quinta-feira, março 31, 2005

A Natureza Fez o Seu Trabalho


Terri Schiavo, a norte-americana que se encontrava em coma irreversível há 15 anos, morreu hoje. O marido de Terri Schiavo queria que morresse sem grande sofrimento. Por isso, pediu ao tribunal que lhe fosse retirada a alimentação artificial. O tribunal aceitou, mas a decisão causou polémica. Os pais de Schiavo chegaram mesmo a apresentar vários recursos.
O Supremo Tribunal dos Estados Unidos recusou sempre o pedido dos pais. Os juízes deram razão ao marido e a doente não voltou a ser alimentada. Os tubos foram desligados a semana passada. Depois de duas semanas sem alimentação artificial, Terri Schiavo morreu.
Terri Schiavo viveu estes quinzes anos não naturalmente, como diria Monsieur Armand de La Palisse, se viveu não naturalmente, deveria estar morta naturalmente. A Natureza fez, passe a redundância, naturalmente o seu trabalho.
Que descanse em Paz.

Anne Frank


Depois de ter dedicado sete textos, no dia 27 de Janeiro, ao "Dia da Memória", para comemorar os 60 anos anos da libertação dos campos de morte de Auchwitz-Birkenau, não podia de forma alguma deixar passar em claro, os 60 anos da morte de Anne Frank no campo de concentração de Bergen Belsen.
Annelise Frank nasceu em 12 de Junho de 1929, em Frankfurt, filha de Otto Frank e Edith Holländer. Em 1933, com a subida ao poder de Adolf Hitler, a família Frank mudou-se para a relativamente segura Amesterdão, na Holanda. No dia 5 de Dezembro de 1933, Otto e Edith Frank mudaram-se para Amesterdão (Anne permaneceu em Aachen com sua avó materna até que as coisas estabilizassem na Holanda). Em Fevereiro de 1934, Anne mudou-se para Amesterdão e nesse mesmo ano ingressou na escola Montessori. Em Março de 1939, a situação dos judeus na Alemanha começou a ficar intolerável. Isso obrigou a avó materna de Anne a deixar Aachen, indo morar com a família Frank em Amesterdão. Mesmo com muitos membros do Partido Nazi presentes no seu território, a Holanda tratava os judeus refugiados muito bem e os Frank sentiam-se seguros. Em Maio de 1942, todos os judeus com mais de seis anos de idade foram obrigados a usar a estrela de David costurada nas suas roupas, para separa-los dos não-judeus.
No dia 12 de Junho de 1942, quando Anne completou 13 anos de idade, recebeu de presente um diário e nesse mesmo dia ela escreveu:
”Espero poder contar-te tudo, como nunca pude contar a ninguém, e espero que sejas uma grande fonte de conforto e ajuda.” (12 de Junho de 1942).
Um mês após seu aniversário a família mudou-se para o Anexo Secreto onde Anne escreveu grande parte de seu diário.
No Anexo, Anne queria manter correspondência com pessoas do mundo exterior, o que era extremamente perigoso, obrigando-a a criar amigos imaginários para quem escrevia cartas no seu diário. Com o tempo ela restringiu essas cartas a apenas uma amiga imaginária, o seu diário a quem chamava: Kitty.
Em Março de 1944, depois de ter ouvido uma transmissão na rádio inglesa de Gerrit Bolkestein, membro do governo holandês no exílio, convidando os cidadãos a preservarem as suas histórias de guerra, Anne, decidiu que assim que a guerra terminasse, publicaria um livro baseado no seu diário,até então escrevia o diário, estritamente para si própria.
A partir de Maio de 1944, num período de dois meses e meio, Anne começou a rever o seu diário com o intuito de publicá-lo (em 4 de Agosto do mesmo ano, data em que os moradores do Anexo foram presos pelos nazis, Anne ainda não tinha completado a sua revisão) . Essa ficou conhecida como a versão “B”.
Por volta de 28 de Outubro de 1944 foi transferida com a irmã e Auguste van Pels para Bergen Belsen onde morreu possivelmente no final de Fevereiro ou início de Março de 1945, vítima de tifo. A data universalmente aceite como da sua morte é o dia 31 de Março de 1945, faz hoje 60 anos. Provavelmente o seu corpo foi enterrado nas valas comuns do campo que foi libertado por tropas inglesas em 12 de Abril de 1945.
Depois do Anexo ser invadido de surpresa pela polícia nazi em 4 de Agosto de 1944
, Miep e Bep Voskuijl subiram até o esconderijo e encontraram os cadernos e anotações de Anne espalhados pelo chão. Miep guardou-os com o intuito de entregá-los a Anne quando a menina voltasse.
Quando a guerra terminou e Miep soube que Anne tinha morrido, entregou o material a Otto Frank, recém chegado a Amesterdão dos campos de concentração com as seguintes palavras: “aqui está o legado da sua filha Anne”.

Otto passou a traduzir para o alemão trechos do diário da filha, para anexá-los junto com as cartas que mandava para a sua mãe residente em Basileia. No dia 3 de Abril de 1946, um jornal alemão noticiou a existência do diário de Anne. Em 1947, Otto Frank, encorajado pelos amigos, decidiu publicar uma versão de “B” com muitas modificações.
O Diário de Anne Frank foi publicado na Holanda pela primeira vez em Junho de 1947. Otto tinha realizado o desejo de Anne: tornar-se escritora.
Com uma edição inicial de 1500 cópias, o Diário de Anne Frank foi traduzido e publicado em 67 línguas, sendo um dos livros mais lidos no mundo.

"Anne Frank com tudo o que veio a representar, simboliza também o poder de um livro. Graças ao diário que escreveu, entre 1942 e 1944, no anexo secreto de um armazém em Amesterdão, Anne Frank tornou-se a figura mais memorável da Segunda Guerra Mundial - além de Hitler, evidentemente que também revelou num livro a sua visa e as suas crenças. Decerto modo o Holocausto começou com um livro e terminou com outro.No entanto, foi o livro de Anne que triunfou e que apresentou ao mundo a segunda criança mais famosa da História."
Roger Rosenblatt
Fonte: www.annefrank.com.

quarta-feira, março 30, 2005

Mascarar a Personalidade


High Society 1966, René Magritte

É a maior tragédia, com que o destino pode castigar o homem.
O desejo de ser outro, diferente daquilo que somos: não pode arder um desejo mais doloroso no coração humano.
Porque não é possível suportar a vida de outra maneira, apenas sabendo que nos conformamos com aquilo que significamos para nós próprios e para o mundo.
Temos de nos conformar com aquilo que somos e de ter consciência, quando nos conformamos, de que em troca dessa sabedoria, não recebemos elogios da vida, não nos põem no peito nenhuma condecoração por sabermos e aceitarmos que somos vaidosos ou egoístas, carecas e barrigudos - não, temos de saber que por nada disso recebemos recompensas nem louvores.
Temos de suportar, o segredo é isso.
Temos de suportar o nosso carácter, o nosso temperamento, já que os defeitos, egoísmo e avidez, não os mudam nem a experiência, nem a compreensão.
Temos de suportar que os nossos desejos não tenham plena repercussão no mundo.
Temos de suportar que as pessoas que amamos, não nos amem, ou que não nos amem como gostaríamos.
Temos de suportar a traição e a infidelidade, e o que é o mais difícil entre todas as tarefas humanas, temos de suportar a superioridade moral ou intelectual de uma outra pessoa.

Pequeno texto, de um dos melhores livros que me lembro ter lido.
"As Velas Ardem Até ao Fim", de Sándor Márai.

terça-feira, março 29, 2005

Pequeno

Este post vai acabar antes de ler a palavra grand...

segunda-feira, março 28, 2005

Ainda, o Novo Código da Estrada

A propósito do Novo Código da Estrada, o programa de hoje do Prós e Contras, a ser transmitido na RTP 1, versa o assunto debatido no anterior post.
Fátima Campos Ferreira modera o debate, que tem as duas seguintes perguntas:

Será a nova legislação suficiente para impedir que as tragédias se sucedam?
Ou será que a solução passa pela mudança da atitude pouco cívica dos intervenientes?

Penso que vale a pena ler os comentários deixados no post anterior!
A afirmação era, o valor das multas é obsceno, para a realidade dos salários de miséria dos portugueses.

Armando,Talvez o valor seja obsceno, mas, para as barbaridades que alguns condutores cometem, ainda será baixo.Aproveito para agradecer e deixar, também, os meus votos de Páscoa Feliz.Abraço.DespenteadaMental 03.26.05 - 8:05 am #

Concordo, mas não será a condução da maioria dos portugueses ainda mais obscena???? Boa Páscoa...polittikus Homepage 03.26.05 - 10:45 am #

Desculpa mas discordo. Acho muito bem. O portuga só aprende quando lhe vão ao bolso (e é pouco). Já viste que neste país não há ninguém que não tenha tido um acidente, e que não conheça alguém que morreu na estrada? Temos que acabar com isto, doa a quem doer. Um grande abraço e uma Boa Páscoa!Pedro Homepage 03.26.05 - 11:14 am #

Pedro e PolittikusO bom senso é a coisa melhor distribuída do mundo, todos nós pensámos ter que chegue, por isso pensámos sempre que os acidentes só acontecem aos outros, ou que só os outros são multados.É verdade que ainda há muitos mortos na estrada, mas é preciso ver que a média europeia é de 12 mortos por cem mil habitantes, e nós neste momento estamos bem melhor que essa média.Repara que fizemos um grande caminho para baixar a sinistralidade nas estradas portuguesas. Em 1975 para 1 051 000 veículos matriculados morreram 2 676 pessoas em acidentes, no ano passado para 7 690 000 veículos motorizados morreram 995 pessoas em acidentes rodoviários. É preciso fazer mais?Claro que é, mas a solução não passa por esta barbaridade que são os valores destas multas, mas por uma real educação cívica desde do ensino básico até ao fim do secundário.Também tenho uma pergunta,na realidade três perguntas, todos os dias as televisões abrem telejornais com notícias de mortes nas estradas, a quem serve isso?Já viste alguma seguradora ir à falência?O seguro automóvel é aumentado todos os anos, contestas o aumento anual do teu seguro automóvel?Armando Ésse Homepage 03.26.05 - 11:43 am #

Caritas....mas enfim....Olha, grata pelas palavras ternas...Uma Páscoa abençoada para ti e os teus. Beijo, BShellblueshell Homepage 03.26.05 - 11:50 am #

Aceito a tua resposta. A será por esforço dos condutores que os mortos baixaram? Ou érá por causa dos carros serem mais seguros? é dificil chegar a uma conclusão.polittikus Homepage 03.26.05 - 12:29 pm #

O meu primeiro impulso foi para concordar contigo.Depois vieram-me à memória imagens de tanto carro estacionado de forma tão irresponsável, quantas vezes com dezenas de lugares de estacionamento a 20-30 metros... , ultrapassagens que só de filme de suspense... e achei muito bem este agravamento.Agora lembrei-me da velha questão das percentagens para os agentes das forças policiais, e como já não sei se actualmente têm ou não direito a essas comissões, reservo para mais tarde a minha posição final.É que, se têm, este agravamento, por tão estimulante, pode dar muita dor de cabeça a muito condutor responsável!!!Resumindo, e apesar de tudo: Sem comissões, benvindo o agravamento; com comissões, preferia que não!Ah. Quanto à dos 500 a 2500 por fugir deixando mortos ou feridos no local de acidente, não entendo!!!Pindérico Homepage 03.26.05 - 12:53 pm #

A verdade é que paga o justo pelo pecador. Infelizmente o novo código da estrada tem como principal finalidade a caça à multa, se assim não fosse como seria possível passarem licenças de condução para aqueles mini-carros com matriculas de motorizadas que são um autêntico perigo na estrada visto que os seus condutores nem sabem as mais elementares regras de trânsito???Armando, um grande abraço e obrigado por tudo. Estamos por ai!!!Francis Homepage 03.26.05 - 1:02 pm #


Como sempre, quem é mais penalizado é sempre aquele que cumpre, não tenham dúvidas.Só pergunto o que vão fazer aqueles "senhores" que costumam andar a duzentos e tais à hora, que são filmados pela televisão, mas que continuam a passar por nós a alta velocidade, como se nada fosse com eles?Ainda ontem, vi uma figura pública a passar por mim, a alta velocidade... A velocidade, com que ele passou a portagem, até me fez rir... e é do Norte... ehehehAbraço Menina_marota Homepage 03.26.05 - 2:33 pm #


Viva,O condutor latino não tem o civismo suficiente para separar o que está correcto do incorrecto porque pensa que é o maior condutor do mundo. Também é averso a regras "estúpidas" e "desnecessárias". Para grandes males, grandes remédios. Porque apesar de não concordar com as coimas o condutor português irrita-se quando lhe mexem no bolso! Por isso nada melhor que mexer no bolso para que ele comece a lembrar-se que um dia passou o exame do código. Uma das poucas boas heranças do Santanismo!Abraço,Ricardo Homepage 03.26.05 - 4:50 pm #


Irão estas multas elevadas levar a atenção dos agentes da autoridade para estas faltas, desviando-nos dos grandes assaltos ou crimes? Esperemos que não se inicie a caça à multa.Angela Homepage 03.27.05 - 10:28 am #

Não há dúvida que este canto é de uma mais valia para todos...obrigada Armando pelo excelente serviço público. Muitos como eu sabiam que entrava em vigor o novo código mas com o desconhecimento quase total do mesmo.Em relação ás multas....para mim vão ser pesadas...há que ter mais cautela! Um abraço Luna Homepage 03.27.05 - 11:33 am #

Viva Armando Ésse,Pois o problema está na falta de educação e respeito pelo próximo!Porém, o problema está no facto deste Povo estar sem dinheiro, como pagará o mesmo as suas multas,logo alí na hora?!Foge á Policia?!...Grande correria que vamos ter pelas as estradas, ruelas, caminhos, cruzamentos, pontes e afins!...Quanto ao peso das multas,penso que estará correcto. É uma forma justa de abrandar os aceleras.Aqueles que já perderam alguém na estrada sem nenhuma infracção, concordam com esta forma de ensinar o respeito pelo próximo. Uma Santa Páscoa e um Domingo tranquilo.musqueteira Homepage 03.27.05 - 12:00 pm #

Musqueteira,É exactamente assim que penso.Estas multas vão ser um incentivo a outros tipos de crime, como por ex. fugir à autoridade. Mas ainda há mais um pormenor, para pagar as multas no momento, todos os condutores deverão ter acesso ao Multibanco, o que não é uma tarefa impossível mas certamente será mais difícil ter dinheiro na conta para pagar algumas das multas.Um abraço.Armando Ésse Homepage 03.27.05 - 12:49 pm #

Isto faz-me lembrar a questão da pena de morte. Os crimes muito graves diminuíram nos estados americanos em que continua a vigorar a pena de morte? A pena de morte serve para desmotivar o crime?Agravar as multas não vai mudar nada! Ir à carteira não serve de nada, quando a carteira já tem pouco. Quando tem muito, então ainda menos. O problema, como diz o Armando, e bem, tem a ver com a educaçãozinha. Tratem da Educação Cívica dos cidadãos, em crianças, em adultos...Isabela Homepage 03.27.05 - 7:50 pm #

Bem, discussões à parte, a verdade é que este início vai ser doloroso!Vai andar aí tudo maluquinho a passar multas!Prestem atenção!amie Homepage 03.28.05 - 3:51 am #

Sinceramente n sei q te diga mas uma coisa é certa: tem de se acabar c o péssimo q se vê e q se sabe q acontece nas estradas portuguesas...Acho q mais do que a agravação das multas se se optasse por tranmitir a ideia q a policia estaria mais presente nas estradas portuguesas poderia ser mais eficaz...Mas ng gosta de controlo excessivo...E também ng gosta de pagar multas!Mas é preciso...Abraços da Zona FrancaFreddy Homepage 03.28.05 - 6:01 am #

domingo, março 27, 2005

Yuri Gagarine


Yuri Alekseyevich Gagarine, nasceu no dia 9 de Março de 1934,em Klushino, mais tarde rebaptizada com o seu apelido, filho de um carpinteiro.
Quando tinha 7 anos, os alemães invadiram a União Soviética, o pai alistou-se no Exército Vermelho enquanto a sua mãe, ele, o irmão mais velho e a irmã se refugiavam num local mais seguro.
Já em plena Guerra Fria, ingressa numa escola, onde se forma em metalurgia, até ser chamado pela Força Aérea, em 1955.
Se é certo que o baptismo de fogo esteve longe de correr da melhor maneira, a partir daí Gagarine começou a evidenciar-se como um dos alunos mais valorosos. Graduou-se em 1957, pouco depois de Moscovo ter surpreendido o mundo com o lançamento do «Sputnik»,no dia 4 de Outubro de 1957, o primeiro satélite que o Homem colocou em órbita, tendo desencadeado a corrida espacial.
Em 3 Novembro, ainda longe de se imaginar no espaço, Gagarine casa-se com Valya, no dia em que a famosa cadela Laika foi colocada em órbita, a bordo do «Sputnik 2». Após a sua formação, foi colocado na Base Aérea de Murmansk, junto da fronteira com a Noruega, onde devido ao clima, voar era um risco sempre presente.
Dois anos depois, a Força Aérea pede voluntários, numa altura em que a União Soviética explora a Lua, com o envio das sondas «Lunik». Dos 3500 inscritos, foram escolhidos seis. Além de Gagarine, faziam parte dos eleitos Gherman Titov (que foi o primeiro cosmonauta a perfazer mais do que uma órbita, a bordo do Vostok 2), Valeri Bykovsky, Grigory Nelyubov, Adrian Nikolaev e Pavel Popovich.
O chefe do projecto espacial, Sergei Korolev, numa desconcertante atitude democrática, pediu certa vez aos seis futuros cosmonautas para elegerem quem devia fazer as honras do voo inaugural. «Tovarich» Gagarine recolheu três votos.

No dia 12 de Abril de 1961,Yuri Gagarine ficaria conhecido na História como o primeiro ser humano a viajar no espaço, a bordo do Vostok 1. Iria viver um sonho inspirado sessenta anos antes pelo cientista russo Constantin Tsiolkovsky, que no início do século XX já tinha arquitectado a base da astronáutica moderna.
Eram 7h07, no Cosmódromo de Baikonur no Casaquistão, quando a nave Vostok 1, descolou para seu primeiro e único voo espacial.
Foi um pequeno voo de 108 minutos, o suficiente para que Gagarine se tornasse, aos 27 anos num herói mundial.
De acordo com algumas crónicas da época, conta-se que Yuri Gagarine afirmou durante a sua viagem espacial: “Não vejo aqui nenhum Deus”.
Quando chegou ao solo soviético, Yuri Alekseyevich Gagarine subiu dois postos na hierarquia militar, sendo promovido de tenente a major.
Dois dias depois, a 14 de Abril de 1961,a Praça Vermelha foi palco de uma recepção apoteótica ao “Magalhães do Espaço”, à qual não faltou sequer o líder da União Soviética, Nikita Krushtchev.
As aventuras espaciais do rapaz que ia ser metalúrgico não voltaram a repetir-se. Com a sua figura imortalizada em estátuas e selos, o nome na toponímia e o feito nas páginas de História, Gagarine regressou à sua condição de piloto da Força Aérea. Contudo, não aguentou o peso da fama tornando-se alcoólico. Em 1962 foi eleito/nomeado deputado ao Soviete Supremo, tendo depois voltado para a “Cidade das Estrelas”, a base soviética de pesquisas e ensaios dos voos espaciais. Em 1967 foi escolhido para o lançamento do Soyuz, contudo este projecto foi abortado, após o acidente com o Soyuz que vitimou Vladimir Komarov.
E foi no «cockpit» de um caça MIG-15, em 27 Março de 1968, que o primeiro homem a orbitar a Terra morreu, durante um voo de rotina junto a Kirzhach. Há várias teorias sobre a causa da morte de Gagarine, que vão desde o assassinato por parte do KGB, passando pela teoria que estava embriagado aos comandos do Mig 15, e finalmente, a teoria, mais provável, da despressurização na cabine, que levou a tripulação, devido à falta de oxigénio, a perder o controle do avião e a despenhar-se.
Tinha então 34 anos.

sábado, março 26, 2005

Novo Código da Estrada

Valor das multas é obsceno, para a realidade dos salários de miséria dos portugueses.

Multas mais pesadas e pagas no momento, possibilidade de reter a carta de condução, procedimentos administrativos simplificados e um sistema de penalizações marcam o novo Código da Estrada, que entrou em vigor hoje.
Assim, considera-se, por exemplo, uma infracção muito grave, a velocidade excessiva superior em 60 quilómetros/hora (ligeiros) ou 40 quilómetros/hora (pesados), fora das localidades, sendo sancionada com multas que vão de 300 a 2.500 euros.
As mesmas multas são aplicáveis quando a infracção se verifique dentro das localidades, caso a velocidade excessiva seja superior em 40 quilómetros/hora (ligeiros) ou em 20 quilómetros/hora (pesados).
As multas passam a ser pagas no momento da infracção, embora se o condutor não o quiser fazer possa deixar um depósito de valor igual ao mínimo da coima prevista, ficando com a carta retida caso não possa mesmo pagar (é-lhe dado uma guia para que possa conduzir).
Outra novidade consiste na simplificação do processo administrativo, passando a ser da competência da Direcção-Geral de Viação a decisão, até agora da competência dos tribunais, sobre apreensão ou cassação da carta, embora haja possibilidade de recurso para o tribunal.
A apreensão ou cassação (neste caso o condutor fica mesmo sem carta) da carta de condução passa assim a ser um acto administrativo e pode acontecer quando o condutor praticar contra-ordenações graves ou muito graves, o que constitui outra novidade da lei.
No novo Código distinguem-se as infracções «graves» e «muito graves». A prática de umas ou outras pode levar a Direcção Geral de Viação a confiscar a carta de condução por um período que vai de um mês a um ano (infracções graves) ou dois meses a dois anos, caso se trate de infracções muito graves.
Com este sistema, que cria uma espécie de cadastro para cada condutor, para um automobilista ficar definitivamente sem carta (cassação) basta ser condenado num período de cinco anos por três contra-ordenações muito graves ou cinco contra-ordenações entre graves e muito graves.
Nos casos em que seja determinada a cassação da carta o automobilista só pode obter uma nova ao fim de dois anos.
Quanto às multas, no que respeita às infracções mais correntes, que são as de estacionamento, não houve agravamento, continuando a variar entre 50 e 150 euros (excepto o estacionamento nas passagens de peões e nos passeios).
As multas pela falta de cinto de segurança (120 a 600 euros) mantêm-se inalteradas, o mesmo acontecendo em relação ao uso de telemóvel quando se conduz (mesmos valores).
Porém os automobilistas vão pagar mais nos casos de excesso de velocidade ou condução sob efeito de álcool, procurando-se também penalizar o transporte irregular de crianças e proteger os peões.
A lei alarga ainda para três anos o período em que a carta de condução tem carácter provisório, e responsabiliza o dono do veículo (titular do documento de identificação) pelas infracções cometidas sempre que não seja identificado o infractor.
Tendo em conta que nalguns casos as multas não são maiores mas o tipo de infracção foi alterado, são as seguintes as principais alterações de acordo com os critérios da DGV: Não respeitar sinais de paragem - contra-ordenação muito grave, multa de 500 a 2.500 euros.
Não circular pela faixa da direita - contra-ordenação grave ou muito grave (auto-estradas), multa de 120 a 600 euros.
Ultrapassar risco contínuo - contra-ordenação muito grave, multa entre 49,88 e 249,40 euros.
Parar ou estacionar em passadeiras de peões - contra-ordenação grave, multa entre 60 e 300 euros.
Transportar crianças sem uso acessórios obrigatórios - Contra- ordenação grave, multa entre 120 e 600 euros por criança.
Não usar luzes de perigo quando obrigatório - contra-ordenação grave (muito grave em auto-estrada), multa entre 60 e 300 euros.
Atirar objectos pela janela - multa entre 60 e 300 euros.
Falar ao telemóvel a conduzir (sem usar acessórios como auriculares) - contra-ordenação grave, multa entre 120 e 600 euros.
Falta de colete (dentro de 90 dias) - não ter colete multa entre 60 e 300 euros, não o estar a usar se necessário multa entre 120 e 600 euros.
Abandonar local de acidente com mortos ou feridos - contra- ordenação muito grave, multa entre 500 e 2.500 euros.
Circular sem seguro - contra-ordenação grave (responsabilidade do proprietário), multa entre 250 e 2.500 euros.
Fonte DD.

quinta-feira, março 24, 2005

Júlio Verne


Júlio Gabriel Verne nasceu em 8 de Fevereiro 1828 na cidade de Nantes, em França, filho de Pierre Verne e Sophie Verne, sendo o mais velho de cinco irmãos. Júlio Verne fez toda a instrução primária e secundária na sua cidade natal e aos vinte anos com o intuito de estudar direito muda-se para Paris corria o ano de 1848.
Apaixonado pela literatura e pelo teatro logo começa a escrever peças e incentivado por Alexandre Dumas (Pai) , estreia a sua primeira peça em 1850 “Palhas Quebradas” , neste mesmo ano começa a trabalhar no Teatro Lírico de Paris. Em 1851 demonstra um grande interesse pelas novas descobertas científicas e pela geografia, ciências pelas quais sempre teve fascínio porém agora o seu interesse visa o propósito maior, de soltar as rédeas da imaginação para escrever as suas obras.
Em 1857 casa-se com a jovem viúva Honorine-Anne-Hebe Morel, que já tinha duas filhas e com a qual teve o seu único filho, Marcel e para manter a casa emprega-se na Bolsa de Valores de Paris, mas sem deixar de lado seus escritos. A carreira literária de Júlio Verne começou a destacar-se quando o mesmo se associou a Pierre Jules Hetzel.
Em 1862 ele apresenta à editora Hetzel a obra “ Cinco Semanas em Balão”, a venda desse livro foi um sucesso em França e depois em todo o mundo. Hetzel assina um contrato com Verne de vinte anos e com os ganhos das suas futuras obras ele pode abandonar seu emprego na Bolsa de Valores e dedicar-se inteiramente à literatura.. Este seu primeiro grande sucesso rendeu-lhe fama e dinheiro e a sua produção literária entrou num ritmo alucinante. Quase todos os anos Hetzel publicava um novo livro de Verne, quase todos grandes sucessos.
Júlio Verne teve uma basta produção literária de mais de oitenta livros, que se destacam: Vinte Mil Léguas Submarinas. A Volta ao Mundo em Oitenta Dias. Viagem ao Centro da Terra. Cinco Semanas em Balão. A Ilha Misteriosa. Da Terra à Lua. Miguel Strogoff. Os Filhos do Capitão Grant. A Escola dos Robinsons. A Invasão do Mar. O Farol do Fim do Mundo. A Esfinge dos Gelos. A Procura dos Náufragos. A Casa a Vapor. A Jangada. O Arquipélago de Fogo. A Serpente do Mar.
O seu último livro publicado foi “Paris no Século XX”, que foi escrito em 1863, mas apenas publicado em 1989, quando o manuscrito foi encontrado guardado por um bisneto de Verne. O livro tem um conteúdo depressivo, e Hetzel aconselhou o escritor a não publicá-lo na época, pois fugia à fórmula de sucesso dos livros já escritos, que falavam de aventuras extraordinárias. Verne seguiu seu conselho e guardou o manuscrito num cofre, só sendo encontrado mais de um século depois. Até hoje Júlio Verne é o escritor cuja obra foi mais traduzida em toda a história, com traduções em 148 línguas, segundo a UNESCO.

Júlio Verne foi escritor, ensaísta e escreveu também para o teatro, no entanto tornou-se famoso pelas suas obras onde a aventura e as grandes descobertas científicas são o tema dos seus enredos, sendo considerado um visionário já que muito antes do homem viajar para a Lua, ou da invenção do fax ou do submarino nuclear, Verne já colocava ao dispor de seus leitores essas jóias da tecnologia.
Em “20.000 Léguas Submarinas” surge o Nautilus , submarino movido a energia nuclear, no livro “o Dono do Mundo” aparece o vídeo-telefone, na aventura “Da Terra à Lua” surge o foguetão, em “Paris no Século XX” aparece a descrição de um aparelho semelhantes ao fax, e na obra “A Casa a Vapor”, aparece uma descrição do tanque de guerra.
Júlio Verne era considerado um pouco à margem das grandes obras e escritores da época (século XIX), porém sua imaginação prodigiosa e suas histórias fantasiosas conquistaram um público cativo que ávido por aventuras e descobertas científicas viram na obra de Verne uma válvula de escape. As suas obras falam da humanidade e do seu futuro com grande esperança.
Morreu aos 77 anos de idade em 24 de Março de 1905, faz hoje precisamente 100 anos.

quarta-feira, março 23, 2005

Memória das Minhas Putas Tristes


" No ano dos meus noventa anos quis oferecer a mim mesmo uma noite de amor louco com uma adolescente virgem.Lembrei-me de Rosa Cabarcas, a dona de uma casa clandestina que costumava avisar os seus bons clientes quando tinha uma novidade disponível.Nunca sucumbi a essa nem a nenhuma das suas muitas tentações obscenas, mas ela não acreditava na pureza dos meus princípios.A moral também é uma questão de tempo, dizia com um sorriso maligno, tu verás."

Com este relato, começa o romance Memória das Minhas Putas Tristes, que é a história de um velho jornalista, que no dia do seu nonagésimo aniversário deseja festejar a sua longa existência de prostitutas, livros e crónicas com uma noite de amor com uma jovem virgem. Este nonagenário nunca teve uma relação sexual sem pagar por ela, frequentador assíduo de bordeis, esteve um dia para casar, mas resolveu não comparecer, à última da hora, no seu casamento. Jornalista, ex.professor de castelhano e latim, reformado de uma carreira de "inflacionador de telegramas" no El Diário de la Paz, este nonagenário conta-nos a condição de alguém que perto da morte, ainda está disponível para descobrir novas formas de amar.Mais do que uma reflexão sobre a velhice, Memória das Minhas Putas Tristes é o relato de uma experiência de paixões e a celebração das alegrias/tristezas do amor.
Não sendo uma obra maior de Gabriel García Márquez, as 114 páginas do livro lêem-se sem que se dê conta de que está a chegar ao final.
Gabriel García Márquez nasceu em 1928, em Aracataca na Colômbia, e tem uma basta produção literária da qual destaco como obras maiores, Cem Anos de Solidão e O Amor em Tempos de Cólera. Recebeu o Prémio Nobel da Literatura em 1982.

terça-feira, março 22, 2005

A Propósito


A propósito da comemoração do Dia Mundial da Água, que se celebra hoje, deixo aqui algumas dicas para poupar água, isto porque a inspiração é muito pouca para me aventurar a escrever sobre o assunto que gostava de divagar.
Então, sempre que possível:

-Feche as torneiras enquanto se ensaboa, barbeia ou escova os dentes.
-Prefira o duche ao banho de imersão:enquanto necessita de 100 litros de água para o banho de imersão, com apenas 30 litros de água toma o seu duche.
-repare torneiras ou autoclismos que pingam: os desperdícios podem chegar aos 5 litros por hora.
-Escolha autoclismos com baixa capacidade ou com possibilidade de regular as descargas.Os gastos familiares podem baixar até dezoito mil litros por ano.
-Instale dispositivos economizadores de água nas suas torneiras e chuveiros.Apesar de diminuírem o caudal, como misturam ar à água, aumentam a pressão.

-Quero chamar a atenção que não vendo produtos para cozinhas e casas de banho.

Este ano, a comemoração do Dia Mundial da Água, deve ter um significado mais amplo, pela situação quase extrema de seca que o nosso país se encontra.
Poupem a água porque é o nosso bem mais precioso, e ajudem os agricultores consumindo mais vinho.
Como mera informação o ano passado foi uma colheita excepcional, em qualidade e em quantidade e os agricultores precisam desesperadamente de escoar o vinho das adegas.
Um abraço.

segunda-feira, março 21, 2005

Dia Mundial da Poesia

Liberdade

Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não fazer !
Ler é maçada,
Estudar é nada.
Sol doira
Sem literatura
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como o tempo não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.

Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quanto há bruma,

Esperar por D.Sebastião,
Quer venha ou não !
Grande é a poesia, a bondade e as danças...

Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
Mais que isto

É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...

Fernando Pessoa

Ayrton Senna


Ayrton Senna fazia hoje 45 anos se fosse vivo.
Ayrton Senna da Silva nasceu em 21 de Março de 1960, filho de um importante homem de negócios brasileiro, e em pequeno sofria de problemas de coordenação motora, resolvido eficazmente quando a criança de quatro anos começou a conduzir um pequeno veículo. O “vírus” da condução ficou e, segundo Senna, foi devido a ele que terminou os seus estudos, uma vez que a regra em sua casa era “quem não estuda não pode conduzir”.Em 1972, Emerson Fittipaldi ganhou para o Brasil o primeiro título de Fórmula 1, e Senna, então um adolescente, acompanhou toda a excitação, escolhendo para ídolos Jackie Stewart, Jim Clark e Emerson Fittipaldi. Ayrton Senna da Silva começou no karting, tal como fazem a maior parte dos jovens que se iniciam no desporto automóvel e que querem chegar ao topo, à Fórmula 1 e, embora sem tradições familiares no desporto automóvel, desde logo evidenciou o seu grande talento. Em 1974, o pequeno prodígio vencia a categoria júnior do campeonato de São Paulo, não tendo parado de ganhar desde então.
Ayrton da Silva, era o nome que usava, chegou à Europa em 1981, para ficar, depois de se iniciar na alta competição em 1977 vencendo, nesse ano e em 1978 o campeonato pan-americano de karting e o Brasileiro entre 1978 e 1981. Nesses anos, nas suas quatro tentativas de se sagrar campeão do mundo, único título que não conquistou, Ayrton foi 2 vezes vice-campeão, em 1979, no Estoril e em 1980, em Nivelles.
De 1981 a 1983, Ayrton Senna torna-se campeão por 5 vezes, ganhando os campeonatos RAC e Townsend Thorensen de Fórmula Ford 1600 em 1981, os campeonatos inglês e europeu de Fórmula Ford 2000 em 1982 e, o campeonato inglês de Fórmula 3 em 1983. Estas eram as provas que serviam, então, de antecâmara da Fórmula 1 e nelas participavam, obrigatoriamente, todos aqueles que almejavam a entrar no restrito mundo dos grandes prémios. E nelas, Ayrton Senna não só ganhou mais de 60% das corridas que disputou como em 1982 ganhou 21 das 27 provas disputadas e em 1983 ganhou as primeiras 9 corridas de Fórmula 3 que compunham o campeonato.
As portas da Fórmula 1 abriram-se de par em par e todos os patrões das equipas queriam o jovem brasileiro. Apesar da Brabham lhe acenar com um contrato e, da primeira experiência com um teste, ainda em 1983, com um Williams, Senna estreia-se na Fórmula 1 em 1984, com 24 anos, no G.P. do Brasil, com a Toleman-Hart e, logo nesse ano delicia o mundo da Fórmula 1 com a sua prestação no G.P. do Mónaco, onde não ganhou porque a corrida foi interrompida com o brasileiro na segunda posição e, com as prestações que conseguia alcançar na grelha de partida ao volante de tal carro. Seguiu-se a primeira vitória no Estoril em 1985, já na Lotus, a luta pelo título mundial em 1986 e 1987, sempre com a Lotus, título mundial que chegou em 1988, em Suzuka, com a McLaren, perdido injustamente em 1989 mas, reconquistado em 1990 e 1991, sempre ao volante dos McLaren, a que se juntam os vice-campeonatos em 1989 e, na memorável época de 1993.
Em 16 anos e meio de presença na alta roda do desporto automóvel Ayrton Senna conquistou mais de uma centena de vitórias, oito campeonatos internacionais, e, 4 vice-campeonatos. Na Fórmula 1, em particular, foram 11 anos, 3 títulos de campeão do mundo, 41 vitórias, 65 pole-positions, milhares de voltas e quilómetros no comando, número que parou de aumentar, naquela tarde fatídica do primeiro de Maio de 1994, com Ayrton Senna no lugar de sempre, o primeiro, comandando uma corrida. Foi o dia mais negro de sempre para a Fórmula 1 que, nunca mais foi o que era. De repente, de forma brutal, desapareceu um ídolo de milhões de pessoas, um ícone do “circo”, o melhor piloto de todos os tempos, alguém que nos deliciava com a sua magia ao volante de um monolugar de Fórmula 1, alguém que não deixava ninguém indiferente, alguém com um talento, competência, concentração, rapidez e empenhamento nunca vistos, que se encontrava próximo da perfeição, que reunia em si todas as características que um piloto de competição deve possuir, alguém que marcou a Fórmula 1 para sempre. Senna era genial, único e insubstituível.

Para saber mais sobre a vida e carreira de Ayrton Senna, visite senna.globo.com/institutoayrtonsenna/.

sábado, março 19, 2005

A Conspiração de Papel


Vencedor do prestigiado Edgar Allan Poe Award, para o melhor romance de estreia, David Liss cria, em A CONSPIRAÇÃO DE PAPEL, um romance histórico sobre o primeiro crash da bolsa no mundo, conhecido historicamente como a Bolha do Mar do Sul, ocorrido em 1720. Como personagem principal, um judeu português, detective, espadachim , que conheceu a fama através de lutas de boxe, num sub mundo que o conhecia como “O Leão de Judá”. Benjamin Weaver é um estranho na Londres do século XVIII: um judeu entre cristãos, um rufião entre aristocratas, um pugilista aposentado que, contratado pela nobreza de Londres, viaja pelo mundo do crime, perseguindo devedores e ladrões. Em A CONSPIRAÇÃO DE PAPEL, no entanto, Weaver investiga um crime do tipo mais pessoal: a morte de seu pai - um notório especulador da bolsa, de quem não tinha notícias há anos. Descendo ao sub mundo do crime londrino, Weaver ziguezagueia entre bordéis, cervejarias, prisões e casas de jogo, para descobrir uma conspiração que o ameaça não só a si, mas também à própria Inglaterra.
Para encontrar as respostas, Weaver tem de enfrentar uma prostituta desesperada, que sabe demais sobre o seu passado, parentes que lhe cobram a sua alienação da fé judaica e uma conspiração de poderosos homens do mundo das finanças britânicas. Com cérebro e muitos músculos, Weaver esbarra no início de uma nova ordem económica, baseada na especulação de acções - um meio de vida que traz grande risco aos investidores e perigo real e concreto para Weaver e sua família.
A CONSPIRAÇÃO DE PAPEL foi considerado pela crítica especializada, um dos melhores romances históricos do ano, bem como um retrato inteligente e divertido da origem dos mercados financeiros actuais. Escrito com cuidado erudito com a reconstituição de época, o livro faz de Benjamin Weaver um protagonista irresistível, que aposta seu conhecimento do nascente mercado de acções num novo tipo de trabalho detective.
David Liss nasceu em 1966 e cresceu no sul da Florida. É actualmente candidato a um doutorado no Departamento de Inglês da Universidade de Columbia, onde completa sua dissertação sobre como o romance de meados do século XVIII reflecte e modela o surgimento da ideia moderna de finanças pessoais. Publicou inúmeras teses sobre sua pesquisa e também escreveu sobre Henry James. Recebeu vários prémios por seu trabalho, inclusive a Bolsa do Presidente da Columbia, uma Bolsa de Pesquisa da A.W. Mellon e a Bolsa de Dissertação Whiting. Tem um diploma de master of Arts pela Universidade Estadual da Georgia e um diploma de Bachelor of Sciense da Univesidade de Syracuse. Liss mora em San António com a sua mulher e filha.

segunda-feira, março 14, 2005

O Milagre da Vida


Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.
Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.
Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.
Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.
Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.
Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.


Albert Einstein

sexta-feira, março 11, 2005

quinta-feira, março 10, 2005

Anjos e Demónios

Anjos e Demónios anunciado como o novo romance de Dan Brown, mas cronologicamente anterior, editado em 2000, a "Código da Vinci", foi um dos livros que me acompanhou nesta forçada ausência. Livro ideal para umas onze longas horas passadas dentro de um avião. O enredo começa com o brutal assassínio do cientista do CERN, Leonardo Vetra, que tinha recentemente descoberto a antimatéria. O director-geral do CERN, o Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire, Maximilian Kohler chama o professor de Simbiologia Religiosa da Universidade de Harvard, Robert Langdon para identificar o estranho símbolo gravado no peito do cientista assassinado. A sua conclusão é avassaladora: a marca é de uma antiga irmandade chamada Illuminatti, supostamente extinta há séculos e inimiga da Igreja Católica. Quando Robert Langdon chega a Roma, acompanhado de Vittoria Vetra, filha do cientista assassindado e co-investigadora na descoberta da antimatéria, o Conclave prepara-se para reunir na Capela Sistina, para eleger um novo Papa, pois o anterior Papa tinha sido assssinado quinze dias antes.Entretanto, os quatro cardeais favoritos à eleição para Papa, são raptados e professor Langdon é o único que têm as pistas para os descobrir, antes de serem assassinados. Tarefa que não vai conseguir levar a bom porto e ao mesmo tempo que os cardeais são raptados a Guarda Suiça, responsável pela segurança da Cidade do Vaticano é informada de que uma perigosa arma de antimatéria, que tinha sido roubada do CERN, está na Cidade do Vaticano com o propósito de a arrasar.Robert Langdon procura desesperadamente a arma de antimatéria no meio de intricadas pistas deixadas pelos Illuminatti, tendo apenas doze horas para salvar o Vaticano.
Como seria de esperar o final é feliz, ao estilo dos filmes de Indiana Jones, acabando mesmo a heroína nos braços do professor.
Uma história que se lê à velocidade em que decorre a própria aventura de menos de 24 horas.
Nunca aconselho livros.

quarta-feira, março 02, 2005

Guerra Fria


Com o fim da Segunda Guerra Mundial acabou a hegemonia da Europa no mundo. Duas potências dividiram a herança: Estados Unidos da América e União Soviética.
Tendo como base a disputa pela hegemonia mundial entre as duas potências, a guerra fria estenderar-se-á por mais de 40 anos. Com sistemas sociais e políticos opostos, armas nucleares e políticas de conquista da hegemonia mundial, Estados Unidos e União Soviética mantêm o mundo sob a ameaça de uma guerra nuclear.
Ameaça nuclear
Após a explosão da primeira bomba atómica em 1945, os Estados Unidos fazem testes de novas armas nucleares no atol de Bikini, no Pacífico, e criam a Comissão de Energia Atómica para a expansão de seu poderio nuclear. Em 1949 a União Soviética explode seu primeiro artefacto atómico no deserto do Kazaquistão, entrando na corrida nuclear. O mundo ingressa assim na era do terror atómico, na qual cada uma das super potências se esforça por conseguir uma bomba mais potente que a experimentada pela outra. Em 1952 os Estados Unidos explodem a primeira bomba de hidrogénio, com potência de 15 milhões de TNT (750 vezes mais potente que a primeira bomba atómica). Em 1955 a União Soviética lança sua bomba de hidrogénio de um avião, considerado um importante avanço técnico sobre os norte-americanos. Essa corrida coloca o mundo diante do perigo da destruição. Mas outros países, como Reino Unido, França, China, Paquistão e Índia, entram no rol de países que têm armas nucleares. Israel é suspeito de ter arnas nucleares. Em 1963 é assinado o primeiro acordo de limitação de actividades nucleares, proibindo testes na atmosfera.
Reconstrução da Europa Ocidental
Missão gigantesca diante da destruição causada pela guerra. Só em perdas humanas a URSS teve 17 milhões; a Alemanha, 5,5 milhões; a Polónia, 4 milhões; a Jugoslávia, 1,6 milhão; a França, 535 mil; a Itália, 450 mil; os Estados Unidos, 410 mil; e o Reino Unido, 396 mil.
Plano Marshall
O Programa de Reconstrução da Europa (ERP) é elaborado em 1947 pelo Secretário de Estado norte-americano George C. Marshall (1880-1959), com base na Doutrina Truman. Os Estados Unidos decidem abandonar a colaboração com a URSS e investir maciçamente na Europa ocidental para barrar a expansão comunista e assegurar sua própria hegemonia política na região. Washington fornece matérias-primas, produtos e capital, na forma de créditos e doações. Em contrapartida, o mercado europeu evita impor qualquer restrição à actividade das empresas norte-americanas. Entre 1948 e 1952, o Plano Marshall fornece 14 biliões de dólares para a reconstrução europeia.
Hegemonia dos EUA
Conquistada em virtude do fortalecimento dos Estados Unidos durante a guerra, concomitante ao enfraquecimento relativo das potências europeias. A economia norte-americana se expande internacionalmente. Suas Forças Armadas detêm o monopólio da bomba atómica e disseminam bases pelo mundo. Washington dita a política no Ocidente e disputa a hegemonia no resto do planeta. A supremacia económica é alcançada com a exportação de capitais, empresas, produtos industriais e agrícolas e tecnologia. As empresas norte-americanas tornam-se multinacionais, com filiais espalhadas por todo o mundo. Exercem influência sobre as economias nacionais e determinam seu rumo. A busca da hegemonia política tem por base a Doutrina Truman.
Doutrina Truman
Estabelecida em 1947. Determina que os Estados Unidos prestem ajuda militar e económica a todos os países e regimes que se oponham à expansão comunista. Em 1949 o presidente Harry S. Truman proclama a responsabilidade mundial dos Estados Unidos.
NATO
A Organização do Tratado do Atlântico Norte é fundada em 1949, em Washington, para a defesa colectiva dos regimes democráticos, por meio de uma estreita colaboração política, económica e militar entre os países anticomunistas. Possui um comité de chefes de Estado-Maior e vários comandos regionais.
Política interna
A aplicação da política externa de confronto com a URSS, estabelecido pela Doutrina Truman, reflecte-se internamente na adopção de políticas repressivas. Em 1947 o Congresso norte-americano aprova a Lei Taft-Hartley, declarando ilegais certas formas de greve, limitando a representação dos sindicatos e concedendo ao presidente o direito de suspender greves.
Anticomunismo
Intensifica-se a partir de 1950, com a aprovação da Lei MacCarran-Nixon, exigindo o registro de todas as organizações ou simpatizantes da ideologia comunista. Essa lei é a base imediata do desencadeamento do macarthismo nos Estados Unidos e de sua disseminação mundial, estimulando restrições às actividades socialistas e comunistas na maioria dos países sob influência norte-americana, inclusive na Europa.
Macarthismo
Movimento iniciado pelo senador Joseph McCarthy, em 1951, com a organização de comissões de investigação que acusam de actividades anti americanas qualquer pessoa suspeita de ligação com movimentos ou organizações consideradas comunistas. Realiza uma caça às bruxas na área cultural, atingindo artistas, directores e argumentistas que durante a guerra manifestam-se a favor da aliança com a União Soviética e, depois, a favor de medidas para garantir a paz e evitar nova guerra. Charlie Chaplin é o mais famoso entre os artistas perseguidos pelo macarthismo. Sindicalistas, cientistas, diplomatas, políticos e jornalistas também são alvo de perseguições. Em 1960 o Senado reconhece que as actividades das comissões dirigidas por McCarthy colocam em risco a acção do governo.
Organização sindical
Durante o macarthismo, uma comissão investigadora demonstra o domínio de vários sindicatos pelo gangsterismo. Em virtude disso, em 1954 a Associação dos Operários Portuários, dos Agentes de Transportes e Camionistas (Teamsters), a dos Padeiros e a dos Trabalhadores em Lavandarias são excluídas da American Federation of Labor (AFL). Em 1955 há a fusão da AFL com o Congress of Industrial Organizations (CIO), resultando na AFL-CIO.
Intervencionismo
Como decorrência da Doutrina Truman, os Estados Unidos intervêm em todas as partes do mundo que consideram ameaçadas pela expansão comunista. Na América Latina, a coordenação das acções militares é realizada em Washington, no Colégio Inter-americano de Defesa, criado em 1950, e na Zona do Canal do Panamá, na Escola das Américas, criada em 1961 pelas Forças Armadas dos EUA. Na Ásia, a coordenação é realizada através dos tratados e organizações internacionais de defesa, enquanto na Europa e África é feita pela OTAN.
Corrida espacial
As primeiras experiências com foguetes datam de 1935. São realizadas simultaneamente na Alemanha e Estados Unidos e estão directamente vinculadas às pesquisas sobre novos armamentos. Durante a 2a Guerra Mundial, o governo alemão usa os princípios de propulsão de foguetes para construir as primeiras bombas voadoras, a V-1 e a V-2, num programa coordenado por Wernher von Braun. É com essa tecnologia capturada dos alemães que Estados Unidos e União Soviética dão início à chamada corrida espacial: a luta pela primazia na conquista do espaço. Cada passo dessa corrida traduz-se em avanços tecnológicos: novos materiais, aperfeiçoamento de motores, armamentos, satélites meteorológicos e de comunicação.
Pioneirismo soviético
A União Soviética é a primeira a obter sucesso no lançamento de satélites artificiais e sondas espaciais. Em 1957 lança o Sputnik, o primeiro satélite artificial a orbitar a Terra. No mesmo ano, com o Sputinik 2, mandam o primeiro ser vivo ao espaço, a cadela Laika. São pioneiros também em ultrapassar o campo de gravidade da Terra com a sonda Lunik 1, que sobrevoa a Lua em 3 de Janeiro de 1959, e a atingir outro planeta, com a sonda Venera, que atinge Vénus em 12 de Fevereiro de 1961. A sua grande vitória, no entanto, é mandar o primeiro homem ao espaço: em 12 de Abril de 1961 o astronauta Yuri Gagarine permanece em órbita por 1h48min. Vencem, assim, a primeira etapa da corrida espacial.
O homem na Lua
A primazia dos soviéticos leva aos Estados Unidos a ânsia de chegar à Lua, primeiro que os soviéticos. Aperfeiçoam foguetes de lançamento e naves, realizam missões de longa duração, treinam manobras de encontro e acoplamento de naves no espaço. O programa espacial soviético sofre várias interrupções e os norte-americanos tomam a dianteira. Dia 16 de Julho de 1969 o foguete Saturno 5 leva a nave Apollo 11 até a órbita da Terra. Quatro dias depois, dia 20 de Julho, às 20h17 , o módulo lunar Eagle pousa na Lua. O astronauta Neil Armstrong é o primeiro homem a pisar num outro corpo celeste. Os Estados Unidos vencem a segunda fase da corrida espacial.
Satélites de comunicação
Em 1960 os Estados Unidos começam as experiências com satélites meteorológicos e de comunicação. Em Julho de 1962 inauguram o sistema de transmissão intercontinental de imagens de televisão com o satélite Telstar. Os satélites de comunicação evoluem rapidamente e transformam-se em um grande negócio. Nos anos 70, Japão e China lançam satélites com tecnologia própria. Em 1978 a Agência Espacial Europeia entra na corrida espacial com os foguetes lançadores Ariane. A França passa a controlar sozinha o projecto Ariane em 1984 e, actualmente, detém cerca de 50% do mercado mundial de lançamento de satélites.
Laboratórios espaciais
Depois de chegarem à Lua em 1969, os norte-americanos prometem mandar um homem a Marte até 1985, mas seu programa espacial é desacelerado. Surgem novas prioridades: as pesquisas de novos materiais, medicamentos, armamentos, com grande participação de capitais privados. Os soviéticos lançam em 1971 a primeira estação espacial, a Salyut, um laboratório espacial. Os norte-americanos constroem a estação Skylab em 1973 e os soviéticos lançam a primeira estação orbital permanente, a Mir, em 1986. Com as estações espaciais, surge um novo tipo de nave: os vaivéns espaciais.
Observações astronómicas
Desde os anos 60, soviéticos e norte-americanos vêm lançando sondas espaciais exploratórias. Até o início da década de 90, todos os planetas do Sistema Solar, excepto Plutão, são visitados, fotografados e mapeados por sondas. Em 1990 os Estados Unidos lançam o telescópio orbital Hubble com capacidade de observar eventos a mais de 10 biliões de anos-luz da Terra.
Expansão soviética
Apesar das perdas humanas e materiais, a URSS sai da guerra como grande potência económica e militar. Aumenta a centralização política, a pretexto de uma rápida recuperação económica e do perigo de uma nova guerra, desta vez contra as potências ocidentais, tendo os Estados Unidos à frente. Estaline centraliza em 1946 as funções de secretário-geral do Partido Comunista, primeiro-ministro e ministro da Defesa. Reorganiza os organismos de repressão política e intensifica a perseguição aos opositores. A economia é restaurada através da planificação centralizada, com prioridade para a indústria pesada. Em 1950 a produção industrial e agrícola atinge os níveis anteriores à guerra. As regiões industriais no oeste do país são reconstruídas e tem início a exploração da Sibéria. Intensifica-se a mecanização agrícola e as áreas de cultivo são ampliadas. Entra em execução um plano de massificação do ensino básico e técnico e tem início o rearmamento. O V Plano Quinquenal, entre 1951 e 1955, é voltado para a realização de obras energéticas e de irrigação e transporte fluvial. São executados projectos de armas modernas, centradas em artefactos nucleares e foguetes, e começa a pesquisa espacial.
Cortina de ferro
Baseada em seu poderio militar, na presença de tropas soviéticas na Europa oriental e no extremo oriente e no renascimento dos partidos comunistas e socialistas em muitos países, a União Soviética passa a desenvolver uma política de hegemonia para fazer frente à ascensão dos Estados Unidos no Ocidente e na Ásia. Realiza a centralização política da Europa oriental por meio de tratados de paz, reparações de guerra, ocupações militares e apoio à formação de governos comunistas.
Pacto de Varsóvia
Firmado na capital polaca, em 1955, para ajuda mútua em caso de agressões armadas aos países do bloco soviético na Europa, é o principal instrumento da hegemonia militar da União Soviética.

Conferência de Yalta


Começo da Guerra Fria
Entre 4 e 11 de Fevereiro de 1945, o líder da União Soviética, José Estaline, o Presidente norte-americano Franklin Delano Roosevelt e o primeiro ministro britânico, Winston Churchill, envolveram-se numa maratona negocial que decorreu em Yalta, uma estância balnear do mar Negro, Ucrânia. Este encontro ficou conhecido com a conferência de Yalta, onde os "big three", resolveram como haveríamos de viver durante mais de meio século. No final da conferência em 11 de Fevereiro de 1945, o futuro mapa da Europa ficava traçado por áreas de influência e URSS, EUA e Grã-Bretanha arrogavam-se o direito de moldar a realidade mundial para as décadas seguintes.Para uns, a Conferência de Yalta deve ser recordada como o momento em que Roosevelt aceitou legitimar a expansão do comunisto para o Leste europeu e para a Ásia. Churchill afirmou que Roosevelt escreveu, num guardanapo, quais os países que Estaline poderia dominar e que o ditador soviético guardou o guardanapo. Para outros, a Conferência não é só o começo da guerra fria mas também o triunfo da "realpolitik".