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A última ceia de Kenneth Boyd, condenado à morte na Califórnia do Norte, foi ontem à noite. Dado como culpado do assassinato da mulher e do sogro, o prisioneiro saltou para as páginas dos jornais por ser o milésimo condenado à pena capital desde que os Estados Unidos a restabeleceram em 1976, depois de uma moratória de dez anos.
Desde então, 832 condenados foram mortos por injecção, 152 por electrocussão, 11 na câmara de gás, três por enforcamento e dois fuzilados.
A pena de morte é legal em 38 dos 50 Estados norte-americanos. As atenções centraram-se em Kenneth Boyd por se tornar no milésimo condenado a ser executado.
Um condenado da Virgínia deveria ter alcançado este número simbólico na passada quarta-feira, mas o governador deste Estado decidiu na véspera comutar a pena de morte em prisão perpétua.
Antes de ser executado, Boyd teve uma última refeição simples, bife, salada e um refrigerante, que comeu cerca das 17:00, indicou Keith Acree, porta-voz da administração penitenciaria da Carolina do Norte.
A sua família passou o dia de quinta-feira ao seu lado na prisão central de Raleigh, um edifício bege no qual está situada o quarto de execução.
Diante da prisão de Raleigh centenas de abolicionistas manifestaram-se.
O director da Amnistia Internacional denuncia que "o facto do país mais rico e mais poderoso do mundo continuar a matar como forma de resolver os seus problemas sociais não reflete o respeito pelos direitos humanos nem a imagem de uma sociedade civilizada".
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