domingo, agosto 17, 2008

A Lenda Phelps


O Baltimore Kid, como não podia deixar de ser, conquistou a sua oitava medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim e bateu o mítico recorde do seu compatriota Mark Spitz, conseguido nos Jogos de Munique em 1972.
Phelps conquistou a oitava medalha de ouro em Pequim ao ajudar a estafeta dos Estados Unidos a vencer a final dos 4x100 metros estilos, em 3m29,34s, um novo recorde mundial, o vigésimo sétimo da sua carreira.
O norte-americano nadou o terceiro percurso (mariposa), depois de Aaron Peirsol (costas) e Brendan Hansen (bruços), e passou a equipa do terceiro para o primeiro lugar, que Jason Lezak (livres) não deixou fugir.
Michael Phelps passou a somar 14 medalhas de ouro olímpicas (ganhou seis em Atenas 2004), reforçando um recorde que havia batido a 13 de Agosto.
Com a medalha de hoje (16 medalhas olímpicas no total), Phelps passou a ser o atleta masculino mais medalhado de sempre, estando, em absoluto, no segundo lugar a duas medalhas da ginasta soviética Larissa Latynina, que em três participações olímpicas (1956, 1960 e 1964), subiu 18 vezes ao pódio, recebendo 9 medalhas de ouro, 5 de prata e 4 de bronze. Um registo a bater nos Jogos Olímpicos de Londres em 2012.
A lenda Phelps ganhou nestes Jogos Olímpicos os 400 estilos (4m03,84s), os 4x100 livres (3m08,24s), os 200 livres (1m42,96s), os 200 mariposa (1m52,03s), os 4x200 livres (6m58,56s) e os 200 estilos (1m54,23s) e os 4x100 metros estilos (3m29,34s) todas estas vitórias com recordes mundiais, e os 100 mariposa (50,58s), com recorde olímpico.

Michael Phelps: o Maior Atleta Olímpico de Todos os Tempos


O maior atleta olímpico de todos os tempos, nasceu em Baltimore, E.U.A., a 30 de Junho de 1985, de seu nome completo Michael Fred Phelps II. Filho de um polícia, Fred Phelps e de uma professora, Debbie Davisson Phelps, o bebé Michael cresceu em contacto com a água; a sua mãe, deixava-o num carrinho de bebé na beira da piscina enquanto as suas irmãs mais velhas, Whitney e Hilary treinavam. Aprendeu a nadar aos 7 anos, no mesmo ano em que os seus pais se divorciaram. Aos 11, bateu o recorde dos Estados Unidos nos 100m mariposa para a sua idade, chamando, dessa forma, a atenção do técnico Bob Bowman. Nesse mesmo ano, 1996, Bowman impressionado com o rapaz chamou-o para o North Baltimore Aquatic Club e traçou um plano para treiná-lo para os Jogos Olímpicos até 2012.
Estreou-se aos 15 anos nos Jogos Olímpicos de Sydney em 2000, tendo obtido o quinto lugar na final dos 200m mariposa. Cinco meses após a sua estreia nuns Jogos Olímpicos, aos 15 anos e 9 meses de idade, bate o recorde desta mesma prova, nos Mundiais de Natação de Fukuoka em 2001, tornando-se o mais jovem nadador de todos os tempos a bater um recorde mundial de natação. Começava desta forma a lenda da natação mundial.
Michael Phelps chega aos Mundiais de Natação de Barcelona em 2003, com a tenra idade de 18 anos mas com a esperança de não deixar os seus créditos, por braçadas alheias. Saiu do certame com quatro medalhas de ouro, nos 200 metros mariposa, 200 metros estilos, 400 metros estilos e estafeta 4x100 estilos e com outros tantos recordes mundiais.
Um ano depois, tornou-se o primeiro nadador a qualificar-se em seis provas individuais para uma edição dos Jogos Olímpicos. Em Atenas, impressionou todo o mundo ao estabelecer novos recordes e subir ao pódio por oito vezes.
Michael Phelps, que tinha apenas 19 anos em 2004, não podia ter começado melhor a sua participação nos Jogos Olímpicos de Atenas, a 14 de Agosto de 2004, ao ganhar a medalha de ouro dos 400 metros estilos, batendo o recorde mundial da distância, fixando-o em 4m8,26s. Os restantes lugares do pódio foram ocupados pelo também norte-americano Erik Vendt (4m11s81) e pelo húngaro Laszlo Cseh (4m12s15).Phelps conquistou, desta forma, a sua primeira medalha olímpica em Atenas, num total de oito provas em que competiu.
A 15 de Agosto de 2004, disputou-se a final da estafeta dos 4x100m livres, ganha pela selecção da África do Sul, que estabeleceu um novo recorde do mundo, com o tempo de 3m13,17s. A Austrália foi medalha de prata e os Estados Unidos medalha de bronze. O terceiro lugar conquistado pela equipa norte-americana deitou por terra a ambição de Phelps de bater o recorde de sete medalhas de ouro conquistadas pelo também norte-americano Mark Spitz, nos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972.
A 16 de Agosto de 2004, Ian Thorpe, retirou a possibilidade a Michael Phelps de igualar a marca de Mark Spitz nos Jogos Olímpicos de Munique, ao vencer a prova dos 200m livres, com o tempo 1m44,71 s. O holandês Pieter van den Hoogenband, campeão olímpico em Sydney, foi segundo e Phelps terceiro.
A 17 de Agosto de 2004, o jovem prodígio de Baltimore regressa à piscina para ganhar mais duas medalhas de ouro no espaço de uma hora. Primeiro batendo toda a concorrência na final dos 200m mariposa, distância de que é recordista mundial, fixando um novo máximo olímpico (1m54,01s), depois integrando a equipa norte-americana na estafeta dos 4x200m livres com o tempo de 7.07,33 minutos. A Austrália, com 7.07,46 minutos, e a Itália, com 7.11,83, conquistaram as medalhas de prata e bronze, respectivamente.
A 20 de Agosto de 2004, Michael Phelps conquistou a quinta medalha de ouro na final masculina de 100 metros mariposa, com o tempo de 51,25 segundos (novo recorde olímpico) e anuncia que abdicou de participar na prova de 4x100m estilos, a favor do nadador Ian Crocker, alegando que os Estados Unidos chegaram a Atenas como equipa e que vão sair de Atenas também como equipa. A equipa dos Estados Unidos ganhou a medalha de ouro, e como Michael Phelps tinha participado nas eliminatórias, automaticamente ganhou a medalha de ouro, a sexta nos Jogos Olímpicos de Atenas.
Com as oito medalhas conquistadas, em Atenas, Michael Phelps tornou-se o atleta com maior número de medalhas ganhas numa única Olimpíada, quebrando o recorde que pertencia a Alexander Dityatin desde os Jogos Olímpicos de Moscovo.
Os seus títulos internacionais e os seus vários recordes mundiais, fizeram com que ele fosse designado o Nadador do Ano por três vezes, em 2003, 2004, e 2006.
Em Novembro de 2004, o menino exemplar foi preso por conduzir com álcool na sua cidade natal, Baltimore.
A multa foi a bagatela de 310 dólares, mas o facto foi empolado pelos jornais, numa altura em que Michael Phelps colhia os louros pela sua excelente prestação em Atenas. Phelps teve de comparecer a uma aula sobre condução e alcoolismo e fazer trabalho social, dando palestras a estudantes sobre os perigos do álcool e das drogas ilegais.
Nos Mundiais de Natação de Montreal em 2005, Michael Phelps junta mais cinco medalhas de ouro ao seu currículo: medalhas de ouro, nos 200 metros livres, 200 metros estilos, estafeta 4x100 livres, estafeta 4x200 livres, estafeta 4x100 estilos.
Em 2007 Michael Phelps partiu para os Mundiais de Natação em Melbourne com o sonho de conquistar oito medalhas de ouro, mas o seu compatriota, Ian Crocker, fez uma falsa partida que desqualificou a equipa de estafeta americana de 4x100 metros estilos nas eliminatórias, levando o “Baltimore Kid” a adiar o sonho.
Phelps "apenas" ganhou sete medalhas, igualando assim a proeza do seu compatriota Mark Spitz. Michael Phelps venceu as sete finais em que participou, um resultado ainda melhor do que o de Mark Spitz nos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972, pois conquistou cinco títulos individuais em Melbourne, enquanto Spitz só ganhou quatro.
Nestes Mundiais, Phelps, que na altura tinha 21 anos, tornou-se o nadador com mais medalhas na história dos Mundiais (20) de natação. Ultrapassou também o australiano Ian Thorpe, já retirado, que venceu seis provas em Fukuoka, em 2001.
Em Melbourne, Phelps foi o primeiro nos 200 livres, 100 e 200 mariposa, 200 e 400 estilos, individualmente, a que juntou os títulos colectivos das estafetas de 4x100 e 4x200 livres, integrado na equipa dos Estados Unidos.
O corpo de Michael Phelps foi moldado para viver na água; têm uns braços extremamente compridos - a distância entre uma mão e outra, quando está de braços abertos, é maior que a altura de seu corpo - que garantem braçadas excepcionalmente fortes. Além disso, Michael Phelps possui pernas curtas, que oferecem menor resistência à água e auxiliam na flutuação. Quando está fora da água, o nadador parece um “pinguim”.
Em Janeiro, deste ano, Michael Phelps seguiu para o Centro de Treino Olímpico, dos Estados Unidos para um mês de preparação. Nadou cerca de 12 a 16 quilómetros por dia, combinando a rotina da natação com musculação, exercícios cardio-respiratórios e, principalmente, treinos para grandes altitudes. A rotina normal de treino de Michael Phelps inclui, além das piscinas, musculação todas as manhãs e exercícios específicos de preparação física, dentro e fora da água.
Este intensivo treino, tem apenas um objectivo: conquistar as oito medalhas de ouro com que sonha nos Jogos Olímpicos de Pequim e superar a marca histórica do nadador americano Mark Spitz, que conquistou sete medalhas de ouro nos Jogos de Munique, em 1972.
No dia 9 de Agosto, Michael Phelps começou da melhor maneira a sua participação nas Olimpíadas de Pequim ao vencer a medalha de ouro dos 400 metros estilo com o tempo recorde de 4:03:84 que passa a constituir novo máximo mundial.
No dia 11 de Agosto, na prova mais espectacular, até agora, de natação destes Jogos Olímpicos, Michael Phelps manteve vivo o sonho de bater o recorde de Mark Spitz ao vencer a final da estafeta dos 4x100m livres. Com uma incrível ultrapassagem nas últimas braçadas, a equipa dos Estados Unidos garantiu a vitória e bateu o recorde mundial com o tempo de 3m08s24, uns incríveis 3s99 abaixo da anterior marca, conquistada na véspera pelos próprios EUA, com a equipa de reserva.
Michael Phelps, Garrett Weber-Gale, Cullen Jones e Jason Lezak foram os nadadores que conseguiram a façanha.
No dia 12 de Agosto de 2008, Michael Phelps conquistou mais uma medalha de ouro com recorde mundial em Pequim, e entrou de vez para a história dos Jogos Olímpicos. O nadador de Baltimore venceu a final dos 200m livres, realizada no Cubo de Água, com o tempo de 1m42s96, e igualou o recorde histórico de nove medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos.
Com nove medalhas de ouro, Michael Phelps igualou o recorde de Carl Lewis (atletismo, em quatro J.O.), Mark Spitz (natação, em dois J.O.), Paavo Nurmi (atletismo, em três J.O) e Larissa Latynina (ginástica, em três J.O). O nadador americano, também se tornou o atleta que mais vezes estabeleceu recordes mundiais. Até ao momento, Michael Phelps já estabeleceu 24 novos recordes mundiais.
No dia 13 de Agosto, o “Baltimore Kid” tornou-se no atleta com maior número de medalhas de ouro em Jogos Olímpicos, depois de ganhar mais duas em Pequim. O nadador norte-americano bateu o recorde de medalhas de ouro ao vencer as finais dos 200m mariposa e da estafeta 4x200m livres com mais dois recordes mundiais (1m52s03 e 6m58s56), na piscina do Cubo de Água, em Pequim.
Com onze medalhas de ouro em três Olimpíadas (Sydney 2000, Atenas 2004 e Pequim 2008), Michael Phelps supera as nove medalhas douradas conquistadas por Carl Lewis, Mark Spitz ,Paavo Nurmi e Larissa Latynina.A juntar a estas onze medalhas já conquistadas há o facto de cada vez que Michael Phelps entra na água, bater mais um recorde mundial. Neste momento já bateu por 26 vezes os recordes mundiais nas diferentes categorias.

Aos onze títulos de Michael Phelps há que juntar ainda as duas medalhas de bronze conquistadas em Atenas. Com treze medalhas olímpicas no total, Michael Phelps pode ainda bater o recorde, de atleta masculino com mais medalhas olímpicas, detido pelo ginasta soviético Nikolai Andrianov, vencedor de 15 medalhas (sete de ouro, cinco de prata e três de bronze, em Munique 1972, Montreal 1976 e Moscovo 1980).
Depois de um dia de descanso, Michael Phelps entra novamente em acção a 15 de Agosto, para conquistar a sua sexta medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim, ao vencer a final dos 200 metros estilos e com novo recorde Mundial. Michael Phelps consegue um pleno: seis finais, seis medalhas, seis recordes do mundo.
O “Baltimore Kid” cumpriu a prova em 1m54,23s e melhorou em 57 centésimos de segundo o anterior recorde (1m54,80s), que já lhe pertencia e tinha sido estabelecido a 4 de Julho de 2008, em Omaha, Estados Unidos.
A medalha de prata foi para o húngaro Laszlo Cseh, que nadou em 1m56,52s, enquanto o também norte-americano Ryan Lochte foi medalha de bronze com 1m56,53s.
No dia 16 de Agosto, Michael Phelps entra no Cubo de Água, para disputar os 100 m mariposa, a única distância em que compete que não é recordista mundial. O recorde da distância pertence ao seu compatriota, amigo e rival, Ian Crocker.
Era a prova de fogo rumo à conquista das almejadas oito medalhas nos Jogos. Após uma emocionante final, Michael Phelps vence a sua sétima medalha, com o recorde olímpico de 50s58, com uma vantagem de apenas um centésimo de segundo, sobre o nadador sérvio Milorad Cavic, antigo recordista olímpico.
Ian Crocker, recordista mundial da distância, que era considerado como o único capaz de travar Michael Phelps rumo à conquista das oito medalhas de ouro, quedou-se pelo quarto lugar a um centésimo do australiano Andrew Lauterstein.
Com esta vitória Michael Phelps igualou o recorde de 36 anos do seu compatriota Mark Spitz e também, o recorde de atleta masculino com mais medalhas olímpicas, detido, até hoje, pelo ginasta soviético Nikolai Andrianov, vencedor de 15 medalhas (sete de ouro, cinco de prata e três de bronze, em Munique 1972, Montreal 1976 e Moscovo 1980).
No último dia da natação nestes Jogos Olímpicos, 17 de Agosto de 2008, Michael Phelps entrou no Cubo de Água, com um único objectivo: ganhar a sua oitava medalha de ouro e bater o mítico recorde do seu compatriota Mark Spitz, conseguido nos Jogos de Munique em 1972.
Phelps venceu.
Na equipa norte-americana de estafeta dos 4x100 metros estilos, Michael Phelps nadou o terceiro percurso (mariposa), depois de Aaron Peirsol (costas) e Brendan Hansen (bruços), e passou a equipa do terceiro para o primeiro lugar, que Jason Lezak (livres) não deixou fugir. No final a equipa americana registava um novo máximo mundial com o tempo 3m29,34s, o vigésimo sétimo recorde mundial da sua carreira.
Com esta vitória, Michael Phelps passou a somar 14 medalhas de ouro olímpicas (ganhou seis em Atenas 2004), reforçando um recorde que havia batido a 13 de Agosto.
Também, com a medalha esta medalha (16 medalhas olímpicas no total), Phelps passou a ser o atleta masculino mais medalhado de sempre, estando, em absoluto, no segundo lugar a duas medalhas da ginasta soviética Larissa Latynina, que em três participações olímpicas (1956, 1960 e 1964), subiu 18 vezes ao pódio, recebendo 9 medalhas de ouro, 5 de prata e 4 de bronze. Um registo a bater nos Jogos Olímpicos de Londres em 2012.
O mito Phelps ganhou nestes Jogos Olímpicos os 400 estilos (4m03,84s), os 4x100 livres (3m08,24s), os 200 livres (1m42,96s), os 200 mariposa (1m52,03s), os 4x200 livres (6m58,56s) e os 200 estilos (1m54,23s) e os 4x100 metros estilos (3m29,34s) todas estas vitórias com recordes mundiais, e os 100 mariposa (50,58s), com recorde olímpico.
Phelps Suspenso por 3 Meses
(Fontes: Wikipédia, Lusa, O Globo, Site Oficial de Michael Phelps, DN e Público).

sábado, agosto 16, 2008

Usain Bolt


O jamaicano Usain Bolt, nascido a 21 de Agosto de 1986 (21 anos), é o homem mais rápido do mundo, depois de ter batido, mais uma vez, o seu próprio recorde mundial, na final da prova-rainha do atletismo mundial nos Jogos Olímpicos de Pequim,com o tempo de 9s69.

Depois da eliminação, de forma surprendente, de Tyson Gay ficou sub-entendido que o duelo nesta final dos 100 metros seria entre Bolt e Powell, mas este, mostrou estar muito longe dos seus melhores dias.Na final dos 100m, Usain Bolt humilhou os concorrentes, batendo no peito antes da linha de chegada e aparentemente, batendo o record mundial, de uma forma displicente.
Os três medalhados nos 100m: Walter Dix (bronze), Richard Thompson (prata) e Usain Bolt (ouro).
O atleta Richard Thompson, de Trinidad e Tobago, ganhou a medalha de prata, com o tempo de 9s89. A medalha de bronze foi para o norte-americano Walter Dix, que fez a prova em 9s91. Churandy Martina, das Antilhas Holandesas, foi quarto, com 9s93 e a grande decepção da prova Asafa Powell, foi quinto, com 9s95.

Phelps Iguala Spitz


Michael Phelps venceu hoje a sua sétima medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim, e igualou os sete triunfos de Mark Spitz nos Jogos de Munique 1972.
Com apenas um centésimo de segundo de vantagem, Michael Phelps venceu a emocionante final dos 100m mariposa e ainda bateu o recorde olímpico da prova com o tempo de 50s58. O nadador sérvio Milorad Cavic, antigo recordista olímpico (50s76), ficou com a medalha de prata (50s59) e o australiano Andrew Lauterstein, ficou com a medalha de bronze (50s12).
Ian Crocker, recordista mundial da distância, que era considerado como o único capaz de travar Michael Phelps rumo à conquista das oito medalhas de ouro, quedou-se pelo quarto lugar a um centésimo do australiano Andrew Lauterstein.
Para ultrapassar o recorde de Mark Spitz e conquistar a oitava medalha de ouro, falta a Phelps uma vitória na final da estafeta 4x100 metros estilos, marcada para amanhã.
O “Baltimore Kid” fará o terceiro percurso, em mariposa, e se a equipa norte-americana terminar em primeiro lugar, Michael Phelps enterrará definitivamente o recorde do seu compatriota Mark Spitz. O atleta com o maior número de medalhas de ouro na história dos Jogos Olímpicos da Era Moderna está a 400 metros (100 m para cada um dos elementos da equipa norte-americana) de distância de concretizar o seu sonho e fazer história.

César Cielo


O brasileiro César Cielo fez história nos Jogos Olímpicos de Pequim ao conquistar a primeira medalha de ouro da natação brasileira na final dos 50m livre.
César Cielo Filho conquistou a medalha de ouro na prova dos 50 metros livres, ao cumprir a distância em 21,30s, um novo recorde olímpico, ficando a escassos dois centésimos de segundo do recorde mundial, na posse do australiano Eamon Sullivan (21,28s), que foi sexto na final. Os restantes lugares do pódio foram preenchidos pelos franceses Amaury Leveaux (medalha de prata, com 21,45s) e Alain Bernard (medalha de bronze, com 21,49s).

César Cielo não escondeu a emoção e chorou, ainda dentro do Cubo de água e muito mais quando estava no pódio.
É a segunda vez, que César Cielo sobe ao pódio nos Jogos Olímpicos de Pequim, depois de ter conquistado a medalha de bronze na prova dos 100m livres.
César Augusto Cielo Filho nasceu em Santa Bárbara do Oeste, estado de S. Paulo, a 10 de Janeiro de 1987 (21 anos) vive nos Estados Unidos, onde estuda e treina na Universidade de Auburn, no Alabama.
Antes dos Jogos Olímpicos de Pequim, César Cielo tornou-se conhecido no seu país, ao vencer três medalhas de ouro nos Jogos Pan-Americanos disputados no Rio de Janeiro em 2007.
Nestes Jogos, Cielo ganhou com a equipa do Brasil a estafeta dos 4X100m livres com o tempo de 3min15s90, que passou a constituir novo recorde pan-americano. A nível individual, César Cielo ganhou nestes Jogos, os 100m livres, com o tempo de 48s79 e os 50m livres, com a marca de 21s84. Nestes Jogos, ganhou também a medalha de prata, na estafeta 4 x 100m estilos, prova ganha pelos Estados Unidos.
Antes dos Jogos Pan-Americanos, César Cielo tinha participado nos Campeonatos Mundiais de Melbourne, na Austrália, conseguindo como melhor resultado um quarto lugar nos 100m livres (48s51).

sexta-feira, agosto 15, 2008

Montagens de Phelps na Internet


Michael "HULK" Phelps.
Michael "PSICADÉLICO" Phelps.
Michael "DRAGONBALL Z" Phelps.

Pequim: Penteados


Foto : Agência AP.
Foto: Agência EFE.
Foto: Agência AP.
Foto: Agência EPE.

Ian Crocker: A Besta Negra de Phelps?


Fotografia: Getty Images.
Para Michael Phelps conquistar as ambicionadas oito medalhas de ouro, tem, para lá da sombra de Mark Spitz, um obstáculo extremamente difícil de ultrapassar: Ian Crocker.
A vida desportiva de Michael Phelps está muito ligada a este seu compatriota e amigo. Por um lado, nos Jogos Olímpicos de Atenas, Michael Phelps abdicou de participar na estafeta 4x100m estilos a favor de Crocker, para que este pudesse sair de Atenas com uma medalha de ouro, por outro lado, Ian Crocker desfez o sonho de Michael Phelps ganhar oito medalhas de ouro nos Mundiais de Natação em Melbourne, quando fez uma falsa partida que desqualificou a equipa de estafeta americana de 4x100 metros estilos nas eliminatórias.
Para além destas vicissitudes há o facto de o recorde mundial dos 100m mariposa, não pertencer a Michael Phelps, mas exactamente ao seu principal oponente, Ian Crocker, com a marca de 50,40s.
Os duelos empolgantes entre estes dois gigantes dos 100m mariposa tem favorecido Phelps que ganhou 12 dos 16 duelos e como é evidente, devido ao seu extraordinário momento de forma e à alta motivação, é novamente favorito, no duelo marcado para amanhã no Cubo de Água. Se Phelps vencer, escreve definitivamente o seu nome no Olimpo.
Mas se há alguém que pode ser a besta negra de Phelps, esse alguém é Ian Crocker.

Seis finais, seis medalhas, seis recordes.


O fenómeno da natação mundial, Michael Phelps, conquistou hoje a sua sexta medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim, ao vencer a final dos 200 metros estilos e com novo recorde Mundial. Michael Phelps consegue um pleno: seis finais, seis medalhas, seis recordes do mundo.
O “Baltimore Kid” cumpriu a prova em 1m54,23s e melhorou em 57 centésimos de segundo o anterior recorde (1m54,80s), que já lhe pertencia e tinha sido estabelecido a 4 de Julho de 2008, em Omaha, Estados Unidos. Ao nadar hoje os 200 metros estilos em 1m54,23s, Michael Phelps bateu pela oitava vez o recorde do mundo nesta distância.
A medalha de prata foi para o húngaro Laszlo Cseh, que nadou em 1m56,52s, enquanto o também norte-americano Ryan Lochte foi medalha de bronze com 1m56,53s, apenas mais um centésimo de segundo que o húngaro.
Com esta medalha de ouro, Michael Phelps ficou a uma medalha de ouro de igualar a sua prestação de Atenas 2004, e a duas do seu objectivo de bater o recorde de vitórias de Mark Spitz.

quinta-feira, agosto 14, 2008

Pequim: Imagens Curiosas


Foto. Agência Reuters
Foto: Agência EFE
Foto: Agência Reuters
Foto: Agência EFE

Mark Spitz


As duas grandes figuras destes Jogos Olímpicos – até ao momento – são: Michael Phelps e Mark Spitz, o homem contra quem realmente Michael Phelps nada. Apesar de ter 58 anos e não participar nos Jogos Olímpicos desde 1972, Mark Spitz é a sombra, que Michael Phelps tem de vencer, se quiser colocar o seu nome no Olimpo, como o nadador que mais medalhas de ouro conquistou numa só Olimpíada. Para isso, tem que vencer todas as provas a que se propôs e ultrapassar as sete medalhas de ouro de Mark Spitz dos Jogos de Munique. A luta está acesa, e pende para o lado de Michael Phelps.
Questionado, recentemente, sobre a possibilidade do seu recorde olímpico de 36 anos vir a ser quebrado nestes Jogos, Mark Spitz respondeu:
- “ Espero que Phelps o quebre e gostaria de testemunhar este momento histórico”, lamentando-se, não ter sido convidado pela organização dos Jogos Olímpicos.
Mark Andrew Spitz, nasceu na cidade de Modesto, no estado norte-americano da Califórnia, a 10 de Fevereiro de 1950. Quando tinha apenas dois anos de idade a sua família mudou-se para o Havai, onde o seu pai, Arnold Spitz, o ensinou e incentivou a nadar. Em 1956 a sua família regressa à Califórnia, começando a treinar-se sobre orientação do técnico Sherm Chavoor, que se tornaria seu mentor e de diversos outros campeões olímpicos. Aos dez anos, o jovem franzino despontou para o cenário internacional, quando bateu 17 recordes nacionais e um recorde mundial da natação para a sua faixa etária. Em 1964, Arnold resolveu levar o filho para a Academia Santa Clara, uma das mais reputadas nos EUA, onde o nadador teve a sorte de ter aulas com George Haines, um dos mais respeitados técnicos de natação norte-americanos. No entanto, Mark Spitz incompatibilizou-se com o técnico e foi obrigado a abandonar a Academia. Depois de passar toda a adolescência como o mais promissor dos jovens nadadores americanos, o atleta calou os seus críticos e conquistou aos dezassete anos, cinco medalhas de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, em 1967.
A conquista encheu de confiança o nadador, que prometeu a todos ganhar seis medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos da Cidade do México, em 1968. O sonho tornar-se-ia um verdadeiro pesadelo para Spitz. As declarações de Spitz deram-lhe uma imagem de arrogante e convencido, que ele não conseguiu desmentir na piscina olímpica. Mark Spitz, sairia do México, apenas com duas medalhas de ouro, por equipas, nos 4X100 e nos 4x200 livres, ficando com as medalhas de prata nas provas individuais dos 100m livres e dos 100m mariposa.
Desapontado com sua performance no México, quando voltou aos Estados Unidos entrou para a Universidade de Indiana, onde passou a ser treinado pelo famoso técnico Doc Counsilman, que havia sido o treinador da equipa norte-americana de natação nos Jogos de 1968. No período de 1968 a 1972, sob a orientação de Counsilman, Spitz venceu todos os campeonatos norte-americanos de natação e tornou-se o Nadador do Ano de 1969, 1971 e 1972. No ano de 1971, foi também distinguido como o atleta do ano americano.
Para os Jogos de Munique, as perspectivas de Spitz, eram melhores, pois o nadador conseguiu, também, a qualificação para os 200 metros livres.
As provas destinadas a definirem a selecção norte-americana para os Jogos Olímpicos revelaram um Spitz em grande forma. Nestas provas, Mark Spitz obteve três recordes mundiais, nadando os 100 metros livres em 51s47, os 100 metros mariposa em 54,56 segundos e os 200 metros mariposa em 2 minutos e 01,53 segundos.
Não faltava nada, portanto para Spitz fazer história.
A 28 de Agosto de 1972, Spitz não podia ter começado melhor a sua participação olímpica, ganhando os 200 metros mariposa, superando o seu recorde do Mundo, fixando-o em 2 minutos e 00,70 segundos.
Além disso, venceu, igualmente, os 4X100 metros livres, integrado na equipa dos Estados Unidos, que também fixou um novo máximo mundial, com 3 minutos e 26,42 segundos.
No dia 29 de Agosto, Spitz deu um passo importante para a concretização do seu objectivo, ao vencer a prova em que não era recordista mundial; os 200 metros livres, estabelecendo um novo recorde mundial, com o tempo de 1 minuto e 52,78 segundos.
A 31 de Agosto, Mark Spitz volta à piscina para continuar a fazer história: ganhou os 100 metros mariposa e os 4X200 metros livres, registando mais dois recordes mundiais (54,27 segundos e 7 minutos e 35,78 segundos, respectivamente). Com estas duas medalhas, Spitz entrou para a história olímpica como o nadador mais dourado de sempre.
Mas a história não ficaria por aqui. Depois de dois dias de intervalo, Spitz reabriu a luta pelas medalhas. A 3 de Setembro, vence os 100 metros livres, com o tempo recorde de 51,22 segundos, como não podia deixar de ser.
No dia seguinte, Mark Spitz elevou para sete o número das medalhas conquistadas nos Jogos Olímpicos de Munique, ao ganhar a estafeta de 4X100 metros estilos, que ditaram a queda de mais um recorde mundial; 3 minutos e 48,16 segundos.
Os seus triunfos, entretanto, foram obscurecidos pelo ataque terrorista do Setembro Negro, que custou a vida a 11 atletas israelitas. Mark Spitz, que também era judeu, temendo ser escolhido como alvo pelo grupo terrorista, abandonou a Alemanha incógnito.
Após Munique, Spitz retirou-se da natação com apenas 22 anos de idade, enriquecendo fazendo televisão, cinema e publicidade.
Em 1991, o director de cinema Bud Greenspan ofereceu-lhe um milhão de dólares para que ele voltasse às piscinas e tentasse a qualificação para os Jogos Olímpicos de Barcelona de 1992. Aos 41anos, Spitz tentou por diversas vezes mas não conseguiu o apuramento para a selecção dos Estados Unidos.
Estava terminada a carreira de um dos melhores nadadores de todos os tempos.
(Fontes: Site Oficial de Mark Spitz, Lusa, JN, Wikipédia e Publico).

Alain Bernard


Alain Bernard exibe a sua medalha de ouro.
Um dos duelos mais esperados na natação nestes Jogos Olímpicos aconteceu hoje no Centro Aquático Nacional, vulgo "Cubo de Água", pondo, lado a lado, o australiano Eamon Sullivan -recordista mundial- e o francês Alain Bernard.
Numa luta emocionante dentro da piscina, que se tem arrastado desde de Março do corrente ano, estes dois atletas bateram, nos últimos três dias, o recorde mundial da distância por três vezes , fixado por Eamon Sullivan em 47s05, na meia-final na prova-rainha da natação.
César Cielo Filho exibe a sua medalha de bronze.
Hoje a vitória sorriu ao nadador francês Alain Bernard, que conquistou a medalha de ouro, depois de bater por 11 centésimos de segundo o australiano Eamon Sullivan.
Alain Bernard venceu com o tempo de 47,21s, enquanto Eamon Sullivan foi medalha de prata com o tempo de 47,32s, longe dos 47,05s que lhe deram, quinta-feira, o novo máximo mundial.
A bandeira brasileira subiu ao alto no estandarte dos medalhados da natação, através de César Cielo Filho, que garantiu a medalha de bronze, ex.aequo com o nadador norte-americano Jason Lezak , que percorreram a distância em 47,67s.
Os quatro medalhados da esquerda para a direita: Eamon Sullivan, Alain Bernard, César Cielo e Jason Lezak.
Na véspera da final dos 100m livres, César Cielo sonhava com o pódio olímpico; transformado em realidade através de uma performance excepcional, na qual estabeleceu o novo recorde sul-americano da disciplina (47s67).
O holandês Pieter Van den Hoogenband, duplo campeão olímpico e que visava um histórico terceiro título consecutivo, foi quinto classificado, com o tempo de 47,75s.

quarta-feira, agosto 13, 2008

Christiane F.


Quem tem mais de quarenta anos (na realidade não é preciso ter mais de quarenta anos), lembra-se certamente de na sua juventude ter lido o livro Os Filhos da Droga, da teenager Christiane F.
A personagem “ Eu, Christiane F., 13 anos, Drogada e Prostituta” é de novo notícia na Alemanha por ter voltado ao consumo de heroína e, segundo os jornais “Bild” e “BZ”, ter perdido a custódia do seu filho, Christiane de 11 anos.
O novo drama de Christiane Felscherinow, que tem 46 anos actualmente, teria começado no começo deste ano, quando ela e o namorado decidiram emigrar para Amesterdão, Holanda, levando o filho. Nesta cidade, Christiane teria voltado a consumir heroína e após uma zanga com o namorado, Christiane Felscherinow voltou no fim de Junho à Alemanha e, ainda no comboio, entregou o filho à Polícia Federal alemã. Segundo a imprensa alemã, amigos e conhecidos contam que Christiane tem procurado as antigas amizades da época das drogas, passando a noite na casa de amigos e frequenta uma praça de Berlim famosa como ponto de venda de estupefacientes. O tablóide “Bild” cita a mãe de Christiane, que teria visitado o neto duas vezes no abrigo infantil. De acordo com o periódico, a criança só poderá voltar ao convívio da mãe caso Christiane F. supere os seus problemas psiquiátricos e a dependência de drogas.
Após uma trajectória de repetidas tentativas de desintoxicação, Christiane parecia ter vencido a luta contra as drogas apesar de ter admitido, durante uma entrevista à televisão alemã em Maio do ano passado, que temia “recaídas”.
Christiane ainda disse que ingeria com frequência a metadona, um medicamento usado na terapia para dependentes de heroína.
“Tomo diariamente uma dose pequena”, afirmou, contando ter medo de enfrentar novos problemas que a impedissem de criar o seu filho. “De outra forma, não sei o que aconteceria”, disse Christiane F. na época. “A metadona é para mim uma segurança, para que eu não caia num buraco.”
Desempregada, disse sentir-se marginalizada pela sociedade, tendo como principal fonte de rendimento o dinheiro que recebe mensalmente pelos direitos do romance que a tornou famosa.
É razão para dizer: o que nasce torto, dificilmente se endireita.(Com BBC).

"Baltimore Kid"


O “Baltimore Kid” tornou-se hoje no atleta com maior número de medalhas de ouro em Jogos Olímpicos, depois de ganhar mais duas em Pequim. O nadador norte-americano bateu o recorde de medalhas de ouro ao vencer as finais dos 200m mariposa e da estafeta 4x200m livres com mais dois recordes mundiais (1m52s03 e 6m58s56), na piscina do Cubo de Água, em Pequim.
A grande figura dos Jogos Olímpicos de Pequim, fica assim a três medalhas de ouro de cumprir o seu objectivo de ganhar oito medalhas de ouro em Pequim e de bater o recorde do seu compatriota Mark Spitz, que conquistou sete medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos de 1972.
Com onze medalhas de ouro em três Olimpíadas (Sydney 2000, Atenas 2004 e Pequim 2008), Michael Phelps supera as nove medalhas douradas conquistadas por Carl Lewis, Mark Spitz ,Paavo Nurmi e Larissa Latynina.
A juntar a estas onze medalhas já conquistadas há o facto de cada vez que Michael Phelps entra na água, bater mais um recorde mundial. Neste momento já bateu por 26 vezes os recordes mundiais nas diferentes categorias.
Aos onze títulos de Michael Phelps há que juntar ainda as duas medalhas de bronze conquistadas em Atenas. Com treze medalhas olímpicas no total, Michael Phelps pode ainda bater o recorde, de atleta masculino com mais medalhas olímpicas, detido pelo ginasta soviético Nikolai Andrianov, vencedor de 15 medalhas (sete de ouro, cinco de prata e três de bronze, em Munique 1972, Montreal 1976 e Moscovo 1980).

terça-feira, agosto 12, 2008

Michael Phelps


Por agora não temos nenhuma alegria. Vamos perdendo onde éramos favoritos e só uma surpresa poderá dar uma medalha a Portugal no decorrer da primeira semana dos Jogos Olímpicos. Ainda falta muito para o final e espero ver a bandeira portuguesa no lugar mais alto do pódio.
Há que saber esperar.
Enquanto isso, o fenómeno da natação mundial, Michael Phelps, 23 anos, conquistou mais uma medalha de ouro com recorde mundial em Pequim, e entrou de vez para a história dos Jogos Olímpicos. O nadador de Baltimore venceu a final dos 200m livres, realizada no Cubo de Água, com o tempo de 1m42s96, e igualou o recorde histórico de nove medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos. Ou seja, se voltar ao lugar mais alto do pódio (que é mais que provável), tornar-se-á o atleta mais medalhado de sempre nas Olimpíadas.
Com nove medalhas de ouro, Michael Phelps iguala o recorde de Carl Lewis (atletismo, em quatro J.O.), Mark Spitz (natação, em dois J.O.), Paavo Nurmi (atletismo, em três J.O) e Larissa Latynina (ginástica, em três J.O). O nadador americano, também se tornou o atleta que mais vezes estabeleceu recordes mundiais. Até ao momento, Michael Phelps já estabeleceu 24 novos recordes mundiais.
Michael Phelps, no entanto, ainda não atingiu o seu objectivo principal: ultrapassar a incrível marca de sete medalhas de ouro numa única edição dos Jogos Olímpicos. A façanha é do nadador americano Mark Spitz, quando conquistou 7 medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos de Munique em 1972.
Faltam cinco medalhas de ouro a Phelps para quebrar este recorde de 36 anos.

sexta-feira, agosto 08, 2008

Jogar pelos direitos humanos


A escolha de Pequim para organizar e ser anfitriã dos Jogos Olímpicos de 2008 foi acompanhada por promessas do Governo chinês de fazer progressos visíveis no que toca aos direitos humanos. Entendemo-las como uma condição cujo cumprimento seria exigido pelo Comité Olímpico Internacional. Era assim que os Jogos deste ano poderiam contribuir para uma maior abertura e respeito pelos padrões internacionais de direitos humanos e liberdade no país anfitrião.
Para que as palavras da Carta Olímpica, que postulam que o objectivo do olimpismo é "pôr o desporto ao serviço do desenvolvimento harmonioso do ser humano, com vista a promover uma sociedade pacífica dedicada à preservação da dignidade humana", sejam cumpridas, é necessário que todos os envolvidos nos Jogos Olímpicos possam saber da situação real na China e apontar livremente as violações dos direitos humanos, em qualquer lugar e altura, de acordo com a sua consciência. Apelamos ao Comité Olímpico Internacional que torne isso possível.
Uma interpretação da Carta Olímpica de acordo com a qual os direitos humanos seriam um tema político que não deve ser discutido nos espaços olímpicos é-nos estranha. Os direitos humanos são um tema universal e inalienável, entronizado em documentos internacionais de direitos humanos que a China também subscreveu, transcendendo políticas internacionais e domésticas, e todas as culturas, religiões e civilizações.
Portanto, falar das condições dos direitos humanos não pode ser uma violação da Carta Olímpica. Falar de direitos humanos não é política; só regimes autoritários e totalitários tentam equipará-los/transformá-los em política. Falar de direitos humanos é um dever.
Estamos preocupados com o facto de que os Jogos Olímpicos de Pequim possam simplesmente tornar-se num espectáculo gigante que distraia o público internacional das violações de direitos humanos e civis na China e noutros países significativamente influenciados pelo Governo chinês. Portanto, vemos como celebração digna dos ideais olímpicos não só nos desempenhos desportivos, mas também na oportunidade de expressar atitudes cívicas. Apelamos a todos os participantes dos Jogos Olímpicos de Verão em Pequim que usem essa liberdade para apoiar aqueles cujas liberdades, mesmo no momento dos Jogos, lhes são negadas pelo Governo chinês.
Reprodução de um artigo de opinião editado hoje no jornal Público e assinado por :Václav Havel, antigo Presidente da República Checa, Desmond Tutu, Prémio Nobel da Paz, Wei Jingsheng, activista no movimento para a democracia na China e André Glucksman, filósofo e ensaísta.
Exclusivo Público/Project Syndicate.

08:08:08 08.08.08 (V)




As imagens são realmente belas, neste festival de glorificação e autopropaganda do regime chinês.