTES RODOVIÁRIOS QUE NAS GUERRAS. CONDUZA COM SEGURANÇA.

Pouco Barulho, Senão...!


O Governo chinês aconselhou hoje os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, que se reúnem no próximo fim-de-semana, a evitarem tocar na questão tibetana, que Pequim afirma ser assunto interno da China.
“A questão tibetana é totalmente um assunto doméstico da China e não admite qualquer interferência”, afirmou Quin Gang, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.
Afirmando que as manifestações no Tibete são obra de “criminosos”, o porta-voz, que falava em Pequim em conferência de imprensa de rotina, comparou a experiência chinesa com a situação europeia.
“Também existem criminosos violentos nos países europeus. Como é que a polícia lida com estes casos na Europa?”, questionou o porta-voz comentando os planos já anunciados pela presidência eslovena da UE de discutir a situação no Tibete. Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, que se reúnem em conselho informal sexta-feira e sábado, na Eslovénia, vão debater a situação no Tibete, como propôs a França.O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Bernard Kouchner, propôs terça-feira que a repressão pela China das manifestações no Tibete fosse discutida no conselho informal e manifestou vontade de ver aprovada uma posição comum que tivesse em conta “as relações com esse grande país que é a China”, mas também “o sofrimento dos tibetanos e a actual violência”. Ocidentais.Lusa

quarta-feira, março 26, 2008

O Pensamento de Qualquer Homem...

...Fanático da sua Condição.
.
Viagra/Freud
Advertising Agency: Arnoldvuga, Ljubljana, Slovenia
Creative Directors: Martin Mol, Tadovan Arnold
Art Director: Barbara Hiti
Copywriter: Martin Mol
Photographer: David Fartek
Account Director: Tanja Gvozdenovic
DTP: Andrej Juvan

terça-feira, março 25, 2008

A Chacina Das Focas


O Governo canadiano está a promover a deslocação de uma delegação de diplomatas e de caçadores de focas a cinco capitais europeias, com vista a evitar um boicote alargado aos produtos da espécie animal. Segundo noticiou a estação Radio-Canadá, a delegação, composta por um embaixador e caçadores de focas das regiões da Terra Nova, Quebeque e Nunavut, inicia a sua visita à Europa no próximo fim-de-semana e irá passar por cinco capitais: Londres (Reino Unido), Paris (França), Bruxelas (Bélgica), Berlim (Alemanha) e Viena (Áustria).
A deslocação visa sensibilizar os governos europeus para a importância da caça à foca enquanto actividade económica e demonstrar que é uma actividade sustentável e sujeita a rigorosa e cuidada política de gestão animal. A ida a Bruxelas assume particular interesse, porquanto a Bélgica foi o primeiro país da União Europeia a decretar, em Janeiro de 2007, um embargo total aos produtos derivados de foca, decisão que o Canadá contestou junto da Organização Mundial do Comércio (OMC).
O Ministério canadiano das Pescas e dos Oceanos anunciou este mês que a quota autorizada este ano para a caça às focas será de 275 mil animais, um aumento face aos 270 mil e 335 mil permitidos, respectivamente, em 2007 e 2006. Várias associações internacionais de defesa da vida animal, insurgiram-se contra a medida, entre as quais o Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal (IFAW), mas Otava está firme quanto ao propósito de defender a caça à foca em todas as instâncias internacionais.
O massacre das focas bebés, no Canadá, é o maior e mais cruel massacre de animais que temos que assistir no nosso planeta. A caça é feita barbaramente, já que as focas bebé são mortas à cacetada e muitas vezes a pele é retirada com o animal ainda vivo, deixando na neve um rasto vermelho de sangue.
As autoridades canadianas justificam a caça dizendo que a população triplicou desde a década de 1970 e que existem hoje no Canadá mais de cinco milhões de focas.Segundo os pescadores, este número de focas está a afectar a pesca do bacalhau, já que cada foca adulta consome por ano cerca de uma tonelada de comida.
No entanto, estes argumentos não convencem as organizações de defesa dos animais, lembrando que a maioria das focas bebés são mortas com menos de um mês de vida sendo que nesta fase ainda não aprenderam a nadar e por isso não têm como escapar aos caçadores.
Estudos científicos sérios, provaram que a diminuição da população de peixes, deve-se em exclusivo, à excessiva actividade piscatória, perpetuado pela indústria pesqueira, a mesma que atribui a falta de pescado às focas.Os ambientalistas estão numa campanha internacional para parar o massacre das focas no Canadá, ameaçando realizar protestos mundiais para boicotar os produtos e o turismo no Canadá.

O Verdadeiro Espírito Olímpico

AMNISTIA INTERNACIONAL/The true spirit of the Olympics.
Advertising Agency: Inkognitocph, Copenhagen, Denmark
Creative Director / Copywriter: Thomas Kolster
Art Director: Ulrik Ahlefeldt

segunda-feira, março 24, 2008

José Sócrates


(CLIQUE NA IMAGEM PARA AUMENTAR)
Advertising Agency: Heads Propaganda, Curitiba, Brazil
Creative Director: Kike Borell
Art Director: Paulo de Almeida
Copywriters: Gustavo Frare, Isis Ribeiro
Photographer: Nuno Papp
.
"Each one will give one’s best for a fairer country, for a poorer country".
José Sócrates, Prime Minister of Portugal, addressing the Portuguese people.
The world needs a tape like this.
"Cada um de vós, dará o seu melhor para um país mais justo, para um país mais pobre".

sábado, março 22, 2008

Movimento 22 de Março


Em 22 de Março de 1968, surgia o levantamento dos estudantes da Universidade de Nanterre, que ficou conhecido pelo “Movimento 22 de Março” e foi o acontecimento embrionário do Maio de 68. Neste dia, há 40 anos atrás, uma centena e meia de estudantes, liderados por Daniel Cohn-Bendit, ocuparam os serviços administrativos da Faculdade de Letras, em protesto contra a prisão de 6 estudantes que, dias antes, se tinham manifestado contra a guerra do Vietname.Com o aumento dos protestos estudantis, o Governo francês encerra a Universidade de Nanterre no dia 2 de Maio, na tentativa de acabar com os protestos dos estudantes. Estes não contentes com a situação, ocupam no dia seguinte a Sorbonne, dando início à revolução, conhecida por Maio de 68.
.
CRONOLOGIA DE UMA UTOPIA

Março 22 - Estudantes liderados por Daniel Cohn-Bendit ocupam a universidade de Nanterre, na França. A ocupação, que marca o início da revolta estudantil no país, ficou conhecida como “Movimento de 22 de Março”.
Dia 28 – O reitor da Faculdade de Letras de Nanterre suspende os cursos por um período de 4 dias.
Abril 25 – Moção de censura ao Governo francês recusada na Assembleia.
Maio 2 – Novos incidentes em Nanterre.O reitor da Faculdade de Letras volta a suspender os cursos.
Dia 3 – A pedido do reitor a polícia evacua a Sorbonne durante a execução de um plenário de estudantes. Primeiros confrontos entre a polícia e os estudantes, dos quais resultam diversas prisões.
Dia 5 – Condenação de 13 manifestantes.
Dia 6 – Confronto entre a polícia e estudantes no Quartier Latin, durante os quais mais de 600 estudantes e 300 polícias ficam feridos. A polícia procede a numerosas detenções.
Dia 7 – Mais de 30000 estudantes atravessam Paris cantando a Internacional como protesto contra os acontecimentos do dia anterior.
Dia 10 - Aparece, em Paris, o grafite “É Proibido Proibir - Lei de 10/5/1968”, em oposição à inscrição oficial “É Proibido Colar Cartazes - lei de 29/07/1881”, afixada nos muros da cidade. Acontece a Noite das Barricadas, quando 20 mil estudantes enfrentam a polícia. Mais de 60 veículos são incendiados. Novos confrontos entre a polícia e os estudantes.
O Festival de Cannes é aberto oficialmente, com a exibição do filme “...E tudo o Vento Levou” (1939).
Dia 11 – Regresso de Georges Pompidou a Paris que anuncia a reabertura da Sorbonne no dia 13.
Dia 13 – É decretada, por estudantes e trabalhadores franceses, greve geral de 24 horas em Paris, em protesto contra as políticas trabalhista e educacional do governo. Ocupação da Sorbonne.
Dia 14 – De Gaulle abandona a França e parte para a Roménia. Ocupação da fábrica Sud-Aviation Express.
Dia 15 – Ocupação do Ódeon e da fábrica da Renault em Cléon.
Dia 17 – Fábricas na França são ocupadas por cerca de 100 mil grevistas. As operações do aeroporto de Orly e da Rádio e Televisão da França são afectadas pela greve. Em Paris, as ruas são vigiadas por cerca de 60 mil polícias armados.
Dia 18 – Os cineastas Louis Malle, François Truffaut, Roman Polanski, Alain Resnais e Milos Forman retiram os seus filmes da competição oficial do Festival de Cannes, em apoio ao movimento estudantil. O Festival acaba por ser suspenso após a invasão de directores, actores e técnicos na sala de projecção. Regresso De Gaulle.
Dia 20 – Paris amanhece sem metro, transportes públicos, telefones e outros serviços. Seis milhões de grevistas ocupam 300 fábricas na França.
Dia 21 – Trabalhadores ocupam as centrais de energia eléctrica, gás e luz em Paris.
Dia 22 – Derrota da moção de censura na Assembleia.
Dia 23 – Novos confrontos no Quartier Latin.
Dia 24 – Discurso de De Gaulle anunciando a realização de um referendo.
Dia 25 – O primeiro-ministro francês, Georges Pompidou, inicia negociações com as centrais sindicais francesas. Os trabalhadores em greve chegam a 10 milhões em todo o país. Início de incêndio na Bolsa de Paris. ORTF adere ao movimento grevista.
Dia 29 – O cineasta Jean-Luc Godard filma os confrontos entre estudantes e polícias no Quartier Latin. No mesmo dia acontece, em Paris, grande manifestação da CGT com cerca de 200 mil pessoas.
Dia 30 – O presidente francês Charles De Gaulle dissolve a Assembleia Nacional, com o apoio das Forças Armadas, e convoca eleições gerais. Manifestação gaullista em Paris.
Dia 31 – Remodelação governamental. Eleições marcadas para 23 e 30 de Junho.
Junho 4 – Recomeço do trabalho em algumas empresas.
Dia 10 – Abertura da campanha para as eleições legislativas.
Dia 11 – Manifestação em Paris. Confrontos violentos em Sochaux. Fim das greves nos liceus.
Dia 12 – O Governo interdita a realização de manifestações em todo território francês. Dissolução de diferentes organizações políticas.
Dia 16 – Evacuação da Sorbonne.
Dia 23 – Primeira volta das eleições legislativas: forte votação gaullista.
Dia 30 – Segunda volta das eleições: gaullistas com votação massiva.
Julho 10 – Demissão de Georges Pompidou. Maurice Couve de Murville nomeado primeiro – ministro.
Dia 12 – Fim da greve dos jornalistas da ORTF.
Dia 31 – Reorganização da ORTF: mais de 1000 jornalistas são despedidos.

sexta-feira, março 21, 2008

Dia Mundial da Árvore



WWF/ TARZAN
Advertising Agency: Uncle Grey, Denmark
Art Directors: Rasmus Gottliebsen, Jesper Hansen, Rasmus Dunvad
Creative Director: Per Pedersen
Copywriter: Michael Paterson
.
A superfície florestal mundial está a desaparecer a um ritmo equivalente a 40 mil campos de futebol por dia, segundo as conclusões de um relatório da organização ecologista WWF.De acordo com o relatório da World Wildlife Fund (WWF), a floresta ocupa actualmente uma superfície de 3.866 milhões de hectares, cerca de metade do espaço que ocupava há oito mil anos. Só na última década desapareceram quase 94 milhões de hectares de floresta, o equivalente a 5,6 milhões de campos de futebol por ano. O abate ilegal de árvores e a desflorestação para cultivo agrícola são os principais responsáveis por estes números, a par dos incêndios. Actualmente, só um quinto da superfície florestal está num estado considerado de “conservação favorável”, adianta ainda o relatório.

Dia Mundial da Poesia


O Dia Mundial da Poesia foi instituído na 30ª sessão da Conferência Geral, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), reunida em Paris, em Novembro de 1999, com o objectivo de defender a diversidade linguística.
O Director-Geral na UNESCO, da altura, o japonês Koichiro Matsura lançou um apelo aos 191 estados-membros para promoverem a educação artística nas escolas, e justiçou a criação do Dia Mundial da Poesia pela “universalidade e natureza transcendental desta forma de expressão, constituindo por isso mesmo, um meio incomparável para a compreensão inter - cultural e para a consolidação da paz no Mundo”.
.
Escolho para celebrar o Dia Mundial da Poesia, o Poema 20, de Pablo Neruda, do seu livro "Vinte poemas de amor e uma canção desesperada".
.
Posso escrever os versos mais tristes esta noite
Escrever por exemplo:
”A noite está estrelada e tiritam, azuis, os astros ao longe”
O vento da noite gira no céu e canta
Posso escrever os versos mais tristes esta noite
Eu a quis e às vezes ela também me quis…
Em noites como esta, tive-a entre os meus braços
Beijei-a tantas vezes debaixo do céu infinito
Ela me quis às vezes eu também a queria
Como não ter amado seus grandes olhos fixos?
Posso escrever os versos mais tristes esta noite
Pensar que não a tenho Sentir que já a perdi
Ouvir a noite imensa mais profunda sem ela
E o verso cai na alma como na relva o orvalho
Que importa que o meu amor não pudesse guardá-la?
A noite está estrelada e ela não está comigo
Isso é tudo
Ao longe alguém canta. Ao longe
Minha alma não se contenta com tê-la perdido
Como para aproximá-la meu olhar a procura
Meu coração a procura e ela não está comigo
A mesma noite que faz branquear as mesmas árvores
Nós, os de então, já não somos os mesmos
Já não a quero, é certo
Porém quanto a queria!
A minha voz procurava o vento para tocar o seu ouvido
De outro. Será de outro
Como antes de meus beijos?
Sua voz, seu corpo claro, seus olhos infinitos
Já não a quero, é verdade,
Porém talvez a queira
É tão curto o amor e tão longo o esquecimento
Porque em noites como esta
Eu tive-a entre os meus braços,
Minha alma não se contenta por havê-la perdido
Ainda que seja a última dor que ela me causa
E estes, os últimos versos que lhe escrevo.

quinta-feira, março 20, 2008

Guerra do Golfo II


Faz hoje cinco anos que, à revelia do Direito Internacional e do Conselho de Segurança das Nações Unidas, se iniciou uma nova forma de fazer guerra – a guerra preventiva -, para quem não está de acordo com as decisões arbitrárias americanas. A justificação para o começo da Guerra eram, provas forjadas pela CIA, que o regime de Saddam Hussein, possuía armas de destruição massiva, e dava cobertura a Al-Qaeda mas na realidade escondia a ambição americana, de ocupar os campos petrolíferos iraquianos, as segundas maiores reservas de “ouro negro” mundiais. A prová-lo está o facto de, durante a operação “Liberdade Iraquiana”, os americanos se preocuparem principalmente com os poços de petróleo, para os controlarem e para evitarem que os iraquianos os incendiassem.
Quatro dias após a “Cimeira da Guerra”, realizada nos Açores, a guerra chega a Bagdad ao amanhecer, às 05h35 (menos três horas em Lisboa), com três vagas de bombardeamentos – aéreos e com mísseis disparados de navios – alegadamente dirigidos a locais onde se encontrariam altos dirigentes do regime, nomeadamente, o próprio Saddam Hussein. Momentos depois, uma televisão iraquiana mostrava Saddam a falar ao país, reagindo ao ataque, e a prometer uma vitória sobre os americanos.
Por seu lado o presidente americano, George W. Bush, confirmava na Sala Oval da Casa Branca: "as forças da coligação começaram a atacar alvos de importância militar". O objectivo, assegurava Bush, era claro: "o povo dos Estados Unidos, os seus amigos e os seus aliados não viverão à mercê de um regime fora-da-lei que ameaça a paz com armas de destruição massiva".
A guerra no Iraque, que marca profundamente os dois mandatos de George W. Bush e da sua Administração, à frente dos destinos dos EUA e terá custado, segundo o Professor Joseph Stiglitz, Premio Nobel da Economia (2001) e ex-economista chefe do Banco Mundial, cerca de três biliões de dólares aos cofres de Washington. No seu livro The Three Trillion Dollar War”, afirma que o custa da Guerra do Golfo, poderá superar o custo da II Guerra Mundial se forem contados os gastos médicos e com pensões para soldados feridos. O Pentágono desmente estes números, calculando que foram gastos 500 mil milhões de dólares, apesar de o Congresso americano já ter disponibilizado directamente mais de 850 mil milhões de dólares.
A Guerra do Golfo, também tem elevados custos humanos, cem mil mortos confirmados e entre 500 mil e um milhão estimados, do lado iraquiano e perto de quatro mil baixas entre as forças norte-americanas e 30.000 feridos em combate..
A violência sectária, que durante 2006 ameaçou arrastar o país para uma guerra civil, diminui, principalmente em Bagdad mas a capital é ainda palco de atentados, que deixam dezenas de vítimas civis a cada ataque. O Exército norte-americano, que mantém um contingente de cerca de 160.000 soldados é frequentemente alvo de ataques audazes.
A relativa calma é atribuída ao envio de reforços norte-americanos em Fevereiro de 2007, e a uma estratégia de mobilização, por meio de financiamento, de grupos de insurgentes sunitas e a uma trégua unilateral da principal milícia xiita. A estabilidade é frágil e o número de civis iraquianos mortos, voltou a subir no início de 2008, após uma queda acentuada no final de 2007.
Mas, se a guerra pôs fim a 23 anos de uma brutal ditadura com a eliminação de Saddam Hussein, as promessas de estabilidade e prosperidade feitas aos iraquianos continuam longe de ser cumpridas. A economia, preocupação principal para os 25 milhões de iraquianos depois da segurança, não existe, excepto a produção e exportação de petróleo. O desemprego, atinge 65% da população activa. Os serviços públicos básicos, como o fornecimento de água e electricidade não foram restabelecidos, bairros inteiros de Bagdad continuam totalmente às escuras. Quanto à democracia, que os americanos queriam instaurar no Iraque, é demasiado cedo para podermos escrever, o que quer que seja, com o mínimo de certeza.
A guerra que o Secretário da Defesa norte-americano, Donald Rumsfeld, falava que duraria de «seis dias a seis semanas», está ao fim de cinco anos, muito longe do seu fim.

Die Burger: Iwo Jima

Advertising Agency: FCB Cape Town, South Africa
Creative Director: Francois de Villiers
Art Director: Anthony de Klerk
Copywriter: Marius van Rensburg
Photographer: Chad Henning

Escalada Para a Guerra


Novembro 26, 2001 – O presidente norte-americano, George W. Bush, fala em recurso à força, se o Iraque persistir em não autorizar o regresso dos inspectores de armamento da ONU.
Janeiro 29, 2002 – Bush afirma que o Iraque, o Irão e a Coreia do Norte formam um "eixo do mal" contra o qual promete agir.
Março 19 – O director da CIA, George Tenet, declara que Bagdad manteve contactos com a rede Al-Qaeda e que não se pode excluir que o Iraque ou o Irão tenham apoiado os atentados de 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos.
Junho 20 – Quatro mortos e 10 feridos durante ataques aéreos de aviões norte-americanos e britânicos no sul do Iraque. Estes ataques quase semanais redobram de intensidade no final de 2002, início de 2003.
Julho 08 – Washington utilizará «todos os meios» para derrubar Saddam Hussein, declara Bush.
Julho 12/14 – Oficiais iraquianos no exílio e representantes da oposição constituem em Londres um "Conselho Militar" para derrubar Saddam Hussein.
Agosto 01 – Washington renova por um ano o embargo económico e financeiro a Bagdad.
Agosto 02 – O Iraque convida o chefe dos inspectores da ONU, Hans Blix, a ir a Bagdad, para discutir o retomar das inspecções interrompidas desde 1998.
Agosto 29 – O presidente francês, Jacques Chirac, condena perante a conferência de embaixadores qualquer acção militar "unilateral e preventiva" dos Estados Unidos contra o Iraque, afirmando que esta decisão pertence ao Conselho de Segurança da ONU se Bagdad recusar o regresso "sem condições" dos inspectores em desarmamento.
Setembro 09 – Numa entrevista ao New York Times, Chirac evoca o princípio da dupla resolução: uma recordando a Bagdad as suas obrigações em termos de desarmamento, a segunda encarando o recurso à força se o Iraque não respeitar a vontade internacional.
Setembro 10 – O Iraque apela aos árabes para agirem contra "os interesses materiais e humanos" norte-americanos em todo o mundo em caso de ataque dos Estados Unidos.
Setembro 12 – Na 57.ª Assembleia-geral da ONU, Bush intima o Iraque a desarmar-se «imediatamente». Na mesma ocasião, o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Dominique de Villepin, alerta para os riscos de desestabilização do Médio Oriente.
Setembro 16 – O Iraque aceita o regresso sem condições dos inspectores de armamento da ONU.
Outubro 02 – Washington desbloqueia uma ajuda de oito milhões de dólares para a oposição iraquiana.
Outubro 11 – Transferência para o Kuwait dos quartéis-generais do 5º Corpo do Exército dos Estados Unidos na Europa e da 1ª Força Expedicionária dos Fuzileiros, sedeada na Califórnia (1.000 homens).
Outubro 21 – Os Estados Unidos apresentam ao Conselho de Segurança da ONU um projecto "revisto" da resolução sobre o desarmamento iraquiano.
Novembro 02 – O porta-aviões USS Constellation e seis outros navios são preparados em San Diego (Califórnia) para partir para o Golfo.
Novembro 08 – O Conselho de Segurança da ONU adopta por unanimidade a resolução 1441 sobre o desarmamento do Iraque. Apresentada pelos Estados Unidos e pela Grã-Bretanha, a resolução foi "retocada" por diversas vezes sob pressão de Paris e Moscovo. A resolução 1441 é aceite no dia 13 por Bagdad.
Novembro 25 – Os Estados Unidos bloqueiam a renovação do programa «Petróleo por Alimentos», que é posteriormente prolongado por nove dias.
Dezembro 04 – Aprovação da resolução 1447, que renova aquele programa por seis meses.
Dezembro 07 – O Iraque entrega aos inspectores, um dia antes do prazo limite, o relatório sobre o seu arsenal, com 11.807 páginas.
Dezembro 09 – George W. Bush pede ao Pentágono para atribuir a grupos de opositores iraquianos 92 milhões de dólares em treino e equipamento militar.
Janeiro 01 2003 – Envio de uma divisão de infantaria norte-americana com 17 mil homens para a região do Golfo.
Janeiro 06 – Anunciada a mobilização de cerca de 20 mil reservistas norte – americanos.
Janeiro 07 – O presidente francês, Jacques Chirac, numa mensagem às forças armadas francesas, pede aos militares para que «estejam prontos para qualquer eventualidade», na perspectiva de uma eventual guerra contra o Iraque, continuando a insistir no papel da ONU.
Janeiro 09 – Blix informa o Conselho de Segurança de que o relatório do Iraque deixa muitas perguntas sem resposta.
Janeiro 10 – Ordem de destacamento de 35 mil militares norte-americanos para a região do Golfo.
Janeiro 15 – Os Estados Unidos pedem o eventual apoio da Aliança Atlântica em caso de conflito com o Iraque.
Janeiro 16 – Os inspectores da ONU no Iraque encontram 11 cabeças de mísseis vazias em «excelente» estado num bunker construído nos anos 90.
Janeiro 20 – O Iraque recusa o sobrevoo do seu território por aviões espiões norte-americanos U2, que operam sob mandato da ONU.
Janeiro 21 – O ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Dominique de Villepin, afirma em Nova Iorque que o seu país manterá «até ao fim» a sua oposição à guerra e evoca o direito de veto.
Janeiro 22 – Irritado com as tomadas de posição francesas e alemãs contra uma intervenção militar a curto prazo no Iraque, o secretário da Defesa norte-americano, Donald Rumsfeld, critica «a velha Europa».
Janeiro 26 – O secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, faz, em Davos, Suíça, novas acusações de «ligações claras com grupos terroristas, nomeadamente a Al Qaeda».
Janeiro 29 – O vice-primeiro-ministro iraquiano, Tarek Aziz, desmente «categoricamente» qualquer relação iraquiana com a Al Qaeda. O Pentágono admite a presença de militares norte-americanos no norte do Iraque.
Janeiro 30 – Os Estados Unidos ficariam contentes se Saddam Hussein aceitasse exilar-se, declara o presidente Bush. As forças norte-americanas terão acesso ao território de 21 países para uma intervenção militar no Iraque e estão autorizados a atravessar o espaço aéreo de 20 deles, indica o secretário de Estado adjunto, Richard Armitage. Oito dirigentes europeus, de Portugal, Espanha, Grã-Bretanha, Itália, Polónia, Dinamarca, Hungria e República Checa assinam uma carta, elaborada por iniciativa de Madrid, apelando à unidade com os Estados Unidos.
Janeiro 31 – Numa carta a Kofi Annan, Naji Sabri (ministro dos Negócios Estrangeiros iraquiano) pede «ao Governo norte-americano para entregar imediatamente, através do secretário-geral da ONU, todas as provas que diz possuir à UNMOVIC (Comissão de Controlo, Verificação e Inspecções da ONU) e à AIEA (Agência Internacional de Energia Atómica)». «Se as Nações Unidas decidissem adoptar uma segunda resolução, isso seria bem-vindo, se for um novo sinal de que temos a intenção de desarmar Saddam Hussein», declarou Bush, no final de um encontro com o primeiro-ministro britânico, Tony Blair.
Fevereiro 02 – Os Estados Unidos controlarão o Iraque durante "algum tempo" após a sua «libertação», posteriormente «trabalharão no sentido de se instaurar uma administração civil iraquiana», declara Condoleezza Rice, conselheira de Segurança Nacional do presidente Bush.
Fevereiro 04 – Washington não conseguirá transformar o Conselho de Segurança da ONU num «conselho de guerra», afirma Bagdad, prenunciando a «queda» do secretário de Estado norte-americano, Colin Powell.
Fevereiro 05 – Powell apresenta no Conselho de Segurança «provas» de que o Iraque possui armas de destruição maciça e mantém laços com a rede terrorista Al-Qaeda. Diplomatas europeus deixam a capital iraquiana, incluindo os três diplomatas polacos que dirigiam a secção de interesses norte-americana.
Fevereiro 06 – Exército norte-americano reforça a presença no Kuwait, aumentando para 51 mil o número de homens no emirado. No total, são 110 mil os militares norte-americanos colocados na região.
Fevereiro 07 – Secretário da Defesa norte-americano, Donald Rumsfeld, fala numa guerra de «seis dias a seis semanas» no Iraque.
Fevereiro 08 – Chefe dos inspectores de armamento da ONU, Hans Blix, e director da AIEA, Mohamed ElBaradei, fazem visita «crucial» a Bagdad. A imprensa alemã revela a existência de um plano franco-alemão prevendo o reforço dos inspectores da ONU e o envio de capacetes azuis europeus, irritando Washington.
Fevereiro 09 – Os Estados Unidos reservam-se o direito de agir em autodefesa contra a ameaça iraquiana, mesmo sem o aval da ONU, diz Condoleezza Rice.
Fevereiro 10 – A França, a Alemanha e a Bélgica declaram-se contra a satisfação do pedido norte-americano de apoio da NATO à Turquia, em caso de conflito no Iraque, recusando entrar numa «lógica de guerra».
Fevereiro 11 – O presidente russo, Vladimir Putin, em visita a França, apoia oficialmente Paris e Berlim no «dossier» iraquiano, sem excluir a utilização do direito de veto no Conselho de Segurança. A cadeia televisiva Al-Jazira divulga uma gravação de som atribuída a Usama bin Laden, em que este afirma que uma guerra contra o Iraque diz respeito a todos os muçulmanos. Para Washington, trata-se de uma «aliança do terror».
Fevereiro 13 – O exército norte-americano ficará no Iraque o tempo que for necessário após uma guerra, segundo Rumsfeld.
Fevereiro 14 – Novo relatório sobre inspecções apresentado por Blix e ElBaradei na ONU indica que não foram encontradas armas de destruição maciça no Iraque. Dominique de Villepin, ministro dos Negócios Estrangeiros francês, afirma na ocasião que «o uso da força não se justifica neste momento», sendo aplaudido, enquanto a posição dos Estados Unidos fica em minoria. No Vaticano, o Vice-primeiro-ministro Tarek Aziz assegura ao Papa a vontade de cooperação do Iraque.
Fevereiro 15 – Centenas de milhar de pessoas manifestaram-se nas principais cidades norte-americanas contra a guerra no Iraque. Manifestações mobilizam em todo o mundo, sobretudo na Europa, 10 milhões de pessoas. O cardeal Roger Etchegaray, enviado especial do Papa a Bagdad, declara, após um encontro com Saddam Hussein, ter a impressão de que o líder iraquiano «deseja evitar a guerra».
Fevereiro 22 – Hans Blix envia carta ao Iraque a exigir a destruição dos mísseis Al-Samud 2 e dá prazo até 1 de Março para Bagdad começar a destrui-los. O Pentágono anuncia a presença de 210 mil militares a postos para a guerra na região do Golfo.
Fevereiro 24 – Washington apresenta na ONU um novo projecto de resolução sobre o Iraque, subscrito pelo Reino Unido e Espanha. A França, apoiada pela Rússia e a Alemanha, avança com um memorando, indicando que a opção militar é «último recurso». Entrevistado pelo jornalista Dan Rather, da estação de televisão norte-americana CBS, Saddam Hussein nega que o país tenha mísseis proibidos, rejeita a hipótese de exílio e desafia o presidente norte-americano para um frente-a-frente televisivo.
Fevereiro 25 – Só um «desarmamento completo» do Iraque pode evitar a guerra. A adopção de uma nova resolução seria «útil», mas não indispensável, diz Bush.
Fevereiro 26 – Os Estados Unidos não querem governar o Iraque, garante representante do presidente Bush à oposição iraquiana, reunida no norte do Iraque. Bush divulga plano político para o Iraque, considerando que um novo regime democrático seria um exemplo para os outros países da região.
Fevereiro 28 – O chefe dos inspectores da ONU, Hans Blix, entrega ao Conselho de Segurança relatório trimestral sobre desarmamento iraquiano, constatando resultados modestos.
Março 01 – Número dois do regime iraquiano, Ezzat Ibrahim, garante que o seu país fará tudo para evitar a guerra, mas está preparado para «combater os invasores». Bagdad procede à destruição de primeiro míssil Al-Samud 2, cujo alcance é superior ao permitido pela ONU. Bagdad sempre negara que os mísseis tivessem alcance superior a 150 quilómetros e recusara a sua destruição. Cimeira da Liga Árabe repudia em absoluto ataque contra o Iraque, mas o seu envolvimento na crise fica aquém dos desejos de Bagdad.
Março 02 – Iraque destrói seis mísseis Al-Samud 2 (10 em dois dias), mas ameaça parar se o conflito se tornar inevitável.
Março 03 – Seis iraquianos foram mortos e 15 ficaram feridos num bombardeamento de aviões norte-americanos e britânicos a Bassorá, no sul do Iraque, segundo um porta-voz militar em Bagdad.
Março 07 – Sessão pública no Conselho de Segurança: Hans Blix e Mohamed ElBaradei apresentam relatório encorajando as inspecções no Iraque e Colin Powell conclui que Bagdad continua a não facultar a cooperação «imediata, activa e incondicional» que lhe é pedida pela ONU. Rejeitando qualquer ideia de ultimato, Villepin propõe o voto da segunda resolução ao nível dos chefes de Estado e de Governo.
Março 09 – Washington indica que «o tempo está praticamente esgotado», numa alusão à data-limite para o desarmamento, 17 de Março, incluída no projecto de resolução anglo-hispano-americano. Bagdad acusa os Estados Unidos de estarem determinados a avançar com a guerra apesar dos esforços iraquianos de desarmamento.
Março 10 – Rússia anuncia veto a uma resolução que autorize o recurso à força no Iraque, Casa Branca declara-se decepcionada se tal vier a acontecer, acreditando ainda que tanto Moscovo como Paris poderão mudar de opinião. Ofensivas diplomáticas britânicas e francesa junto dos três países africanos com assento no Conselho de Segurança da ONU e classificados de «indecisos» (Angola, Camarões e Guiné).
Março 16 – Cimeira das Lajes, nos Açores, reúne presidente norte- americano, George W. Bush, e primeiros-ministros britânico, Tony Blair, espanhol, José María Aznar, e português, José Manuel Durão Barroso. Dela sai um duplo ultimato de 24 horas: ao Iraque, para que se desarme, e ao Conselho de Segurança, para que chegue a um consenso sobre a crise iraquiana na sua reunião de 17 de Março, dia a que Bush chamou «o momento da verdade».
Março 17 – O presidente norte-americano recomenda aos inspectores em desarmamento da ONU que abandonem o Iraque. Estados Unidos, Grã-Bretanha e Espanha retiram o projecto de resolução para a luz verde do Conselho de Segurança a uma ofensiva militar visando derrubar o regime de Saddam Hussein, evocando o veto prometido por Paris. Bush faz um ultimato ao Presidente iraquiano, intimando Saddam Hussein e os seus filhos a abandonarem o país em 48 horas, ou a enfrentarem uma ofensiva militar dos Estados Unidos e dos seus aliados, principalmente o Reino Unido.
Março 18 – Saddam Hussein rejeita o ultimato de Bush e promete uma derrota às tropas norte-americanas.
Março 19 – Acentua-se a movimentação de tropas dos EUA e da coligação no norte do Kuwait, junto à fronteira com o Iraque. Forças norte-americanas e britânicas dirigem-se para a zona desmilitarizada criada na fronteira entre o Kuwait e o Iraque depois da guerra do Golfo, em 1991, que atravessarão assim que for dada a ordem para a invasão. O exército norte-americano anuncia que 18 soldados iraquianos depuseram as armas e atravessaram a fronteira para se renderem às forças da coligação no norte do Kuwait. Os Estados Unidos têm na região do Golfo 255 mil homens, apoiados por mais de 700 aviões, além de helicópteros, navios e blindados.
Março 20 – A guerra dos Estados Unidos e do Reino Unido contra o Iraque começa ás 05h35, com três vagas de bombardeamentos, aéreos e com mísseis disparados de navios.

Paul Scofield


O actor britânico Paul Scofield, galardoado em 1966 com um Óscar pela sua interpretação de Thomas More no filme “Um Homem Para a Eternidade”, faleceu ontem, 19 de Março, aos 86 anos, anunciou hoje a sua agente, Rosalind Chatto. Scofield, que sofria de leucemia, morreu num hospital próximo da sua casa no condado de Sussex, precisou a agente.
David Paul Scofield, nascido a 21 de Janeiro de 1922, em Hurstpierpoint, no Sussex, era considerado um dos maiores actores de cinema e de teatro da sua geração. Obteve vários prémios “Bafta” da Academia do Cinema Britânico. Começou a sua carreira em 1940 e rapidamente se tornou conhecido pelas interpretações de personagens de Shakespeare, entre as quais o Rei Lear, na encenação famosa de Peter Brook (1962).
Fez também de Rei Lear no cinema em 1972 e encarnou o soberano francês na versão cinematográfica de “Henrique V”, de Shakespeare, sob a direcção de Kenneth Branagh en 1989.
Actor de extraordinária versatilidade, com o mesmo à-vontade e talento podia encarnar personagens dos grandes dramas isabelinos como participar em filmes de registo muito mais ligeiro, como o musical “Expresso Bongo”.
Foram pontos altos na sua carreira as interpretações de “Volpone” na produção Peter Hall para o Royal National Theatre (1977), de Antonio Salieri, o compositor contemporâneo e supostamente rival de Mozart, na produção original para o teatro de “Amadeus”, de Peter Shaffer, e de Thomas More em “Um Homem Para a Eternidade”, de Fred Zinnemann.
Entre as películas que fez para o cinema e a televisão figuram “That Lady”, “The Train”, “Bartleby”, “Scorpio”, “Summer Lighning”, “Hamlet”, “The Crucible” e”Martin Chuzzlewit”.

Cristiano Ronaldo


Cristiano Ronaldo marcou os dois golos com que Manchester United venceu o Bolton, em Old Trafford, tornando-se o extremo mais concretizador de sempre dos red devils numa época. O recorde anterior de 32 golos, era do mítico George Best, desde da longínqua época de 1967/68.
Ronaldo que envergou a braçadeira de capitão, inaugurou o marcador, aos nove minutos, com um remate na zona de grande penalidade igualando o registo de 32 golos do falecido George Best.
Aos 19 minutos, Ronaldo entra para a história do futebol inglês marcando, ao apontar, de livre directo, - um grande golo - o seu 33.º golo da época ultrapassando Best.
Com este dois golos, Cristiano Ronaldo consolidou também o comando dos melhores marcadores do campeonato inglês, com 24 golos, e destacando-se do brasileiro Luiz Fabiano (22), do Sevilha, na luta pela Bota de Ouro. com a Lusa

quarta-feira, março 19, 2008

Beber & Conduzir

Advertising Agency: Ogilvy, India
Executive Creative Director: Piyush Pandey
Creative Directors: Abhijit Avasthi, Shekhar Jha, Mahesh Gharat
Art Director / Designer: Makarand Joshi
Copywriter: Anurag Agnihotri

Arthur C. Clarke


Arthur C. Clarke nasceu a 16 de Dezembro de 1917 em Minehead, Inglaterra. Foi desde criança um apaixonado pela astronomia e em 1949 o apartamento em que morava em Londres converteu-se no centro de operações da Sociedade Interplanetária Britânica, da qual seria presidente.
Durante a II Guerra Mundial prestou serviço na Royal Air Force, mas não lhe faltou tempo para escrever estudos técnicos e livros de ficção científica.
Só conseguiria, no entanto, publicar a sua primeira obra, “Rescue Party”, em 1946, quando o conflito mundial já tinha terminado. Muitas das obras científicas de Clarke introduziram conceitos que são actualmente “moeda corrente” no mundo da tecnologia.
O escritor visitou o Sri Lanka, antigo Ceilão, durante a década de 50 e aí se instalou em 1956, por "se ter apaixonado pelo lugar". Em 2005, Clarke recebeu o mais alto galardão civil atribuído pelo Sri Lanka, pelas suas contribuições à ciência e à tecnologia e pelo empenhamento demonstrado em relação ao seu país adoptivo.
Em 1969, quando já era considerado o principal “profeta” da era espacial, Clarke, através da cadeia televisiva norte-americana CBS, descreveu, juntamente com o astronauta Wally Schirra, a chegada da Apolo 11 à Lua. O escritor voltou anos depois à CBS para informar sobre as missões Apolo 12 e Apolo 15.
Arthur C. Clarke tinha previsto a chegada do homem à Lua antes do ano 2000, as viagens espaciais ainda antes da invenção dos foguetes e o papel dos computadores na vida quotidiana das pessoas, disse também que "a idade de ouro do espaço está apenas a começar". Segundo ele, "nos próximos 50 anos, milhares de pessoas viajarão para a órbita da Terra, e depois para a Lua e para lá dela. Um dia, as viagens espaciais e o turismo espacial tornar-se-ão quase tão comuns como as viagens para destinos exóticos no nosso planeta".
Arthur C. Clarke era considerado um dos mestres da ficção científica, autor de obras que marcaram o género. Uma dessas obras, o conto “The Sentinel”, de 1951, deu origem a um dos filmes-chave da ficção científica, “2001:Odisseia no Espaço”, realizado por Stanley Kubrick en 1968. Com esse filme, Kubrick conquistou um Óscar e teve mais de 10 nomeações para diversos prémios da cinematografia mundial.
O êxito foi tal que Clarke se viu de algum modo “forçado” a transformar o conto num romance, a que daria o título já consagrado pelo filme de Kubrick. Além da ficção científica, Clarke escreveu mais de 100 obras científicas e filosóficas nas quais procurou determinar o lugar do Homem no Universo. Escreveu ainda “Rendez-Vous With Rama”, que levaram os críticos a compará-lo a autores da craveira de Isaac Asimov e Robert Heinlein.
Embora fosse conhecido pelas suas obras técnicas e de ficção científica, Clarke interessava-se também pelos fenómenos paranormais, uma paixão que deixou reflectida no romance “Childhood‘s End”.
Arthur Charles Clarke, que estava confinado a uma cadeira de rodas por sofrer de uma síndrome pós-poliomielite, morreu de insuficiência respiratória em sua casa, na capital do Sri Lanka, ontem 18 de Março de 2008. Com agências.

Governo Chinês Indignado!


O governo chinês mostrou hoje a sua indignação pela cobertura "escandalosa e hostil" dos distúrbios em Lassa efectuada pela imprensa estrangeira que tem acesso proibido ao Tibete, e cujas informações são censuradas na China.
"Alguns meios ocidentais deformaram intencionalmente os factos e descreveram graves crimes como protestos pacíficos, para caluniar os nossos esforços legítimos para manter a estabilidade social", disse hoje Ragdi, funcionário do governo tibetano, citado pela agência oficial de notícias Nova China.
As declarações do antigo presidente do Comité Permanente da Assembleia Nacional Popular (Legislativo), nascido na região tibetana, foram proferidas enquanto
Pequim extrema a censura de todos os meios estrangeiros que informam sobre os protestos em Lassa.
Abrir hoje o serviço de notícias do Yahoo ou Google resulta uma árdua missão, um caso similar ao que sucede com o popular site Youtube, que permanece inacessível desde há dias depois de ter exibido vídeos sobre as manifestações.
A censura férrea também afectou os canais de televisão como a CNN, da qual se perde misteriosamente o sinal de cada vez que informa sobre o sucedido em Lassa
,que nos últimos dias também se estenderam às províncias vizinhas de Sichuan, Gansu, e Qinghai.
Sem fazer qualquer menção a estas restrições, a imprensa estatal chinesa continua a publicar a versão oficial, segundo a qual 13 "civis inocentes" morreram às mãos da turba violenta incitada pela "camarilha" do Dalai Lama, líder espiritual dos tibetanos.
Esta
versão nega também que exista repressão da parte das forças de segurança chinesas, como denunciaram as organizações de direitos humanos e o governo tibetano no exílio.
O funcionário chinês assegurou também que os distúrbios na região estavam condenados a produzir-se "antes ou depois», tendo em conta as erupções de violência ocorridas desde que em 1959 fracassou a rebelião tibetana para "separar o Tibete da mãe pátria".
À região tibetana, a que só se pode aceder da China com a correspondente autorização (muito difícil de conseguir para jornalistas), está literalmente fechada por Pequim após as manifestações de protesto, com a evacuação de centenas de turistas e a proibição de entrada a todos os jornalistas estrangeiros. LUSA

terça-feira, março 18, 2008

Pequim 2008


As recentes manifestações em Lassa, capital do Tibete, que começaram a 10 de Março, data comemorativa de uma fracassada revolta em 1959, contra a anexação por parte da China, começam a abrir brechas, na coesão do movimento olímpico.
Além de terem, segundo as autoridades chinesas, custado a vida a 13 pessoas, mas com organizações tibetanas a dizerem ser mais de uma centena, voltaram a colocar a questão da anexação do Tibete na ordem do dia e trouxeram para a mesa, a possibilidade de um boicote internacional aos Jogos Olímpicos.
Os presidentes dos Comités Olímpicos Europeus (COE), que estiveram ontem na Eslovénia, numa reunião de ministros da União Europeia, discutiram o assunto e negaram a hipótese de boicote. “O desporto não se deve misturar com a política”, defendeu Patrick Hickey, presidente do COE, que garante que nenhum Governo manifestou intenção de boicotar os Jogos Olímpicos.
No entanto, o presidente do comité suíço, Joerg Schild, disse na mesma conferência de imprensa que “não nos podemos limitar a observar e nada dizer”, e havia quem avisasse os chineses que podem “ter prejuízos financeiros e morais”.
Do lado de chinês fala-se em conspiração internacional: “Há forças anti-China no Ocidente que vêem os Jogos como uma oportunidade para forçar uma mudança política”.
Por seu lado o Dalai Lama, o líder espiritual dos tibetanos, recusa a ideia de fazer um boicote, por considerar que a China merece acolher os Jogos Olímpicos, no entanto, anunciou que poderá renunciar ao seu lugar se a situação no Tibete piorar. O Dalai Lama salientou que os chineses tratam os tibetanos como “cidadãos de segunda classe” no seu próprio território. O líder afirmou ainda que, para proteger a sua herança cultural, os tibetanos necessitam de total autonomia. Quanto ao surto de violência, disse ser “errado”.
Apesar das permanentes violações dos direitos humanos na China, a comunidade internacional deverá encontrar outras formas de pressionar o governo chinês e não boicotar os Jogos Olímpicos de Pequim.
Com boicote ou sem boicote, a China continuará a ser um país autoritário, o Tibete continuará anexado, o Taiwan/R.O.C. não será reconhecido como país, pela maioria da comunidade internacional, os cidadãos estarão privados dos direitos fundamentais, os jornalistas e bloggers serão perseguidos e detidos - a liberdade de expressão, neste país, é uma metáfora - os detidos continuarão a ser espancados e torturados e a pena de morte, continuará a ser uma sentença usada frequentemente.
O boicote aos Jogos Olímpicos não levará a lado nenhum, excepto que prejudica de uma forma irreversível, os artistas do espectáculo: os atletas, como ficou demonstrado nos boicotes às Olimpíadas de 1980 em Moscovo e de 1984 em Los Angeles.

Anthony Minghella


O realizador britânico Anthony Minghella, nascido na Ilha de Wight, a 6 de Janeiro de 1954, morreu hoje aos 54 anos, anunciou a sua agente, Leslee Dart.
A causa oficial da sua morte foi uma hemorragia cerebral, depois de na semana passada ter sido operado a um tumor no pescoço.
Anthony Minghella venceu o Óscar de 1996 de melhor realizador pela película “O Paciente Inglês” uma adaptação do romance de Michael Ondaatje, "O Doente Inglês", filme que conquistou nove estatuetas douradas, no total.
Em 1999 foi nomeado para o Óscar de melhor argumento adaptado por "O Talentoso Mr. Ripley". Realizou ainda “Assalto e Intromissão” (2006), “Cold Mountain” (2003) e “Um Fantasma do Coração” (1990), o seu primeiro filme.
Recentemente esteve a filmar no Botswana uma adaptação do romance “The No. 1 Ladies‘ Detective Agency”, de Alexander McCall Smith. Minghella produziu ainda vários filmes, entre os quais “Michael Clayton - uma questão de consciência” e “O Americano Aranquilo”. Em 2006 produziu a ópera “Madame Butterfly”, de Puccini, para a Ópera Metropolitana de Nova Iorque, que lhe valeu um prémio Olivier.
Foi ainda presidente do Instituto do Cinema do Reino Unido e detinha com Sidney Pollack a produtora Mirage Enterprises. Com agências.

segunda-feira, março 17, 2008

Teste de Álcool nas Caraíbas

Advertising Agency: Spot JWT, Athens, Greece
Creative Director: Kostas Niotis
Copywriter: John Tsaganellias
Art Director / Illustrator: Dimitris Drakatos
TESTE DE ÁLCOOL NAS CARAÍBAS:
Sopre para cima do pássaro.
Se o pássaro começar a cantar, você está bem.
Se o pássaro desmaiar, não bebe mais cerveja.

domingo, março 16, 2008

Cimeira das Lajes


A 16 de Março de 2003, faz hoje cinco anos, José Manuel Durão Barroso, então Primeiro-ministro de Portugal recebeu na Base das Lajes, o Presidente americano e os Primeiros-ministros, do Reino Unido e Espanha, para realizarem a cimeira que ficou conhecida, como a "Cimeira da Guerra".
A cimeira extraordinária sobre o Iraque reuniu na base aérea das Lajes, nos Açores, o presidente norte-americano, George W. Bush, e os primeiros-ministros britânico, Tony Blair, e espanhol, Jose Maria Aznar, que lançaram um ultimato ao ditador iraquiano: 24 horas para se desarmar voluntariamente.
“Ou o Iraque se desarma ou é desarmado pela força”, afirmou George W. Bush, no decorrer da Cimeira.
Apesar de ter sido ignorado pela maioria da imprensa internacional, o anfitrião José Manuel Durão Barroso, Primeiro-ministro de Portugal, debitou alguns sound bites, para consumo interno, quando questionado sobre se Portugal ao acolher a reunião ficaria com responsabilidades acrescidas numa eventual guerra, afirmou que: "A responsabilidade é inteiramente do ditador Saddam Hussein. É dele a responsabilidade de não ter respeitado durante anos o direito internacional e de ter violado repetidas vezes as resoluções das Nações Unidas".
Durão Barroso assinalou ainda, que a cimeira das Lajes oferecia "a última oportunidade para uma solução política" para a crise iraquiana.
Três anos depois, Durão Barroso declarou ter agido com base em informações que "não foram confirmadas: que havia armas de destruição maciça" no Iraque.
Os restantes dirigentes na cimeira teriam outro tipo de informação, segundo notícias divulgadas no último ano.
O New York Times cita um memorando secreto britânico sobre um encontro dos dois políticos a 31 de Janeiro na Casa Branca, revelando que Bush e Blair constataram que nenhuma arma de destruição maciça tinha sido encontrada no Iraque pelos inspectores da ONU e que o presidente norte-americano referiu a possibilidade de provocar um confronto sacrificando, por exemplo, um avião de vigilância norte-americano pintado com as cores da ONU.
De acordo com o New York Times, Bush informou Blair em Janeiro de 2003 que estava decidido a invadir o Iraque mesmo sem uma resolução da ONU e sem que alguma arma de destruição maciça tivesse sido encontrada.
Foi exactamente isso que aconteceu, os Estados Unidos da América e o Reino Unido, invadiram impunemente o Iraque a 20 de Março, à rebelia do direito internacional, sem que a ONU tivesse proferido qualquer nova resolução ou que os inspectores da Organização das Nações Unidas tivessem encontrado qualquer arma de destruição maciça.
O ex. presidente da República Mário Soares, referiu-se à Guerra do Iraque não como um erro mas como "um crime irreparável", o que não deixa de ser sintomático da impunidade com que os Estados Unidos, actuam no cenário internacional, no período pós Guerra Fria.

sábado, março 15, 2008

Do Filme ao Livro


Quem entrar hoje numa qualquer livraria, se estiver distraído pensa ter entrado num cinema, tal é a proliferação de livros com as capas dos respectivos filmes. É a última moda das editoras portuguesas: aproveitar a estreia do filme e toda a publicidade à sua volta, para editar os livros que deram origem ao filme.
É o caso do livro o Lado Selvagem de Jon Krakauer, que foi levado ao cinema pelo realizador, Sean Penn. É também o caso do envolvente livro de Cormac McCarthy, Este País Não é Para Velhos, editado em Novembro do ano passado, mas que teve de esperar que o filme dos irmãos Coen fosse multi-premiado para poder chegar ao top de vendas. É também o caso do excelente livro de Ian McEwan, que tinha passado despercebido quando da sua edição, mas que se tornou um sucesso comercial com a reedição com capa do filme de Joe Wright. Confesso que li estes três livros, no caso de Expiação, há quatro/cinco anos atrás.
Livros que passariam despercebidos no mercado editorial tornam-se um sucesso de vendas ou ganham novo impulso com as capas dos filmes, como é o caso de, P.S. Amo-te, de Cecelia Ahern, Duas Irmãs, Um Rei, de Philippa Gregory, ou Elizabeth - A Idade de Ouro, de Tasha Alexander e também o caso de Gone, Baby, Gone de Dennis Lehane. A lista é extensa, contei um total de 15 livros com capas de filmes.
Desde de sempre que o cinema tem adaptado livros e por vezes com grande acerto. É o percurso normal, do livro ao filme . O que não é normal é as editoras esperarem pelo sucesso do filme para depois editarem os livros, isto é, do filme ao livro. Exemplos de romances adaptados ao cinema não faltam: desde os clássicos “Anna Karenina” e “Guerra e Paz”, de Lev Tolstoi ou o “Dr Jivago”, de Boris Pasternak, passando por “Vinhas da Ira” de John Steinbeck, adaptado por John Ford numa versão inesquecível, ou “Ter e Não Ter” de Ernest Hemingway. Mais recentemente Bennett Miller, realizou o filme Capote, a partir do livro “A Sangue Frio” de Truman Capote. Francis Ford Coppola realizou o “Padrinho” a partir da obra de Mario Puzo, Stanley Kubrick realizou o filme de culto “Laranja Mecânica”, a partir da obra esquecida de Anthony Burgess, etc.
Um dos grandes paradoxos do cinema reside na dificuldade de obter bons filmes a partir de bons romances. Por vezes, um mau romance ou um romance sem grande projecção transforma-se num grande filme. Cada romance, se tiver necessária qualidade, possui qualquer coisa de comum à palavra e à imagem, que é o seu espírito, a sua capacidade de inventar e organizar um mundo imaginário, e basta por si só, para cada um que o lê, fazer um filme. É por isto, que é extremamente difícil, um filme superar a qualidade de um livro.

quinta-feira, março 13, 2008

Geneticamente Fúteis


A última grande promessa da literatura portuguesa, o "escritor" de origem marciana, Cláudio Ramos, editou o seu primeiro romance.
Um titulo sugestivo, mesmo muito bom, apesar de transmitir a ideia, de o autor estar a fazer uma autocrítica.
A capa do livro ao estilo de "Dália Negra", está muito bem conseguida mas ficaria muito melhor, com a acentuação gráfica correcta no nome do autor.
Não me parece ser possível, ter grande consideração por uma editora ou um livro, onde o nome do autor está incorrectamente escrito.

quarta-feira, março 12, 2008

Dia da Liberdade de Expressão Online


A organização não-governamental Repórteres Sem Fronteiras assinala hoje o 1º Dia Internacional da Liberdade de Expressão Online. A iniciativa assume-se como mais uma forma de pressão junto dos governos que perseguem os movimentos online anti-regime.
Esta iniciativa da organização Repórteres Sem Fronteiras tem o objectivo de envolver os utilizadores de Internet, solicitando a sua participação numa campanha que decorre durante todo o dia de quarta-feira, oferecendo a possibilidade de registar denúncias sobre actos de repressão da liberdade de expressão na Internet.
Todos os sites, blogues e outras plataformas web interessadas em aderir à campanha e exibir os anúncios alusivos podem faze-lo contactando a organização, que procura com esta iniciativa pressionar os governos dos países considerados inimigos da Internet: Arábia Saudita, Bielo-Rússia, Mianmar, China, Coreia do Norte, Cuba, Egipto, Etiópia, Irão, Uzbequistão, Síria, Tunísia, Turquemenistão, Vietname e Zimbábue.
Os interessados em participar na campanha podem passar uma mensagem utilizando um avatar e dirigi-la a um dos 9 países identificados como repressores da liberdade de expressão online.
No comunicado em que divulga a iniciativa a RSF lembra que os autores de blogues são os principais visados pelos governos repressores e recorda que estão hoje presos em todo o mundo 62 ciber-dissidentes por expressarem as suas opiniões livres na Internet.
O 1º Dia Internacional da Liberdade de Expressão Online - com início às 10 horas de hoje e fim às 10 horas da manhã de amanhã - decorre em simultâneo com a segunda edição das 24 horas de demonstração online contra a censura, uma iniciativa com o mesmo objectivo que incentiva os utilizadores a partilharem testemunhos.
A UNESCO que tinha dado o seu patrocínio a esta iniciativa retirou-o à última da hora, por pressão de alguns dos 15 estados que fazem parte dos inimigos da internet.
Devido ao tráfego intenso no site dos Repórteres Sem Fronteiras, os links poderão demorar a abrir.

segunda-feira, março 10, 2008

Naide Gomes


Naide Gomes ganhou a medalha de ouro no salto em comprimento dos Mundiais de Pista Coberta, em Valência, com a marca de 7 metros, que é o novo recorde nacional em pista coberta e a melhor marca mundial do ano.
A atleta portuguesa começou com um nulo mas, ao segundo salto, assumiu a liderança no concurso com 6.82 metros. Depois, perdeu a liderança para a brasileira Maggi, que fez 6.89, novo recorde da América do Sul.
A atleta sportinguista averbou ainda um salto de 6.87, antes de fazer atingir os 7 metros no quinto ensaio. A fechar, já com a garantia do título mundial, Naide fez mais um nulo.
Classificação da final:
1. Naide Gomes (Portugal), 7.00 metros
2. Maurren Higa Maggi (Brasil), 6.89
3. Irina Simagina (Rússia), 6.88.
"Trabalhámos muito para chegar aqui em grande nível. Sinto-me mais determinada, com mais empenho e acreditei sempre, mesmo no último ensaio, que podia ganhar, ao contrário do que aconteceu em Osaka. Trabalhei isso mentalmente e tenho que continuar a trabalhar porque vale sempre até ao último ensaio e não nos podemos dar por vencidos", disse Naide Gomes no final da prova.
Esta vitória nos Mundiais de Pista Coberta, demonstra a boa forma de Naide Gomes, uma das grandes esperanças portuguesas para a conquista de uma medalha nos Jogos Olímpicos de Pequim, a realizar no próximo mês de Agosto.
Ezenaide Rosário da Vera Cruz Gomes, conhecida apenas por Naide Gomes, nasceu em 20 de Novembro 1979, em S.Tomé e Príncipe. Com 11 anos de idade veio de S. Tomé e Príncipe para Lisboa. Nas aulas de Educação Física cedo mostrou toda a sua habilidade para o salto em altura. Consta-se que ganhava a todos os rapazes. Foi no Desporto Escolar que a encaminharam para um clube de atletismo, o Clamo, já extinto. Aos 17 anos pede a nacionalidade portuguesa, que só acabaria por ser confirmada em Maio de 2001.
Representou sucessivamente os seguintes clubes: Clamo (1994), Ginásio Clube do Sul (1995), Belenenses (1996), JOMA (1997), Sporting (desde 1998). Não esconde que um dos momentos mais marcantes da sua vida foi quando se estreou nos Jogos Olímpicos, em representação de S. Tomé e Príncipe, o país onde nasceu.
Como cidadã portuguesa Naide Gomes, já venceu algumas competições internacionais, destacando-se as seguintes medalhas:
Ouro – Campeonato do Mundo de Pista Coberta 2004 – Pentatlo – Budapeste (HUN) – 4759 pontos, Campeonato da Europa de Pista Coberta 2005 – Salto em Comprimento – Madrid (ESP) – 6,70 m e Campeonato da Europa de Pista Coberta 2007- Salto em Comprimento - Birmingham (GBR) - 6,89 m.
Prata - Campeonato da Europa de Pista Coberta 2002 – Pentatlo – Viena (AUT) – 4595 pontos e Universíada 2005 – Salto em Comprimento – Izmir (TUR) – 6,56 m.
Bronze - Campeonato Mundial de Pista Coberta 2006 - Salto em Comprimento - Moscovo (Rússia) - 6,76 m.
Detém os recordes nacionais ao ar livre de: Salto em Comprimento – 7.01 m – Madrid (ESP) e Heptatlo – 6 230 pontos – Logroño (ESP), obtido a 17.07.05. Detém os recordes em pista coberta de : Salto em Altura – 1,88 – Budapeste (HUN), obtido a 05.03.04, Salto em Comprimento – 7.00 – Valência (Esp), obtido a 09.03.08 e no Pentatlo – 4 759 pontos – Budapeste (HUN), obtido a 05.03.04.

segunda-feira, março 03, 2008

Adeus, pai.


Armando de Sousa 1935-2008
Meu pai, companheiro meu amigo.
Aquele velhote que estava ali deitado
Contando-me casos e histórias da sua vida
As suas derrotas e as vitórias do passado.

Sem forças para caminhar sozinho
Estendi-lhe a mão, sempre estive a seu lado.
Até este triste dia que a vida nos separou
Amigo velho, meu querido pai amado.

Muitas vezes não tive paciência
Causando-te certamente grande dor.
Não ouvi e não segui os teus conselhos
Certamente dados com grande amor.

Peço perdão, mas a vida foi-me ensinando
Que conselhos de pai são amor
Com a tua ausência estou sentindo
Que afinal, não fui justo com o teu valor.

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Fellini & Cia


Há países assim! para além de preservar os seus monumentos, dedicam-se a preservar, também, a sua memória colectiva. São momentos de se tirar o chapéu e fazer a respectiva vénia.
Cem filmes italianos, foram hoje classificados como "bens culturais", pelo que serão restaurados e protegidos como os restantes monumentos nacionais de Itália.
A decisão foi tomada por uma comissão de especialistas, criada no Festival de Cinema de Veneza e apoiada pelo ministério da Cultura italiano, que hoje apresentou a lista dos filmes na Casa do Cinema, em Roma.
As 100 películas foram seleccionadas do período entre 1942 e 1978, ou seja, desde o princípio do "neo-realismo" italiano, surgido na Segunda Guerra Mundial, aos chamados "anos de chumbo", na década de 70, quando o país sofreu graves atentados de carácter político.
O realizador que se destaca do conjunto é Fellini, que conta com sete filmes na lista, entre os quais "La Strada" (1954), "La Dolce Vita" (1960), "Oito e Meio" (1963) e "Amarcord" (1974).
Segue-se-lhe Luchino Visconti, com seis filmes, desde "Obsessão" (1943) até "O Leopardo" (1963) e, logo atrás, Vittorio di Sica, com cinco, incluindo "Ladrões de Bicicletas" (1948). Rosi também tem cinco filmes, destacando-se "Salvatore Giuliano" de 1962.
Michelangelo Antonioni, tem três filmes "Cronaca di un'amore" (1950), "Il grido" (1957) e "L'eclisse" (1962).
Bernardo Bertolucci, tem dois filmes nesta lista, "Il Conformista" (1970 e "Novecento" (1976), tantos como Ettore Scola, "C'eravamo tanto amati" (1974) e "Una giornata particolare" (1977) e como Pier Paolo Pasolini, "Comizi d'amore" (1965) e "Uccellacci e uccellini" (1966).
Também constam da lista "Europa 51" e "Roma, Cidade Aberta" (1951), de Roberto Rossellini, e "Polícias e Ladrões" (1951), de Mário Monicelli.
Juntamente com os filmes destes e outros cineastas, também ficarão preservados os rostos de actores e actrizes como Vittorio Gassman, Marcelo Mastroianni, Toto, Alberto Sordi, Silvana Mangano, Anna Magnani, Gina Lollobrigida e Sophia Loren.

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

As Meias de Vidro


A mais vulgar aplicação do nylon é nas charmosas meias de vidro, um dos símbolos do glamour. As meias de vidro foram lançadas a 27 de Outubro em 1938, na Feira Mundial de Nova Iorque, com um grande sucesso. As mulheres aderiram imediatamente às meias de nylon porque eram tão bonitas como as meias de seda, eram mais baratas e duravam muito mais por muito tempo, além que podiam ser tão finas, que dava a sensação de não as usarem.
Com o advento da Segunda Guerra Mundial o nylon teve uma larga utilização no fabrico de pára-quedas, pneus, tendas, cordas, fatos impermeáveis, o que fez praticamente desaparecer a produção de meias.
Após o fim da Segunda Guerra Mundial, as meias de nylon foram mundialmente difundidas, e tornaram-se uma peça comum em todos os guarda-vestidos das senhoras de todo o mundo. Nos anos sessenta com a introdução da mini-saia de Mary Quant e a criação dos collants, o nylon teve uma expansão sem precedentes.
Para que tudo isto acontecesse, anos antes, mais propriamente a 28 de Fevereiro de 1935, o professor de Química americano W.H. Carothers tinha criado uma fibra sintética, na empresa americana da DuPont, a que deu o nome de Nylon. A origem do nome, é ambígua mas é mais comummente aceite, que a palavra deriva da junção de NY (Nova Iorque, em inglês) e LON (Londres), as duas cidades onde o nylon foi inicialmente fabricado. O nylon foi a primeira de todas as fibras sintéticas, feita a partir do petróleo, gás natural, ar e água, através de complexos processos industriais.
"A nova fibra era forte como o aço e delicada como uma teia de aranha", diziam os fabricantes, tendo passado a ser utilizada para fazer escovas de dentes, cordas, artigos moldados e vestuário. Embora tenha todas estas aplicações, o nylon é conhecido pelo seu uso no campo dos tecidos.
Wallace Hume Carothers (27 de Abril de 1896 – 29 de Abril de 1937), nasceu em Burlington, Iowa. Licenciou-se em Química, no Colégio Tarkio, no Missouri, tendo feito posteriormente o mestrado na Universidade de Illinois, onde obteve o doutoramento em 1924.
Em 1927, Carothers foi convidado para chefiar um projecto de investigação na empresa americana E. J. DuPont, com o objectivo de desenvolver um novo material sintético que pudesse ser fabricado em quantidade, tivesse a leveza da seda e fosse de elevada resistência. Na DuPont chefiou uma equipa de pesquisadores em Wilmington que obteve resultados notáveis. No campo prático foram sintetizados e patenteados o nylon (1935) e o neoprene (1937), produtos que viriam a revolucionar a indústria e de larga utilidade comercial. Foi eleito director associado do Journal of the American Chenical Society (1929) e do Organic Synthesis (1930), as duas mais conceituadas publicações sobre química dos Estados Unidos. Também foi eleito para a Academia de Ciências Norte-Americana (1936), tornando-se o primeiro químico dedicado à pesquisa industrial a receber esta distinção. Suicidou-se em 29 de Abril de 1937.

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Incêndio no Reichstag


Na noite de 27 de Fevereiro de 1933 houve um incêndio no parlamento alemão, o Reichstag, que viria a mudar o curso da História Mundial, ao ser o principal impulsionador da ascensão de Adolf Hitler ao poder. Quando a polícia chegou ao Reichstag, encontrou o holandês Marinus van der Lubbe de 24 anos de idade, que foi imediatamente torturado pela Gestapo de forma a confessar que tinha iniciado o incêndio.
Para além de Marinus van der Lubbe, a polícia alemã acusou outros quatro comunistas de cumplicidade no acto de provocarem o incêndio no Reichstag. Entre esses comunistas encontrava-se o presidente do partido comunista Georgi Dimitrov.
Marinus van der Lubbe foi considerado culpado e executado a 10 de Janeiro de 1934. Os restantes acusados foram absolvidos, tendo Hitler decidido que os futuros casos de traição deixariam de ser julgados pelo Supremo Tribunal Alemão passando a ser julgados por um Tribunal do Povo cujos membros seriam nazistas.
Segundo o historiador
William L. Shirer, está provado “para além de qualquer dúvida razoável” que o incêndio no edifício do Reichstag, foi perpetrado por um grupo de comandos de Hitler que utilizou combustíveis líquidos para acelerar a combustão e provocar rapidamente um imenso braseiro. Marinus van der Lubbe, terá sido apenas um bode expiatório, manipulado pelos nazistas. Antes de o incêndio estar apagado, Adolf Hitler apressou-se a responsabilizar os comunistas por aquele horror.
Depois da máquina de propaganda nazista ter feito com que se passasse mensagens contra os comunistas na imprensa a propósito da cobertura jornalística do incêndio, Hitler fez com que o fragilizado presidente von Hindenburg declarasse o estado de emergência e autorizasse o decreto que permitia, entre outras coisas, limitar a liberdade de imprensa e de expressão.
Começou então a perseguição aos comunistas. Todas as actividades políticas, encontros e publicações dos partidos anti-nazis foram banidas, tendo, igualmente, sido decretado que qualquer campanha contra os nazis seria considerada ilegal.
Os jornais e a rádio controlados pelos nazis publicavam provas falsas da conspiração comunista, afirmando que apenas Hitler e os nazis eram capazes de prevenir a chegada ao poder dos comunistas.
A 5 de Março de 1933 foram realizadas as últimas eleições livres na Alemanha, tendo os nazistas obtido 44% dos votos para o Reichstag, praticamente a maioria absoluta.
A inacreditável máquina de terror e morte idealizada pelos nazis iria começar a ser engrenada.
O mundo não estava preparado para o vendaval de loucura assassina, que se seguiria até ao final da Segunda Guerra Mundial.