quarta-feira, abril 23, 2008

Dia "Mundial" do Livro

UNICEF
More Education For Girls In Islamic Countries.

terça-feira, abril 22, 2008

Nascer da Terra


Nascer da Terra, William Anders, 1968, NASA

O falecido fotógrafo Galen Rowell chamou a esta imagem, “ a mais influente fotografia ambiental jamais tirada”. Captada na véspera do Natal de 1968, a fotografia do nascer da Terra inspira à contemplação da nossa frágil existência e lugar no Universo.
Frank Borman e William Anders, da missão Apolo 8, cada um por si estava convencido de ser o autor desta fotografia. Uma investigação feita a dois rolos, demonstrou que Borman tinha feito uma foto anterior, a preto e branco, mas que a sombólica fotografia a cores, foi efectivamente feita por Anders. Esta fotografia foi reproduzida em selo pelos correios americanos e é capa de milhares de livros a nível mundial.

Pálido Ponto Azul


No dia 14 de Fevereiro de 1990, Carl Sagan pediu à NASA, que orientasse a sonda Voyager 1, de maneira a que esta pudesse, tirar uma fotografia da Terra do ponto onde se encontrava, no limite do Sistema Solar.
O resultado foi esta fotografia, “Pale Blue Dot” – Pálido Ponto Azul - tirada a uma distância de 6,4 mil milhões de quilómetros do nosso planeta.

Dia Da Terra


"Mearth", montagem/fotografia da WWF.
O Dia da Terra é celebrado a 22 de Abril, desde 1970 quando o Senador norte-americano Gaylord Nelson convocou o primeiro protesto nacional contra a poluição. Este ano, no seu 38º aniversário será celebrado sobre o lema “Healthy Wetlands, Healthy People”, numa tradução minha e à letra, “Zonas Húmidas saudáveis, Gente saudável”.
O Dia da Terra deverá servir como um momento de reflexão para todos nós enquanto cidadãos, sobre a forma como as nossas rotinas diárias contribuem para a destruição do frágil equilíbrio do nosso Planeta. Temos a obrigação moral, de pelos menos deixar o Planeta como o encontrámos quando cá chegámos, para que as gerações vindouras, possam também usufruir dele.
Num mundo globalizado e consumista é difícil ter a noção do ciclo de vida de muitos dos produtos que adquirimos ou usamos no nosso dia a dia.
Uma maior exigência ao nível da qualidade da informação que nos é facultada enquanto consumidores e cidadãos, mas também a adopção de uma postura mais activa na exigência dessa mesma informação e na adopção de práticas que respeitem o ambiente, são passos fundamentais para que sejamos verdadeiros cidadãos do mundo ao contribuir diariamente para o desenvolvimento harmonioso a nível local, e global.
O pensamento deve ser global, mas a acção local. Para mantermos o equilíbrio do planeta é preciso consciência da importância da alteração da maneira como consumimos os recursos do planeta, a começar pelas crianças. Não se pode acabar com os recursos naturais, essenciais para a vida humana, pois não haverá como repô-los. Vale a pena pensar nisto.

domingo, abril 20, 2008

Queda da Natalidade


Um dos problemas actuais é a proliferação de estudos. Há estudos para tudo, mesmo para o problema da minha unha encravada. Basta ter tempo para procurar e encontra-se, meia dúzia de “cientistas” a atestarem que o meu problema, é não saber cortar as unhas.
Este estudo sobre a queda da natalidade, é tão ridículo como outro qualquer.

sábado, abril 19, 2008

Partido Socialista


Primeiro símbolo utilizado pelo Partido Socialista.
No dia 19 de Abril de 1973, na cidade alemã de Bad Munstereifel, militantes da Acção Socialista Portuguesa, reunidos em Congresso, aprovaram, por 20 votos a favor e 7 contra, a transformação da Acção Socialista Portuguesa, em Partido Socialista.
Indiferente aos valores originais, por vezes referidos vagamente, numa perspectiva histórica, trinta e cinco anos depois, a organização partidária ainda continua, a usar a mesma denominação!

Pequim 2008

Amnesty International: Beijing 2008
Advertising Agency: DDB Warsaw, Poland
Creative Director: Jozef DutkiewiczArt Director: Arkadiusz Pawlik
Copywriter: Natalia Dudek
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A Tocha Olímpica vista pela Amnistia Internacional.

sexta-feira, abril 18, 2008

Evolução da Língua Portuguesa


SOCRATEAR. [Do analfabeto Sócrates]: Verbo totalmente irregular, e de estranha conjugação. 1. Ocultar ou encobrir com astúcia; disfarçar com a maior cara de pau e cinismo. 2. Não dar a perceber apesar de genuínas evidências; calar. 3. Fingir, simular inocência angelical. 4. Usar a dissimulação; fingimento, hipocrisia. 5. Ocultar-se, esconder-se, fugir da responsabilidade. 6. Atingir sempre o amigo ou inimigo mais próximo, sem dó nem piedade. 7. Encobrir, disfarçar, negar sem olhar para as câmaras e nos olhos das pessoas. 8. Defraudar, iludir 9. Afirmar algo que sabe ser contrário à verdade, acreditar que os fins justificam os meios. 10. Viajar e vestir-se com dinheiro público. (RECEBIDO VIA E-MAIL)

quinta-feira, abril 17, 2008

História De Uma Gaivota E Do Gato Que A Ensinou a Voar


Luís Sepúlveda prometeu um dia aos seus três filhos, Sebastián, Max e León, escrever uma história sobre o mal que o homem faz ao meio ambiente.
Prometeu e cumpriu, escrevendo a História De Uma Gaivota E Do Gato Que A Ensinou A Voar. Este livro foi escrito na fase de militância de Luís Sepúlveda, na Greenpeace. Ao mesmo tempo que se desenrola a história, este livro chama a atenção da poluição irresponsável dos oceanos, por parte das companhias de navegação e das companhias petrolíferas e da luta da Greenpeace, contra estas actuações impunes: “…Grandes barcos petroleiros aproveitavam os dias de neblina costeira para se afastar pelo mar dentro para lavar os tanques. Atiravam ao mar milhares de litros de uma substância espessa e pestilenta que era arrastada pelas ondas. Mas vira também que às vezes umas pequenas embarcações se aproximavam dos petroleiros e os impediam de esvaziar os tanques. Infelizmente aquelas embarcações decoradas com as cores do arco-íris nem sempre chegavam a tempo de impedir o envenenamento dos mares”.
Através da voz do gato Barlavento, chama também a atenção para a poluição no Mar do Norte: “Acontecem no mar coisas terríveis. Às vezes pergunto a mim mesmo se alguns humanos enlouqueceram, ao tentarem fazer do oceano uma enorme lixeira. Acabo de dragar a foz do Elba e nem podem imaginar a quantidade de imundice que as marés arrastam. Tirámos barris de insecticida, pneus e toneladas das malditas garrafas de plástico que os humanos deixam nas praias”.
Luís Sepúlveda é também muito crítico com as humilhações, que os humanos infligem aos outros animais:” os golfinhos… condenados a fazer de palhaços em espectáculos aquáticos… os leões, os grandes felinos obrigados a viver entre grades à espera de que um cretino lhes meta a cabeça entre as mandíbulas; ou os papagaios, encerrados em gaiolas a repetirem parvoíces”.
A fábula História De Uma Gaivota E Do Gato Que A Ensinou A Voar, conta as aventuras de um gato “grande, preto e gordo”, chamado Zorbas e de uma gaivota que ele vai ensinar a voar. Kengah, uma bonita “gaivota de penas de cor de prata”, é surpreendida por uma maré negra no mar do Norte, depois de ter mergulhado atrás de um cardume de arenques. Depois de se debater longas horas, à superfície tentando limpar a viscosidade agarrada às penas, verificou que ainda podia estender as asas, encetando, no limite das suas forças, o voo até ao Porto de Hamburgo. Entretanto, Zorbas estava a apanhar sol na sua varanda, quando lhe cai de repente á sua frente a gaivota moribunda.
Antes de morrer a gaivota põe um ovo, e pede que Zorbas lhe faça três promessas: ”promete-me que não comes o ovo, promete-me que cuidas dele até que nasça a gaivotinha e promete-me que a ensinas a voar”. Perante o estado terminal da gaivota, Zorbas promete cumprir os últimos desejos da gaivota, sem se aperceber do grau de responsabilidade, que chamou a si. A seguir a gaivota morre.
Assim começa a aventura do gato “grande, preto e gordo”, que sendo fiel á sua palavra vai fazer todos os esforços para cumprir a sua promessa, procurando para isso, os seus amigos, Collonelo, Secretário, Sabetudo e Barlavento, pois “Os problemas de um gato do porto são problemas de todos os gatos do porto”. Depois de contar toda a história a Sabetudo, foram enterrar a gaivota morta.
Entretanto Zorbas, é incumbido de chocar o ovo, depois de Sabetudo, ter visto na enciclopédia, que era assim que se fazia. Quando nasce a pequena gaivota Ditosa, foi este o nome que lhe deram, Zorbas é tratado de mamã.
Os cinco amigos cuidam em conjunto da pequena Ditosa, e com a boa vontade de todos e das enciclopédias do Sabetudo, começam a preparar-se para a ensinar a voar. Ditosa, que se integra tão bem, na convivência com os gatos, pensando que também é um gato, começa a frustrar o esforço dos gatos.
Zorbas tem uma conversa séria com a gaivota Ditosa, explicando-lhe que ela tem de voar, pois é isso o que as gaivotas fazem.
Mas os cinco amigos, mesmo com as enciclopédias do Sabetudo, não conseguem fazer a Ditosa voar, todas as tentativas fracassam. Em desespero de causa, os gatos fazem uma assembleia, para Zorbas quebrar o tabu dos gatos: “Miar a língua dos humanos”.
É assim que os gatos escolhem um humano, para quebrar o tabu, recaindo a escolha, num poeta, porque, diz Zorbas “Talvez não saiba voar com as asas de pássaro, mas ao ouvi-lo sempre pensei que voa com as palavras”.
Assim, numa noite chuvosa, o poeta ajudou a Ditosa a voar, seguindo o seu destino, deixando Zorbas com lágrimas a embaciarem os olhos amarelos, mas ao mesmo tempo, compreendendo que a sua amiga, tinha necessidade de seguir a sua própria natureza.
Uma fábula em que a lealdade, a amizade e a honra estão em grande conta, mas também, o respeito pela natureza e o respeito pela diversidade. Um livro para todas as idades tendo interpretações diferentes, conforme o conhecimento da obra do autor e da idade.

Não Maltrate o Seu Cão


What goes around comes around.
Don't mistreat your dog.

Advertising Agency: Savaglio\TBWA, Buenos Aires, Argentina

Tudo o que vai, volta.
Não maltrate o seu cão.
Isto é, cá se fazem, cá se pagam.

Pode sempre ver este filme e sorrir.

Um Quadro de Peso

Benefits Supervisor Sleeping, 1995 (estimate: $25 million-$35 million)
O quadro “Benefits Supervisor Sleeping”, do pintor Lucian Freud, vai a leilão, em Maio, na Christies (em Nova Iorque, EUA) e arrisca-se a ser o mais caro quadro de sempre de um artista vivo se atingir a licitação esperada de 24 milhões de euros. O quadro é um retrato de Sue Tilley, conhecida por Big Sue, que na época pesava mais de noventa quilos.
Lucian Freud, é conhecido por retratos pouco convencionais, que combinam a técnica dos mestres com a expressão e a sensibilidade dos tempos modernos.Para ele já posaram a modelo Kate Moss, o travesti Leigh Bowery e a rainha Isabel II.

quarta-feira, abril 16, 2008

O Silêncio da Música


Lucy in the Sky with Diamonds


Muitos críticos musicais, afirmam que a canção dos Beatles, "Lucy in the Sky with Diamonds", do álbum, “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band”, é uma referência à droga conhecida por LSD. Jonh Lennon sempre afirmou que não, que “Lucy in the Sky with Diamonds” foi inspirada num desenho feito por seu filho, Julian Lennon.
Polémica à parte, faz hoje 65 anos que o químico
Albert Hofmann descobriu a droga alucinógena LSD, abreviatura da expressão alemã Liserg Saure Diethylamid ( dietilamida do ácido lisérgico). O químico suíço fez a descoberta por acaso, ao aspirar acidentalmente uma pequena quantidade de pó no laboratório. Albert Hofmann estava à procura de um estimulante da circulação sanguínea quando se deparou com o fungo do centeio. Este fungo era muito temido na Idade Média como causador de pestes mas ao mesmo tempo, sabia- se que ele tinha também efeitos positivos, por exemplo, o de conter hemorragias no parto.
Não foram, porém, as propriedades medicinais e, sim, os efeitos alucinógenos que transformaram o LSD numa das bandeiras do movimento hippie dos anos sessenta. A empresa para quem Hoffman trabalhava, a Sandoz, naturalmente, tentou lucrar com a descoberta, encarregando cientistas para testarem a droga na psiquiatria. O medicamento foi lançado no mercado com o nome “Delysid”, para tratamento de fobias e neuroses, mas com a advertência de que provocava alucinações.
Como pioneiro involuntário, Hofmann não tinha noção da dosagem correcta da droga, por isso não demorou nada, a surgirem as primeiras histórias de horror, sendo, que o seu consumo em excesso provocava a morte. Como a droga provoca alterações visuais, despersonalização e até a sensação de que se pode voar, ocorriam casos de suicídios em que dependentes de LSD saltavam de pontes e viadutos. As alterações de ânimo, do pensamento e, sobretudo, da percepção, acabaram por fazer internar em clínicas psiquiátricas, muitos dos seus consumidores.
Albert Hoffman, que tem mais de cem anos, disse um dia, que o ideal seria toda a gente, ter duas vidas: uma com e outra sem LSD.

terça-feira, abril 15, 2008

Medalha de Ouro: China


Segundo o relatório da organização não-governamental Amnistia Internacional, a China é o país do mundo com maior número de execuções por pena de morte em 2007.
Segundo o documento, mais de 470 prisioneiros foram executados e outros 1.860 foram condenados à morte na China no ano passado. O dossier "Execuções e Sentenças de Morte em 2007", aponta que pelo menos 1.252 pessoas em 24 países foram executadas, enquanto outras 3.347 em 51 estados receberam sentenças de morte.
A seguir à China, os quatro países que mais aplicam a pena de morte são Irão (317), Arábia Saudita (143), Paquistão (135) e Estados Unidos (42). Juntos, esses países têm 88% de todas as execuções praticadas no mundo.
A Arábia Saudita, tem o maior número de execuções per capita, seguindo-se o Irão e a Líbia. Três países - o Irão, a Arábia Saudita e o Iemén - contra todas as convenções internacionais, continuam a executar, menores de 18 anos.
O governo chinês não divulga o número oficial de prisioneiros executados e a estatística é tratada como “segredo de Estado”.
De acordo com a Amnistia Internacional, o total de 470 foi calculado com base em notícias sobre execuções que chegaram a ser publicadas na imprensa chinesa e deve ser tomado como uma referência de “mínimo”.
O estudo da Amnistia também cita a organização não governamental Dui Hua, que estima em 6 mil as execuções praticadas na China no ano passado. Isso representa mais que cinco vezes as execuções referidas pela Amnistia Internacional, em todo o mundo.
A partir de Janeiro de 2007 passou a ser proibido, na China os tribunais regionais decidirem um veredicto de condenação à morte. Actualmente a pena de morte só pode ser aplicada pela Supremo Tribunal após recurso.
O governo chinês afirmou que a medida ajudou a diminuir em 10% o número de execuções, mas não informou os números totais. Entretanto, apesar da falta de estatísticas, a Amnistia Internacional concorda com a posição do Governo chinês neste aspecto ao afirmar que “é provável que tenha ocorrido uma significativa queda” no total de execuções.
Actualmente há na China, cerca de 68 tipos de crimes que prevêem pena de morte, incluindo crimes não violentos como corrupção e lavagem de dinheiro.
Segundo a Amnistia Internacional, o ano de 2007 também trouxe boas notícias, sobre a pena de morte, com a Assembleia-Geral das Nações Unidas, a votar favoravelmente - 104 votos a favor, 54 contra e 29 abstenções- o fim da aplicação da pena de morte.
Só falta agora, a extensa lista de 76 países, que ainda aplicam a pena de morte, cumprirem esta resolução, o que é a parte mais díficil, ainda por cima, quando a alcateia guarda o rebanho.

Pena de Morte


The death penalty comes from another age.
There are still 76 countries that apply it.

Advertising Agency: Contrapunto, Madrid, Spain
Creative Directors: Antonio Montero, Carlos Jorge, Felix del Valle
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A pena de morte vêm de outra Era.
Ainda há 76 países que a aplicam.
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AFEGANISTÃO, ANTÍGUA E BARBUDA, AUTORIDADE PALESTINIANA, BAHAMAS, BAHRAIN, BANGLADESH, BARBADOS, BIELORÚSSIA, BELIZE, BOTSWANA, BURUNDI, CAMARÕES, CAZAQUISTÃO, CHADE, CHINA, COMOROS, R.D. CONGO, COREIA DO NORTE, COREIA DO SUL, CUBA, DOMINICA, EGIPTO, EMIRADOS ÁRABES UNIDOS, ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA, ERITREIA, ETIÓPIA, FILIPINAS, GABÃO, GANA, GUATEMALA, GUINÉ, GUINÉ EQUATORIAL, GUIANA, IEMÉN, ÍNDIA, INDONÉSIA, IRÃO, IRAQUE, JAMAICA, JAPÃO, JORDÂNIA, KOWEIT, LAOS, LÍBANO, LESOTO, LIBÉRIA, LÍBIA, MALAWI, MALÁSIA, MONGÓLIA, NIGÉRIA, OMAN, PAQUISTÃO, QATAR, QUIRGIZSTÃO, RUANDA, ST CHRISTOPHER E NEVIS, SAINT LUCIA, SAINT VINCENT E GRENADINES, ARÁBIA SAUDITA, SERRA LEOA, SINGAPURA, SOMÁLIA, SUDÃO, SUAZILÂNDIA, SÍRIA, TAIWAN, TAJIQUISTÃO, TANZÂNIA, TAILÂNDIA, TRINIDAD E TOBAGO, UGANDA, UZBEQUISTÃO, VIETNAME, ZÂMBIA, ZIMBABWÉ.

Óscares 2009


A 81ª cerimónia dos Óscares decorrerá no dia 22 de Fevereiro de 2009 em Hollywood, anunciaram hoje os organizadores dos mais famosos prémios da sétima arte.
Como todos os anos desde 2001, a cerimónia realiza-se no Teatro Kodak, no coração do bairro histórico do cinema no noroeste de Los Angeles, precisou a Academia das Artes e das Ciências do Cinema.
Os boletins de voto para designar os seleccionados serão enviados aos cerca de 5.800 membros do colégio eleitoral da Academia no dia 26 de Dezembro de 2008 e o escrutínio estará fechado no dia 12 de Janeiro. Dez dias mais tarde, a 22 de Janeiro, na sede da Academia, em Berverly Hills, serão revelados os finalistas nas 24 categorias.
Esta cerimónia costuma decorrer numa terça-feira, mas foi atrasada dois dias para não coincidir com a posse do 44º presidente dos Estados Unidos, prevista para 20 de Janeiro. (Lusa)

segunda-feira, abril 14, 2008

Naufrágio do Titanic


A história do Titanic inicia-se com a tentativa feita por J. Bruce Ismay, presidente da White Star Line e J.P.Morgan o seu maior accionista, em concorrer na rota do Atlântico com a Cunard Line, proprietária dos paquetes Mauritania e Lusitania.
Em 1907 ambos decidiram construir 3 paquetes de grande porte e luxo para operar na rota Reino Unido - Estados Unidos. Seriam eles o Olympic, o Titanic e posteriormente o Britanic.
O Titanic teve a sua construção iniciada a 31 de Março de 1909 e foi lançado ao mar a 31 de Maio de 1911 tornando-se, com os seus 270 metros de comprimento por 28 de largura, o maior objecto móvel construído pelo homem.
Em Julho de 1911 foi marcada a data da viagem inaugural do Titanic: 20 de Março de 1912.
Devido ao facto de o Olympic bater com o cruzador da marinha britânica Hawke, ficando com fortes avarias que obrigaram o estaleiro a fornecer homens e materiais para atender às reparações, a primeira viagem do Titanic foi adiada para o dia 10 de Abril de 1912.
A 3 de Fevereiro de 1912, o Titanic deu entrada na Thompson Graving Dock, concluindo-se os acabamentos e iniciando-se os testes de navegação, testando a embarcação e os seus equipamentos.
No dia 2 de Abril partiu, sob o comando do Capitão Bartlett, para Southampton, o porto base para as viagens transatlânticas que começaria a realizar, onde chegou na madrugada do dia 4, iniciando o carregamento de carga e alimentos, além de receber a bordo a maior parte da tripulação. A embarcação ficou pronta para zarpar para a viagem inaugural no dia 9 de Abril.
No dia 10 de Abril, às 07:30 embarcou o novo comandante, Capitão Edward J. Smith, ex. Comandante do Olympic. Das 09:30 às 11:00 é realizado o embarque dos passageiros das 2a. e 3a. Classes. Os passageiros de 1a. Classe embarcaram às 11:30. Nessa tarde, o Titanic parte sendo puxado por rebocadores.
Um incidente ocorreu quando o Titanic, já navegando pelos seus próprios meios, passa próximo da embarcação New York. O deslocamento de água do seu movimento fez com que as amarras da outra embarcação se quebrassem e a popa da mesma vá na sua direcção. Graças a uma rápida intervenção da tripulação do New York a colisão é evitada por apenas 2 metros.
A partir daí, tudo correu normalmente até à triste madrugada de 14 e 15 de Abril, quando o Titanic naufragou após colidir com um iceberg a cerca de 400 milhas de St. John, Terra Nova e aproximadamente a 900 milhas do porto de New York.
Na manhã de Domingo, dia 14 de Abril, o Titanic recebeu a primeira de seis mensagens de advertência, que chegariam ao longo do dia, sobre icebergs.
Depois do jantar, o capitão Edward J. Smith, subiu até à ponte e conversou com o oficial de guarda sobre o tempo calmo e a dificuldade de visualizar icebergs.
Embora não tivessem binóculos, os vigias da noite, Frederick Fleet e Reginald Lee, assumiram os seus postos e, pouco antes da meia-noite, o vigia Fleet avisou a ponte, que se encontrava um iceberg 460 metros à frente. Numa manobra de emergência, o capitão tenta desviar o Titanic mas não conseguiu evitar a colisão a estibordo com a enorme massa de gelo.
Dez minutos após a colisão, a água inundava completamente todos os compartimentos danificados.
Thomas Andrews, calculou que ainda havia cerca de hora e meia até que a embarcação se afundasse completamente, sendo dadas ordens aos passageiros para que vestissem os coletes salva-vidas, ao mesmo tempo em que os botes eram lançados ao mar.
Houve tumultos e desorganização enquanto os botes salva-vidas eram lançados e ocupados. Temendo-se que eles se virassem no mar, os tripulantes inicialmente não permitiram que fossem ocupados com a capacidade máxima, 60 pessoas. Ao descer um dos últimos botes disponíveis, um oficial disparou três tiros para o ar, a fim de evitar que outros passageiros saltassem para o bote já cheio. Começou a haver pânico entre os passageiros. Por esta altura, o Titanic já se afundava.
Enquanto isso, a banda de música continuava a tocar no salão de jantar. Às 2h10min foi enviado o último pedido de socorro. Cinco minutos depois, a ponte de comando foi invadida pela água. Oito minutos mais tarde, o casco partiu-se ao meio e afundou-se. Apenas 706 das 2207 pessoas a bordo na viagem inaugural do navio de luxo sobreviveram. Os 706 sobreviventes foram resgatados pelo Carpathia, que chegou ao local às 3h30min.
O naufrágio do Titanic, foi para a época um golpe tremendo para a humanidade, ferindo profundamente o orgulho humano que, com as suas conquistas recentes, julgava arrogantemente ter dominado definitivamente a natureza. Os factos demonstravam uma total confiança na embarcação tanto que, com o chegar das primeiras notícias sobre o choque com o iceberg, durante algum tempo, ainda se afirmou que a embarcação permanecia flutuando, que nenhuma vida havia sido perdida e a maior questão era a de saber qual a doca que nos Estados Unidos, conseguiria receber tão grande embarcação para reparos.
As declarações dos seus proprietários e construtores, os elogios dos media ingleses, tornaram o Titanic “insubmersível”, um navio que ”o próprio Deus” não poderia afundar. Deus não se meteu na tragédia,
bastou um iceberg.

sexta-feira, abril 11, 2008

Não Sabem o Que Fazer Com o Dinheiro


Uma fotografia de um nu de Carla Bruni, mulher do presidente francês Nicolas Sarkozy e ex-modelo, foi adjudicada quinta-feira na leiloeira Christie's em Nova Iorque a um coleccionador chinês por 91 mil dólares.
A foto a preto e branco do fotógrafo Michel Comte, tirada há 15 anos, representa a jovem mulher numa pose que aparentemente faz referência ao quadro Les Poseuses do pintor francês Georges Seurat (1859-1891), as mãos juntas para dissimular a sua intimidade.
A foto de Carla Bruni-Sarkozy, lote 64, foi disputada entre os pregoeiros por telefone, na internet e na sala. O retrato de Carla Bruni-Sarkozy estava a leilão por quatro mil dólares mas começou logo a ser licitado nos dez mil dólares.(Lusa).
Fico admirado por esta má fotografia, ser arrematada por um valor tão elevado e por um chinês, especialmente por eles terem uma tara, por mulheres com seios fartos. No entanto, não deixa de ser verdade, que os novos-ricos chineses e são realmente muito ricos, não sabem, o que fazer com o dinheiro.

quinta-feira, abril 10, 2008

In An Absolut World


Advertising Agency: TBWA
Copywriters: TERAN/TBWA
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A empresa sueca produtora da Absolut Vodka, foi obrigada a retirar este anúncio da bebida no México, devido à polémica causada pelo mapa, que estende o território mexicano, até aos limites anteriores à guerra com Estados Unidos (1846-1848).
A publicidade da discórdia faz parte da campanha “In an Absolut World”, na qual a companhia convida os consumidores de cada país a distintas visões de um mundo supostamente ideal.
O mapa utilizado, situa sob controle mexicano os actuais estados do Texas, Califórnia, Arizona, Nevada, Utah, Novo México e oeste do Colorado, territórios que o México perdeu para os Estados Unidos com a assinatura do Tratado de Guadalupe Hidalgo, que colocou fim ao conflito entre as duas nações.
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Esta polémica faz-me recordar uma estória que se passou comigo, há uns anos atrás. Estava com um amigo francês, em Phnom Penh, numa reunião com cinco cambojanos, que eu não conhecia mas que o Jean Pierre Sebastia, é este o nome dele, conhecia, pois já tinha tido anteriores contactos.
Durante a reunião, perguntaram-me se eu era francês, ao qual respondi que, não senhor, era português.
Ora bem, pela cara com que ficaram, viu-se que os indivíduos não faziam a mínima ideia o que era ser português e onde ficaria esse país chamado Portugal.
O meu amigo, que tem uma veia de comediante, lá lhes explicou, que Portugal era uma região de França, banhada pelo Atlântico. Os cambojanos ficaram muito satisfeitos, com a informação.
Eu retorqui: Jean Pierre, fizestes em dez segundos, o que Napoleão não conseguiu fazer com três invasões do país: anexar Portugal.
...Foi um bom momento de humor.

quarta-feira, abril 09, 2008

O Velho Que Lia Romances De Amor


“O velho que lia romances de amor”, o mais conhecido livro do escritor Luís Sepúlveda, alcançou esta semana a impressionante cifra de 18 milhões de exemplares vendidos, 20 anos depois da sua publicação, informou o próprio autor.
“Provavelmente estamos perante o terceiro livro mais traduzido do espanhol para outras línguas, a seguir ao ‘Dom Quixote‘ e ‘Cem anos de solidão‘”, assegurou Sepúlveda em conferência de imprensa na cidade de Gijón.
Sepúlveda foi homenageado recentemente em Itália por ter vendido neste país cinco milhões de exemplares daquela obra, já traduzida em 60 idiomas, entre os quais o chinês e o hebraico, e publicada inclusivamente por editoras “piratas”.
“O velho que lia romances de amor” foi levado ao cinema com guião do próprio Luís Sepúlveda, realização do australiano Rolf de Heer e interpretação de Richard Dreyfuss. (Lusa).

O curto livro (110 páginas) “O Velho que lia romances de amor”, é um romance simples e de leitura rápida e leve, mas muito bem escrito por Luís Sepúlveda. O romance conta-nos a história de António Proaño, mas é ao mesmo tempo, um registo autobiográfico do autor. Luís Sepúlveda dedicou o livro ao seu amigo Chico Mendes, o grande defensor da floresta amazónica.
Antonio José Bolívar Proaño e Dolores Encarnación del Santíssimo Sacramento Estupiñán Otavalo, ficaram comprometidos aos 13 anos, e casaram-se dois anos depois. Quatro anos depois, após a morte do pai de Dolores, herdaram "uns poucos metros de terra, insuficientes para sustentar uma família, além de alguns animais domésticos que se foram com os gastos do velório". Descobriram entretanto que não podiam ter filhos. Inconformados, aceitam uma proposta do governo e mudam-se para a Amazónia, instalando-se em El Idilio, um lugar perdido na imensa floresta. Dois anos depois, Dolores sucumbe “consumida até aos ossos pela malária”.
Com a morte da mulher, a vida de António José Bolívar Proaño sofre uma completa transformação. Abandona o lugarejo onde vivia e junta-se aos índios xuar, onde passa vários anos com eles, aprendendo os segredos da vida na selva. Quando volta a El Idilio, descobre sua paixão pelos romances “que falavam do amor com palavras tão bonitas que às vezes lhe faziam esquecer a barbárie humana”. Os livros eram-lhe trazidos pelo dentista Rubicundo Loachamín, duas vezes por ano, nas suas viagens para arrancar os dentes das populações pobres das margens dos rios Zamora, Yacuambi e Nangaritza.
Um dia, "um gringo filho da puta", mata as crias de uma onça para aproveitar as suas peles. A onça, persegue-o e mata-o e passa a representar um perigo para a população de El Idilio. A população faz uma caçada à onça, mas sente-se incapaz de continuar, incumbindo a António José Bolívar Proaño, o velho que lia romances de amor, a dura tarefa de encontrar a alimária e matá-la.
No final do livro, Antonio José Bolívar Proaño percebe que no confronto entre a civilização e a vida selvagem, só há perdedores, nunca vencedores: “O velho acariciou-a (a onça morta)*, ignorando a dor do pé ferido, e chorou de vergonha, sentindo-se indigno, envilecido, de modo nenhum vencedor daquela batalha”.
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O parêntesis é meu.

Aquecimento Global

Greenpeace: Economy
Advertising Agency: Ogilvy Beijing, China
Executive Creative Directors: Nils Andersson, Wilson Chow, Andrew Lok
Creative Directors: Andrew Lok, Wilson Chow
Copywriters: Matthew Curry, Andrew Lok
Art Directors: He Shi Yang, Wilson Chow, David Seah, Nils Andersson
Photographer: Corbis
Retouching: He Shi Yang
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Campanha de propaganda feita com fina ironia para a Greenpeace.
Todos tem direito a emitir uma opinião.

Aquecimento Global (I)

Greenpeace: Oil
Advertising Agency: Ogilvy Beijing, China
Executive Creative Directors: Nils Andersson, Wilson Chow, Andrew Lok
Creative Directors: Andrew Lok, Wilson Chow
Copywriters: Matthew Curry, Andrew Lok
Art Directors: He Shi Yang, Wilson Chow, David Seah, Nils Andersson
Photographer: Corbis
Retouching: He Shi Yang

Aquecimento Global (II)

Greenpeace: Unemployment
Advertising Agency: Ogilvy Beijing, China
Executive Creative Directors: Nils Andersson, Wilson Chow, Andrew Lok
Creative Directors: Andrew Lok, Wilson Chow
Copywriters: Matthew Curry, Andrew Lok
Art Directors: He Shi Yang, Wilson Chow, David Seah, Nils Andersson
Photographer: Corbis
Retouching: He Shi Yang

terça-feira, abril 08, 2008

"Dalai Lama Clique"


Na imprensa oficial chinesa, não há notícia sobre o Tibete ou notícia má sobre os Jogos Olímpicos, em que não seja atribuída a responsabilidade dos acontecimentos, à “Dalai Lama Clique”. (A expressão tem sido traduzida para português como a “Camarilha do Dalai Lama”, penso que esta tradução é demasiado coloquial, quando se lê o sentido pejorativo com que os jornais chineses escrevem a expressão “Dalai Lama Clique”; em minha opinião, a tradução mais correcta é “A Corja do Dalai Lama”).
Apesar de ser uma expressão nova e infeliz, não está muito longe, da linguagem agressiva dos tempos da Revolução Cultural chinesa, dos anos 60 e 70 do século passado, quando Mão Tsé-Tung, tratava os seus inimigos, de "Clique Anti- Partido”, antes de os mandar fuzilar ou de os atirar perpetuamente para uma prisão.
Esta expressão é da autoria do Primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, quando a 18 de Março, durante uma conferência de imprensa sobre os acontecimentos do Tibete disse:” Temos muitas evidências, que provam que os incidentes foram organizados, premeditados, pensados e incentivados, pela “Dalai Lama Clique”.
Na realidade, as evidências de que fala o Primeiro-ministro chinês, são mentira, não há uma única evidência, que sustente tal acusação, no entanto, isso não impede que os media chineses, continuem a vincular “a corja do Dalai Lama”, a todas as manifestações nefastas para o governo chinês, quer se realizem no interior, quer se realizem no exterior da China.
Na ânsia de vincular o Dalai Lama aos acontecimentos, algumas notícias reportadas pelos media chineses, são tão inacreditáveis, tão manipuladas, tão falsificadas, que se tornam hilariantes.
A resistência à ocupação chinesa do Tibete não vem da “corja do Dalai Lama”, como pretende o primeiro-ministro chinês, mas sim, de todos os 6 milhões de tibetanos, espalhados por todo o Mundo.
Após o seu exílio em 1959, Tenzin Gyatzo reclamou junto do governo chinês e especialmente, junto das instâncias internacionais, a total independência do Tibete, durante mais de 25 anos, porém, desde há duas décadas, que o Prémio Nobel da Paz de 1989, afirma que não quer a independência do Tibete, mas apenas, uma verdadeira e real autonomia para salvaguardar o legado cultural tibetano.
É mais que tempo das autoridades de Pequim, levarem à letra as palavras do Dalai Lama e o comprometer numa solução conjunta, que satisfaça todas as partes envolvidas, em vez, de o ver como um inimigo violento, pois nunca, conseguirão impor esse ponto de vista unilateral à comunidade internacional, para além de fazer mossas na sua credibilidade.
Todos ficariam a ganhar, essencialmente, devido ao facto, de as “cliques chinesas”, serem sinónimo de tragédia, basta para isso, ver o que se passou com a “Clique Pró-Democracia”, em 1989.

Dalai Lama Clique (I)

Fotografia minha, de algumas "notícias" editadas pelo jornal estatal China Daily.

A Tocha Olímpica


A China refuta as informações ontem divulgadas de que a chama da tocha olímpica tinha sido extinta.
“As notícias dos meios de comunicação estrangeiros afirmando que a tocha olímpica teve que ser apagada durante o seu percurso em Paris são falsas”, disse o porta-voz do Ministério chinês dos Negócios Estrangeiros.(Lusa).
Basta olhar para a fotografia, onde a tocha não tem chama nem, pelo menos, fumo, para se compreender por que razão a China, acusa os media ocidentais de terem dois pesos e duas medidas na cobertura noticiosa, do périplo da tocha olímpica.
Como ousam escrever que a tocha olímpica, se apagou?

A Imprensa Chinesa Tem Alguma Utilidade!

Advertising Agency: Giovanni+Draftfcb Rio de Janeiro
Creative Directors: Adilson Xavier, Cristina Amorim, Fernando Barcellos
Art Directors: Ricardo Câmara, Felipe Gomes
Copywriter: Leonardo Bartoli

segunda-feira, abril 07, 2008

Buraco Negro


(Fotografias e montagem minhas. No sentido dos ponteiros do relógio, a situação que se encontava, desde de sexta-feira e até ontem de manhã, as emissões da BBC e da CNN (entretanto, no Sábado a CNN, ficou sem nenhum sinal).
A terceira fotografia é o título da notícia do South China Morning Post (de Hong Kong) que dá conta do corte do acesso à Wikipédia. A quarta foto, é o "destaque" dado à notícia de prisão de Hu Jia, pelo jornal China Daily)
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É irónico que a Nomenklatura chinesa acuse os media ocidentais, de terem dois pesos e duas medidas, na cobertura dos dramáticos acontecimentos no Tibete e no périplo da Tocha Olímpica à volta do mundo. Essa ironia advém do simples facto, de a liberdade de imprensa e a liberdade de expressão serem na China, um imenso buraco negro. Quando, as manifestações de Março começaram no Tibete, o único jornalista ocidental presente no Tibete, era James Miles, do The Economist, o qual fez um relato imparcial, que agradou às autoridades chinesas e satisfez a necessidade ocidental de ser informado. Apesar de James Miles, viver em Lassa, e por isso precisar das autoridades de Pequim, para a obtenção do visto de residência, a cobertura noticiosa, estava feita correctamente.
Agora, a cada dia que passa, após os acontecimentos do Tibete e com a Tocha Olímpica a visitar países passíveis de aumentarem a contestação à China, pelo não respeito dos direitos humanos, pela falta de liberdade de imprensa e pela falta de liberdade de expressão, o governo chinês aumenta a sua ansiedade e a sua fúria contra a imprensa estrangeira, revelando-se incapaz de abrir o mais pequeno diálogo contraditório.
Isso passou-se justamente na sexta-feira passada, quando a BBC World fez um directo de Pequim sobre a prisão de Hu Jia, ficando imediatamente sem sinal de transmissão, após terminar o directo.
Recorde-se que Hu Jia, um proeminente activista dos direitos humanos na China, foi acusado de subversão pela justiça chinesa e condenado a três anos e meio de prisão, e mais um ano de privação dos seus direitos políticos.
E o que fez este perigoso subversivo?
Escreveu dois artigos na Internet, onde num deles critica o conceito “Um país, dois sistemas”, dizendo que a China não precisa de dois sistemas, basta a democracia. Pura e simplesmente, o exercício da sua liberdade de expressão.
A imprensa estatal chinesa, nomeadamente o China Daily, o único jornal inglês que tinha acesso, durante a minha estadia na China, escreve eufemismos com o maior à vontade para justificar o injustificável. Entretanto, o governo chinês, desliga o acesso à Wikipédia, na sua versão inglesa, por não gostar do que lá está escrito sobre o Tibete, limitando, ao mesmo tempo, o acesso à versão chinesa, e corta o sinal de transmissão à CNN, num recrudescimento na luta contra uma informação livre, no interior da China.
A única lição que a China deve aprender da cobertura noticiosa - por parte dos media ocidentais – dos acontecimentos do Tibete e da viagem da Tocha Olímpica, é que é melhor confiar na imprensa livre para dar uma imagem justa dos factos, do que usar os “media fantoche” controlados pelo Estado, para tentar convencer o Mundo que a razão esta do lado dela. A imprensa livre, apesar de haver manipulações, tem uma credibilidade, que não é possível comparar, coma imprensa controlada por qualquer Estado.

Make Peace, Not War


Faz hoje 50 anos que um dos ícones da cultura popular, foi criado: o símbolo da paz.
No início do ano 1958, formou-se um grupo chamado, Campanha pelo Desarmamento Nuclear, que pôs em acção uma extensa campanha contra o uso de armas nucleares e incumbiu Gerald Holtom, um desenhador da área dos têxteis, de criar um símbolo, para dar mais colorido aos protestos.
O símbolo criado por Holtom era bastante simples mas sugestivo. As linhas direitas, representam o corpo humano, o círculo representa o planeta Terra. O importante era que cada pessoa pudesse fazer o seu próprio cartaz.
Com efeito, a 7 de Abril de 1958, 15 mil pacifistas britânicos, exibindo milhares de cartazes com o símbolo criado por Holtom, apesar do frio que se fazia sentir, fizeram uma marcha de 84 quilómetros, entre Londres e Aldermaston (o centro de pesquisas nucleares inglês) para protestaram contra o planeamento, a construção e o emprego de armas nucleares. As revindicações dos manifestantes eram bastante impopulares para a época, devido a por um lado, a Guerra Fria ir a caminho do seu clímax e por outro lado, ser uma época de pujança económica. Ironicamente, a Exposição Mundial de Bruxelas, cujo símbolo era o Atomium, seria inaugurada dois dias depois.
A marcha contra as armas nucleares e a favor da paz, foi um tremendo sucesso, inaugurando-se a tradição, mais popular nos países do Norte da Europa, de se fazer durante o período pascal - “As Marchas da Páscoa”- apelos a favor da paz.
As marchas atingiram o seu apogeu, durante a década de sessenta do século passado, enfraquecendo nos primeiros anos da década de 70. O movimento voltou a ser impulsionado em 1979, com a instalação dos mísseis nucleares americanos na Europa. Apesar de terem sofrido um pequeno incremento durante a primeira Guerra do Golfo, as “Marchas da Páscoa” estão em perda de força nos últimos anos, mas não o símbolo criado por Holtom.
Depois de ter sido o símbolo da “flower power generation” o símbolo criado por Holtom, foi adoptado pela organização Greenpeace, para as suas campanha de defesa do ambiente.
Com esta exposição toda, o símbolo acabou também por se tornar um chamariz comercial, e hoje, é por vezes utilizado, em acessórios na alta-costura, sendo mesmo, a imagem de marca da “Moschino”.

Levem o Sonho Olímpico ao Darfur


Dare To Think
Advertising Agency: Saatchi & Saatchi Brussels, Belgium
Creative Director: Jan Teulingkx
Art Director: Ilse Pierard
Copywriter: Raf de Smet
Photographers: Michael Meyersfeld, Evert Thiry, Kris van Beek
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O uso dos anéis olímpicos, nesta campanha da Universidade de Gent, foi numa primeira fase autorizado, pelo Comité Olímpico Internacional (COI). Actualmente, o COI, está a fazer pressão para que a campanha termine.
A Universidade de Gent, tem como único objectivo, como é implícito, "Provocar, para Pensar", isto é, utilizar uma imagem visual agressiva, para levar as pessoas a pensarem seriamente nos problemas.