sexta-feira, agosto 08, 2008

08:08:08 08.08.08 (III)




Mais, belas fotos.

08:08:08 08.08.08 (II)




Fotos da abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim.

08:08:08 08.08.08 (I)




Festa de pré-abertura.

08:08:08 08.08.08

Por volta da uma hora da tarde começa o festival de glorificação e autopropaganda do regime chinês.

terça-feira, agosto 05, 2008

Beijing 2008




Um mundo tão complexo necessita de uma boa explicação.

Dietas




Advertising Agency: Propaganda, Bucharest, Romania
Creative Director: Andrei Tripsa
Art Director: Bogdan Moraru
Copywriters: Tudor Pascanu, Vlad Tomei
Illustrator: Tiberiu Bleoanca
A obesidade é um problema de saúde pública.
Nesta altura de férias, uma dietinha não faz mal a ninguém e evita atentados ao pudor.

Marilyn Monroe


Norma Jean Baker, mais tarde Marilyn Monroe, nasceu a 1 de Junho de 1926, em Los Angeles. Filha de mãe solteira, frequentemente internada em instituições psiquiátricas, Marilyn teve uma infância difícil, tendo sido educada em orfanatos e lares adoptivos.
Casou pela primeira vez aos 16 anos com um mecânico de aviões. Antes de se tornar estrela de cinema foi pin up em revistas e modelo. Voltou a casar em 1954, desta vez com o famoso jogador de basebol Joe DiMaggio. Depois do divórcio, casou-se pela terceira vez com o dramaturgo Arthur Miller, autor de Os Inadaptados (1960), o último filme da actriz.
Foram objecto de muita especulação as supostas ligações que manteve com o presidente J.F. Kennedy e o seu irmão Bob Kennedy bem como com o actor Yves Montand. A sua vida de glamour foi dominada pela tragédia e infelicidade. Ainda iniciou as filmagens de Something’s Got to Give, que acabou por não terminar devido à morte prematura, em 1962, causada, oficialmente, por uma overdose de comprimidos.Estrela dos filmes de Hollywood na década de 50, Marilyn imortalizou-se na tela pelo seu visual de loura, bela e voluptuosa. Considerada a maior símbolo sexual do Século Vinte, foi contratada pelos estúdios Fox em 1946, mas só em 1950 começou a ter notoriedade, em filmes como, Quando a Cidade Dorme, de John Huston e Eva, de Joseph Mankiewicz.
Seguiram-se A Culpa foi do Macaco, de Howard Hawks (1952) e Os Homens Preferem as Loiras (1953). Especializou-se em comédias como, Como se Conquista um Milionário (1953), O Pecado Mora ao Lado (1955), Paragem de Autocarro (1956) e Quanto Mais Quente Melhor (1959), criando o estereótipo da mulher-criança, a eterna inocente num corpo de pecado. Foi encontrada morta na sua casa em Los Angeles, no dia 5 de Agosto de 1962. Tinha 36 anos.

segunda-feira, agosto 04, 2008

outras verdades




I'm Dewarist.
Advertising Agency: Shampoo, Santo Domingo, Dominican Republic
Creative Directors: Angel Rosario, Maurice Sánchez
Art Director: Maurice Sánchez
Copywriter: Angel Rosario

Alexandre Soljenitsin

O escritor russo Alexandre Soljenitsin, de 89 anos, prémio Nobel da Literatura em 1970, morreu ontem no seu domicílio em Moscovo, anunciou o seu filho à agência Itar-Tass.
Alexandre Soljenitsin faleceu às 23 horas de domingo de “insuficiência cardíaca aguda”, segundo declarou o filho do escritor.
Soljenitsin é mais conhecido por ter revelado ao mundo a realidade do sistema soviético em livros como “Arquipélago de Gulag”, “Um Dia na Vida de Ivan Denissovitch”, ou “O Primeiro Círculo”.
Galardoado com o Nobel da Literatura em 1970, foi privado da cidadania russa em 1974 e expulso do país tendo vivido depois na Alemanha, Suíça e Estados Unidos tendo regressado à Rússia em 1994, após a implosão da União Soviética.
Alexandre Soljenitsin foi quem mostrou ao mundo o universo inumano dos campos de concentração soviéticos no seu clássico "Arquipélago de Gulag".
Patriota com uma determinação comparável, segundo os críticos, à de Fedor Dostoievski, não foi capaz de vencer o cancro de que padecia e acabou por falecer de insuficiência cardíaca aguda na sua residência em Moscovo.
Nascido a 11 de Dezembro de 1918 no Cáucaso, aderiu aos ideais revolucionário bolcheviques daquele tempo, estudou Matemática e tomou parte como artilheiro na II Guerra Mundial, contra o III Reich.
Dos campos de batalha, em 1941, aos campos de concentração, em 1945, foi um passo. Uma simples carta, escrita a um amigo em Janeiro de 1945, provocou a prisão do capitão de artilharia do Exército Vermelho Alexandre Soljenitsin. Naquela carta estavam escritas algumas palavras amargas contra os privilégios existentes no seio do Exército e contra a conduta de Estaline em relação à guerra. Estaline não admitia, no entanto, qualquer espécie de crítica à sua actuação como político e como homem.
Por isso, Soljenitsin vê-se condenado, sem qualquer julgamento, a oito anos de prisão e quatro anos de exílio. Assim começou a dura vida de um jovem físico e matemático, que acabou por abandonar as ciências puras, passando a dedicar-se apenas às lides literárias.
Libertado em 1953, foi exilado para a Ásia Central, onde começou a escrever, viajando depois para Riazan, a duas centenas de quilómetros de Moscovo, para ser professor.
O sucessor de Estaline, Nikita Krushtchev, deu "luz verde" à publicação - na revista Novy Mir - de "Um Dia na Vida de Ivan Denissovitch", relato do quotidiano de um recluso nos "gulag", editado a 18 de Novembro de 1962.
Uma onda de choque sacudiu a Rússia e em especial os meios soviético mas, sobretudo, o mundo, que abriu os olhos para uma realidade até então desconhecida.
Krushtchev, que continuava com a sua política de desanuviamento permitiu que este livro fosse publicado, uma vez que ele iria aprofundar muitas das críticas contra Estaline.
No entanto, as estrondosas vendas deste livro impressionaram vivamente as autoridaes soviéticas, que, terminado o degelo político de Krushtchev, proibiram a divulgação de todos os seus livros.
Começou então a fase de literatura clandestina. Os livros "O Pavilhão dos Cancerosos", "O Primeiro Círculo" e "Agosto de 1914", tiveram de ser publicados no Ocidente e difundidos na União Soviética clandestinamente.
O Nobel da Literatura foi-lhe atribuído em 1970, mas declinou ir recebê-lo a Estocolmo com receio de não poder regressar à mãe Rússia, então com Leónidas Brejnev, à frente da União Soviética.
O seu primeiro casamento terminou em divórcio quando estava a ponto de concluir a sua obra magna, o "Arquipélago de Gulag".
Entretanto, em Setembro de 1973, as forças de segurança "levaram" Elizavieta Voronianskaia, a amiga de Soljenitsin que lhe tinha dactilografado secretamente o manuscrito do "Arquipélago de Gulag", a confessar onde se encontrava o original. Tal confissão conduziu Elizavieta ao suicídio. Perante tal situação, e em homenagem a tão grande amiga, Soljenitsin dá ordens de imediata publicação. Se as primeiras edições clandestinas lhe tinham provocado a irradiação do Sindicato dos Escritores, impedindo-o portanto de ganhar a vida como escritor, a difusão do livro, em 1974, culminou com a expulsão Soljenitsin para o Ocidente, primeiro para a Alemanha e Suíça, e depois para os Estados Unidos e a consequente retirada de cidadania soviética.
Os ocidentais reparam entretanto que Soljenitsin era um conservador ortodoxo e defensor acérrimo da cultura eslava, muito duro para com a sociedade de consumo.
Em 1994 voltou à Rússia e espantou toda a gente ao aprovar a guerra na Tchetchénia desencadeada por Ieltsine , pedindo a pena de morte para os independentistas.
Aproximando-se a seguir do então Presidente Vladimir Putin, louvando publicamente as suas qualidades, Soljenitsin atacou ainda os hebreus, ao ponto de o Congresso Judaico Russo o ter acusado de anti-semitismo. (Fontes Lusa/Bertrand).

sexta-feira, agosto 01, 2008

despertadores para dorminhocos



Advertising Agency: BBDO Bangkok, Thailand
Creative Directors: Suthisak Sucharittanonta, Subun Khow
Art Director: Badin Limapornvanich
Copywriter: Nucharat Nantananonchai
Illustrator: Omni Vision
Photographer: Corbis, Omni Vision

quarta-feira, julho 30, 2008

Os Números da Peste


O número de pessoas contaminadas com o vírus VIH diminuiu ligeiramente nos últimos anos, uma descida que terá sido provocada pelo reforço dos esforços globais contra a doença, avançou hoje um relatório do Programa Conjunto das Nações Unidas para o VIH/sida (ONUsida). No ano passado, o vírus contaminava 33 milhões de pessoas em todo o mundo, menos 200 mil que em 2006. O número de mortes causadas pela doença também desceu, de 2,1 milhões em 2006 para dois milhões em 2007.
De acordo com o ONUsida, em 2007 foram infectadas com o VIH 2,7 milhões de pessoas, um número inferior aos três milhões que se registava em 2001. Ainda segundo o programa, por cada dois doentes com VIH em tratamento existem cinco novos casos.
A maioria dos infectados com o vírus está concentrada no continente africano, nomeadamente a sul do deserto do Sara. O ONUsida reconheceu hoje, pela primeira vez, que os esforços contra esta epidemia começam a ter resultados concretos, alertando, porém, que 7500 pessoas são ainda infectadas diariamente em todo o mundo.
Apesar da diminuição do número de mortes e dos casos de novas infecções face a anos anteriores, o organismo considera que os níveis permanecem “inaceitáveis” e que o futuro é ainda “incerto”.
O relatório, que apresenta dados relativos a 147 países, avançou igualmente que existe um decréscimo dos contágios entre mãe e filho, bem como um aumento das pessoas em tratamento.
O Programa Conjunto das Nações Unidas para o VIH/sida adiantou ainda que em Portugal, perto de 34 mil pessoas, com idades superiores a 15 anos, estavam infectadas no ano passado com o vírus do VIH, sendo que as estimativas mais baixas apontam para 20 mil e as mais altas para 63 mil.
Em 2001, as estimativas do ONUsida para adultos e crianças falavam em 29 mil infectados no país, sendo que o melhor cenário apontava para 18 mil e o pior para cerca de 51 mil.
O mesmo relatório adianta também que o número de mortes de adultos e crianças portuguesas no ano passado devido à doença foi inferior a 500.
O mesmo documento coloca Portugal na lista de 16 países onde existe mais de 75 por cento de cobertura de tratamento antiretrovirico para adultos e crianças com a doença em estado avançado, juntamente com países como a Alemanha, Reino Unido, Irlanda, Dinamarca, Butão, Botswana, Chile, Costa Rica, Cuba, Chipre, Geórgia, Israel ou Namíbia.
O relatório não adianta números sobre as crianças portuguesas que ficaram órfãs devido à doença ou qualquer caso de infecção em menores de 14 anos.
Até ao final de Setembro do ano passado estavam registados em Portugal, segundo o Ministério da Saúde, mais de 32 mil casos de sida, com um anterior relatório das Nações Unidas a indicar que Portugal era o quarto país da Europa Ocidental com mais casos novos diagnosticados em 2006.
Em Fevereiro deste ano, o Instituto Nacional de Estatística revelou que o número de casos de sida diagnosticados em território nacional tinha diminuído entre 2000 e 2006: enquanto em 2000 foram diagnosticados 1022 novos casos de infecção, em 2006 o número baixou para 577, um decréscimo de 56,5 por cento. Dados recentes do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge apontam para a existência de 35 mil pessoas infectadas com o vírus da imunodeficiência humana em Portugal.(Lusa/Público).

Aviso Importante

Se estiverem vivos, telefonem!

terça-feira, julho 29, 2008

Promessas Quebradas


A menos de duas semanas do começo dos Jogos Olímpicos de Pequim (JO), um relatório da Amnistia Internacional (AI), divulgado ontem, afirma que garantir a “harmonia e estabilidade” dos Jogos Olímpicos de Pequim é uma desculpa para o governo desrespeitar os direitos humanos na China.
De acordo com o documento da AI, a repressão intensificou – se porque Pequim como organizadora dos Jogos Olímpicos, pretende “limpar” as ruas de pessoas “indesejáveis”, que possam causar distúrbios e promover manifestações durante os jogos. Entretanto, Pequim já negou várias vezes as acusações de que viola os direitos humanos e sustenta que recentes reformas que foram adoptadas, melhoraram a qualidade de vida de milhões de pessoas na China.
As autoridades chinesas mantém na prisão de forma “arbitrária e abusiva” activistas, jornalistas e advogados que lutam pelos direitos humanos, afirma a AI.
Segundo a Amnistia Internacional, o governo tem mantido esses cidadãos sob custódia por meio de duas formas de detenção que dispensam julgamento, a “reeducação por meio do trabalho” e a “reabilitação das drogas à força”. Aos detidos não é dado o direito de questionar o motivo da prisão e eles podem ficar sob custódia até três anos.
O documento intitulado "The Olympics Countdown - Broken Promises", ainda aponta outras áreas onde a questão dos direitos humanos piorou, apesar das promessas de melhoria do governo. Segundo a Amnistia Internacional, a China, além de perseguir activistas e fazer uso de detenções arbitrárias, também tem censurado a internet e a imprensa e aplicado excessivamente a pena de morte. O documento enumera diversos casos de censura à liberdade expressão, incluindo a coação do repórter do Irish Times Clifford Coonan, que foi forçado por policias a interromper uma entrevista com as famílias das crianças mortas nas escolas que desabaram no terramoto de Sichuan. Os polícias obrigaram o fotógrafo que acompanhava Coonan a apagar as imagens que tinha feito e ameaçaram punir as famílias que conversassem com a imprensa.
A liberdade de acesso à informação também não melhorou. “Informações recentes apontam que os sites de certos jornais e organizações independentes permanecem inacessíveis até mesmo para os computadores instalados dentro da Vila Olímpica”, lamentou Mark Allison.
A AI também assinala que a China continua a ser o país com maior número de execuções penais. Porém, de acordo com a AI, o governo chinês não trata esse assunto com a transparência necessária. O Supremo Tribunal chinês afirma que houve uma queda nas execuções em 2007, mas a Amnistia questiona como é possível confirmar essa alegação se nunca foram divulgadas estatísticas verificáveis sobre o assunto.
A deterioração dos direitos humanos na China, acontece não apesar dos Jogos Olímpicos, mas por causa destes, apesar do facto de a própria China ter associado os Jogos Olímpicos à promessa de maior respeito aos direitos humanos. (AI/BBC).

segunda-feira, julho 28, 2008

A Geografia de McCain


“It's a serious situation, but there's a lot of things we need to do. We have a lot of work to do and I'm afraid it's a very hard struggle, particularly given the situation on the Iraq/Pakistan border". John McCain

É uma afirmação de um homem empenhado, não fosse o caso do Iraque não fazer fronteira com o Paquistão. Os republicanos fazem questão de elegerem ignorantes como candidatos ao cargo de Presidente americano. Um destes dias, ainda consideramos George W. Bush um intelectual.

sexta-feira, julho 25, 2008

Young Chicken of the Coast

A internet tem destas coisas.
Algures no Reino Unido, havia um cibernanta interessado na biografia do Jorge Nuno Pinto da Costa. Encontrou-a neste blogue, mas resolveu fazer a tradução automática do Yahoo para inglês. Nem vale a pena mencionar como o traduziram o meu nome.

quinta-feira, julho 24, 2008

A História Repete-se

BUSH/BUSH

HITLER/MUGABE
GRACE/DIANA
Advertising Agency: Ogilvy, Johannesburg, South Africa
Creative Directors: Gerry Human, Jonathan Beggs
Art Directors: Ian Broekhuizen, Mike Marti
Copywriters: Jonathan Beggs, David Fraser
Photographer: Michael Doran

quarta-feira, julho 23, 2008

A Origem das Espécies

GEORGE W. BUSH

HUGO CHÁVEZ
ARNOLD SCHWARZENEGGER
ZINÉDINE ZIDANE
Um mundo tão complexo necessita de uma boa explicação.
Agency: Olabuenaga Chemistri, Mexico
Executive Creative Director: Ana Olabuenaga, Jorge Cuchí
Creative Director: Pablo Ferrari
Art director: Héctor Colin, Iliana Solís, Gert Kiebooms
Copywriter: Miguel Rocha, Pablo Ferrari
Illustrator, Photographer or other additional credits: Stock, Héctor Colín

terça-feira, julho 22, 2008

Capturado Radovan Karadzic

O antigo líder sérvio-bósnio Radovan Karadzic foi detido na noite da passada segunda-feira nos subúrbios de Belgrado após 13 anos em fuga ao mandado de detenção. Em Novembro de 1995, os “Acordos de Dayton” lograram por fim à guerra civil que assolou a região. Indiciado por crimes de guerra no ano seguinte, começou a sua longa fuga. Karadzic rejeitou a hipótese de se entregar qualificando o TPI de ser um “tribunal político” criado para “culpar os sérvios” pela guerra.
O Procurador do Tribunal Penal Internacional na ex-Jugoslávia suspeita que o antigo líder sérvio-bósnio conseguiu iludir a justiça e evitar a detenção porque teve a ajuda dos nacionalistas bósnios-sérvios e usando uma apurada arte de disfarces.
Há muito tempo que a comunidade internacional pressionava as autoridades sérvias a deterem o alegado criminoso de guerra. Radovan Karadzic e o seu lugar-tenente militar Ratko Mladic – que continua ainda desaparecido não se conhecendo o seu paradeiro –, são acusados dos piores crimes levados a cabo em território europeu depois da segunda guerra mundial.
Radovan Karadzic nasceu a 19 de Junho de 1945 em Petnjica, no Montenegro. Seu pai, Vuk, tinha sido membro do grupo guerrilheiro nacionalista sérvio, conhecidos por Chetniks, que lutaram contra a ocupação nazista e contra os comunistas ligados a Tito durante a Segunda Guerra Mundial.
Vuk permaneceu preso durante a maior parte da infância do filho. Sua mãe, Jovanka Karadzic, qualificou o filho como leal e trabalhador, dizendo que ele ajudava, nos trabalhos de casa e no campo. Segundo ela, o filho era um menino sério que respeitava os mais velhos e ajudava os colegas de escola com os trabalhos de casa.
Em 1960, Karadzic foi morar para Sarajevo, onde mais tarde conheceu Ljiljana Zelen, com quem se casou.
Formou-se em medicina e começou a trabalhar como psiquiatra. Radovan Karadzic também se tornou um poeta e foi influenciado pelo escritor nacionalista sérvio Dobrica Cosic, que o encorajou a entrar para a política. Após uma breve passagem pelo Partido Verde, Karadzic ajudou a criar o Partido Democrático Sérvio, em 1990, numa resposta ao crescimento de partidos croatas na Bósnia. O PDS tinha como objectivo a criação da Grande Sérvia.
Em 1992, quando a Bósnia-Herzegovina foi reconhecida como um Estado independente, Karadzic declarou a criação de uma República Sérvia da Bósnia e Herzegovina, com a capital em Sarajevo e com ele mesmo, na posição de chefe de Estado.
Em 1995, foi indiciado por supostos crimes que cometeram durante a guerra, que durou de 1992 a 1995. Em 1996, abandonou todos os cargos que tinha e entrou na clandestinidade, para fugir a um mandado de captura internacional. Ontem, foi o fim de linha para Karadzic.
Radovan Karadzic é acusado de uma lista extensa de crimes contra a humanidade:
· Um crime de Genocídio;
· Um crime de cumplicidade em Genocídio;
· Um crime de exterminação, crime contra a humanidade;
· Homicídio como crime contra a humanidade;
· Homicídio em violação das leis e usos da Guerra;
· Perseguição;
· Deportações e outros actos desumanos
· Infligir terror em civis;
· Tomada de reféns.
De todos estes crimes de que Radovan Karadzic é acusado, destaca-se, o massacre em 1995 de mais de 8.000 muçulmanos bósnios de Srebrenica.

A 11 de Julho 1995, Srebrenica foi conquistada pelas forças sérvias comandadas por Ratko Mladic (um dos mais procurados suspeitos do conflito na Bósnia, acusado pelo Tribunal Penal Internacional para a ex. Jugoslávia de genocídio e outros crimes contra a humanidade). Cerca de 15 mil muçulmanos conseguem fugir para as montanhas. Outros 25 mil tentam refugiar-se na base do contingente holandês, em Potocari. Cerca de cinco mil conseguem entrar, antes de os holandeses fecharem os portões. Os refugiados encontravam-se sob a protecção de 450 capacetes azuis holandeses naquela que foi decretada “zona de segurança” pelas Nações Unidas. O bombardeamento das posições sérvias, naquele dia, por parte da aviação holandesa, teve que ser suspenso, porque as forças comandadas por Ratko Mladic ameaçaram assassinar os 30 capacetes azuis que tinham sequestrado, deixando os soldados da ONU a assistir, impotentes, à separação dos refugiados por parte das forças sérvias. Mulheres e crianças para um lado, homens e rapazes para outro. As mulheres são metidas em autocarros e enviadas para território sob controlo muçulmano. Os outros, com idades entre os 12 e os 92 anos, sim, entre 12 e 92 anos, seguem para a morte. Cerca de oito mil muçulmanos foram executados sumariamente pelas forças sérvias nos dias seguintes, em Srebrenica, naquele que foi o pior massacre na Europa desde a II Guerra Mundial.
Independentemente de se poder questionar a moralidade do Tribunal Penal Internacional, para julgar este tipo de crimes, quando mantêm o estatuto de inimputável aos soldados e governantes americanos, e parecer por vezes ter dois pesos e duas medidas, para o mesmo tipo de crime, dependendo e muito, se os criminosos são pró ou anti-ocidentais, a notícia da prisão de Radovan Karadzic, é sempre uma excelente notícia.
Acima de tudo, para se fazer justiça aos massacrados e chacinados em Srebrenica, que levianamente foram mortos, apenas por pertencerem a uma etnia diferente. Por outro lado, fazer uma chamada de atenção a estes crápulas, que proliferam anacronicamente no mundo, que quando cometerem actos criminosos, no exercício do poder ou num campo de batalha, não passarão impunes. A única coisa que devemos almejar, é que o TPI não seja demasiado lento - como foi o caso de Slobodan Milosevic, em que este morreu sem ser julgado - para julgar todas as atrocidades cometidas durante a guerra civil na Bósnia.
Devemos sempre alegrar-nos quando um criminoso de guerra é preso, então, no presente caso, com um criminoso tão importante, ficamos mais optimistas e esperançados, no triunfo da Humanidade.